{"id":62803,"date":"2026-03-02T08:00:00","date_gmt":"2026-03-02T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=62803"},"modified":"2026-02-27T13:15:03","modified_gmt":"2026-02-27T16:15:03","slug":"o-que-esta-sendo-feito-por-quem-defende-a-foz-do-amazonas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-que-esta-sendo-feito-por-quem-defende-a-foz-do-amazonas\/","title":{"rendered":"O que est\u00e1 sendo feito por quem defende a Foz do Amazonas?"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/2217b574-image-1024x683.jpeg\" alt=\"Homem de bon\u00e9 e camisa azul caminha por uma passarela de madeira estreita, empurrando uma bicicleta, entre casas constru\u00eddas sobre \u00e1reas alagadas. Ao redor, aparecem postes, fios, antenas parab\u00f3licas e estruturas simples de madeira, revelando o cotidiano de uma comunidade ribeirinha.\" class=\"wp-image-62805\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/2217b574-image-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/2217b574-image-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/2217b574-image-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/2217b574-image-510x340.jpeg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/2217b574-image.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Um territ\u00f3rio que alimenta o oceano e resiste entre a promessa de progresso e a certeza de que o bem-viver n\u00e3o cabe em um po\u00e7o de petr\u00f3leo.<\/em><\/p>\n\n<p>Em um lugar onde chega a Shein, mas n\u00e3o chega \u00e1gua pot\u00e1vel, \u00e9 de se duvidar que, caso haja um grande crime ambiental na regi\u00e3o, a sa\u00fade e o bem-viver das comunidades locais ser\u00e3o priorizados.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A contradi\u00e7\u00e3o \u00e9 gritante: enquanto multibilion\u00e1rias estrangeiras acessam com facilidade a regi\u00e3o, o Estado se mant\u00e9m omisso diante das necessidades b\u00e1sicas da popula\u00e7\u00e3o. Isso aponta qual caminho est\u00e1 sendo pavimentado nesse territ\u00f3rio de mar e gente: uma l\u00f3gica de escassez vendida como \u201cdesenvolvimento\u201d, mas que nada tem a ver com prosperidade e vida. Esse lugar \u00e9 a Foz do Amazonas nos dias de hoje, mas nem sempre foi assim. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a press\u00e3o por novas fronteiras energ\u00e9ticas e o avan\u00e7o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas alteraram o equil\u00edbrio entre o rio, o mar e seus povos.<\/p>\n\n<p><em>Comunidades ind\u00edgenas, ribeirinhas e quilombolas,<\/em> que t\u00eam no territ\u00f3rio a constru\u00e7\u00e3o de sua identidade, se veem cada vez mais pressionadas a alterarem seus modos de vida mediante a degrada\u00e7\u00e3o ambiental de seus quintais drasticamente atingidos pela especula\u00e7\u00e3o de grandes petroleiras.&nbsp;<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Press\u00f5es externas sobre um territ\u00f3rio j\u00e1 vulner\u00e1vel<\/strong><\/h2>\n\n<p>Esse cen\u00e1rio tamb\u00e9m tem provocado transforma\u00e7\u00f5es demogr\u00e1ficas percept\u00edveis em <strong>Oiapoque, <\/strong>cidade situada no epicentro da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na Foz do Amazonas, onde a promessa de riqueza convive com d\u00e9ficits socioecon\u00f4micos hist\u00f3ricos e novos riscos sociais e ambientais. A expectativa de desenvolvimento n\u00e3o encontra correspond\u00eancia nas condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de vida oferecidas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n\n<p>O munic\u00edpio n\u00e3o possui Pol\u00edtica Municipal de Saneamento B\u00e1sico e, segundo o IBGE, <a href=\"https:\/\/infosanbas.org.br\/municipio\/oiapoque-ap\/\">39,02% das fam\u00edlias vivem sem canaliza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no domic\u00edlio, na propriedade ou no terreno.<\/a> A precariedade se estende a outros servi\u00e7os essenciais, como pavimenta\u00e7\u00e3o e ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, ausentes em diversos bairros.<\/p>\n\n<p>Nesse contexto, atividades que sustentam historicamente a economia local passam a operar sob amea\u00e7a. A pesca artesanal e comercial, uma das principais bases econ\u00f4micas da regi\u00e3o, pode ser diretamente impactada por empreendimentos de alto risco ambiental<a href=\"https:\/\/umsoplaneta.globo.com\/sociedade\/noticia\/2026\/01\/28\/petroleo-preservacao-e-desigualdade-oiapoque-vive-mudancas-e-pressoes-com-exploracao-na-bacia-da-foz-do-amazonas.ghtml\"><strong>. Oiapoque e Cal\u00e7oene formam, atualmente, os dois maiores polos exportadores de pescado do Amap\u00e1,<\/strong><\/a> uma cadeia produtiva robusta, geradora de renda e trabalho, mas ainda marcada pela falta de infraestrutura m\u00ednima, como a inexist\u00eancia de um terminal pesqueiro estruturado. Um eventual vazamento de petr\u00f3leo colocaria essa atividade em risco imediato.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/37dadb4b-img_1925-2-1024x768.jpg\" alt=\"Barco branco de dois andares parado \u00e0 margem de um rio largo e barrento, em frente a uma faixa densa de vegeta\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nica. O c\u00e9u est\u00e1 tomado por nuvens cinzas e baixas, criando uma paisagem \u00famida e silenciosa.\" class=\"wp-image-62813\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/37dadb4b-img_1925-2-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/37dadb4b-img_1925-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/37dadb4b-img_1925-2-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/37dadb4b-img_1925-2-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/37dadb4b-img_1925-2-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/37dadb4b-img_1925-2-1822x1366.jpg 1822w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/37dadb4b-img_1925-2-453x340.jpg 453w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Tais Terra \u2014 Greenpeace<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Mesmo ap\u00f3s tr\u00eas alertas do Minist\u00e9rio<em> P\u00fablico Federal e de fortes manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas da sociedade civil, <\/em>o Ibama concedeu \u00e0 Petrobras autoriza\u00e7\u00e3o para iniciar a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na Bacia da Foz do Amazonas, uma das regi\u00f5es mais particulares em biodiversidade marinha do planeta. Menos de tr\u00eas meses ap\u00f3s a libera\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a, em janeiro de 2026, j\u00e1 houve vazamento de fluido de perfura\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. Embora a Petrobras tenha alegado baixa toxicidade, o pr\u00f3prio incidente levou a <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/anp-exige-que-petrobras-cumpra-o-minimo-para-retomar-perfuracao-no-bloco-59-e-minimiza-impacto-ambiental\/\">Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis a solicitar esclarecimentos<\/a>, evidenciando os riscos inerentes \u00e0 atividade.\u00a0<\/p>\n\n<p>Entre o Amap\u00e1 e a Ba\u00eda do Maraj\u00f3, a \u00e1rea abriga sistemas recifais, manguezais e esp\u00e9cies \u00fanicas, das quais dependem milhares de pessoas que vivem da pesca, da agricultura familiar e da rela\u00e7\u00e3o direta com o mar. Diante desse cen\u00e1rio:<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Permitir a perfura\u00e7\u00e3o significa <mark style=\"background-color:var(--gp-green-500)\" class=\"has-inline-color has-white-color\">expor ecossistemas fr\u00e1geis a riscos reais de contamina\u00e7\u00e3o e vazamentos,<\/mark> comprometendo o equil\u00edbrio ambiental, a sa\u00fade e o futuro da Amaz\u00f4nia costeira.<\/h3>\n\n<p>Em pesquisa divulgada pelo<strong> <a href=\"https:\/\/umsoplaneta.globo.com\/biodiversidade\/noticia\/2025\/10\/13\/61percent-dos-brasileiros-rejeitam-exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas-indica-datafolha.ghtml\">Datafolha<\/a><\/strong><a href=\"https:\/\/umsoplaneta.globo.com\/biodiversidade\/noticia\/2025\/10\/13\/61percent-dos-brasileiros-rejeitam-exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas-indica-datafolha.ghtml\"> <\/a>revelou-se que a maioria dos brasileiros \u00e9 contr\u00e1ria \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na costa amaz\u00f4nica. O estudo <strong>aponta que 61% dos entrevistados se op\u00f5em \u00e0 extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na Bacia da Foz do Amazonas<\/strong>, uma das \u00e1reas ambientalmente mais sens\u00edveis do pa\u00eds e, ao mesmo tempo, uma das novas fronteiras explorat\u00f3rias mais cobi\u00e7adas pela Petrobras.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Silenciados<\/strong><\/h2>\n\n<p>Para entender como a costa amaz\u00f4nica come\u00e7ou a ser amea\u00e7ada por petroleiras que apostam em explorar regi\u00f5es ainda sem estudos de impacto ambiental adequados, \u00e9 preciso olhar para o funcionamento do <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/como-a-pl-da-devastacao-facilita-a-exploracao-de-petroleo-e-ameaca-a-foz-do-amazonas\/\">processo que transforma \u00e1reas naturais em alvos da ind\u00fastria f\u00f3ssil. <\/a>Da defini\u00e7\u00e3o dos blocos aos leil\u00f5es e \u00e0s licen\u00e7as, existe uma engrenagem que, <strong>movida por interesses pol\u00edticos e econ\u00f4micos, atropela a ci\u00eancia, os direitos das comunidades e os limites de nossos ecossistemas.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p>O sil\u00eancio que recai sobre a Foz \u00e9 o da aus\u00eancia de consulta ou de voz nos processos decis\u00f3rios, pois a <strong><mark style=\"background-color:var(--gp-green-100)\" class=\"has-inline-color\">consulta livre, pr\u00e9via e informada dos povos ind\u00edgenas de Oiapoque-AP n\u00e3o foi realizada. <\/mark><\/strong>Povos que veem suas comunidades, cidades, fam\u00edlias sendo impactadas, enquanto discursos vazios prometem progresso. S\u00e3o vozes abafadas pelas mar\u00e9s salgadas, pelo barulho dos navios e pela dist\u00e2ncia de um Estado que pouco escuta quem vive do rio e do mar.<\/p>\n\n<p>Em <em>Bailique \u2014 AP<\/em>, esse silenciamento ganha corpo e consequ\u00eancia. A comunidade ribeirinha enfrenta a <em>saliniza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas,<\/em> que avan\u00e7a sobre os quintais, destr\u00f3i planta\u00e7\u00f5es e muda o sabor da vida cotidiana. O que antes era abund\u00e2ncia de frutas, verduras e peixes se transforma em escassez. Nos \u00faltimos anos, <strong>cada fam\u00edlia tem recebido apenas um gal\u00e3o de 20 litros de \u00e1gua pot\u00e1vel por m\u00eas: <\/strong>uma medida emergencial que n\u00e3o d\u00e1 conta da necessidade di\u00e1ria de quem vive cercado por \u00e1gua, mas sem poder beb\u00ea-la.<\/p>\n\n<p>\u00c9 nesse cen\u00e1rio que vive <strong>Rosilene Ferreira Lopes<\/strong>, agricultora e pescadora da comunidade de Arraiol. Ela conta que o modo de viver \u00e0 beira do rio tem mudado rapidamente:<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c      Com a \u00e1gua salgada, muda o peixe. O jeito de pescar tem que ser diferente, porque os peixes que a gente era acostumado a pegar j\u00e1 n\u00e3o aparecem mais. O peixe-do-mato \u2014 tamuat\u00e1, apaiari \u2014 n\u00e3o tem mais. Agora a gente pega pescada e dourada, mas cada ano muda. Eles trouxeram \u00e1gua pot\u00e1vel s\u00f3 uma vez. Se a gente fosse depender disso, j\u00e1 teria morrido tudo de sede. A pesca \u00e9 a nossa sobreviv\u00eancia. Quando muda o peixe, muda tudo na nossa vida.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n<p>Rosilene explica que a \u00e1gua salgada n\u00e3o serve para o consumo e as fam\u00edlias dependem da chuva para encher os reservat\u00f3rios. Mesmo assim, as mulheres s\u00e3o as que mais sofrem com a falta d\u2019\u00e1gua, especialmente nos per\u00edodos menstruais, quando precisam usar mais \u00e1gua para o cuidado com o corpo. Algumas delas relatam alergias e coceiras na pele devido ao sal.<\/p>\n\n<p>O rio, antes sin\u00f4nimo de fartura e mobilidade, hoje imp\u00f5e novos limites. Quando o n\u00edvel baixa, torna-se dif\u00edcil chegar \u00e0s ro\u00e7as ou transportar as frutas colhidas. Ainda assim, as comunidades seguem resistindo, sustentadas pela for\u00e7a de mulheres como Rosilene, que enfrentam a crise clim\u00e1tica com esperan\u00e7a e trabalho di\u00e1rio.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"884\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/cf420450-img_1955-1-1024x884.jpg\" alt=\"Passarela de madeira estreita atravessa uma comunidade com casas simples, cercas e muitas palmeiras ao redor. Ao fundo, tr\u00eas pessoas conversam sobre a ponte, uma delas segurando um guarda-chuva rosa colorido.\" class=\"wp-image-62832\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/cf420450-img_1955-1-1024x884.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/cf420450-img_1955-1-300x259.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/cf420450-img_1955-1-768x663.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/cf420450-img_1955-1-1536x1327.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/cf420450-img_1955-1-2048x1769.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/cf420450-img_1955-1-1581x1366.jpg 1581w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/02\/cf420450-img_1955-1-394x340.jpg 394w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Tais Terra \u2014 Greenpeace<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Diante da decis\u00e3o do Ibama de liberar a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na regi\u00e3o, organiza\u00e7\u00f5es socioambientais e movimentos populares <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/ongs-processam-governo-sobre-petroleo-na-foz-do-amazonas\/\">recorreram \u00e0 Justi\u00e7a para tentar barrar a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na Foz do Amazonas.<\/a> As entidades argumentam que o licenciamento da Petrobras desconsidera lacunas t\u00e9cnicas e viola o direito das comunidades locais \u00e0 consulta pr\u00e9via. O movimento busca, agora, reverter a autoriza\u00e7\u00e3o por vias legais e pol\u00edticas, denunciando a contradi\u00e7\u00e3o entre a medida e os compromissos clim\u00e1ticos do Brasil. A a\u00e7\u00e3o conjunta refor\u00e7a a responsabilidade do Estado diante da crise ambiental e dos riscos \u00e0 vida costeira e marinha. O vazamento identificado em janeiro tem rela\u00e7\u00e3o direta com os alertas apontados pela a\u00e7\u00e3o e refor\u00e7a a urg\u00eancia de uma decis\u00e3o de suspens\u00e3o das atividades na regi\u00e3o.<\/p>\n\n<p><strong>Defender a Foz do Amazonas tamb\u00e9m \u00e9 uma responsabilidade coletiva. <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/petroleo-na-amazonia-nao\/\">Fa\u00e7a parte dessa mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/a><\/strong><\/p>\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre promessas de progresso e a aus\u00eancia de direitos b\u00e1sicos, comunidades da Foz do Amazonas enfrentam riscos sociais, ambientais e o avan\u00e7o da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo.<\/p>\n","protected":false},"author":136,"featured_media":62805,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[70,64,68],"tags":[27],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-62803","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biodiversidade","category-oceanos","category-povos-e-territorios","tag-oceanos","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62803","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/136"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62803"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62803\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62833,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62803\/revisions\/62833"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62805"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62803"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62803"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62803"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=62803"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}