{"id":62647,"date":"2026-02-19T10:00:00","date_gmt":"2026-02-19T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=62647"},"modified":"2026-02-13T13:31:36","modified_gmt":"2026-02-13T16:31:36","slug":"made-in-brasil-a-viagem-das-baleias-pela-costa-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/made-in-brasil-a-viagem-das-baleias-pela-costa-brasileira\/","title":{"rendered":"Made in Brasil: a viagem das baleias pela costa brasileira"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"799\" height=\"529\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/edc8c464-gp0lse_low-res-800px.jpg\" alt=\"Descri\u00e7\u00e3o da imagem: Close no olho de uma baleia submersa, cercado por pequenas bolhas de ar. A pele escura e texturizada ocupa quase toda a imagem, transmitindo sensa\u00e7\u00e3o de profundidade e imers\u00e3o.\" class=\"wp-image-62650\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/edc8c464-gp0lse_low-res-800px.jpg 799w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/edc8c464-gp0lse_low-res-800px-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/edc8c464-gp0lse_low-res-800px-768x508.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/edc8c464-gp0lse_low-res-800px-510x338.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Baleia Cachalote (Physeter macrocephalus)<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Doug Perrine \/ SeaPics.com<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Ber\u00e7\u00e1rio, corredor ecol\u00f3gico e ref\u00fagio para gigantes do mar, nosso litoral recebe todos os anos esp\u00e9cies que percorrem milhares de quil\u00f4metros e dependem de prote\u00e7\u00e3o para continuar sua jornada<\/em>. <\/p>\n\n<p>Ao longo de milhares de quil\u00f4metros, a costa brasileira abriga uma impressionante diversidade de vida marinha, riqueza de nutrientes e habitats variados. Neste dia <em>19 de fevereiro, Dia Internacional das Baleias<\/em>, vamos relembrar como nosso mar \u00e9 rota de passagem e ref\u00fagio para diversas esp\u00e9cies de baleias, como a <em>baleia-jubarte<\/em>, a <em>baleia-franca-austral,<\/em> a <em>baleia-minke-ant\u00e1rtica<\/em>, a <em>baleia-sei<\/em> e at\u00e9, ocasionalmente, a imponente<em>baleia-azul<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Algumas cruzam o litoral em longas migra\u00e7\u00f5es rumo ao sul, enquanto outras permanecem por meses em nossas \u00e1guas, aproveitando o clima ameno e a abund\u00e2ncia de vida que caracteriza o <strong>Atl\u00e2ntico Sul.<\/strong><\/p>\n\n<p><em>Entre as esp\u00e9cies que cruzam o litoral brasileiro, destacam-se:<\/em><\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Baleia-azul<\/strong> <em>(Balaenoptera musculus)<\/em> \u2014 pode ultrapassar 30 metros e pesar at\u00e9 180 toneladas. Embora de apari\u00e7\u00e3o rara,<a href=\"https:\/\/www.marinha.mil.br\/secirm\/sites\/www.marinha.mil.br.secirm\/files\/documentos\/revizee\/score-sul-9.pdf?utm_source=chatgpt.com\"> temos evid\u00eancias cient\u00edficas de sua exist\u00eancia nas regi\u00f5es Sudeste e Sul,<\/a> em busca de correntes ricas em krill.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Baleia-sei <\/strong><em>(Balaenoptera borealis) <\/em><strong>\u2014 <\/strong>utiliza o Atl\u00e2ntico Sul como corredor migrat\u00f3rio sazonal onde passeia em busca de alimento, descanso e temperaturas mais amenas antes de retomar a viagem rumo \u00e0 Ant\u00e1rtica.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Baleia-jubarte<\/strong><em> (Megaptera novaeangliae)<\/em> \u2014 viaja cerca de 5.000 a 8.000 km da Ant\u00e1rtica ao Brasil para se reproduzir e ter seus filhotes, especialmente no Banco dos Abrolhos, na Bahia.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Baleia-franca-austral<em> <\/em><\/strong><em>(Eubalaena australis)<\/em> \u2014 Prefere o litoral sul do Brasil (Paran\u00e1, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) para sua reprodu\u00e7\u00e3o e amamenta\u00e7\u00e3o. L\u00e1, elas tem uma \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA da Baleia Franca) todinha para chamar de sua. Infelizmente, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reels\/DJ1d2aCgd_G\/\">essa APA vem sendo amea\u00e7ada devido a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria<\/a>, o que limitaria a efic\u00e1cia de prote\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cachalote<\/strong> (<em>Physeter macrocephalus<\/em>) &#8211; As cachalotes vivem em grupos sociais est\u00e1veis e se comunicam por meio de estalos r\u00e1pidos chamados \u201ccliques\u201d. No Atl\u00e2ntico Sul, <a href=\"https:\/\/repositorio.unesp.br\/entities\/publication\/9b4c727e-48ba-4ab8-b0e9-5d81ad723d8e\">pesquisadores descobriram,<\/a> ao estudar essas vocaliza\u00e7\u00f5es, que existem pelo menos dois grupos distintos na regi\u00e3o, cada um usando sequ\u00eancias pr\u00f3prias desses sons \u2014 como se cada grupo tivesse seu pr\u00f3prio sotaque.<br><\/li>\n<\/ul>\n\n<p>Entre essas gigantes que visitam o Brasil, duas esp\u00e9cies se destacam por sua rela\u00e7\u00e3o especial com o nosso litoral: as <strong>baleias-jubarte <\/strong>e as <strong>baleias-francas-austrais.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">S\u00e3o elas que mais se aproximam da costa e protagonizam, todos os anos, um dos espet\u00e1culos mais emocionantes da natureza.<\/h3>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Amor com sotaque do Atl\u00e2ntico Sul<\/strong><\/h2>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"534\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/58ed9e89-gp1ta60b_low-res-800px.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-62652\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/58ed9e89-gp1ta60b_low-res-800px.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/58ed9e89-gp1ta60b_low-res-800px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/58ed9e89-gp1ta60b_low-res-800px-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/58ed9e89-gp1ta60b_low-res-800px-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) <div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Kevin McElvaney \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Entre julho e outubro \u00e9 a temporada do amor nos mares brasileiros! \u00c9 aqui que muitas jubartes e francas engravidam, d\u00e3o \u00e0 luz e amamentam seus filhotes. As \u00e1guas mornas protegem as crias rec\u00e9m-nascidas at\u00e9 que estejam fortes o bastante para enfrentar a longa viagem de volta \u00e0 Ant\u00e1rtica, <strong><mark style=\"background-color:var(--gp-green-100)\" class=\"has-inline-color\">levando consigo o canto com sotaque brasileiro e o aconchego de nossas \u00e1guas tropicais.&nbsp;<\/mark><\/strong><\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Essas rotas migrat\u00f3rias s\u00e3o vitais, n\u00e3o s\u00f3 para as baleias, mas para os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos que elas oferecem.&nbsp;<\/h3>\n\n<p><em>Elas s\u00e3o importantes porque:<\/em><\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Ajudam a capturar e estocar carbono, contribuindo para a regula\u00e7\u00e3o do clima global<\/li>\n\n\n\n<li>Fertilizam o oceano com nutrientes que fortalecem a cadeia alimentar marinha<\/li>\n\n\n\n<li>Sustentam o turismo de observa\u00e7\u00e3o, movimentando economias locais<\/li>\n\n\n\n<li>Conectam ecossistemas ao longo de milhares de quil\u00f4metros<\/li>\n<\/ul>\n\n<p>Essa migra\u00e7\u00e3o entre ecossistemas mostra como o oceano \u00e9 um s\u00f3 e como o que acontece em um ponto do planeta pode impactar o restante.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um oceano sob press\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n<p>Apesar do aumento populacional das baleias em nossa costa ap\u00f3s d\u00e9cadas de ca\u00e7a comercial, as amea\u00e7as continuam. <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/5-momentos-historicos-da-luta-do-greenpeace-pelas-baleias\/\">A explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s amea\u00e7a rotas migrat\u00f3rias com ru\u00eddos, polui\u00e7\u00e3o e risco de vazamentos.<\/a> E, mais recentemente, a possibilidade de minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas surge como um novo perigo, capaz de alterar ecossistemas pouco conhecidos e impactar cadeias alimentares inteiras.<\/p>\n\n<p>Essas atividades se expandem justamente nas \u00e1guas internacionais, que <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=nOT8NEpvzZU\">cobrem quase metade do planeta e n\u00e3o pertencem a nenhum pa\u00eds,<\/a> mas \u00e9 de toda a humanidade. Por muito tempo, essas \u00e1reas ficaram sem regras claras de conserva\u00e7\u00e3o, at\u00e9 agora.<\/p>\n\n<p>Em janeiro de 2026, o <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/tratado-global-dos-oceanos-e-ratificado-um-marco-historico-para-o-planeta\/\"><strong>Tratado Global dos Oceanos<\/strong><\/a><strong>, <\/strong>um acordo hist\u00f3rico para proteger a biodiversidade al\u00e9m das jurisdi\u00e7\u00f5es nacionais, foi ratificado por mais de 60 pa\u00edses, inclusive pelo Brasil, e entrou em vigor. Ele cria mecanismos para estabelecer \u00e1reas marinhas protegidas em \u00e1guas internacionais, promover o uso sustent\u00e1vel dos recursos oce\u00e2nicos e garantir que a ci\u00eancia e os benef\u00edcios sejam compartilhados de forma justa entre as na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n<p>O tratado \u00e9 uma ferramenta essencial para atingir a <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lWRia-rvLEc\">meta global 30&#215;30<\/a>, que <strong>busca proteger 30% dos oceanos at\u00e9 2030.<\/strong> Se implementado de forma corajosa, ele pode garantir um futuro mais seguro para as baleias, para os ecossistemas marinhos e para n\u00f3s, humanos, que dependemos do oceano para respirar, comer e viver.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>E se o Atl\u00e2ntico Sul fosse um santu\u00e1rio de baleias?<\/strong><\/h2>\n\n<p>H\u00e1 alguns anos, o Brasil, junto a pa\u00edses parceiros do Atl\u00e2ntico Sul, prop\u00f4s \u00e0 Comiss\u00e3o Internacional Baleeira a cria\u00e7\u00e3o do Santu\u00e1rio das Baleias do Atl\u00e2ntico Sul, uma zona livre de ca\u00e7a e dedicada \u00e0 pesquisa e \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o. <a href=\"https:\/\/oeco.org.br\/salada-verde\/por-um-voto-proposta-de-criacao-do-santuario-de-baleias-no-atlantico-sul-e-rejeitada\/?utm_source\">A proposta, infelizmente, ainda n\u00e3o foi aprovada.<\/a><\/p>\n\n<p>Mas a ideia segue viva. O avan\u00e7o do Tratado Global dos Oceanos reacende essa esperan\u00e7a: a de transformar o Atl\u00e2ntico Sul num santu\u00e1rio global para as baleias, onde elas possam continuar migrando, namorando e inspirando gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n<p>Proteger as baleias \u00e9 proteger um futuro saud\u00e1vel para o oceano, para as baleias e para toda a humanidade.&nbsp;<\/p>\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/como-ajudar\/conheca-a-newsletter-do-greenpeace-brasil\/?entrypoint=p4_blog\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/como-ajudar\/conheca-a-newsletter-do-greenpeace-brasil\/?entrypoint=p4_blog\"><strong>Inscreva-se na nossa newsletter<\/strong><\/a> para ficar por dentro de nossas pr\u00f3ximas movimenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ber\u00e7\u00e1rio, corredor ecol\u00f3gico e ref\u00fagio para gigantes do mar, nosso litoral recebe todos os anos esp\u00e9cies que percorrem milhares de quil\u00f4metros e dependem de prote\u00e7\u00e3o para continuar sua jornada.<\/p>\n","protected":false},"author":139,"featured_media":62651,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64,3],"tags":[27],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-62647","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","category-proteja-a-natureza","tag-oceanos","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62647","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/139"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62647"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62647\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62655,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62647\/revisions\/62655"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62651"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62647"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62647"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62647"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=62647"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}