{"id":62249,"date":"2026-01-16T15:07:27","date_gmt":"2026-01-16T18:07:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=62249"},"modified":"2026-01-16T15:23:38","modified_gmt":"2026-01-16T18:23:38","slug":"proteger-o-alto-mar-a-resolucao-de-ano-novo-que-o-planeta-nao-pode-adiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/proteger-o-alto-mar-a-resolucao-de-ano-novo-que-o-planeta-nao-pode-adiar\/","title":{"rendered":"Proteger o alto-mar, a resolu\u00e7\u00e3o de Ano Novo que o planeta n\u00e3o pode adiar"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/bb403607-gp0su6bvo_pressmedia-2500px-1024x683.jpg\" alt=\"Pessoas seguram uma grande faixa amarela com a frase \u201cProtect the Oceans\u201d em um campo aberto.\nNo c\u00e9u, diversas pipas gigantes em forma de animais marinhos, como baleia, tubar\u00e3o e peixes coloridos, voam contra um fundo nublado.\" class=\"wp-image-62254\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/bb403607-gp0su6bvo_pressmedia-2500px-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/bb403607-gp0su6bvo_pressmedia-2500px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/bb403607-gp0su6bvo_pressmedia-2500px-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/bb403607-gp0su6bvo_pressmedia-2500px-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/bb403607-gp0su6bvo_pressmedia-2500px-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/bb403607-gp0su6bvo_pressmedia-2500px-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Negociado ao longo de 20 anos, Tratado Global dos Oceanos \u00e9 o primeiro marco legal internacional para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade no alto-mar.<\/em><\/p>\n\n<p>Todo in\u00edcio de ano \u00e9 igual, fazemos listas de resolu\u00e7\u00f5es que reaparecem cheias de boas inten\u00e7\u00f5es, cuidar da sa\u00fade, organizar as finan\u00e7as, cumprir promessas antigas. Em 2026, por\u00e9m, o mundo come\u00e7a o ano com uma meta que n\u00e3o pode ser adiada: <strong>proteger o alto-mar<\/strong>.<\/p>\n\n<p>No dia <strong>17 de janeiro<\/strong>, entra em vigor o <strong>Tratado Global dos Oceanos<\/strong>, tamb\u00e9m conhecido como <strong>Acordo BBNJ<\/strong> (<em>Biodiversity Beyond National Jurisdiction<\/em>). Pode parecer um tema distante da vida cotidiana, mas trata-se de uma decis\u00e3o profundamente pol\u00edtica e urgente. Pela primeira vez, a comunidade internacional passa a contar com um marco legal vinculante para proteger a biodiversidade marinha em \u00e1reas al\u00e9m da jurisdi\u00e7\u00e3o nacional, regi\u00f5es que por d\u00e9cadas funcionaram como uma esp\u00e9cie de <em>\u201cterra de ningu\u00e9m\u201d<\/em>, apesar de serem, na pr\u00e1tica, <strong>\u00e1gua de todo mundo<\/strong>.<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>Os oceanos cobrem 71% da superf\u00edcie terrestre e s\u00e3o respons\u00e1veis por absorver at\u00e9 30% dos gases de efeito estufa da atmosfera, como aponta o IPCC. N\u00e3o d\u00e1 para seguirmos ignorando esses dados. Precisamos de a\u00e7\u00f5es concretas, a n\u00edveis nacionais e global, que posicionem os oceanos como espa\u00e7o central para discuss\u00f5es clim\u00e1ticas e de prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n<p><em>Aponta a porta-voz de Oceanos no Greenpeace Brasil, Mariana Andrade.<\/em><\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que \u00e9 o alto-mar?<\/strong><\/h2>\n\n<p>O alto-mar cobre cerca de <strong>dois ter\u00e7os dos oceanos do planeta<\/strong> e sustenta ecossistemas essenciais para a vida na Terra. Ainda assim, at\u00e9 hoje, apenas cerca de <strong>1% dessas \u00e1reas<\/strong> conta com algum tipo de prote\u00e7\u00e3o formal. Esse vazio regulat\u00f3rio abriu espa\u00e7o para a sobrepesca, a polui\u00e7\u00e3o, o avan\u00e7o do interesse pela minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas e outros impactos que comprometem a biodiversidade e a capacidade dos oceanos de regular o clima e armazenar carbono.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"O que \u00e9 o Tratado Global dos Oceanos? - Greenpeace Explica\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nOT8NEpvzZU?start=12&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Acordo bom pra quem?<\/strong><\/h2>\n\n<p>O tratado chega para mudar esse cen\u00e1rio. Ele estabelece regras claras para a cria\u00e7\u00e3o de <strong>\u00e1reas marinhas protegidas em \u00e1guas internacionais<\/strong>, exige <strong>avalia\u00e7\u00f5es de impacto ambiental<\/strong> para atividades potencialmente danosas e cria mecanismos para a <strong>reparti\u00e7\u00e3o justa dos benef\u00edcios<\/strong> dos recursos marinhos. Nada disso surgiu do acaso: o acordo \u00e9 resultado de <strong>20 anos de negocia\u00e7\u00f5es<\/strong> e \u00e9 considerado um dos maiores exemplos recentes de diplomacia cient\u00edfica, em que evid\u00eancias, coopera\u00e7\u00e3o internacional e press\u00e3o da sociedade civil caminharam juntas.<\/p>\n\n<p>Nesse contexto, a ratifica\u00e7\u00e3o do tratado pelo Brasil, em 2025, n\u00e3o \u00e9 um detalhe. Trata-se de uma escolha pol\u00edtica que dialoga diretamente com a prote\u00e7\u00e3o do <strong>Atl\u00e2ntico Sul<\/strong> e com a constru\u00e7\u00e3o de uma agenda ambiental mais justa para o Sul Global. Colocar o oceano no centro das decis\u00f5es internacionais \u00e9 tamb\u00e9m reconhecer que:&nbsp;<\/p>\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o para a crise clim\u00e1tica sem oceanos saud\u00e1veis, e que biodiversidade e clima precisam ser tratados de forma integrada.<\/p>\n\n<p>O Tratado Global dos Oceanos \u00e9 uma pe\u00e7a-chave para transformar em realidade mais uma meta: a chamada <strong>30\u00d730<\/strong>, prevista no Marco Global da Biodiversidade, que estabelece a prote\u00e7\u00e3o de 30% das \u00e1reas terrestres e marinhas do planeta at\u00e9 2030. Sua entrada em vigor tamb\u00e9m abre caminho para a <strong>primeira Confer\u00eancia das Partes do Oceano (COP dos Oceanos)<\/strong>, prevista para o segundo semestre de 2026, quando o mundo ser\u00e1 testado n\u00e3o por promessas, mas por a\u00e7\u00f5es concretas.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"O que \u00e9 a Meta 30x30? - Greenpeace Explica\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lWRia-rvLEc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n<p>Resolu\u00e7\u00f5es de Ano Novo costumam falhar quando ficam s\u00f3 no discurso, e n\u00e3o podemos nos dar a esse luxo. Proteger os oceanos \u00e9 proteger o clima, a biodiversidade e o futuro comum. A boa not\u00edcia \u00e9 que 2026 come\u00e7a com essa decis\u00e3o j\u00e1 tomada. Proteger o alto-mar deixou de ser uma escolha simb\u00f3lica e passou a ser um teste concreto de compromisso com o planeta.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Junte-se voc\u00ea nessa mar\u00e9 de prote\u00e7\u00e3o dos oceanos, assine a peti\u00e7\u00e3o<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/parem-a-mineracao-em-aguas-profundas\/\"> <strong><mark style=\"background-color:#80d643\" class=\"has-inline-color has-white-color\">Parem a Minera\u00e7\u00e3o em \u00c1guas profundas<\/mark><\/strong><\/a><\/h3>\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Negociado ao longo de 20 anos, Tratado Global dos Oceanos \u00e9 o primeiro marco legal internacional para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade no alto-mar.<\/p>\n","protected":false},"author":136,"featured_media":62254,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[27],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-62249","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","tag-oceanos","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62249","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/136"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62249"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62249\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62255,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62249\/revisions\/62255"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62254"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62249"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62249"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62249"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=62249"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}