{"id":62366,"date":"2026-01-30T11:27:35","date_gmt":"2026-01-30T14:27:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=62366"},"modified":"2026-02-02T15:59:22","modified_gmt":"2026-02-02T18:59:22","slug":"crise-climatica-heliopolis-transforma-desafios-do-territorio-em-dados-para-conquistar-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/crise-climatica-heliopolis-transforma-desafios-do-territorio-em-dados-para-conquistar-direitos\/","title":{"rendered":"Adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica: Heli\u00f3polis transforma desafios do territ\u00f3rio em dados para conquistar direitos"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u201cAs pol\u00edticas p\u00fablicas para as comunidades falham quando n\u00e3o partem da vis\u00e3o de quem vive as favelas\u201d, apontam pesquisadores<\/strong><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/92fb84db-whatsapp-image-2026-01-29-at-15.27.24-3-1024x682.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-62367\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/92fb84db-whatsapp-image-2026-01-29-at-15.27.24-3-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/92fb84db-whatsapp-image-2026-01-29-at-15.27.24-3-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/92fb84db-whatsapp-image-2026-01-29-at-15.27.24-3-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/92fb84db-whatsapp-image-2026-01-29-at-15.27.24-3-1536x1023.jpeg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/92fb84db-whatsapp-image-2026-01-29-at-15.27.24-3-510x340.jpeg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/92fb84db-whatsapp-image-2026-01-29-at-15.27.24-3.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vista de Heli\u00f3polis, na zona zul de S\u00e3o Paulo (SP). Foto cedida pelo Observat\u00f3rio Heli\u00f3polis &#8211; De Olho na Quebrada.<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>O <strong>Observat\u00f3rio Heli\u00f3polis \u2013 De Olho na Quebrada<\/strong>, projeto da UNAS (Uni\u00e3o de N\u00facleos, Associa\u00e7\u00f5es dos Moradores de Heli\u00f3polis e Regi\u00e3o), produz dados e informa\u00e7\u00f5es a partir do pr\u00f3prio territ\u00f3rio. A iniciativa \u00e9 um enfrentamento direto \u00e0s narrativas que, historicamente, lan\u00e7aram sobre a quebrada um olhar marcado por estigmas e preconceitos.<\/p>\n\n<p>Quando os moradores ocupam o centro da produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, o bairro passa a ser reconhecido como <strong>espa\u00e7o de saber<\/strong>, <strong>organiza\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es<\/strong>, inclusive diante dos<strong> impactos da crise clim\u00e1tica<\/strong>.<\/p>\n\n<p>Criado em 2018, o Observat\u00f3rio \u00e9 formado principalmente por jovens pesquisadores da zona sul de S\u00e3o Paulo, onde est\u00e1 Heli\u00f3polis, a maior favela da cidade. \u00c9 desse ac\u00famulo de experi\u00eancias em gera\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 de dados e resgate das hist\u00f3rias locais que nasce a<strong> <\/strong>pesquisa \u201c<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1i8C7w5Or2uKEftbeueNKS_DkLcwLAAa6\/view?usp=sharing\"><strong>O clima est\u00e1 mudando e Heli\u00f3polis est\u00e1 sentindo<\/strong><\/a>\u201d. O relat\u00f3rio traz a <strong>perspectiva dos moradores sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/1374287b-whatsapp-image-2026-01-29-at-13.38.04-1-1024x682.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-62368\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/1374287b-whatsapp-image-2026-01-29-at-13.38.04-1-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/1374287b-whatsapp-image-2026-01-29-at-13.38.04-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/1374287b-whatsapp-image-2026-01-29-at-13.38.04-1-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/1374287b-whatsapp-image-2026-01-29-at-13.38.04-1-510x340.jpeg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/1374287b-whatsapp-image-2026-01-29-at-13.38.04-1.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pesquisadores integrantes do Observat\u00f3rio. Foto cedida pelo Observat\u00f3rio Heli\u00f3polis &#8211; De Olho na Quebrada.<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Entender a crise clim\u00e1tica para enfrent\u00e1-la<\/strong><\/p>\n\n<p>Para o De Olho na Quebrada, o desafio de enfrentar a crise clim\u00e1tica e suas consequ\u00eancias em uma regi\u00e3o <strong>marcada pela aus\u00eancia de direitos e pol\u00edticas p\u00fablicas<\/strong> come\u00e7a pelo pr\u00f3prio entendimento do tema.<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cDentro do nosso territ\u00f3rio, observamos que muitas pessoas n\u00e3o sabem o que s\u00e3o as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Apesar de os impactos j\u00e1 atingirem Heli\u00f3polis, \u00a0muitas pessoas v\u00eaem como algo distante da nossa realidade, ou mesmo nunca ouviram falar desse termo\u201d, explicam os jovens pesquisadores.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n<p><strong>O clima j\u00e1 mudou, mas nem sempre \u00e9 reconhecido<\/strong><\/p>\n\n<p>Entre os principais achados da pesquisa est\u00e1 a <strong>dificuldade de associar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas aos impactos vividos no cotidiano<\/strong>, como o <strong>calor extremo<\/strong> e as <strong>enchentes<\/strong>. Esse distanciamento ficou especialmente evidente durante as atividades realizadas em escolas do territ\u00f3rio.<\/p>\n\n<p>\u201cCom as visitas que fizemos nas escolas, tivemos uma certa quebra de expectativa, porque apesar das crian\u00e7as conhecerem sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, elas achavam que era algo muito distante da nossa realidade, como as geleiras e queimadas, mas n\u00e3o ligavam ao calor extremo e enchentes na regi\u00e3o de Heli\u00f3polis.\u201d<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/4a0b9144-whatsapp-image-2026-01-29-at-13.38.04-1024x682.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-62370\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/4a0b9144-whatsapp-image-2026-01-29-at-13.38.04-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/4a0b9144-whatsapp-image-2026-01-29-at-13.38.04-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/4a0b9144-whatsapp-image-2026-01-29-at-13.38.04-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/4a0b9144-whatsapp-image-2026-01-29-at-13.38.04-1536x1023.jpeg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/4a0b9144-whatsapp-image-2026-01-29-at-13.38.04-510x340.jpeg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/4a0b9144-whatsapp-image-2026-01-29-at-13.38.04.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Atividade realizada durante a aplica\u00e7\u00e3o da pesquisa. Foto cedida pelo Observat\u00f3rio Heli\u00f3polis &#8211; De Olho na Quebrada.<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Dados do territ\u00f3rio para pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes<\/strong><\/p>\n\n<p>Ao longo dos \u00faltimos anos, o <strong>De Olho na Quebrada<\/strong> realizou uma s\u00e9rie de estudos que ajudam a revelar o que moradores sentem, pensam e vivenciam em seu cotidiano, garantindo a produ\u00e7\u00e3o e a divulga\u00e7\u00e3o de dados confi\u00e1veis sobre o bairro. Esses levantamentos abrem caminho para a constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas mais eficazes, baseadas na participa\u00e7\u00e3o de quem conhece a comunidade por dentro. Como refor\u00e7a o pr\u00f3prio projeto, <strong>n\u00e3o existe pol\u00edtica p\u00fablica que funcione sem a escuta ativa de quem vivencia o territ\u00f3rio todos os dias<\/strong>.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link has-red-500-color has-grey-900-background-color has-text-color has-background has-link-color has-text-align-center wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/corre-de-quebrada\/\">Corre de Quebrada: fa\u00e7a parte da comunidade que fortalece iniciativas que v\u00eam do territ\u00f3rio<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<p><strong>Racismo ambiental escancarado nas enchentes<\/strong><\/p>\n\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m evidencia como a crise clim\u00e1tica aprofunda desigualdades hist\u00f3ricas e se manifesta por meio do racismo ambiental. Em Heli\u00f3polis, esse processo aparece de forma mais expl\u00edcita nos per\u00edodos de chuva, afirmam os pesquisadores:<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO<strong> racismo ambiental <\/strong>se mostra de forma escancarada quando diversos pontos da favela s\u00e3o atingidos pelas enchentes<\/p>\n<\/blockquote>\n\n<p>Para o grupo, n\u00e3o se trata de um impacto isolado, mas de uma desigualdade estrutural. \u201cA gente sabe que em Heli\u00f3polis e nas favelas do Fund\u00e3o do Ipiranga as pessoas sofrem muito mais com as consequ\u00eancias da crise clim\u00e1tica do que em bairros como S\u00e3o Caetano do Sul ou Alto do Ipiranga &#8211; regi\u00f5es vizinhas onde vivem pessoas de maior renda e com mais acesso a pol\u00edticas p\u00fablicas, como obras de conten\u00e7\u00e3o de enchentes.\u201d<\/p>\n\n<p>Em um acervo p\u00fablico, o Observat\u00f3rio re\u00fane uma s\u00e9rie de pesquisas realizadas nos \u00faltimos anos abordando diversos temas como acesso \u00e0 internet em Heli\u00f3polis; os impactos da pandemia na arte e na cultura local; racismo ambiental &#8211; incluindo um mapeamento de pontos de alagamento que n\u00e3o constavam nos mapas oficiais da cidade &#8211; , al\u00e9m do livro <strong>Renda Digna em Heli\u00f3polis<\/strong>, que trata a garantia de condi\u00e7\u00f5es dignas de vida como um direito, entre outros.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"598\" height=\"340\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/0972d104-whatsapp-image-2026-01-29-at-15.27.24-2.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-62372\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/0972d104-whatsapp-image-2026-01-29-at-15.27.24-2.jpeg 598w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/0972d104-whatsapp-image-2026-01-29-at-15.27.24-2-300x171.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/01\/0972d104-whatsapp-image-2026-01-29-at-15.27.24-2-510x290.jpeg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 598px) 100vw, 598px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vista de Heli\u00f3polis, na zona zul de S\u00e3o Paulo (SP). Foto cedida pelo Observat\u00f3rio Heli\u00f3polis &#8211; De Olho na Quebrada.<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Periferias como protagonistas da adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica<\/strong><\/p>\n\n<p><strong>A pesquisa sobre a percep\u00e7\u00e3o dos impactos da crise clim\u00e1tica se soma a esse hist\u00f3rico<\/strong> ao demonstrar que <strong>a adapta\u00e7\u00e3o nas cidades s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel se as periferias forem reconhecidas como protagonistas<\/strong>, e n\u00e3o apenas como \u00e1reas de risco. Os dados produzidos pelo pr\u00f3prio territ\u00f3rio mostram que enfrentar a crise clim\u00e1tica passa, necessariamente, por valorizar e investir no conhecimento de quem j\u00e1 constr\u00f3i solu\u00e7\u00f5es no dia a dia.<\/p>\n\n<p>\u201cN\u00f3s temos, por exemplo, solu\u00e7\u00f5es que ajudam a reduzir os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no dia a dia, como as <strong>hortas comunit\u00e1rias <\/strong>e tamb\u00e9m <strong>a\u00e7\u00f5es do poder p\u00fablico para tirar pontos viciosos de lixo<\/strong>. No entanto, muitas dessas a\u00e7\u00f5es enfrentam dificuldades de implementa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o chegam para todo mundo, principalmente pela dificuldade do poder p\u00fablico em reconhecer e atuar a partir das particularidades locais. Ruas e vielas estreitas s\u00e3o um exemplo concreto dos obst\u00e1culos que tornam essas pol\u00edticas mais dif\u00edceis de aplicar.\u201d<\/p>\n\n<p><strong>Gera\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 de dados como estrat\u00e9gia de transforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n<p>Para o De Olho na Quebrada, enfrentar a crise clim\u00e1tica passa necessariamente pela participa\u00e7\u00e3o de quem vive o territ\u00f3rio nas decis\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c<strong>As pol\u00edticas p\u00fablicas para as comunidades nem sempre s\u00e3o eficazes porque n\u00e3o t\u00eam a vis\u00e3o correta sobre as favelas<\/strong>\u201d, explicam. \u201cPor isso \u00e9 fundamental que \u00a0as pessoas que moram nesses locais estejam presentes nos espa\u00e7os de tomada de decis\u00e3o e que suas ideias e questionamentos sejam escutados.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n<p>A gera\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 de dados \u00e9 parte central dessa estrat\u00e9gia. \u201cPara n\u00f3s, \u00e9 muito importante nos apropriar da narrativa sobre nosso pr\u00f3pria realidade, j\u00e1 que dificilmente o poder p\u00fablico d\u00e1 ouvidos ao que a popula\u00e7\u00e3o diz, mesmo que ela seja a principal impactada pelas desigualdades sociais. N\u00f3s, como moradores de Heli\u00f3polis e pesquisadores que realizam a gera\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 de dados, <strong>queremos transformar os desafios que os moradores relatam em dados, para conquistar pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas para o nosso territ\u00f3rio<\/strong>\u201d, afirmam.\u00a0<\/p>\n\n<p>Entre os pr\u00f3ximos passos da iniciativa est\u00e1 a amplia\u00e7\u00e3o de uma parceria com o Insper para a instala\u00e7\u00e3o de term\u00f4metros em casas de moradores, com o objetivo de comparar temperatura e umidade em diferentes regi\u00f5es da cidade.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link has-white-color has-grey-900-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-element-button\">Corre de Quebrada: assine a p\u00e1gina e entre pra nossa comunidade<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAs pol\u00edticas p\u00fablicas para as comunidades falham quando n\u00e3o partem da vis\u00e3o de quem vive as favelas\u201d, apontam pesquisadores<\/p>\n","protected":false},"author":67,"featured_media":62367,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"Green Social Contracts","p4_local_project":"Corre de Quebrada","p4_basket_name":"Climate &amp; Energy","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[5,4,48],"tags":[77],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-62366","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-greenpeace","category-ativismo","category-justica-climatica","tag-corre-de-quebrada","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62366","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/67"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62366"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62366\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62392,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62366\/revisions\/62392"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62367"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62366"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62366"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62366"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=62366"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}