{"id":62957,"date":"2026-02-17T10:55:15","date_gmt":"2026-02-17T13:55:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=62957"},"modified":"2026-03-09T11:07:41","modified_gmt":"2026-03-09T14:07:41","slug":"momento-historico-tratado-global-dos-oceanos-entra-em-vigor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/momento-historico-tratado-global-dos-oceanos-entra-em-vigor\/","title":{"rendered":"Momento hist\u00f3rico: Tratado Global dos Oceanos entra em vigor"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Reconhecido como um marco da diplomacia cient\u00edfica negociado ao longo de 20 anos, Tratado \u00e9 o primeiro marco legal internacional para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade no alto-mar<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/fedb7692-gp0stqhc4_medium-res-1200px-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-62958\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/fedb7692-gp0stqhc4_medium-res-1200px-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/fedb7692-gp0stqhc4_medium-res-1200px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/fedb7692-gp0stqhc4_medium-res-1200px-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/fedb7692-gp0stqhc4_medium-res-1200px-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/fedb7692-gp0stqhc4_medium-res-1200px.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esperanza, um dos tr\u00eas navios do Greenpeace, est\u00e1 na regi\u00e3o da foz do rio Amazonas, no Amap\u00e1, para a campanha \u201cDefenda os Corais da Amaz\u00f4nia. O objetivo \u00e9 observar debaixo d\u2019\u00e1gua, pela primeira vez, os recifes de corais.<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Marizilda Cruppe \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo &#8211; 17 de janeiro de 2025 &#8211;<\/strong> Ap\u00f3s vinte anos de negocia\u00e7\u00f5es, entra em vigor, neste s\u00e1bado (17), o Tratado Global dos Oceanos, o primeiro marco legal internacional para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade no alto-mar, \u00e1rea que corresponde a cerca de dois ter\u00e7os dos oceanos do planeta e que, at\u00e9 hoje, carecia de mecanismos eficazes de prote\u00e7\u00e3o. Atualmente, apenas cerca de 1% das \u00e1reas em alto-mar est\u00e1 formalmente protegida.<\/p>\n\n<p>\u201cO Tratado Global dos Oceanos \u00e9 um momento hist\u00f3rico ao multilateralismo, \u00e0 governan\u00e7a global, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos oceanos e ao enfrentamento \u00e0 crise clim\u00e1tica. Entre os principais avan\u00e7os, podemos destacar que este acordo abre a possibilidade para a cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas marinhas protegidas em \u00e1guas internacionais, para avalia\u00e7\u00f5es de impacto ambiental em alto-mar e cria um compromisso para que os benef\u00edcios dos recursos marinhos sejam compartilhados de forma justa entre os pa\u00edses, com aten\u00e7\u00e3o especial a comunidades tradicionais e povos origin\u00e1rios das zonas costeiras\u201d, explica a coordenadora de Oceanos do Greenpeace Brasil, Mariana Andrade.<\/p>\n\n<p>Alto-mar \u00e9 a \u00e1rea dos oceanos que est\u00e1 al\u00e9m das jurisdi\u00e7\u00f5es nacionais, come\u00e7ando a cerca de 370 km da costa. Ele cobre quase metade da superf\u00edcie da Terra e abriga ecossistemas essenciais para a regula\u00e7\u00e3o do clima e da vida marinha.<\/p>\n\n<p>O Greenpeace celebra a vit\u00f3ria, mas ressalta que o Tratado precisa ser acompanhado de a\u00e7\u00f5es urgentes, como a cria\u00e7\u00e3o de santu\u00e1rios em alto-mar e a integra\u00e7\u00e3o deste acordo com compromissos clim\u00e1ticos e de prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>\n\n<p>\u201cOs oceanos cobrem 71% da superf\u00edcie terrestre e s\u00e3o respons\u00e1veis por absorver at\u00e9 30% dos gases de efeito estufa da atmosfera, como aponta o IPCC. N\u00e3o d\u00e1 para seguirmos ignorando esses dados. Precisamos de a\u00e7\u00f5es concretas, a n\u00edveis nacionais e global, que posicionem os oceanos como espa\u00e7o central para discuss\u00f5es clim\u00e1ticas e de prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade\u201d, aponta Andrade.<\/p>\n\n<p>O Tratado Global dos Oceanos foi aberto \u00e0 ratifica\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses em 2023, com a meta de alcan\u00e7ar 60 ades\u00f5es at\u00e9 2025 para que pudesse entrar em vigor em 2026. O Brasil ratificou o acordo em 2025 e entregou o instrumento de ratifica\u00e7\u00e3o durante a COP30.<\/p>\n\n<p>\u201cNo contexto brasileiro, a ades\u00e3o ao tratado \u00e9 estrat\u00e9gica para garantir a prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade no Atl\u00e2ntico Sul e refor\u00e7a o compromisso do pa\u00eds com uma agenda ambiental justa e centrada nos oceanos para o Sul Global\u201d, diz Andrade.<\/p>\n\n<p><strong>Barrar a minera\u00e7\u00e3o em alto mar e cria\u00e7\u00e3o da COP dos Oceanos<\/strong><\/p>\n\n<p>Tamb\u00e9m conhecido como Acordo BBNJ (sigla em ingl\u00eas para <em>Biodiversity Beyond National Jurisdiction<\/em>), o Tratado Global dos Oceanos abre caminho para a realiza\u00e7\u00e3o da primeira Confer\u00eancia das Partes do Oceano (COP dos Oceanos, prevista para o segundo semestre de 2026) e fortalece a atua\u00e7\u00e3o coordenada em f\u00f3runs internacionais, como a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA), onde ocorrem, atualmente, negocia\u00e7\u00f5es sobre o avan\u00e7o da minera\u00e7\u00e3o em alto-mar \u2014 atividade que pode causar danos irrevers\u00edveis aos ecossistemas marinhos e comprometer fun\u00e7\u00f5es essenciais do oceano, como o armazenamento de carbono.<\/p>\n\n<p>O tratado tamb\u00e9m \u00e9 estrat\u00e9gico para garantir a prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade no Atl\u00e2ntico Sul e contribuir para o cumprimento da <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lWRia-rvLEc\">meta global 30\u00d730<\/a>, prevista no Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, que estabelece a prote\u00e7\u00e3o de 30% das \u00e1reas terrestres e marinhas do planeta at\u00e9 2030.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Sobre o Greenpeace Brasil<\/strong><\/p>\n\n<p>O Greenpeace Brasil \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o ativista ambiental sem fins lucrativos, que atua desde 1992 na defesa do meio ambiente.&nbsp;Ao lado de todas as pessoas que buscam um mundo mais verde, justo e pac\u00edfico, a organiza\u00e7\u00e3o atua h\u00e1 mais de 30 anos pela defesa do meio ambiente denunciando e confrontando governos, empresas e projetos que incentivam a destrui\u00e7\u00e3o das florestas.<\/p>\n\n<p><strong>Informa\u00e7\u00f5es para a imprensa sobre o Greenpeace Brasil<\/strong><br>Ag\u00eancia Galo\u00a0<a href=\"mailto:imprensa.br@greenpeace.org\">imprensa.br@greenpeace.org<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reconhecido como um marco da diplomacia cient\u00edfica negociado ao longo de 20 anos, Tratado \u00e9 o primeiro marco legal internacional para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade no alto-mar<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":62958,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[27],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-62957","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","tag-oceanos","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62957","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62957"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62957\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62959,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62957\/revisions\/62959"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62958"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62957"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62957"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62957"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=62957"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}