{"id":62409,"date":"2026-02-02T15:00:25","date_gmt":"2026-02-02T18:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=62409"},"modified":"2026-02-09T17:38:12","modified_gmt":"2026-02-09T20:38:12","slug":"ondas-de-esperanca-o-que-queremos-para-os-oceanos-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/ondas-de-esperanca-o-que-queremos-para-os-oceanos-em-2026\/","title":{"rendered":"Ondas de esperan\u00e7a: o que queremos para os oceanos em 2026"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/6878ce9a-gp1sxo1u_pressmedia-2500px-1024x683.jpg\" title=\"Duas baleias nadam lado a lado logo abaixo da superf\u00edcie do oceano. A luz atravessa a \u00e1gua azul-escura e ilumina seus corpos e nadadeiras. A cena transmite calma e a proximidade entre os animais no ambiente marinho.\" alt=\"\" class=\"wp-image-62433\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/6878ce9a-gp1sxo1u_pressmedia-2500px-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/6878ce9a-gp1sxo1u_pressmedia-2500px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/6878ce9a-gp1sxo1u_pressmedia-2500px-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/6878ce9a-gp1sxo1u_pressmedia-2500px-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/6878ce9a-gp1sxo1u_pressmedia-2500px-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/6878ce9a-gp1sxo1u_pressmedia-2500px-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Brooke Pyke \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Os principais pedidos do Greenpeace Brasil para a prote\u00e7\u00e3o dos oceanos, em um ano decisivo para o futuro do mar<\/em><\/p>\n\n<p>H\u00e1 o mito de que se voc\u00ea pular 7 ondinhas e fizer seus pedidos na passagem do ano novo, <strong>Iemanj\u00e1<\/strong>, orix\u00e1 do mar e das \u00e1guas nas religi\u00f5es afro-brasileiras, lhe trar\u00e1 boas energias e renova\u00e7\u00e3o para o ano que come\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n<p>E n\u00f3s, que seguimos sempre abertos a boas b\u00ean\u00e7\u00e3os, especialmente quando elas dizem respeito \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos mares, entramos neste novo ano com pedidos que precisam atravessar o campo do simb\u00f3lico e se transformar em a\u00e7\u00e3o concreta, compromisso p\u00fablico e decis\u00f5es pol\u00edticas capazes de garantir um futuro para os oceanos.<\/p>\n\n<p><strong>A seguir, reunimos os principais pedidos que orientam nossa vis\u00e3o para os mares em 2026:<\/strong><\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>1. Boas perspectivas para a primeira COP dos Oceanos<\/strong><\/h2>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/e9f892a0-gp0su3vk9_pressmedia-2500px-1-1024x683.jpg\" alt=\"Peixe de grande porte nada em \u00e1guas rasas e cristalinas.\nA luz do sol atravessa a superf\u00edcie e ilumina o corpo prateado do animal.\" class=\"wp-image-62422\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/e9f892a0-gp0su3vk9_pressmedia-2500px-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/e9f892a0-gp0su3vk9_pressmedia-2500px-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/e9f892a0-gp0su3vk9_pressmedia-2500px-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/e9f892a0-gp0su3vk9_pressmedia-2500px-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/e9f892a0-gp0su3vk9_pressmedia-2500px-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/e9f892a0-gp0su3vk9_pressmedia-2500px-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Greenpeace \/ BRIDGET FERGUSON<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>O <strong>Tratado Global dos Oceanos<\/strong> (\u201cAcordo sobre Biodiversidade Marinha Al\u00e9m da Jurisdi\u00e7\u00e3o Nacional\u201d, sigla <em>BBNJ em ingl\u00eas<\/em>) entrou em vigor em 17 de janeiro de 2026 ap\u00f3s alcan\u00e7ar as <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/tratado-global-dos-oceanos-e-ratificado-um-marco-historico-para-o-planeta\/\">60 ratifica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias<\/a> exigidas por seu texto legal.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O acordo<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/proteger-o-alto-mar-a-resolucao-de-ano-novo-que-o-planeta-nao-pode-adiar\/\"> cria um quadro legal para proteger ecossistemas marinhos<\/a> em \u00e1guas internacionais, permitindo, por exemplo, a cria\u00e7\u00e3o de <strong>\u00e1reas marinhas protegidas<\/strong> e avalia\u00e7\u00f5es de impacto ambiental para atividades econ\u00f4micas no alto-mar.<\/p>\n\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o da <strong>primeira Confer\u00eancia das Partes (COP) do tratado <\/strong>em 2026 \u00e9 uma oportunidade de transformar inten\u00e7\u00f5es em planos e prioridades concretas no plano global. A comunidade cient\u00edfica e ambiental espera que essa COP acelere a conserva\u00e7\u00e3o de ecossistemas altamente vulner\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>2. Propostas concretas para a prote\u00e7\u00e3o do Atl\u00e2ntico Sul<\/strong><\/h2>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/230a2a9a-gp0stu71y_pressmedia-2500px-1024x683.jpg\" alt=\"Ave marinha de grande porte voa com as asas abertas sobre o oceano.\nAo fundo, o mar azul se estende at\u00e9 o horizonte, com uma faixa de terra distante.\nA cena transmite a vastid\u00e3o do oceano e a liberdade do voo sobre as \u00e1guas.\" class=\"wp-image-62423\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/230a2a9a-gp0stu71y_pressmedia-2500px-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/230a2a9a-gp0stu71y_pressmedia-2500px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/230a2a9a-gp0stu71y_pressmedia-2500px-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/230a2a9a-gp0stu71y_pressmedia-2500px-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/230a2a9a-gp0stu71y_pressmedia-2500px-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/230a2a9a-gp0stu71y_pressmedia-2500px-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Axel Indik \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>O desafio de proteger os oceanos passa, necessariamente, pela amplia\u00e7\u00e3o de \u00e1reas marinhas protegidas em escala global, um compromisso assumido por pa\u00edses de todo o mundo ao estabelecer a meta de conservar pelo menos<a href=\"https:\/\/youtu.be\/lWRia-rvLEc\"> 30% dos oceanos at\u00e9 2030.&nbsp;<\/a><\/p>\n\n<p>No Atl\u00e2ntico Sul, regi\u00e3o estrat\u00e9gica para o equil\u00edbrio clim\u00e1tico e a biodiversidade marinha, essa agenda ganha contornos ainda mais urgentes. Al\u00e9m de abrigar ecossistemas sens\u00edveis e rotas migrat\u00f3rias fundamentais, trata-se de um territ\u00f3rio profundamente conectado \u00e0 vida dos povos do mar, cujos modos de vida, saberes e culturas s\u00e3o insepar\u00e1veis do oceano.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Manguezais como os da costa amaz\u00f4nica, um dos principais cont\u00ednuos de mangue do mundo, e os recifes de corais, como os da \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental Costa dos Corais, no Nordeste, s\u00e3o exemplos de ecossistemas-chave: verdadeiros ber\u00e7\u00e1rios da vida marinha, essenciais para a seguran\u00e7a alimentar e para a regula\u00e7\u00e3o do clima.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O compromisso brasileiro de criar \u00e1reas protegidas no oceano fortalece a prote\u00e7\u00e3o do mar em uma escala compat\u00edvel com sua import\u00e2ncia. E isso pode e deve ser conectado com metas clim\u00e1ticas e baseado em um forte di\u00e1logo com a sociedade.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>3. Aten\u00e7\u00e3o \u00e0s elei\u00e7\u00f5es nos estados costeiros<\/strong><\/h2>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/0bd8bea3-gp0su2i8r_pressmedia-2500px-1024x682.jpg\" alt=\"Pessoa com macac\u00e3o laranja do Greenpeace segura uma grande faixa em manifesta\u00e7\u00e3o urbana.\nAto ocorre em avenida cheia, com pr\u00e9dios altos e pessoas reunidas ao redor.\" class=\"wp-image-62424\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/0bd8bea3-gp0su2i8r_pressmedia-2500px-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/0bd8bea3-gp0su2i8r_pressmedia-2500px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/0bd8bea3-gp0su2i8r_pressmedia-2500px-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/0bd8bea3-gp0su2i8r_pressmedia-2500px-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/0bd8bea3-gp0su2i8r_pressmedia-2500px-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/0bd8bea3-gp0su2i8r_pressmedia-2500px-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>\u00a9 Tuane Fernandes \/ Greenpeace<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Os governos estaduais brasileiros t\u00eam papel direto na gest\u00e3o costeira e na regula\u00e7\u00e3o e monitoramento de atividades como pesca, turismo e licenciamento ambiental no litoral. A agenda dos oceanos deve estar integrada \u00e0s discuss\u00f5es eleitorais de 2026 para assegurar pol\u00edticas p\u00fablicas que considerem os modos de vida dos povos do mar, a sa\u00fade p\u00fablica das popula\u00e7\u00f5es costeiras e a adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica das cidades<strong> nos 17 estados costeiros no Brasil<\/strong>.<\/p>\n\n<p>Pol\u00edticas estaduais influenciam diretamente a conserva\u00e7\u00e3o de manguezais, recifes e praias e s\u00e3o fundamentais para a implementa\u00e7\u00e3o efetiva do Plano Clima e da <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/brasil-na-conferencia-dos-oceanos-temos-orgulho-de-ser-uma-nacao-oceanica\/\">Lei do Mar<\/a>, por exemplo.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>4. Suspens\u00e3o da licen\u00e7a na Foz do Amazonas<\/strong><\/h2>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/41507e1a-gp0stu9l0_pressmedia-2500px-1024x768.jpg\" alt=\"Vista a\u00e9rea de uma extensa praia com coqueiros e encontro de \u00e1guas escuras e claras.\nBarreiras flutuantes indicam conten\u00e7\u00e3o de polui\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima \u00e0 costa.\" class=\"wp-image-62426\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/41507e1a-gp0stu9l0_pressmedia-2500px-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/41507e1a-gp0stu9l0_pressmedia-2500px-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/41507e1a-gp0stu9l0_pressmedia-2500px-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/41507e1a-gp0stu9l0_pressmedia-2500px-1536x1151.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/41507e1a-gp0stu9l0_pressmedia-2500px-2048x1535.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/41507e1a-gp0stu9l0_pressmedia-2500px-1822x1366.jpg 1822w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/41507e1a-gp0stu9l0_pressmedia-2500px-454x340.jpg 454w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>\u00a9 Nilmar Lage \/ Greenpeace<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>A explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na Foz do Amazonas j\u00e1 demonstrou, na pr\u00e1tica, que envolve riscos ambientais reais. Em janeiro de 2026, <strong>menos de tr\u00eas meses ap\u00f3s a concess\u00e3o da licen\u00e7a<\/strong>, foi registrado um <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/nao-precisamos-chegar-ao-fundo-do-poco-greenpeace-brasil-se-manifesta-sobre-vazamento-de-fluido-em-plataforma-da-petrobras\/\">vazamento de fluido de perfura\u00e7\u00e3o durante atividades da Petrobras.<\/a> Embora a empresa tenha afirmado que o material estava dentro dos limites de baixa toxicidade, o pr\u00f3prio incidente levou a ANP a solicitar esclarecimentos formais sobre o ocorrido.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O epis\u00f3dio refor\u00e7a alertas j\u00e1 feitos pela ci\u00eancia e por organiza\u00e7\u00f5es socioambientais, como o Greenpeace Brasil, sobre a vulnerabilidade da regi\u00e3o e evidencia que nem mesmo as opera\u00e7\u00f5es iniciais est\u00e3o livres de falhas. Diante disso, n\u00f3s ingressamos junto com outras organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil com <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/ongs-processam-governo-sobre-petroleo-na-foz-do-amazonas\/\"><strong>a\u00e7\u00e3o judicial<\/strong><\/a><strong> <\/strong><strong>no Amap\u00e1 para anular a licen\u00e7a<\/strong>, defendendo o princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o, a escuta das comunidades locais e a prote\u00e7\u00e3o de um dos ecossistemas marinhos mais sens\u00edveis do planeta.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>5. Sem minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas<\/strong><\/h2>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"732\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/fb0f17a6-gp0su5sjy_pressmedia-2500px-1024x732.jpg\" alt=\"Navio do Greenpeace navega no mar com faixas amarelas de protesto.\nBanners afirmam que o mar profundo n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 venda e denunciam a minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas.\" class=\"wp-image-62427\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/fb0f17a6-gp0su5sjy_pressmedia-2500px-1024x732.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/fb0f17a6-gp0su5sjy_pressmedia-2500px-300x214.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/fb0f17a6-gp0su5sjy_pressmedia-2500px-768x549.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/fb0f17a6-gp0su5sjy_pressmedia-2500px-1536x1097.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/fb0f17a6-gp0su5sjy_pressmedia-2500px-2048x1463.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/fb0f17a6-gp0su5sjy_pressmedia-2500px-1912x1366.jpg 1912w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/fb0f17a6-gp0su5sjy_pressmedia-2500px-476x340.jpg 476w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>\u00a9 Ma\u00eft\u00e9 Baldi \/ Greenpeace<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>A atividade de explora\u00e7\u00e3o de minerais segue habitando o tema de debates entre cientistas, governos e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, diante dos <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_6BhGS6ZVN4\">altos riscos ambientais <\/a>associados \u00e0 minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas, atividade capaz de causar danos irrevers\u00edveis a esses ecossistemas.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em 2026, reuni\u00f5es da <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/uma-nova-era-para-os-fundos-marinhos\/\">Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos<\/a> (ou <em>ISA<\/em>, na sigla em ingl\u00eas) poder\u00e3o finalizar regras para o desenvolvimento dessa atividade. Al\u00e9m disso, o governo dos Estados Unidos amea\u00e7a autorizar que a empresa <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/empresa-de-mineracao-marinha-ignora-negociacoes-internacionais-e-ameaca-os-oceanos\/\">The Metals Company<\/a> inicie a minera\u00e7\u00e3o no Pac\u00edfico, contornando as discuss\u00f5es na ISA.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Ser\u00e3o momentos cr\u00edticos para refor\u00e7ar o pedido de muitos pa\u00edses, incluindo o Brasil, pela <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-fundo-do-mar-nao-esta-a-venda-cresce-a-pressao-por-uma-moratoria-da-mineracao-em-alto-mar\/\">morat\u00f3ria da minera\u00e7\u00e3o nas profundezas do oceano<\/a>. Esperamos que o Brasil utilize espa\u00e7os pol\u00edticos para defender decis\u00f5es baseadas na ci\u00eancia, no valor cultural que o oceano representa para os povos e na prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade marinha, evitando a abertura de uma nova fronteira de explora\u00e7\u00e3o extremamente danosa ao oceano.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>6. Combate \u00e0 polui\u00e7\u00e3o por pl\u00e1stico nos oceanos<\/strong><\/h2>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/142933bb-image-1024x683.jpeg\" alt=\"Praia coberta por grande quantidade de lixo pl\u00e1stico espalhado pela areia.\nPessoa caminha entre os res\u00edduos carregando um balde, enquanto outras aparecem ao fundo.\nO mar, coqueiros e c\u00e9u nublado contrastam com a polui\u00e7\u00e3o na faixa costeira.\" class=\"wp-image-62412\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/142933bb-image-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/142933bb-image-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/142933bb-image-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/142933bb-image-1536x1024.jpeg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/142933bb-image-510x340.jpeg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/142933bb-image.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00a9 Made Nagi \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>A <strong>polui\u00e7\u00e3o por pl\u00e1stico<\/strong> \u00e9 reconhecida como uma das principais amea\u00e7as aos ecossistemas marinhos, afetando a sa\u00fade humana e a vida no mar. A conclus\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/brasil-vai-na-contramao-do-protagonismo-climatico-nas-negociacoes-do-tratado-global-sobre-plasticos\/\">Tratado Global sobre Pl\u00e1sticos<\/a>, acordo que pode apresentar diretrizes para o enfrentamento de tipo de polui\u00e7\u00e3o no mundo todo, foi adiada de 2025 para 2026.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Na COP30, o governo brasileiro lan\u00e7ou a <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mpa\/pt-br\/assuntos\/noticias\/governo-federal-lanca-estrategia-nacional-oceano-sem-plastico-enop\">Estrat\u00e9gia Nacional Oceano sem Pl\u00e1stico (ENOP)<\/a> para atuar na preven\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o e elimina\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o por pl\u00e1stico no oceano. \u00c9 essencial que a implementa\u00e7\u00e3o desta estrat\u00e9gia fortale\u00e7a a participa\u00e7\u00e3o brasileira na negocia\u00e7\u00e3o de um Tratado corajoso e eficaz.&nbsp;<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>7. Mais espa\u00e7o para as baleias cantarem e viverem<\/strong><\/h2>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/62ca289a-gp1sxo1u_pressmedia-2500px-1024x683.jpg\" alt=\"Duas baleias nadam lado a lado logo abaixo da superf\u00edcie do oceano.\nA luz atravessa a \u00e1gua azul-escura e ilumina seus corpos e nadadeiras.\nA cena transmite calma e a proximidade entre os animais no ambiente marinho.\" class=\"wp-image-62432\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/62ca289a-gp1sxo1u_pressmedia-2500px-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/62ca289a-gp1sxo1u_pressmedia-2500px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/62ca289a-gp1sxo1u_pressmedia-2500px-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/62ca289a-gp1sxo1u_pressmedia-2500px-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/62ca289a-gp1sxo1u_pressmedia-2500px-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/62ca289a-gp1sxo1u_pressmedia-2500px-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Brooke Pyke \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>A prote\u00e7\u00e3o dos oceanos tamb\u00e9m passa por garantir que as baleias tenham espa\u00e7o para cantar, migrar, se reproduzir e criar seus filhotes em seguran\u00e7a. No Brasil, conquistas importantes j\u00e1 fazem parte desse caminho, como a prote\u00e7\u00e3o de \u00e1reas fundamentais para a reprodu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies migrat\u00f3rias ao longo da costa.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Esses gigantes do mar enfrentam n\u00e3o apenas as amea\u00e7as hist\u00f3ricas da ca\u00e7a e da polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica, mas tamb\u00e9m riscos cada vez maiores, como a minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas. H\u00e1 anos, o <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/5-momentos-historicos-da-luta-do-greenpeace-pelas-baleias\/\">Greenpeace atua na defesa das baleias e de seus habitats<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em 2026, queremos seguir apoiando e fortalecendo a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o que conectam o mar brasileiro \u00e0s \u00e1guas internacionais. Proteger as baleias \u00e9 proteger o equil\u00edbrio dos oceanos, a vida marinha como um todo e promover uma rela\u00e7\u00e3o mais respeitosa entre as pessoas e o mar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os principais pedidos do Greenpeace Brasil para a prote\u00e7\u00e3o dos oceanos, em um ano decisivo para o futuro do mar.<\/p>\n","protected":false},"author":136,"featured_media":62433,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[27,26],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-62409","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","tag-oceanos","tag-biodiversidade","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62409","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/136"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62409"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62409\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62590,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62409\/revisions\/62590"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62433"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62409"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62409"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62409"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=62409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}