{"id":63642,"date":"2026-05-05T13:54:09","date_gmt":"2026-05-05T16:54:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=63642"},"modified":"2026-05-05T14:03:13","modified_gmt":"2026-05-05T17:03:13","slug":"o-que-um-teste-de-mineracao-em-aguas-profundas-faz-com-a-vida-marinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-que-um-teste-de-mineracao-em-aguas-profundas-faz-com-a-vida-marinha\/","title":{"rendered":"O que um \u201cteste\u201d de minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas faz com a vida marinha"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/da5cbbf9-gp0su2rda_pressmedia-2500px-1024x576.jpg\" alt=\": Equipamento de minera\u00e7\u00e3o submarina revolvendo o fundo do mar, levantando nuvens de sedimento e fragmentos minerais. A cena ilustra o impacto f\u00edsico da extra\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas sobre o leito oce\u00e2nico.\" class=\"wp-image-63644\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/da5cbbf9-gp0su2rda_pressmedia-2500px-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/da5cbbf9-gp0su2rda_pressmedia-2500px-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/da5cbbf9-gp0su2rda_pressmedia-2500px-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/da5cbbf9-gp0su2rda_pressmedia-2500px-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/da5cbbf9-gp0su2rda_pressmedia-2500px-2048x1152.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/da5cbbf9-gp0su2rda_pressmedia-2500px-510x287.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma captura de tela\/imagem est\u00e1tica retirada da anima\u00e7\u00e3o ambientada no mar profundo do \u00c1rtico.<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Estudo da revista cient\u00edfica Nature Ecology &amp; Evolution mostra que uma opera\u00e7\u00e3o experimental de minera\u00e7\u00e3o reduziu a vida marinha no trajeto do equipamento<\/em><\/p>\n\n<p>O fundo do mar costuma aparecer no debate social como um ecossistema distante, de pouco entendimento coletivo e quase ausente de vida, um lugar fora do alcance dos olhos e das pol\u00edticas p\u00fablicas. \u00c9 justamente essa dist\u00e2ncia que torna a minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas t\u00e3o perigosa, porque aquilo que quase ningu\u00e9m v\u00ea pode ser tratado como se quase n\u00e3o importasse.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Mas um <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41559-025-02911-4\">estudo publicado na revista cient\u00edfica <em>Nature Ecology &amp; Evolution<\/em><\/a> ajuda a tirar essa discuss\u00e3o do campo da hip\u00f3tese. Em 2022, uma opera\u00e7\u00e3o experimental de minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas foi realizada na Zona Clarion-Clipperton, uma regi\u00e3o oce\u00e2nica entre o M\u00e9xico e o Hava\u00ed, no Oceano Pac\u00edfico, que concentra minerais de grande interesse econ\u00f4mico.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Dois meses ap\u00f3s o in\u00edcio das atividades, os pesquisadores encontraram<strong> uma queda de 37% na densidade de macrofauna no trajeto percorrido pelo equipamento de minera\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Macrofauna<\/strong><strong>\u00a0 <\/strong>\u00e9 o nome dado a animais que vivem em sedimentos oce\u00e2nicos ou sobre eles e que s\u00e3o iguais ou maiores do que um gr\u00e3o de ervilha. No fundo do mar, isso pode incluir vermes, pequenos crust\u00e1ceos, moluscos e outros organismos que comp\u00f5em a comunidade viva do leito oce\u00e2nico.<\/li>\n<\/ul>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Sedimento,<\/strong> por sua vez, \u00e9 a camada de part\u00edculas que cobre o fundo do mar. Para quem observa de longe, pode parecer apenas lama. Para aqueles que vivem no mar profundo \u00e9 casa, alimento e ref\u00fagio.<\/li>\n<\/ul>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que querem retirar minerais do fundo do oceano?&nbsp;<\/h2>\n\n<p>A minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas \u00e9 a atividade de <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_6BhGS6ZVN4&amp;t=4s\/?utm_source=youtube&amp;utm_medium=social&amp;utm_campaign=oceanos&amp;utm_content=link&amp;utm_term=informar\">retirar minerais do fundo do oceano,<\/a> em \u00e1reas que podem estar a quil\u00f4metros de profundidade. Um dos principais alvos s\u00e3o os<em> n\u00f3dulos polimet\u00e1licos<\/em>, forma\u00e7\u00f5es minerais do tamanho de batatas, que levam milhares de anos para se formar e que ficam espalhadas sobre o leito marinho e concentram metais como:<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>n\u00edquel<\/li>\n\n\n\n<li>cobalto<\/li>\n\n\n\n<li>cobre e\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>mangan\u00eas<\/li>\n<\/ul>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/b6f0e647-renee-kiffin-ooif7nz730a-unsplash-1024x683.jpg\" alt=\"Imagem em close-up mostra pequenos fragmentos minerais met\u00e1licos sobre uma superf\u00edcie clara. As pedras t\u00eam textura irregular, apar\u00eancia prateada e pontos brilhantes que refletem a luz. O fundo est\u00e1 desfocado, destacando o volume e o aspecto rugoso dos minerais.\" class=\"wp-image-63645\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/b6f0e647-renee-kiffin-ooif7nz730a-unsplash-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/b6f0e647-renee-kiffin-ooif7nz730a-unsplash-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/b6f0e647-renee-kiffin-ooif7nz730a-unsplash-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/b6f0e647-renee-kiffin-ooif7nz730a-unsplash-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/b6f0e647-renee-kiffin-ooif7nz730a-unsplash-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/b6f0e647-renee-kiffin-ooif7nz730a-unsplash-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">N\u00edquel. Foto: Unsplash\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>S\u00e3o os famosos minerais cr\u00edticos. Para a ind\u00fastria, eles aparecem como mat\u00e9ria-prima da qual todos est\u00e3o correndo atr\u00e1s. Para o ecossistema abissal, por\u00e9m, fazem parte do habitat e servem de superf\u00edcie, abrigo e estrutura para formas de vida adaptadas a um ambiente escuro, frio, de alta press\u00e3o e com ritmos de recupera\u00e7\u00e3o longos.<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Zona abissal<\/strong> se refere \u00e0 regi\u00e3o onde s\u00e3o encontrados organismos que vivem nas zonas mais profundas do oceano, geralmente entre 3 mil e 6 mil metros de profundidade.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Plan\u00edcies abissais<\/strong> s\u00e3o os locais onde esse tipo de minera\u00e7\u00e3o costuma ser planejado, s\u00e3o grandes extens\u00f5es relativamente planas do fundo oce\u00e2nico profundo. Elas abrigam comunidades inteiras de organismos adaptados a condi\u00e7\u00f5es extremas, muitos deles ainda pouco conhecidos pela ci\u00eancia.<\/li>\n<\/ul>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que o equipamento de minera\u00e7\u00e3o procurava no fundo do oceano?<\/h2>\n\n<p>No estudo apresentado na Nature, uma m\u00e1quina que extrai minerais foi testada a <strong>cerca de 4.280 metros<\/strong> de profundidade, onde<strong> <\/strong>percorreu <strong>mais de 80 km\u00b2<\/strong> sobre o fundo marinho e <strong>retirou mais de 3 mil toneladas de n\u00f3dulos polimet\u00e1licos.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n<p>Quando um equipamento de minera\u00e7\u00e3o passa por esse ambiente, al\u00e9m de arrancar os minerais, ele remove estruturas, revolve o sedimento, compacta o fundo e altera o espa\u00e7o onde os organismos de mar profundo vivem.<\/p>\n\n<p> No caso da opera\u00e7\u00e3o experimental analisada, os pesquisadores compararam \u00e1reas impactadas com \u00e1reas de controle, usadas como refer\u00eancia para separar o que poderia ser varia\u00e7\u00e3o natural do que foi efeito direto da atividade.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O resultado foi n\u00edtido: na \u00e1rea da coleta, a quantidade de organismos presentes no fundo do mar caiu de forma expressiva, o que indica uma mudan\u00e7a importante no equil\u00edbrio desse ambiente.<\/h3>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A vida marinha pequena que sustenta uma grande rede<\/h2>\n\n<p>Falar em diminui\u00e7\u00e3o da macrofauna pode parecer t\u00e9cnico demais, mas o que est\u00e1 em jogo \u00e9 bem objetivo: <strong>parte da vida marinha que ocupa o fundo do oceano diminuiu depois da passagem do equipamento.<\/strong> Esses animais fazem parte de uma rede ecol\u00f3gica maior, <em>interagem com o sedimento, participam da circula\u00e7\u00e3o de nutrientes e ajudam a sustentar o funcionamento do ecossistema profundo.<\/em><\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Comunidade bent\u00f4nica <\/strong>se refere ao conjunto de organismos que vive no fundo ou junto ao fundo oce\u00e2nico.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n<p><strong><mark style=\"background-color:var(--gp-green-500)\" class=\"has-inline-color has-white-color\">Quando a minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas afeta essa comunidade, o dano n\u00e3o se limita a uma trilha f\u00edsica deixada no solo marinho.\u00a0<\/mark><\/strong><\/p>\n\n<p>Ele atinge rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas que ainda s\u00e3o pouco compreendidas e que podem levar muito tempo para se recompor.<\/p>\n\n<p>Para a ind\u00fastria, um teste como esse \u00e9 uma etapa t\u00e9cnica de um interesse em expans\u00e3o. Para o oceano, pode ser uma perturba\u00e7\u00e3o real em um ambiente que n\u00e3o se recupera no tempo da pol\u00edtica ou dos contratos.<\/p>\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/uma-nova-era-para-os-fundos-marinhos\/?utm_source=p4&amp;utm_medium=social&amp;utm_campaign=oceanos&amp;utm_content=link&amp;utm_term=informar\">Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos<\/a>, conhecida pela sigla ISA, \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o ligado \u00e0 ONU respons\u00e1vel por regular atividades que ocorrem no alto mar. \u00c9 nesse espa\u00e7o que se discute o chamado C\u00f3digo de Minera\u00e7\u00e3o, conjunto de regras que poder\u00e1 definir se, quando e como a explora\u00e7\u00e3o comercial de minerais ser\u00e1 autorizada. A ISA \u00e9 um f\u00f3rum muito importante para esse tipo de discuss\u00e3o, que deve ser pautada pela ci\u00eancia e pelo princ\u00edpio de precau\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pela urg\u00eancia e gan\u00e2ncia de ind\u00fastrias.<\/p>\n\n<p>Em entrevista recente ao <em>O Globo<\/em>, a ocean\u00f3grafa brasileira <strong>Let\u00edcia Carvalho,<\/strong> secret\u00e1ria-geral da ISA, chamou a aten\u00e7\u00e3o para o contexto pol\u00edtico em torno dessa disputa:<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>As tens\u00f5es geopol\u00edticas atuais e o questionamento ao multilateralismo criam um contexto totalmente novo para a governan\u00e7a dos recursos marinhos.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n<p>A minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas, para al\u00e9m dos danos evidentes ao ecossistema marinho, \u00e9 tamb\u00e9m uma disputa sobre governan\u00e7a, interesses econ\u00f4micos, press\u00e3o por minerais cr\u00edticos e capacidade internacional de proteger \u00e1reas que s\u00e3o&nbsp; patrim\u00f4nio comum da humanidade.<\/p>\n\n<p>Quando esse debate acontece sob press\u00e3o, o risco \u00e9 transformar incerteza cient\u00edfica em autoriza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><mark style=\"background-color:var(--gp-green-500)\" class=\"has-inline-color has-white-color\">E no caso do fundo do mar, a incerteza deveria exigir mais cautela, n\u00e3o mais pressa.<\/mark><\/h3>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A nova fronteira de extra\u00e7\u00e3o no fundo do oceano<\/h2>\n\n<p>A minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas costuma ser apresentada como atividade fundamental para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, j\u00e1 que metais como n\u00edquel, cobalto, cobre e mangan\u00eas, que s\u00e3o encontrados no fundo do mar, podem ser usados em baterias e infraestrutura para intelig\u00eancia artificial, por exemplo. Mas uma transi\u00e7\u00e3o que abre novas fronteiras explorat\u00f3rias e reproduz um modelo de explora\u00e7\u00e3o que devasta ecossistemas e suprime a biodiversidade n\u00e3o pode ser chamada de limpa sem questionamento.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Por que querem buscar baterias no fundo do mar?\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_6BhGS6ZVN4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n<p>A resposta \u00e0 crise ecol\u00f3gica ou energ\u00e9tica jamais ser\u00e1 encontrada ao se inaugurar outra frente de destrui\u00e7\u00e3o, agora em uma das regi\u00f5es menos conhecidas do planeta. Trocar impactos em terra por impactos no oceano profundo n\u00e3o resolve a l\u00f3gica extrativa predat\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O que podemos aprender com dados reais sobre uma opera\u00e7\u00e3o experimental que evidencia o potencial de devasta\u00e7\u00e3o de uma atividade que ainda temos tempo de frear? Essa \u00e9 a pergunta que deveria orientar qualquer decis\u00e3o p\u00fablica sobre o tema.<\/p>\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil inferir o que pode acontecer em uma opera\u00e7\u00e3o comercial cont\u00ednua, com equipamentos maiores, por mais tempo e em \u00e1reas muito mais extensas.&nbsp;<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Antes que a minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas seja autorizada<\/h2>\n\n<p>O fundo do mar n\u00e3o \u00e9 uma reserva mineral esperando autoriza\u00e7\u00e3o para virar jazida. \u00c9 um ambiente vivo, complexo e vulner\u00e1vel, extremamente conectado com a regula\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica do planeta e a manuten\u00e7\u00e3o de cadeias de vida que tornam esse planeta saud\u00e1vel e diverso.<\/p>\n\n<p>A decis\u00e3o sobre autorizar a minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas diz respeito ao tipo de modelo de desenvolvimento que queremos construir e ao quanto estamos dispostos a sacrificar em nome de uma ideia limitada de futuro e progresso. O oceano profundo n\u00e3o pode entrar para a hist\u00f3ria como o pr\u00f3ximo territ\u00f3rio devastado antes mesmo de ser plenamente conhecido.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/parem-a-mineracao-em-aguas-profundas\/?utm_source=p4&amp;utm_medium=social&amp;utm_campaign=oceanos&amp;utm_content=link&amp;utm_term=assinar\">Assine a peti\u00e7\u00e3o<\/a> e ajude a impedir que o fundo do mar seja transformado em uma nova fronteira de extra\u00e7\u00e3o.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da Nature Ecology &amp; Evolution aponta redu\u00e7\u00e3o da vida marinha ap\u00f3s teste de minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas.<\/p>\n","protected":false},"author":136,"featured_media":63644,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[27,45],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-63642","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","tag-oceanos","tag-mineracao","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63642","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/136"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63642"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63642\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63654,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63642\/revisions\/63654"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63644"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63642"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63642"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63642"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=63642"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}