{"id":6217,"date":"2018-11-23T17:57:11","date_gmt":"2018-11-23T20:57:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=6217"},"modified":"2021-12-01T09:32:53","modified_gmt":"2021-12-01T12:32:53","slug":"desmatamento-na-amazonia-cresce-137","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/desmatamento-na-amazonia-cresce-137\/","title":{"rendered":"Desmatamento na Amaz\u00f4nia cresce 13,7%, o maior dos \u00faltimos 10 anos"},"content":{"rendered":"<h4>7.900 km\u00b2 de vegeta\u00e7\u00e3o foram destru\u00eddos ao total, cerca de 1,18 bilh\u00e3o de \u00e1rvores<\/h4>\n<div id=\"attachment_6218\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6218\" class=\"size-large wp-image-6218\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/7751d9d0-gp0stsl5o_medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/7751d9d0-gp0stsl5o_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/7751d9d0-gp0stsl5o_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/7751d9d0-gp0stsl5o_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/7751d9d0-gp0stsl5o_medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/7751d9d0-gp0stsl5o_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-6218\" class=\"wp-caption-text\">Ao final da temporada de fogo na Amaz\u00f4nia, o Greenpeace esteve em campo para registrar o estrago deixado pelas queimadas, na regi\u00e3o entre os estados do Amazonas, Acre e Rond\u00f4nia<\/p><\/div>\n<p>O desmatamento na Amaz\u00f4nia Brasileira registrou um aumento de <strong>13,7%<\/strong> entre agosto de 2017 e julho de 2018, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), respons\u00e1vel pelo monitoramento da cobertura nativa da maior floresta tropical do planeta. Mesmo com o aumento no n\u00famero de autua\u00e7\u00f5es e apreens\u00f5es no mesmo per\u00edodo, o Brasil perdeu, nesse \u00faltimo ano, uma \u00e1rea total de <strong>7.900 km\u00b2<\/strong>, equivalente a <strong>987.500 campos de futebol<\/strong>, <strong>5,2 vezes a cidade de S\u00e3o Paulo<\/strong>. Representa ainda cerca de <strong>1.185.000.000 (um bilh\u00e3o, cento e oitenta e cinco milh\u00f5es) de \u00e1rvores<\/strong>, aproximadamente, considerando 1500 \u00e1rvores por hectare. Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>Grande parte das respostas est\u00e3o em Bras\u00edlia. \u00c9 do centro do poder que emana o est\u00edmulo constante ao crime ambiental nos rinc\u00f5es da Amaz\u00f4nia. A bancada ruralista, com apoio de uma parcela do governo, v\u00eam apresentando uma s\u00e9rie de propostas que ter\u00e3o impacto direto na prote\u00e7\u00e3o das florestas, seus povos e do clima do planeta: Lei da Grilagem, flexibiliza\u00e7\u00e3o do licenciamento ambiental no Brasil, ataque aos direitos ind\u00edgenas e quilombolas, adiamentos do Cadastro Ambiental Rural (CAR), tentativas de redu\u00e7\u00e3o de \u00e1reas protegidas e paralisa\u00e7\u00e3o das demarca\u00e7\u00f5es de Terras Ind\u00edgenas, entre outras.<\/p>\n<p>\u201cEsse conjunto de propostas beneficia quem vive de desmatar a floresta, grilar terras e roubar o patrim\u00f4nio natural dos brasileiros. As consequ\u00eancias est\u00e3o traduzidas agora nos n\u00fameros da destrui\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia\u201d, afirma Romulo Batista, da campanha da Amaz\u00f4nia do Greenpeace. \u201cAl\u00e9m disso, coloca em risco, inclusive, a contribui\u00e7\u00e3o do pa\u00eds para o Acordo de Paris\u201d, complementa.<\/p>\n<p>O fim do desmatamento na Amaz\u00f4nia continua sendo uma demanda crescente do mercado, que n\u00e3o quer mais consumir produtos manchados pela destrui\u00e7\u00e3o florestal ou por viola\u00e7\u00f5es de direitos. Portanto, a destrui\u00e7\u00e3o da floresta tamb\u00e9m afeta o bolso dos brasileiros.<\/p>\n<h2>E pode ficar pior\u2026<\/h2>\n<p>O pa\u00eds obteve expressiva melhora no combate ao desmatamento entre 2004 e 2012 atrav\u00e9s de um conjunto de a\u00e7\u00f5es por parte do governo, do setor privado e da sociedade, como a cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas protegidas e Terras Ind\u00edgenas, a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o no campo e acordos de mercado para tirar o desmatamento das cadeias produtivas de soja e gado proveniente da Amaz\u00f4nia. Esse esfor\u00e7o integrado resultou na queda de cerca de 80% do desmatamento no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Mas, a depender do governo Jair Bolsonaro, as previs\u00f5es para a Amaz\u00f4nia (e para o clima) n\u00e3o s\u00e3o boas. O presidente eleito prometeu atacar exatamente o que fez o desmatamento diminuir. Ele pretende liberar explora\u00e7\u00e3o de Terras Ind\u00edgenas e Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o e enfraquecer o poder de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Ibama. Tudo o que funcionou no combate \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o florestal est\u00e1 sob amea\u00e7a. Se concretizadas, essas propostas levar\u00e3o a uma explos\u00e3o da viol\u00eancia no campo e colocar\u00e3o em risco a esperan\u00e7a clim\u00e1tica do planeta.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o s\u00e3o apenas as \u00e1rvores que tombam, pois o desmatamento na Amaz\u00f4nia vem sempre acompanhado de viol\u00eancia e conflitos sociais\u201d, avalia Romulo. N\u00e3o \u00e0 toa, o Brasil lidera o triste ranking de pa\u00eds mais perigoso para defensores ambientais, com 57 dos 207 assassinatos em 2017, de acordo com levantamento feito pela Global Witness.<\/p>\n<p>A Amaz\u00f4nia \u00e9 fundamental para manter o equil\u00edbrio do clima global \u2013 e a maior parte das emiss\u00f5es brasileiras de gases do efeito estufa prov\u00e9m da devasta\u00e7\u00e3o das matas. A floresta \u00e9, ainda, respons\u00e1vel por regular o regime de chuvas que caem em outras regi\u00f5es do pa\u00eds, como o Centro-Oeste, base do agroneg\u00f3cio nacional. Estudos indicam que \u00e9 poss\u00edvel duplicar a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria brasileira sem desmatar mais nenhum palmo de terra. Al\u00e9m de manter mercados, o desmatamento zero \u00e9 um est\u00edmulo ao desenvolvimento de outras alternativas econ\u00f4micas em harmonia com a floresta e seus povos.<\/p>\n<p>Diga n\u00e3o a esse absurdo, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/participe\/segure-a-linha\/\">assine o manifesto Segure a Linha<\/a>!<\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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