{"id":61902,"date":"2025-12-12T16:48:17","date_gmt":"2025-12-12T19:48:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=61902"},"modified":"2025-12-12T16:48:21","modified_gmt":"2025-12-12T19:48:21","slug":"dez-anos-do-acordo-de-paris-um-balanco-da-acao-climatica-dos-retrocessos-e-da-luta-para-manter-o-limite-de-15c-vivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/dez-anos-do-acordo-de-paris-um-balanco-da-acao-climatica-dos-retrocessos-e-da-luta-para-manter-o-limite-de-15c-vivo\/","title":{"rendered":"Dez anos do Acordo de Paris: um balan\u00e7o da a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, dos retrocessos e da luta para manter o limite de 1,5\u00b0C vivo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/12\/f5d8457d-foto-1024x576.jpg\" alt=\"Uma montagem composta por v\u00e1rias fotografias mostrando diferentes ativistas reunidos. As imagens apresentam pessoas de idades, etnias e g\u00eaneros diversos, lado a lado, expressando uni\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o. | Cr\u00e9dito: Greenpeace\" class=\"wp-image-61929\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/12\/f5d8457d-foto-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/12\/f5d8457d-foto-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/12\/f5d8457d-foto-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/12\/f5d8457d-foto-510x287.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/12\/f5d8457d-foto.jpg 1250w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma montagem composta por v\u00e1rias fotografias mostrando diferentes ativistas reunidos. As imagens apresentam pessoas de idades, etnias e g\u00eaneros diversos, lado a lado, expressando uni\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o. | Cr\u00e9dito: Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Dez anos atr\u00e1s, em 12 de dezembro de 2015, durante a confer\u00eancia clim\u00e1tica da ONU (COP21) em Paris, foi firmado um acordo hist\u00f3rico no qual 195 pa\u00edses Parte da UNFCCC (Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas) se comprometeram a limitar o aquecimento global a 1,5\u00b0C.<\/p>\n\n<p>Uma d\u00e9cada depois, por\u00e9m, o mundo segue perigosamente fora do rumo necess\u00e1rio para cumprir esse limite. A\u00e7\u00f5es muito mais r\u00e1pidas para reduzir as emiss\u00f5es de combust\u00edveis f\u00f3sseis e para acabar com o desmatamento continuam sendo urgentes. O que o Acordo de Paris de fato alcan\u00e7ou at\u00e9 agora? O que vem a seguir? E o que ainda precisa ser feito para conter a crise clim\u00e1tica?<\/p>\n\n<p><strong>A trajet\u00f3ria da temperatura global est\u00e1 caindo<\/strong><\/p>\n\n<p>O Acordo de Paris deu ao mundo uma nova dire\u00e7\u00e3o e acelerou a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, desempenhando um papel fundamental na redu\u00e7\u00e3o das proje\u00e7\u00f5es globais de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa. O acordo ajudou a moldar pol\u00edticas p\u00fablicas e inspirou diversos compromissos de neutralidade clim\u00e1tica assumidos por pa\u00edses e empresas.<\/p>\n\n<p>A proje\u00e7\u00e3o de aumento da temperatura global caiu de pouco abaixo de 4\u00b0C, na \u00e9poca da ado\u00e7\u00e3o do acordo, para pouco abaixo de 3\u00b0C atualmente. Ainda assim, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/international\/press-release\/79318\/un-report-exposes-climate-ambition-gulf-cop30-must-now-respond-greenpeace\/\">persiste um grande d\u00e9ficit de ambi\u00e7\u00e3o<\/a> em rela\u00e7\u00e3o ao limite de 1,5\u00b0C, j\u00e1 que as proje\u00e7\u00f5es continuam muito acima da meta estabelecida pelo Acordo de Paris.<\/p>\n\n<p>Como consequ\u00eancia, a ONU alertou em seu mais recente Relat\u00f3rio sobre a Lacuna de Emiss\u00f5es (<a href=\"https:\/\/www.unep.org\/resources\/emissions-gap-report-2025\"><em>Emissions Gap Report<\/em><\/a><em>, em ingl\u00eas)<\/em> para uma prov\u00e1vel ultrapassagem tempor\u00e1ria do limite de 1,5\u00b0C &#8211; ou <em>overshoot<\/em>, em termos t\u00e9cnicos &#8211; muito possivelmente dentro da pr\u00f3xima d\u00e9cada. Esse alerta deve servir como um chamado urgente \u00e0 a\u00e7\u00e3o, intensificando e acelerando a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa para minimizar riscos clim\u00e1ticos futuros.<strong><br><\/strong>_________________________________________________________<br>Previs\u00e3o para 2100<\/p>\n\n<p><br>Antes do Acordo de Paris: 4\u00b0C<br>Sob pol\u00edticas atuais: 2,6\u20132,8\u00b0C<br>Se os pa\u00edses cumprirem seus compromissos: 2,3\u20132,5\u00b0C<br>Limite acordado: 1,5\u00b0C<em><br><\/em><em>Fonte: UNEP Emissions Gap Report 2025<\/em><\/p>\n\n<p>_________________________________________________________<\/p>\n\n<p><strong>A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica deixou de ser um cen\u00e1rio alternativo<\/strong><\/p>\n\n<p>\u00c0s v\u00e9speras da COP21, em 2015, o Greenpeace publicou a vers\u00e3o final do documento <a href=\"https:\/\/issuu.com\/greenpeaceinternational\/docs\/energy-revolution-2015-full-hr\/358\"><em>Energy [R]evolution<\/em><\/a>, mostrando que um sistema energ\u00e9tico altamente eficiente e 100% renov\u00e1vel n\u00e3o apenas era poss\u00edvel, mas absolutamente necess\u00e1rio para evitar um aquecimento global catastr\u00f3fico. Na \u00e9poca, essa proposta era vista como algo radical.<\/p>\n\n<p>Hoje, por\u00e9m, essa vis\u00e3o come\u00e7a a se concretizar. Energia solar e e\u00f3lica tornaram-se as fontes de eletricidade mais baratas e mais r\u00e1pidas de instalar, superando todas as outras tecnologias. Desde 2021, a Ag\u00eancia Internacional de Energia (IEA) passou a incluir no relat\u00f3rio <em>World Energy Outlook<\/em> um cen\u00e1rio de emiss\u00f5es l\u00edquidas zero at\u00e9 2050, reconhecendo, em sua edi\u00e7\u00e3o de 2025, que o uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis deve atingir seu pico <a href=\"https:\/\/www.carbonbrief.org\/iea-fossil-fuel-use-will-peak-before-2030-unless-stated-policies-are-abandoned\/\">antes ou por volta de 2030<\/a>, mesmo diante do recente aumento do apoio pol\u00edtico ao carv\u00e3o, ao petr\u00f3leo e ao g\u00e1s.<\/p>\n\n<p>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m afirma que a transi\u00e7\u00e3o para energias renov\u00e1veis j\u00e1 est\u00e1 em andamento e pode atender n\u00e3o apenas \u00e0 crise clim\u00e1tica, mas a outras necessidades sociais. Solu\u00e7\u00f5es solares, e\u00f3licas e de efici\u00eancia energ\u00e9tica est\u00e3o prontas para <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/international\/press-release\/79684\/greenpeace-iea-path-solving-climate-crisis-governments-speed\/\">reduzir as emiss\u00f5es de CO\u2082 mais rapidamente do que os pa\u00edses atualmente projetam<\/a> em suas metas clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.carbonbrief.org\/iea-fossil-fuel-use-will-peak-before-2030-unless-stated-policies-are-abandoned\/\">Segundo dados da IEA<\/a>, desde 2010 os custos de solar, e\u00f3lica e baterias ca\u00edram, respectivamente, 90%, 70% e 90% &#8211; e devem cair mais 10% a 40% at\u00e9 2035. Agora, o desafio para os governos \u00e9 acelerar essa transi\u00e7\u00e3o, removendo obst\u00e1culos relacionados \u00e0 transmiss\u00e3o de energia, ao armazenamento e ao financiamento clim\u00e1tico. Tudo isso deve ocorrer no contexto de uma transi\u00e7\u00e3o justa, garantindo uma elimina\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis f\u00f3sseis que seja r\u00e1pida, ordenada e equitativa.<\/p>\n\n<p><strong>Planos clim\u00e1ticos ainda s\u00e3o insuficientes<\/strong><\/p>\n\n<p>Durante a COP30, realizada em Bel\u00e9m, no Brasil, em novembro de 2025, a ONU publicou uma an\u00e1lise agregada dos planos clim\u00e1ticos para 2035 &#8211; as Contribui\u00e7\u00f5es Nacionalmente Determinadas (NDCs) &#8211; e revelou novamente uma preocupante falta de ambi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Segundo o Acordo de Paris, os pa\u00edses devem apresentar NDCs atualizadas e mais ambiciosas a cada cinco anos ao secretariado da UNFCCC. No entanto, o<a href=\"https:\/\/unfccc.int\/sites\/default\/files\/resource\/message_to_parties_and_observers_ndc_synthesis_report_update.pdf\"> Relat\u00f3rio de S\u00edntese de 2025 <\/a>mostra que os NDCs apresentados at\u00e9 agora levariam a uma redu\u00e7\u00e3o projetada de apenas 12% das emiss\u00f5es globais at\u00e9 2035. Para cumprir a meta do Acordo, seria necess\u00e1rio uma redu\u00e7\u00e3o de 60% em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis de 2019.<\/p>\n\n<p>Os principais respons\u00e1veis por esse cen\u00e1rio s\u00e3o os pa\u00edses do G20, que respondem coletivamente por 80% das emiss\u00f5es globais. De acordo com o relat\u00f3rio <em>2035 <\/em><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/international\/press-release\/79789\/greenpeace-report-g20-failing-bridge-1-5c-ambition-gap-2035-ndcs\/\"><em>Climate Ambition Gap<\/em><\/a>, do Greenpeace, as metas clim\u00e1ticas do grupo levariam a uma redu\u00e7\u00e3o de apenas 23% a 29% das emiss\u00f5es &#8211; muito aqu\u00e9m do necess\u00e1rio. Al\u00e9m disso, nenhum desses pa\u00edses apresentou NDCs com planos cr\u00edveis para eliminar gradualmente os combust\u00edveis f\u00f3sseis. As a\u00e7\u00f5es que adotarem nos pr\u00f3ximos anos ser\u00e3o determinantes para garantir a meta de 1,5\u00b0C, e \u00e9 crucial que esses pa\u00edses aumentem imediatamente sua ambi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o os pa\u00edses desenvolvidos que devem, acima de tudo, liderar esse processo.<\/p>\n\n<p><strong>O Acordo de Paris como um pilar resiliente da pol\u00edtica clim\u00e1tica global<\/strong><\/p>\n\n<p>A import\u00e2ncia do Acordo de Paris n\u00e3o pode ser subestimada. Foi o <a href=\"https:\/\/unfccc.int\/process-and-meetings\/the-paris-agreement\">primeiro acordo <\/a>juridicamente vinculante que uniu todas as na\u00e7\u00f5es na luta contra a mudan\u00e7a do clima e na adapta\u00e7\u00e3o aos seus impactos. O pacto foi adotado por 195 partes e entrou em vigor em 4 de novembro de 2016.<\/p>\n\n<p>Apesar de tentativas de enfraquec\u00ea-lo, incluindo duas iniciativas de retirada dos Estados Unidos durante a administra\u00e7\u00e3o Trump, o Acordo de Paris resistiu, superou in\u00fameros desafios e teve sua relev\u00e2ncia reafirmada em sucessivas COPs. Nenhum outro pa\u00eds abandonou o acordo. Na COP28, em Dubai, durante o primeiro <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/international\/story\/64386\/cop28-signal-fossil-fuel-industry\/\">Balan\u00e7o Global (GST) <\/a>desde sua ado\u00e7\u00e3o, os governos concordaram, pela primeira vez, em realizar uma transi\u00e7\u00e3o para longe dos combust\u00edveis f\u00f3sseis de maneira justa, ordenada e equitativa e, tamb\u00e9m, em acabar com o desmatamento at\u00e9 2030.<\/p>\n\n<p>Essas decis\u00f5es do GST s\u00e3o como um alicerce para o Acordo de Paris, deixando expl\u00edcitos os requisitos fundamentais para manter a meta de 1,5\u00b0C ao alcance.<\/p>\n\n<p>Um <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/international\/press-release\/77262\/international-court-justice-historic-advisory-opinion-climate-impacts\/\">parecer consultivo hist\u00f3rico<\/a> da Corte Internacional de Justi\u00e7a, publicado em julho de 2025, tamb\u00e9m refor\u00e7ou que os pa\u00edses t\u00eam obriga\u00e7\u00e3o legal de proteger o mundo de novos aumentos de temperatura, confirmando que o limite de 1,5\u00b0C previsto no Acordo de Paris tem for\u00e7a jur\u00eddica vinculante.<\/p>\n\n<p>Apesar desses avan\u00e7os, o Acordo de Paris est\u00e1 fazendo o suficiente? A resposta ainda \u00e9 n\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Entre as muitas demandas urgentes, h\u00e1 a necessidade imediata de <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/international\/press-release\/79523\/baku-belem-roadmap-lacks-public-finance-accountability-signal-polluter-taxes\/\">mais recursos<\/a> para a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, adapta\u00e7\u00e3o e perdas e danos. O Greenpeace defende que os pa\u00edses passem a cobrar das empresas de petr\u00f3leo e g\u00e1s pelos preju\u00edzos clim\u00e1ticos, por meio de um pacto <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/international\/campaigns\/polluters-pay-pact\/\">Polluters Pay Pact<\/a>, e segue fazendo campanha pelo <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/international\/act\/respect-amazon\/\">fim do desmatamento<\/a>.<\/p>\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/international\/press-release\/80161\/10-years-of-climate-sabotage-activists-denounce-macron-trump-to-mark-paris-agreement-anniversary\/\">Ativistas do Greenpeace Fran\u00e7a<\/a> tamb\u00e9m marcaram o anivers\u00e1rio do acordo com um protesto denunciando, entre outros, o presidente franc\u00eas Emmanuel Macron e o ex-presidente dos EUA Donald Trump por \u201c10 anos de sabotagem clim\u00e1tica\u201d.<\/p>\n\n<p>\u00c9 hora de l\u00edderes pol\u00edticos e empresariais ao redor do mundo se alinharem, de fato, \u00e0s demandas de<a href=\"https:\/\/respeitemaamazonia.org.br\/\"> milhares de pessoas<\/a> que pedem a\u00e7\u00f5es concretas para enfrentar a crise clim\u00e1tica e proteger a biodiversidade.<\/p>\n\n<p><strong>Na COP30, mapas do caminho para acabar com combust\u00edveis f\u00f3sseis e o desmatamento estavam em pauta<\/strong><\/p>\n\n<p>Dez anos ap\u00f3s o Acordo de Paris, as expectativas estavam voltadas para a COP30, em Bel\u00e9m, onde se esperava avan\u00e7ar em compromissos hist\u00f3ricos para eliminar gradualmente os combust\u00edveis f\u00f3sseis e acabar com a destrui\u00e7\u00e3o das florestas.<\/p>\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/cop30-belem-nao-entrega-milagre-e-plenaria-final-termina-sem-acordos-para-os-mapas-do-caminho\/\">A realidade, por\u00e9m, foi outra<\/a>. As divis\u00f5es geopol\u00edticas impediram que a proposta da presid\u00eancia brasileira &#8211; a ado\u00e7\u00e3o de mapas do caminho, ou <em>roadmaps<\/em>, para acabar com a depend\u00eancia dos combust\u00edveis f\u00f3sseis e zerar o desmatamento &#8211; fosse incorporada ao resultado oficial da COP30. Esse desfecho voltou a expor o abismo entre as decis\u00f5es tomadas nas negocia\u00e7\u00f5es e a <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/a-cop-das-pessoas-como-legado-de-belem\/\">demanda da sociedade por a\u00e7\u00f5es urgentes<\/a>.<\/p>\n\n<p>Ainda assim, houve sinais importantes de apoio pol\u00edtico. Mais de 80 pa\u00edses, incluindo na\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, da Am\u00e9rica Latina e do Pac\u00edfico, apoiaram o mapa do caminho para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, e mais de 90 pa\u00edses sinalizaram apoio ao <em>roadmap<\/em> do desmatamento. Al\u00e9m disso, o Brasil se comprometeu a liderar uma iniciativa da presid\u00eancia em 2026 para dar continuidade aos esfor\u00e7os, com apresenta\u00e7\u00e3o de resultados na COP31.<\/p>\n\n<p>O roadmap dos combust\u00edveis f\u00f3sseis pode ter sido bloqueado desta vez, mas nada apaga o fato de que essa proposta, antes vista como ambiciosa, se tornou uma expectativa real e compartilhada por um grupo crescente de pa\u00edses. Essa demanda n\u00e3o vai desaparecer, e agora criou um par\u00e2metro claro para a\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n\n<p>Daqui em diante, \u00e9 fundamental manter o impulso pol\u00edtico em torno desses dois <em>roadmaps<\/em> e fortalecer as iniciativas dessas \u201ccoaliz\u00f5es de pa\u00edses dispostos\u201d para garantir resultados concretos nas pr\u00f3ximas COPs e, enfim, alcan\u00e7ar o limite de 1,5\u00b0C previsto no Acordo de Paris.<\/p>\n\n<p>Juntos, podemos resistir, avan\u00e7ar e renovar!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Montagem de fotos de diversos ativistas juntos.<\/p>\n","protected":false},"author":100,"featured_media":61929,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[74],"tags":[73,57,6],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-61902","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cop30","tag-cop30","tag-cop","tag-clima","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61902","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/100"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61902"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61902\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61930,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61902\/revisions\/61930"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61929"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61902"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61902"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61902"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=61902"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}