{"id":63013,"date":"2026-03-17T09:25:37","date_gmt":"2026-03-17T12:25:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=63013"},"modified":"2026-03-17T10:42:48","modified_gmt":"2026-03-17T13:42:48","slug":"o-futuro-do-alto-mar-depende-da-implementacao-do-tratado-global-dos-oceanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-futuro-do-alto-mar-depende-da-implementacao-do-tratado-global-dos-oceanos\/","title":{"rendered":"O futuro do alto-mar depende da implementa\u00e7\u00e3o do Tratado Global dos Oceanos"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Ci\u00eancia, coopera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e participa\u00e7\u00e3o social s\u00e3o essenciais para que o acordo saia do papel.<\/em><br><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"581\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/fe3f6c7d-gp0su3t9t_low-res-800px.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-63015\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/fe3f6c7d-gp0su3t9t_low-res-800px.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/fe3f6c7d-gp0su3t9t_low-res-800px-300x218.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/fe3f6c7d-gp0su3t9t_low-res-800px-768x558.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/fe3f6c7d-gp0su3t9t_low-res-800px-468x340.jpg 468w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption><div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Blue Planet Archive \/ David W<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/momento-historico-tratado-global-dos-oceanos-entra-em-vigor\/\">entrada em vigor do Tratado Global dos Oceanos<\/a> (tamb\u00e9m conhecido como Acordo BBNJ) no in\u00edcio de 2026 marcou um momento hist\u00f3rico para a governan\u00e7a alto-mar. O acordo cria mecanismos para a conserva\u00e7\u00e3o e o uso sustent\u00e1vel da biodiversidade marinha em \u00e1reas al\u00e9m das jurisdi\u00e7\u00f5es nacionais, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-que-e-o-tratado-global-dos-oceanos-e-por-que-o-brasil-precisa-ratifica-lo\/\">regi\u00f5es que representam cerca de dois ter\u00e7os do oceano do planeta e s\u00e3o patrim\u00f4nio da humanidade.<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n<p>Entre seus pilares est\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas marinhas protegidas em alto-mar, a realiza\u00e7\u00e3o de avalia\u00e7\u00f5es de impacto ambiental para atividades humanas nessas \u00e1reas e o compartilhamento justo dos benef\u00edcios derivados de recursos gen\u00e9ticos marinhos. A ci\u00eancia tamb\u00e9m ocupa um papel central no acordo, orientando decis\u00f5es e apoiando a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o diante de amea\u00e7as emergentes ao oceano, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/parem-a-mineracao-em-aguas-profundas\/\">como a minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas.<\/a><\/p>\n\n<p>At\u00e9 fevereiro de 2026, 86 pa\u00edses j\u00e1 haviam ratificado o Tratado, ou seja, trabalhariam para sua implementa\u00e7\u00e3o. O Brasil \u00e9 um desses pa\u00edses e, portanto, passa a ter a responsabilidade de contribuir com essa oportunidade \u00fanica de amplia\u00e7\u00e3o da coopera\u00e7\u00e3o internacional e integra\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o dos espa\u00e7os marinhos a outras metas globais de prote\u00e7\u00e3o do planeta.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Encontro para definir o futuro do Tratado<\/strong><\/h2>\n\n<p>Foi nesse contexto que aconteceu o <strong>3\u00ba Simp\u00f3sio da Biodiversidade para Al\u00e9m das \u00c1reas Jurisdicionais<\/strong>, entre os dias 10 e 12 de mar\u00e7o de 2026, no Rio de Janeiro (RJ). O encontro reuniu cientistas, especialistas, representantes de governos e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil para fortalecer o di\u00e1logo entre ci\u00eancia e pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do oceano.<\/p>\n\n<p>Ao longo da programa\u00e7\u00e3o, pain\u00e9is e eventos paralelos discutiram temas centrais para o futuro do alto-mar, como a valoriza\u00e7\u00e3o de diferentes sistemas de conhecimento, incluindo saberes tradicionais e locais, na constru\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o marinha.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/af5b77bf-8x4a5683-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-63016\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/af5b77bf-8x4a5683-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/af5b77bf-8x4a5683-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/af5b77bf-8x4a5683-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/af5b77bf-8x4a5683-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/af5b77bf-8x4a5683-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/03\/af5b77bf-8x4a5683-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Foto: Instituto Nacional de Pesquisas Oce\u00e2nicas.<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Caminhos para transformar o tratado em a\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n<p>Um dos temas que ganhou destaque no simp\u00f3sio foi o potencial do Tratado Global dos Oceanos para impulsionar a cria\u00e7\u00e3o e a integra\u00e7\u00e3o de \u00e1reas marinhas protegidas em escala global.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em um dos eventos paralelos, representantes do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7as do Clima do Brasil, da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio e do Greenpeace Brasil destacaram que, ao estabelecer caminhos para a cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas protegidas em \u00e1guas internacionais, o tratado abre novas possibilidades para ampliar a conex\u00e3o tamb\u00e9m com as unidades de conserva\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio marinho do Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cA sociedade civil tem um papel fundamental na defini\u00e7\u00e3o da arquitetura de implementa\u00e7\u00e3o do Tratado Global dos Oceanos, garantindo que ele seja capaz de fortalecer a adapta\u00e7\u00e3o e a mitiga\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e a resili\u00eancia das comunidades que dependem do mar. O oceano \u00e9 um s\u00f3 e, aqui no Atl\u00e2ntico, por exemplo, \u00e9 essencial enxergar conex\u00f5es entre poss\u00edveis \u00e1reas protegidas, beneficiando todos que compartilham a responsabilidade de cuidar desse espa\u00e7o t\u00e3o importante para o planeta\u201d, ressalta <strong>Mariana Andrade<\/strong>, coordenadora da frente de Campanhas de Oceano no Greenpeace Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Esse debate \u00e9 particularmente relevante em um momento em que a comunidade internacional busca avan\u00e7ar na <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lWRia-rvLEc\">meta global de proteger pelo menos 30% do oceano at\u00e9 2030<\/a>. A cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas protegidas em alto-mar \u00e9 considerada pe\u00e7a-chave para alcan\u00e7ar esse objetivo e garantir a conserva\u00e7\u00e3o de ecossistemas essenciais para o equil\u00edbrio clim\u00e1tico e a biodiversidade marinha.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Futuro do Tratado depende de coopera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n<p>Embora o tratado represente um avan\u00e7o hist\u00f3rico para a governan\u00e7a global do oceano, sua efetividade depender\u00e1 da coopera\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses, do fortalecimento da ci\u00eancia e da capacidade de transformar compromissos internacionais em medidas concretas de prote\u00e7\u00e3o do alto-mar.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em um momento em que a minera\u00e7\u00e3o avan\u00e7a sobre essas \u00e1reas, o Tratado surge como um convite ao multilateralismo e \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil, que n\u00e3o pode ficar \u00e0 margem desse debate, afinal o oceano \u00e9 nosso presente e nosso futuro.<\/p>\n\n<p>Assine a peti\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/parem-a-mineracao-em-aguas-profundas\/\"><strong>Parem a Minera\u00e7\u00e3o em \u00c1guas Profundas<\/strong><\/a> e ajude a pressionar por um futuro saud\u00e1vel da biodiversidade marinha no alto-mar.<\/p>\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ci\u00eancia, coopera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e participa\u00e7\u00e3o social s\u00e3o essenciais para que o acordo saia do papel.<\/p>\n","protected":false},"author":139,"featured_media":63017,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[26,27],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-63013","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","tag-biodiversidade","tag-oceanos","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63013","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/139"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63013"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63013\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63020,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63013\/revisions\/63020"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63017"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63013"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63013"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63013"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=63013"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}