{"id":61522,"date":"2025-11-27T10:23:47","date_gmt":"2025-11-27T13:23:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=61522"},"modified":"2025-11-27T10:31:52","modified_gmt":"2025-11-27T13:31:52","slug":"o-quao-pouco-os-brasileiros-conhecem-das-profundezas-dos-oceanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-quao-pouco-os-brasileiros-conhecem-das-profundezas-dos-oceanos\/","title":{"rendered":"O qu\u00e3o pouco os brasileiros conhecem das profundezas dos oceanos"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/af81d843-gp1swps6_pressmedia-2500px-1-1024x680.jpg\" title=\"otografia macro de um pequeno organismo marinho transparente, com olhos escuros e diversas estruturas finas e alongadas que se espalham como fios luminosos ao redor da cabe\u00e7a. O fundo \u00e9 totalmente preto, destacando os detalhes do animal.\" alt=\"Fotografia macro de um pequeno organismo marinho transparente, com olhos escuros e diversas estruturas finas e alongadas que se espalham como fios luminosos ao redor da cabe\u00e7a.\" class=\"wp-image-61524\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/af81d843-gp1swps6_pressmedia-2500px-1-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/af81d843-gp1swps6_pressmedia-2500px-1-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/af81d843-gp1swps6_pressmedia-2500px-1-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/af81d843-gp1swps6_pressmedia-2500px-1-1536x1020.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/af81d843-gp1swps6_pressmedia-2500px-1-2048x1360.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/af81d843-gp1swps6_pressmedia-2500px-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Solvin Zankl \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>O oceano profundo absorve mais de 90% do calor excedente e cerca de 40% do CO\u2082 emitido pela humanidade. Colocar esse sistema em risco \u00e9 uma aposta perigosa<\/em><\/p>\n\n<p>A dist\u00e2ncia m\u00e9dia da Terra \u00e0 Lua \u00e9 de aproximadamente 384.400 km, e mesmo sendo t\u00e3o longe de nosso planeta azul, o ser humano conhece mais a superf\u00edcie da Lua do que o mar profundo.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Essa afirma\u00e7\u00e3o acaba de ganhar uma base cient\u00edfica ainda mais chocante por meio do estudo publicado na revista <a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.adp8602\"><em>Science Advances<\/em><\/a>, que demonstrou que a humanidade <strong>observou visualmente apenas 0,001% do fundo do mar em profundidades superiores a 200 metros<\/strong>, uma parcela min\u00fascula, menor que o territ\u00f3rio do Distrito Federal. E esse n\u00famero ainda pode estar superestimado.<\/p>\n\n<p>A maior parte dessas imagens foi obtida <strong>em apenas tr\u00eas pa\u00edses<\/strong>: Estados Unidos, Jap\u00e3o e Nova Zel\u00e2ndia. Nas \u00e1guas brasileiras, por exemplo, foram realizados <strong>apenas 135 mergulhos<\/strong> em profundidade superior a 200 metros, todos liderados por embarca\u00e7\u00f5es e equipes estrangeiras. Ou seja:<\/p>\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><mark style=\"background-color:#80d643\" class=\"has-inline-color has-white-color\"><strong>O Brasil praticamente n\u00e3o conhece o seu pr\u00f3prio oceano profundo<\/strong>.<\/mark><\/h4>\n\n<p>Esse dado \u00e9 alarmante, especialmente diante das amea\u00e7as que pairam sobre essas regi\u00f5es, como a minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas. Uma ind\u00fastria desastrosa e perigosa, que tenta expandir mesmo sem que a ci\u00eancia tenha informa\u00e7\u00f5es m\u00ednimas sobre os ecossistemas que estariam em risco.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Por que querem buscar baterias no fundo do mar?\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_6BhGS6ZVN4?start=2&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que \u00e9 o mar profundo? E por que sabemos t\u00e3o pouco?<\/strong><\/h2>\n\n<p>O \u201cmar profundo\u201d \u00e9 tudo o que est\u00e1 al\u00e9m dos <strong>200 metros de profundidade no oceano<\/strong>, uma zona que cobre <strong>mais da metade do planeta<\/strong> e abriga ecossistemas \u00fanicos, fr\u00e1geis e ainda amplamente desconhecidos. Tudo que \u00e9 mar profundo e est\u00e1 al\u00e9m das fronteiras dos pa\u00edses \u00e9 patrim\u00f4nio da humanidade. E mal sabemos o que tem l\u00e1.<\/p>\n\n<p>Segundo o estudo liderado pela <strong>Ocean Discovery League<\/strong>, captar imagens nessas profundezas \u00e9 caro, processual e tecnologicamente restrito a poucos pa\u00edses.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Para <strong>Mariana Andrade, Coordenadora do Greenpeace Brasil, <\/strong>nosso pa\u00eds precisa reconhecer a pot\u00eancia e a vulnerabilidade do seu pr\u00f3prio oceano.&nbsp;<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Sem ci\u00eancia, governamos o mar profundo \u00e0s cegas. Decis\u00f5es diplom\u00e1ticas precisam estar ancoradas em dados e pesquisa para garantir que a biodiversidade das grandes profundidades, que sustenta nossa pr\u00f3pria vida, seja protegida antes que desapare\u00e7a sem sequer ser conhecida.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quais s\u00e3o os animais que vivem l\u00e1 embaixo?<\/strong><\/h2>\n\n<p>Mesmo com t\u00e3o poucos registros, o que j\u00e1 foi visto \u00e9 suficiente para mostrar que o oceano profundo \u00e9 o lar de uma biodiversidade extraordin\u00e1ria, que conecta os mais profundos cantos do planeta \u00e0 vida aqui no continente.<\/p>\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Peixe-morcego-panqueca (Halieutichthys aculeatus)<\/strong><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/5f14b78a-gp0stvonr_pressmedia-2500px-1-1024x683.jpg\" alt=\"Peixe gelatinoso e transl\u00facido, com corpo arredondado e nadadeiras curtas, flutuando sobre fundo preto. Seus olhos grandes e claros d\u00e3o uma express\u00e3o curiosa e delicada. A textura pontilhada do corpo evidencia sua fragilidade t\u00edpica de esp\u00e9cies do oceano profundo.\" class=\"wp-image-61525\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/5f14b78a-gp0stvonr_pressmedia-2500px-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/5f14b78a-gp0stvonr_pressmedia-2500px-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/5f14b78a-gp0stvonr_pressmedia-2500px-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/5f14b78a-gp0stvonr_pressmedia-2500px-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/5f14b78a-gp0stvonr_pressmedia-2500px-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/5f14b78a-gp0stvonr_pressmedia-2500px-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Dante Fenolio \/ Science Photo<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Habita as regi\u00f5es de fundo arenoso e lamacento do Atl\u00e2ntico Oeste, especialmente no Golfo do M\u00e9xico e na costa sul dos Estados Unidos. Tem o corpo achatado como um disco e nadadeiras modificadas que funcionam como \u201cperninhas\u201d, permitindo que caminhe sobre o fundo marinho.<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Onde vive:<\/strong> Os adultos vivem no fundo do mar entre 5 e 820 metros de profundidade, enquanto os jovens habitam a coluna d\u2019\u00e1gua.&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Tamanho:<\/strong> At\u00e9 <strong>10 cm<\/strong> de comprimento total.<\/li>\n<\/ul>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Curiosidade:<\/strong> Essa forma incomum o ajuda a se camuflar parcialmente nos sedimentos e capturar pequenos invertebrados.<\/li>\n<\/ul>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Import\u00e2ncia:<\/strong> Esp\u00e9cie bent\u00f4nica que contribui para o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico dos fundos marinhos, alimentando-se de pequenos crust\u00e1ceos e moluscos. Sua presen\u00e7a indica <strong>h\u00e1bitats de profundidade relativamente preservados<\/strong>, essenciais \u00e0 biodiversidade oce\u00e2nica.<\/li>\n<\/ul>\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Peixe-diabo (Gigantactis vanhoeffeni)<\/strong><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/849c0f82-gp1swps4_pressmedia-2500px-1-1024x682.jpg\" alt=\"Peixe de \u00e1guas profundas com corpo escuro e alongado, exibindo um filamento muito comprido na cabe\u00e7a que termina em uma pequena estrutura luminosa usada como isca. Ele aparece isolado contra um fundo preto, destacando suas nadadeiras finas e apar\u00eancia peculiar t\u00edpica do ambiente de \u00e1guas profundas. \" class=\"wp-image-61526\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/849c0f82-gp1swps4_pressmedia-2500px-1-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/849c0f82-gp1swps4_pressmedia-2500px-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/849c0f82-gp1swps4_pressmedia-2500px-1-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/849c0f82-gp1swps4_pressmedia-2500px-1-1536x1022.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/849c0f82-gp1swps4_pressmedia-2500px-1-2048x1363.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/849c0f82-gp1swps4_pressmedia-2500px-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Solvin Zankl \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Vivem nas profundezas dos oceanos Atl\u00e2ntico, Pac\u00edfico e \u00cdndico, na chamada <strong>zona abissal<\/strong>, onde a luz solar n\u00e3o chega e a press\u00e3o \u00e9 extrema. Essa esp\u00e9cie se destaca pelo filamento luminoso extremamente longo, o mais comprido entre os peixes-lanterna conhecidos.<\/p>\n\n<p>F\u00eameas adultas vivem solit\u00e1rias no fundo do mar, enquanto os machos passam a vida fundidos a elas, compartilhando o mesmo sistema circulat\u00f3rio.<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Onde vive:<\/strong> entre 1.000 e 3.000 metros de profundidade, em oceanos tropicais.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Tamanho:<\/strong> at\u00e9 20 cm (as f\u00eameas); os machos s\u00e3o min\u00fasculos.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Curiosidade:<\/strong> a f\u00eamea possui um <em>anzol luminoso<\/em> na cabe\u00e7a que serve de isca para atrair presas \u2014 e tamb\u00e9m os machos, que se fundem a ela num tipo \u00fanico de simbiose reprodutiva.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Import\u00e2ncia:<\/strong> sua luz bioluminescente inspira pesquisas sobre qu\u00edmica natural e tecnologia de ilumina\u00e7\u00e3o subaqu\u00e1tica.<\/li>\n<\/ul>\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Polvo de vidro (<\/strong><strong><em>Vitreledonella richardi<\/em><\/strong><strong>)<\/strong><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/963798aa-image-1024x682.jpeg\" alt=\"Polvo transl\u00facido de \u00e1guas profundas, com corpo arredondado e tent\u00e1culos longos e finos, exibindo tons alaranjados e azulados. Ele aparece isolado sobre fundo preto, revelando detalhes luminosos e delicados de sua pele.\" class=\"wp-image-61523\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/963798aa-image-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/963798aa-image-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/963798aa-image-768x511.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/963798aa-image-1536x1022.jpeg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/963798aa-image-510x340.jpeg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/963798aa-image.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>\u00a9 Solvin Zankl \/ Greenpeace<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Seu corpo \u00e9 quase totalmente transparente, \u00e9 poss\u00edvel ver os olhos e o trato digestivo atrav\u00e9s da pele. Raramente observado em vida livre, s\u00f3 foi filmado algumas vezes por submers\u00edveis em expedi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. O polvo-de-vidro faz parte do grupo dos <strong>cefal\u00f3podes<\/strong>, animais inteligentes que incluem os polvos e as lulas.<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Onde vive:<\/strong> entre 200 e 900 metros de profundidade, em oceanos tropicais.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Tamanho:<\/strong> at\u00e9 45 cm com os tent\u00e1culos.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Curiosidade: <\/strong>Sua transpar\u00eancia atua como camuflagem perfeita contra predadores nas \u00e1guas profundas.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Import\u00e2ncia:<\/strong> Ap\u00f3s se reproduzirem, machos e f\u00eameas morrem, e seus corpos alimentam outras formas de vida nas profundezas. As larvas nascem flutuando livremente at\u00e9 crescerem e viverem no fundo do mar, mantendo o ciclo natural da vida no oceano.<\/li>\n<\/ul>\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Larva de Sergestes \u2014 crust\u00e1ceo dec\u00e1pode de \u00e1guas profundas <\/strong>(S<em>ergestes edwardsi)<\/em><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/2e4741ae-gp1swps6_pressmedia-2500px-1-1024x680.jpg\" alt=\"Fotografia macro de um pequeno organismo marinho transparente, com olhos escuros e diversas estruturas finas e alongadas que se espalham como fios luminosos ao redor da cabe\u00e7a.\" class=\"wp-image-61527\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/2e4741ae-gp1swps6_pressmedia-2500px-1-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/2e4741ae-gp1swps6_pressmedia-2500px-1-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/2e4741ae-gp1swps6_pressmedia-2500px-1-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/2e4741ae-gp1swps6_pressmedia-2500px-1-1536x1020.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/2e4741ae-gp1swps6_pressmedia-2500px-1-2048x1360.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/2e4741ae-gp1swps6_pressmedia-2500px-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Solvin Zankl \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Parte essencial das cadeias alimentares marinhas, como elo entre o fitopl\u00e2ncton e os predadores maiores, contribui para o transporte de carbono nas camadas m\u00e9dias e profundas do oceano. Vive em mar aberto, flutuando livremente na coluna d\u2019\u00e1gua do <strong>oceano Atl\u00e2ntico tropical<\/strong>. A distribui\u00e7\u00e3o das larvas mostra reten\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima de certas forma\u00e7\u00f5es oce\u00e2nicas isoladas, sugerindo adaptabilidade \u00e0 dispers\u00e3o e aos fluxos oce\u00e2nicos.<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Onde vive: <\/strong>os adultos podem ser encontrados em grandes profundidades, chegando a cerca de <strong>5.000 metros<\/strong> abaixo da superf\u00edcie.<\/li>\n<\/ul>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Tamanho: <\/strong>Os adultos t\u00eam tamanho maior que o de camar\u00f5es comuns, variando conforme a fase de vida e o sexo. Por isso, s\u00e3o considerados organismos intermedi\u00e1rios entre o pl\u00e2ncton (muito pequeno) e os animais maiores que nadam livremente.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Curiosidade: <\/strong>Possui \u00f3rg\u00e3os bioluminescentes (\u201cfot\u00f3foros\u201d) comuns na fam\u00edlia Sergestidae que auxiliam na camuflagem e comunica\u00e7\u00e3o nas camadas profundas do oceano.<\/li>\n<\/ul>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Import\u00e2ncia:<\/strong> Parte essencial das cadeias alimentares marinhas, como elo entre o fitopl\u00e2ncton e os predadores maiores.<\/li>\n<\/ul>\n\n<p>Al\u00e9m de animais que vivem no mar profundo e mal conhecemos, h\u00e1 ainda ecossistemas inteiros em meio a bolas de min\u00e9rio que s\u00e3o chamadas de n\u00f3dulos polimet\u00e1licos que levaram <strong>milh\u00f5es de anos<\/strong> para se formar no fundo do mar. Esses n\u00f3dulos s\u00e3o o principal alvo da minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas, e retir\u00e1-los de l\u00e1 pode causar dist\u00farbios sem precedentes no equil\u00edbrio do mar profundo e na sa\u00fade do oceano como um todo.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"561\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/5e9265fa-deep-sea-mining-animation-still-1280x0-c-default-1024x561.png\" alt=\"M\u00e1quina gigante de minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas raspa o fundo do mar, levantando uma grande nuvem de sedimentos que se espalha pelo ambiente escuro. Luzes fortes iluminam a estrutura met\u00e1lica enquanto organismos marinhos aparecem ao redor, evidenciando o impacto direto sobre o habitat.\" class=\"wp-image-61528\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/5e9265fa-deep-sea-mining-animation-still-1280x0-c-default-1024x561.png 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/5e9265fa-deep-sea-mining-animation-still-1280x0-c-default-300x164.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/5e9265fa-deep-sea-mining-animation-still-1280x0-c-default-768x421.png 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/5e9265fa-deep-sea-mining-animation-still-1280x0-c-default-510x279.png 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/5e9265fa-deep-sea-mining-animation-still-1280x0-c-default.png 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>\u00a9 Greenpeace<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que \u00e9 minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas?<\/strong><\/h2>\n\n<p>A minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas \u00e9 a pr\u00e1tica de extrair metais como mangan\u00eas, cobre, cobalto e n\u00edquel diretamente do leito oce\u00e2nico. Para isso, <strong>m\u00e1quinas gigantes<\/strong>, que s\u00e3o maiores que uma baleia-azul, raspam o fundo do mar, sugam n\u00f3dulos ou arrancam o solo e bombeiam o material para a superf\u00edcie.<\/p>\n\n<p>\u00c9 uma ind\u00fastria ainda praticamente inexistente, mas que tenta avan\u00e7ar rapidamente.&nbsp;<\/p>\n\n<p><em>Alguns dos impactos poss\u00edveis:<\/em><\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Destrui\u00e7\u00e3o irrevers\u00edvel de habitats<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Perda de biodiversidade<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Impactos no clima por meio da libera\u00e7\u00e3o de carbono absorvido<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ru\u00eddo e polui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Amea\u00e7a a comunidades costeira<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Se sabemos t\u00e3o pouco, como explorar?<\/strong><\/h2>\n\n<p>A falta de dados exige <strong>precau\u00e7\u00e3o m\u00e1xima<\/strong>. O pr\u00f3prio estudo citado alerta que, enquanto as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 afetam \u00e1reas profundas do oceano, pr\u00e1ticas como minera\u00e7\u00e3o no mar n\u00e3o devem avan\u00e7ar sem conhecimento cient\u00edfico adequado.<\/p>\n\n<p>Empresas como a <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/empresa-de-mineracao-marinha-ignora-negociacoes-internacionais-e-ameaca-os-oceanos\/\"><strong>The Metals Company<\/strong> <\/a>pressionam governos para abrir essa nova fronteira de explora\u00e7\u00e3o, ignorando evid\u00eancias cient\u00edficas e as consequ\u00eancias para o clima e a biodiversidade.<\/p>\n\n<p>Essas companhias alegam que a minera\u00e7\u00e3o no fundo do mar \u00e9 necess\u00e1ria para produzir baterias de ve\u00edculos el\u00e9tricos. Por\u00e9m, a ci\u00eancia aponta o contr\u00e1rio. J\u00e1 temos produ\u00e7\u00e3o de novas qu\u00edmicas de baterias sem cobalto e n\u00edquel, al\u00e9m da reciclagem e recupera\u00e7\u00e3o de metais que est\u00e3o crescendo muito e reduzindo a demanda por novas minas.&nbsp;<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><mark style=\"background-color:#80d643\" class=\"has-inline-color has-white-color\">N\u00e3o precisamos destruir um ecossistema inestim\u00e1vel e desconhecido com a justificativa de que \u00e9 nosso \u00fanico caminho para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica.<\/mark><\/strong><\/h3>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Chegou a hora de dizer n\u00e3o \u00e0 minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas<\/strong><\/h2>\n\n<p>Estamos diante de uma decis\u00e3o hist\u00f3rica: podemos optar por proteger estes ecossistemas pouco conhecidos ou destru\u00ed-los antes mesmo de conhec\u00ea-los. A boa not\u00edcia \u00e9 que a mobiliza\u00e7\u00e3o global cresce. Governos, cientistas e a sociedade civil pressionam por uma <strong>morat\u00f3ria global<\/strong> em \u00e1guas internacionais e, no futuro, por uma <strong>proibi\u00e7\u00e3o permanente<\/strong>.<\/p>\n\n<p>Se pud\u00e9ssemos voltar no tempo e impedir os primeiros po\u00e7os de petr\u00f3leo, o far\u00edamos. Hoje, temos essa chance com a minera\u00e7\u00e3o no oceano profundo.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Junte-se a milhares de vozes que pedem <\/strong><strong>pela prote\u00e7\u00e3o dos oceanos.&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Assine a peti\u00e7\u00e3o <\/strong><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/parem-a-mineracao-em-aguas-profundas\/\"><strong>#Paremaminera\u00e7\u00e3oem\u00e1guasprofundas<\/strong><\/a><\/h3>\n\n<p><\/p>\n\n<p><\/p>\n\n<p>Fontes:&nbsp; <a href=\"https:\/\/www.fishbase.se\/summary\/3091?utm_source=chatgpt.com\">&nbsp;FishBase<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.fishbase.se\/summary\/Gigantactis-vanhoeffeni.html\">FishBase<\/a>, &nbsp;<a href=\"https:\/\/www.sealifebase.se\/summary\/Vitreledonella-richardi.html\">sealifebase<\/a>, <a href=\"https:\/\/hmr.biomedcentral.com\/articles\/10.1007\/s10152-012-0312-5\">Nature<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O oceano profundo absorve mais de 90% do calor excedente e cerca de 40% do CO\u2082 emitido pela humanidade. Colocar esse sistema em risco \u00e9 uma aposta perigosa.<\/p>\n","protected":false},"author":136,"featured_media":61524,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[26,45],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-61522","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","tag-biodiversidade","tag-mineracao","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61522","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/136"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61522"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61522\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61532,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61522\/revisions\/61532"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61524"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61522"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61522"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61522"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=61522"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}