{"id":63657,"date":"2026-05-05T16:25:47","date_gmt":"2026-05-05T19:25:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=63657"},"modified":"2026-05-05T16:25:50","modified_gmt":"2026-05-05T19:25:50","slug":"sem-transparencia-e-amplo-debate-pl-dos-minerais-criticos-pode-ser-votado-nesta-terca-feira-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/sem-transparencia-e-amplo-debate-pl-dos-minerais-criticos-pode-ser-votado-nesta-terca-feira-5\/","title":{"rendered":"Sem transpar\u00eancia e amplo debate, PL dos Minerais Cr\u00edticos pode ser votado nesta ter\u00e7a-feira (5)"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>PL estabelece bases normativas e administrativas que podem facilitar a expans\u00e3o da ind\u00fastria de minera\u00e7\u00e3o em \u00e1reas sens\u00edveis, como terras ind\u00edgenas e no oceano, sob o pretexto de atribui\u00e7\u00e3o desses territ\u00f3rios como \u00e1reas estrat\u00e9gicas<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/1103255e-gp0su2fbv_medium-res-1200px-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-63658\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/1103255e-gp0su2fbv_medium-res-1200px-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/1103255e-gp0su2fbv_medium-res-1200px-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/1103255e-gp0su2fbv_medium-res-1200px-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/1103255e-gp0su2fbv_medium-res-1200px-453x340.jpg 453w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/1103255e-gp0su2fbv_medium-res-1200px.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Minera\u00e7\u00e3o de calc\u00e1rio em Indiara (GO), em 2024<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Caio Paganotti<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo, 5 de maio de 2026 &#8211; <\/strong>Est\u00e1 prevista para hoje (5), na C\u00e2mara dos Deputados, a vota\u00e7\u00e3o do Projeto de Lei <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2447259\">2.780\/2024<\/a>, que institui a Pol\u00edtica Nacional de Minerais Cr\u00edticos e Estrat\u00e9gicos. O Greenpeace Brasil alerta que a minera\u00e7\u00e3o, seja em terras ind\u00edgenas ou no oceano, pode aprofundar conflitos, pressionar ecossistemas e reproduzir pr\u00e1ticas incompat\u00edveis com uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa. Por isso,a cria\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica para o setor precisa ser acompanhada de crit\u00e9rios rigorosos de prote\u00e7\u00e3o ambiental, participa\u00e7\u00e3o social e respeito aos territ\u00f3rios protegidos. Apesar disso, o projeto a ser votado n\u00e3o promoveu o amplo debate.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cO relat\u00f3rio foi estruturado de forma pouco transparente, sem amplo debate com a sociedade civil, especialistas, popula\u00e7\u00f5es potencialmente atingidas e, at\u00e9 mesmo, sem a participa\u00e7\u00e3o da maioria dos deputados. O Projeto de Lei sequer passou pelas comiss\u00f5es de m\u00e9rito da C\u00e2mara, ficando de fora o debate sobre a viabilidade da implementa\u00e7\u00e3o do Plano e seus impactos econ\u00f4micos e socioambientais, sobretudo, em territ\u00f3rios ind\u00edgenas. Para piorar o cen\u00e1rio, a vota\u00e7\u00e3o de hoje ser\u00e1 remota, de forma que a transpar\u00eancia do debate ficar\u00e1 comprometida\u201d, afirma a especialista em Pol\u00edticas P\u00fablicas do Greenpeace Brasil, Gabriela Nepomuceno<\/p>\n\n<p>O Greenpeace Brasil tamb\u00e9m defende que o debate v\u00e1 al\u00e9m da abertura de novas frentes de explora\u00e7\u00e3o e inclua temas como o fortalecimento da reciclagem, a redu\u00e7\u00e3o do desperd\u00edcio, o incentivo \u00e0 inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e a prote\u00e7\u00e3o de \u00e1reas sens\u00edveis e comunidades tradicionais. Na avalia\u00e7\u00e3o do Greenpeace, seguran\u00e7a energ\u00e9tica e sustentabilidade precisam caminhar juntas na defini\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas para o setor, dimens\u00e3o que o projeto em vota\u00e7\u00e3o n\u00e3o se aprofunda adequadamente.<\/p>\n\n<p>\u201cTudo indica que o texto est\u00e1 sendo feito para agradar \u00e0 ind\u00fastria da minera\u00e7\u00e3o e ao agro. N\u00e3o \u00e0 toa, o relator tem mencionado novas isen\u00e7\u00f5es, al\u00e9m das que j\u00e1 existem para esses setores. Para o Greenpeace Brasil, importa saber, num momento de conflitos mundiais e disputa por recursos minerais, a que projeto de pa\u00eds e de desenvolvimento esse plano se atrela. Seremos eternamente um pa\u00eds meramente exportador de mat\u00e9rias-primas? O futuro Plano est\u00e1 alinhado com os direitos humanos, princ\u00edpios de soberania popular e transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa e sustent\u00e1vel?\u201d, completa Nepomuceno.<\/p>\n\n<p>Outro ponto de aten\u00e7\u00e3o do PL \u00e9 que ele abre precedente para a minera\u00e7\u00e3o no oceano, chamada de em mar profundo. O interesse pela minera\u00e7\u00e3o no oceano acende a preocupa\u00e7\u00e3o internacional por envolver tamb\u00e9m \u00e1reas do alto-mar ainda pouco protegidas e ecossistemas pouco conhecidos pela ci\u00eancia.<\/p>\n\n<p>A coordenadora de Oceanos do Greenpeace Brasil, Mariana Andrade, explica que a minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas pode causar danos irrevers\u00edveis \u00e0 biodiversidade marinha e comprometer fun\u00e7\u00f5es essenciais dos oceanos, como a regula\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e o armazenamento de carbono. Por isso, a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica s\u00f3 ser\u00e1 de fato justa se combinar descarboniza\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o estrutural da demanda por recursos naturais e prote\u00e7\u00e3o efetiva dos ambientes terrestres e marinhos.<\/p>\n\n<p>\u201cSob o pretexto de viabilizar a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica no Brasil, esse projeto de lei amea\u00e7a aprofundar um modelo de industrializa\u00e7\u00e3o predat\u00f3rio baseado na expans\u00e3o de fronteiras explorat\u00f3rias e na press\u00e3o sobre biomas sens\u00edveis, que, n\u00e3o por acaso, coincidem com \u00e1reas designadas \u2018estrat\u00e9gicas para a minera\u00e7\u00e3o\u2019. Ao priorizar a celeridade em detrimento do rigor, fragilizamos a gest\u00e3o de territ\u00f3rios vulner\u00e1veis, como o oceano. O Brasil vive um momento decisivo para consolidar uma pol\u00edtica de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica coerente com suas metas clim\u00e1ticas, com a prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade e com um projeto de desenvolvimento justo, e este PL n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 altura disso\u201d, adiciona Mariana Andrade.<\/p>\n\n<p><strong>Reduzir a necessidade de minerar<\/strong><\/p>\n\n<p>Segundo <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-international-stateless\/2026\/02\/677b279a-beyond-extraction_energy-transition-with-less-minerals_2026.pdf\">relat\u00f3rio recente do Greenpeace Internacional (2026)<\/a>, a minera\u00e7\u00e3o est\u00e1 frequentemente associada a danos ambientais e sociais, \u00e0 viola\u00e7\u00e3o dos direitos de povos ind\u00edgenas e \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o de ecossistemas, repetindo padr\u00f5es que ignoram comunidades locais e amea\u00e7am comprometer a pr\u00f3pria possibilidade de uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa e equitativa. Para reverter este cen\u00e1rio, o relat\u00f3rio&nbsp; aponta quatro caminhos: sufici\u00eancia, com menor consumo de energia e materiais; efici\u00eancia, para gerar os mesmos resultados com menos recursos; substitui\u00e7\u00e3o, por meio de tecnologias menos dependentes de minerais; e reciclagem, considerada estrat\u00e9gica por reaproveitar materiais j\u00e1 extra\u00eddos e reduzir a press\u00e3o sobre novos territ\u00f3rios.<\/p>\n\n<p><strong><em>Sobre o Greenpeace Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n\n<p><em>O Greenpeace Brasil \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o ativista ambiental sem fins lucrativos, que atua desde 1992 na defesa do meio ambiente.&nbsp;Ao lado de todas as pessoas que buscam um mundo mais verde, justo e pac\u00edfico, a organiza\u00e7\u00e3o atua h\u00e1 mais de 30 anos pela defesa do meio ambiente denunciando e confrontando governos, empresas e projetos que incentivam a destrui\u00e7\u00e3o das florestas.<\/em><\/p>\n\n<p><strong>Informa\u00e7\u00f5es para a imprensa sobre o Greenpeace Brasil<\/strong><\/p>\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Galo | <\/strong><a href=\"mailto:imprensa.br@greenpeace.org\">imprensa.br@greenpeace.org<\/a><br>Milka Ver\u00edssimo | 11 95761 2703<br>Thiago Rebou\u00e7as | 11 98562 3094<br>Tales Rocha | 11 98870 1089<\/p>\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PL estabelece bases normativas e administrativas que podem facilitar a expans\u00e3o da ind\u00fastria de minera\u00e7\u00e3o em \u00e1reas sens\u00edveis, como terras ind\u00edgenas e no oceano, sob o pretexto de atribui\u00e7\u00e3o desses&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":63658,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[45,27],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-63657","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","tag-mineracao","tag-oceanos","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63657","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63657"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63657\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63659,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63657\/revisions\/63659"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63658"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63657"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63657"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63657"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=63657"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}