{"id":62582,"date":"2026-02-09T17:36:27","date_gmt":"2026-02-09T20:36:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=62582"},"modified":"2026-02-09T18:00:21","modified_gmt":"2026-02-09T21:00:21","slug":"quem-garante-a-seguranca-da-perfuracao-na-foz-do-amazonas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/quem-garante-a-seguranca-da-perfuracao-na-foz-do-amazonas\/","title":{"rendered":"Quem garante a seguran\u00e7a da perfura\u00e7\u00e3o na Foz do Amazonas?"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/b5f48409-gp0su01o7_pressmedia-2500px-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-62583\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/b5f48409-gp0su01o7_pressmedia-2500px-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/b5f48409-gp0su01o7_pressmedia-2500px-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/b5f48409-gp0su01o7_pressmedia-2500px-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/b5f48409-gp0su01o7_pressmedia-2500px-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/b5f48409-gp0su01o7_pressmedia-2500px-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/b5f48409-gp0su01o7_pressmedia-2500px-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Yanna Lavigne, Atriz e influenciadora digital<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Marizilda Cruppe \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Vazamento, multa do Ibama e falhas t\u00e9cnicas exp\u00f5em a fragilidade da perfura\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na regi\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n<p>Toda vez que uma viola\u00e7\u00e3o ambiental acontece, inicia-se um debate sobre a gravidade de impactos. Na Foz do Amazonas, no entanto, a pergunta central deveria ser outra: por que seguimos tratando como aceit\u00e1vel qualquer n\u00edvel de risco em um territ\u00f3rio que nunca deveria ser perfurado?<\/p>\n\n<p>O vazamento de fluido durante as opera\u00e7\u00f5es de perfura\u00e7\u00e3o realizadas pela Petrobras no Bloco 59, na Bacia da Foz do Amazonas, n\u00e3o \u00e9 um epis\u00f3dio isolado. Ele se soma a uma sequ\u00eancia de alertas ignorados, falhas operacionais e decis\u00f5es que priorizam a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em detrimento do futuro das comunidades locais e da prote\u00e7\u00e3o de um dos sistemas marinhos mais complexos e sens\u00edveis do planeta.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Risco ambiental sob penalidade<\/strong><\/h2>\n\n<p>O vazamento de mais de 18 mil litros de fluido de perfura\u00e7\u00e3o <strong>&nbsp;<\/strong>ocorreu a cerca de 175 quil\u00f4metros da costa do estado do Amap\u00e1. Ap\u00f3s vistoria da Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP), a Petrobras <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/anp-exige-que-petrobras-cumpra-o-minimo-para-retomar-perfuracao-no-bloco-59-e-minimiza-impacto-ambiental\/\">foi autorizada a retomar as atividades<\/a> mediante o cumprimento de requisitos b\u00e1sicos. J\u00e1 o Ibama aplicou uma <strong><em>multa de R$ 2,5 milh\u00f5es \u00e0 empresa, <\/em><\/strong>reconhecendo que o fluido representa <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/Ibama-multa-Petrobras-por-vazamento-na-Foz-do-Amazonas\"><strong>risco m\u00e9dio para a sa\u00fade humana e para o ecossistema aqu\u00e1tico<\/strong>.<\/a><\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>A Foz do Amazonas n\u00e3o comporta testes, ajustes p\u00f3s-acidente ou margens de erro. Se um vazamento j\u00e1 ocorreu, se equipamentos cr\u00edticos operavam sem certifica\u00e7\u00e3o e se o monitoramento s\u00f3 foi refor\u00e7ado depois do incidente, n\u00e3o h\u00e1 como sustentar qualquer discurso de seguran\u00e7a. Cada novo epis\u00f3dio apenas reafirma uma constata\u00e7\u00e3o inc\u00f4moda, mas necess\u00e1ria: n\u00e3o existe perfura\u00e7\u00e3o segura nesse territ\u00f3rio.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n<p>Afirma <strong><em>Mariana Andrade,<\/em><\/strong> coordenadora de Oceanos do Greenpeace Brasil.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O m\u00ednimo que n\u00e3o estava sendo cumprido<\/strong><\/h2>\n\n<p>Um m\u00eas ap\u00f3s o vazamento, a ANP emitiu um parecer que detalha o ocorrido, mas suaviza sua gravidade. O aspecto mais preocupante do documento n\u00e3o \u00e9 a lista de condicionantes impostas, mas que:<\/p>\n\n<p>As novas exig\u00eancias revelam que <strong>a Petrobras n\u00e3o atendia requisitos fundamentais de seguran\u00e7a<\/strong> antes do incidente.<\/p>\n\n<p>Entre as falhas identificadas est\u00e1 a presen\u00e7a de <strong>15 juntas de <\/strong><strong><em>riser<\/em><\/strong><strong> sem certificado de conformidade<\/strong> a bordo. Essas estruturas s\u00e3o respons\u00e1veis por conectar a sonda ao po\u00e7o no fundo do mar, tiveram sua integridade comprometida pelas fortes correntes mar\u00edtimas da regi\u00e3o, conforme reconhecido pela pr\u00f3pria ANP.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>A ag\u00eancia tamb\u00e9m apontou que o monitoramento da atividade era insuficiente, determinando a redu\u00e7\u00e3o do intervalo de coleta de dados de vibra\u00e7\u00e3o e a substitui\u00e7\u00e3o integral dos selos das juntas de <em>riser<\/em>.<\/p>\n\n<p>Nada disso \u00e9 detalhe t\u00e9cnico. Esses elementos indicam que <strong>o risco de vazamentos foi subestimado desde o in\u00edcio das atividades de perfura\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-columns are-vertically-aligned-center is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-cta\"><a class=\"wp-block-button__link has-text-align-center wp-element-button\" href=\"http:\/\/doe.greenpeace.com.br\/?cc=701Pm000018T4RYIA0&amp;entrypoint=botao_menu\">A Foz do Amazonas n\u00e3o pode esperar.<br>Doe agora e ajude a pressionar pelo fim da perfura\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na regi\u00e3o.<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-left\"><strong>Impactos que seguem invisibilizados<\/strong><\/h2>\n\n<p>Embora reconhe\u00e7a que o acidente teve causas multifatoriais, especialmente relacionadas \u00e0 intensidade das correntes mar\u00edtimas da Foz do Amazonas, a ANP n\u00e3o apresentou qualquer an\u00e1lise ou condicionante sobre os impactos ambientais do vazamento na coluna d\u2019\u00e1gua. A pr\u00f3pria necessidade de uma base hidrodin\u00e2mica atualizada \u00e9 justificada por eventos como este. O sil\u00eancio sobre os danos ambientais \u00e9 t\u00e3o alarmante quanto o vazamento em si.<\/p>\n\n<p><em>Esse apagamento se expressa de forma concreta:<\/em><\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Aus\u00eancia de avalia\u00e7\u00e3o dos impactos do vazamento na coluna d\u2019\u00e1gua;<\/li>\n<\/ul>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Desconsidera\u00e7\u00e3o da conex\u00e3o entre sistemas recifais, manguezais e comunidades costeiras da regi\u00e3o;<\/li>\n<\/ul>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Tentativa de normalizar o risco em um territ\u00f3rio ambientalmente interligado e sens\u00edvel;<\/li>\n<\/ul>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Adiamento da suspens\u00e3o da licen\u00e7a para perfura\u00e7\u00e3o, ampliando o risco \u00e0s popula\u00e7\u00f5es e biodiversidade locais.<\/li>\n<\/ul>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Assine e se posicione<\/strong><\/h2>\n\n<p>O vazamento no Bloco 59 n\u00e3o \u00e9 um acaso. Ele \u00e9 um sinal de alerta que n\u00e3o pode ser ignorado. Proteger a Foz do Amazonas \u00e9 proteger o oceano, o clima e as comunidades que dependem diretamente desse ecossistema para existir.<\/p>\n\n<p>\ud83d\udc49 <strong>Assine a peti\u00e7\u00e3o <\/strong><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/petroleo-na-amazonia-nao\/\"><strong>#Petr\u00f3leoNaAmaz\u00f4niaN\u00e3o<\/strong> <\/a>e some-se a quem defende que a Foz do Amazonas n\u00e3o pode ser colocada em risco.<br><br><\/p>\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s um vazamento de fluido no Bloco 59, a Petrobras foi multada pelo Ibama e teve falhas de seguran\u00e7a reconhecidas pela ANP. O epis\u00f3dio refor\u00e7a por que a perfura\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na Foz do Amazonas n\u00e3o \u00e9 segura.<\/p>\n","protected":false},"author":136,"featured_media":62583,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[27,26],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-62582","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","tag-oceanos","tag-biodiversidade","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62582","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/136"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62582"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62582\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62595,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62582\/revisions\/62595"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62583"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62582"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62582"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62582"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=62582"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}