{"id":62197,"date":"2026-01-07T12:28:14","date_gmt":"2026-01-07T15:28:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=62197"},"modified":"2026-02-05T18:26:03","modified_gmt":"2026-02-05T21:26:03","slug":"nao-precisamos-chegar-ao-fundo-do-poco-greenpeace-brasil-se-manifesta-sobre-vazamento-de-fluido-em-plataforma-da-petrobras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/nao-precisamos-chegar-ao-fundo-do-poco-greenpeace-brasil-se-manifesta-sobre-vazamento-de-fluido-em-plataforma-da-petrobras\/","title":{"rendered":"N\u00e3o precisamos chegar ao fundo do po\u00e7o: Greenpeace Brasil se manifesta sobre vazamento de fluido em plataforma da Petrobras"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Acidente descarregou 14,945 m\u00b3 de fluido de perfura\u00e7\u00e3o na Bacia da Foz do Amazonas no \u00faltimo domingo<\/em><\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Greenpeace Brasil, ao lado de outras organiza\u00e7\u00f5es, entraram em 2025 com uma A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica contra o Ibama, a Petrobras e a Uni\u00e3o, pedindo a suspens\u00e3o imediata das atividades e a anula\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a de opera\u00e7\u00e3o concedida \u00e0 Petrobras para explora\u00e7\u00e3o do Bloco 59<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/08583761-gp0stzwxw_pressmedia-2500px-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-62198\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/08583761-gp0stzwxw_pressmedia-2500px-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/08583761-gp0stzwxw_pressmedia-2500px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/08583761-gp0stzwxw_pressmedia-2500px-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/08583761-gp0stzwxw_pressmedia-2500px-1536x1023.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/08583761-gp0stzwxw_pressmedia-2500px-2048x1364.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/08583761-gp0stzwxw_pressmedia-2500px-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Expedi\u00e7\u00e3o Costa Amaz\u00f4nica Viva do Greenpeace Brasil a bordo do veleiro Witness com o objetivo de documentar os potenciais impactos da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na costa amaz\u00f4nica, em 2024 <\/em><div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Enrico Marone \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo, 7 de janeiro de 2026 &#8211;<\/strong> No \u00faltimo domingo (4), foi registrado um vazamento de fluido durante as atividades de perfura\u00e7\u00e3o do po\u00e7o Morpho, conduzidas pela Petrobras no Bloco 59, na bacia da Foz do Amazonas. Segundo a empresa, as opera\u00e7\u00f5es no local ser\u00e3o paralisadas por at\u00e9 15 dias. O vazamento ocorreu a aproximadamente 2.700 metros de profundidade, com descarga direta para o mar, e teve volume estimado foi de 14,945 m\u00b3, o equivalente a cerca de 15 mil litros de fluido de perfura\u00e7\u00e3o, composto por uma mistura de s\u00f3lidos, l\u00edquidos e produtos qu\u00edmicos.<\/p>\n\n<p>\u201cEste vazamento anuncia velhas queixas: \u00e9 inadmiss\u00edvel a continuidade das opera\u00e7\u00f5es de perfura\u00e7\u00e3o no Bloco 59, que exp\u00f5em a Foz do Amazonas, sua biodiversidade e as comunidades locais a riscos ambientais graves. Adiar a decis\u00e3o de suspens\u00e3o dessas atividades \u00e9 aceitar que o pr\u00f3ximo vazamento, de fluido ou de petr\u00f3leo, transforme uma trag\u00e9dia previs\u00edvel e evit\u00e1vel em realidade\u201d, afirma a coordenadora da frente de Oceanos do Greenpeace Brasil, Mariana Andrade.<\/p>\n\n<p><strong>Greenpeace Brasil e outras organiza\u00e7\u00f5es movem processo contra explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na Amaz\u00f4nia<\/strong><\/p>\n\n<p>Em outubro de 2025, oito organiza\u00e7\u00f5es e redes dos movimentos ambientalista, ind\u00edgena, quilombola e de pescadores artesanais entraram com uma a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a Federal contra o Ibama, a Petrobras e a Uni\u00e3o, pedindo a suspens\u00e3o imediata das atividades e a anula\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a de opera\u00e7\u00e3o concedida \u00e0 Petrobras para explora\u00e7\u00e3o do Bloco 59, que autorizou a empresa iniciar a perfura\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na bacia sedimentar da Foz do Amazonas.<\/p>\n\n<p>Trata-se de uma A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica que ressalta que o estudo de impacto ambiental apresentado pela Petrobras, em suas in\u00fameras vers\u00f5es e adendos, permanece insuficiente para prever impactos socioambientais do empreendimento. Al\u00e9m disso, argumenta que n\u00e3o foram realizados estudos de impacto clim\u00e1tico e nem a consulta livre, pr\u00e9via e informada aos povos ind\u00edgenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais impactados pela atividade.<\/p>\n\n<p>Com este novo fato do vazamento, o Greenpeace Brasil e as demais entidades refor\u00e7am que n\u00e3o existe atividade de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo que esteja livre de riscos e que a Petrobras, por mais qualificada que seja, n\u00e3o est\u00e1 imune a falhas em suas opera\u00e7\u00f5es que, neste caso, podem expor um ecossistema sens\u00edvel e ainda pouco conhecido a danos irrepar\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O vazamento tem rela\u00e7\u00e3o direta com os riscos ambientais apontados pelo processo. A aus\u00eancia de uma modelagem atualizada limita estimativas de impacto em casos como esse sobre ecossistemas marinhos sens\u00edveis, como o Grande Sistema Recifal da Amaz\u00f4nia. Informa\u00e7\u00f5es sobre o vazamento foram levadas ao processo, no qual os autores reiteram a urg\u00eancia de uma a\u00e7\u00e3o imediata do Judici\u00e1rio na suspens\u00e3o da licen\u00e7a de opera\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cEste n\u00e3o \u00e9 um epis\u00f3dio isolado. A perfura\u00e7\u00e3o de po\u00e7os de petr\u00f3leo em alto-mar \u00e9 uma atividade extremamente complexa e de alto risco, frequentemente associada a vazamentos de \u00f3leo e outros compostos qu\u00edmicos, que podem causar efeitos devastadores sobre o meio ambiente. Entre 1975 e 2014, opera\u00e7\u00f5es desse tipo, como a que ocorre no Bloco 59, foram respons\u00e1veis por 95,22% dos acidentes registrados em plataformas de perfura\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas. Os impactos e riscos s\u00e3o evidentes, por isso a medida judicial de suspens\u00e3o das atividades \u00e9 necess\u00e1ria, com base nos princ\u00edpios da preven\u00e7\u00e3o e da precau\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Daniela Jerez, advogada do Greenpeace Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acidente descarregou 14,945 m\u00b3 de flu\u00eddo de perfura\u00e7\u00e3o na Bacia da Foz do Amazonas no \u00faltimo domingo<\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":62198,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[27],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-62197","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","tag-oceanos","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62197","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62197"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62197\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62554,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62197\/revisions\/62554"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62198"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62197"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62197"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62197"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=62197"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}