{"id":63894,"date":"2026-05-26T15:55:35","date_gmt":"2026-05-26T18:55:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=63894"},"modified":"2026-05-26T16:06:55","modified_gmt":"2026-05-26T19:06:55","slug":"super-el-nino-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/super-el-nino-2026\/","title":{"rendered":"Super El Ni\u00f1o em 2026: o que esperar e porque precisamos nos preparar"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O El Ni\u00f1o de 2026 pode ser o mais intenso em d\u00e9cadas. Entenda o que \u00e9, o que as previs\u00f5es indicam e quais impactos esperar no Brasil em secas, enchentes e ondas de calor.<\/em><\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>1877, o ano em que o mundo quase parou<\/strong><\/h2>\n\n<p>Em 1877, um El Ni\u00f1o de intensidade excepcional desencadeou uma das maiores cat\u00e1strofes humanit\u00e1rias do s\u00e9culo XIX. Estima-se que <a href=\"https:\/\/metsul.com\/el-nino-de-2026-nao-causara-catastrofe-global-do-el-nino-de-1877\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">dezenas de milh\u00f5es de pessoas morreram<\/a> ao redor do mundo em decorr\u00eancia de secas, fome e doen\u00e7as associadas ao fen\u00f4meno. No Brasil, o Nordeste foi devastado por uma das piores estiagens da sua hist\u00f3ria, teve lavouras destru\u00eddas, \u00eaxodo em massa, e uma crise que marcou gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n<p><strong>Quase 150 anos depois, modelos clim\u00e1ticos indicam que o El Ni\u00f1o de 2026 pode atingir uma intensidade compar\u00e1ve<\/strong>l. A diferen\u00e7a fundamental \u00e9 que hoje temos ci\u00eancia, tecnologia e capacidade de nos antecipar. A quest\u00e3o \u00e9 se vamos us\u00e1-las.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que \u00e9 El Ni\u00f1o e o que torna um &#8220;Super&#8221; diferente<\/strong><\/h2>\n\n<p>El Ni\u00f1o \u00e9 um fen\u00f4meno clim\u00e1tico natural causado pelo aquecimento anormal das \u00e1guas superficiais do Oceano Pac\u00edfico Tropical. Esse aquecimento altera padr\u00f5es de vento e chuvas em escala global, com efeitos opostos em diferentes regi\u00f5es do Brasil.<\/p>\n\n<p>No Norte, Nordeste e partes do Centro-Oeste do pa\u00eds, o El Ni\u00f1o costuma reduzir as chuvas e elevar as temperaturas, o que deixa essas regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis \u00e0 secas prolongadas e \u00e0s queimadas. No Sul, o efeito se inverte e traz chuvas mais intensas e concentradas, elevando o risco de enchentes e deslizamentos. No Sudeste e Centro-Oeste, ondas de calor ficam mais frequentes, geralmente combinadas com baix\u00edssima umidade do ar.<\/p>\n\n<p>Um Super El Ni\u00f1o ocorre quando a anomalia de temperatura da superf\u00edcie do mar ultrapassa +2\u00b0C em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia hist\u00f3rica. Nos \u00faltimos 150 anos, isso aconteceu apenas 4 vezes: 1877-78, 1982-83, 1997-98 e 2015-16. Os modelos clim\u00e1ticos atuais indicam que 2026 pode ser o quinto. <strong>Caso se confirme, significar\u00e1 um intervalo de pelo menos 5 anos mais curto entre um Super El Ni\u00f1o e outro, o que pode estar associado ao aquecimento global e intensifica\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"663\" height=\"275\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/aa0e329a-super-el-nino-2026-brasil-impactos.png\" alt=\"Mapa do Brasil mostrando impactos do Super El Ni\u00f1o 2026: seca no Norte e chuvas no Sul\" class=\"wp-image-63897\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/aa0e329a-super-el-nino-2026-brasil-impactos.png 663w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/aa0e329a-super-el-nino-2026-brasil-impactos-300x124.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/05\/aa0e329a-super-el-nino-2026-brasil-impactos-510x212.png 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 663px) 100vw, 663px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impactos do fen\u00f4meno El Ni\u00f1o na Am\u00e9rica do Sul para os per\u00edodos de ver\u00e3o (dezembro a fevereiro) e inverno (junho a agosto) Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/inpe\/pt-br\/assuntos\/ultimas-noticias\/o-que-precisamos-saber-sobre-o-el-nino-e-seus-impactos-para-o-brasil#:~:text=Impactos%20do%20fen%C3%B4meno%20El%20Ni%C3%B1o%20na%20Am%C3%A9rica%20do%20Sul%20para%20os%20per%C3%ADodos%20de%20ver%C3%A3o%20(dezembro%20a%20fevereiro)%20e%20inverno%20(junho%20a%20agosto)%20Fonte%3A%20BTR1\/CPTEC\/INPE\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BTR1\/CPTEC\/INPE<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que as previs\u00f5es dizem para 2026&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.noaa.gov\/news-release\/noaa-predicts-below-normal-2026-atlantic-hurricane-season\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">As proje\u00e7\u00f5es divulgadas pela NOAA<\/a> (Administra\u00e7\u00e3o Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica Naciona dos Estados Unidos) em maio de 2026 apontam 82% de probabilidade de forma\u00e7\u00e3o do El Ni\u00f1o entre maio e julho, e 96% de que o fen\u00f4meno se mantenha entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027, o que significa impactos que podem se estender at\u00e9 pelo menos o segundo semestre de 2027.<\/p>\n\n<p>A intensidade m\u00e1xima ainda \u00e9 incerta mas, o que pode definir a gravidade \u00e9, em grande medida, o n\u00edvel de prepara\u00e7\u00e3o e resili\u00eancia dos pa\u00edses, estados e cidades que ser\u00e3o atingidos.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Qual o papel do aquecimento global<\/strong><\/h2>\n\n<p>O fen\u00f4meno do El Ni\u00f1o em si \u00e9 natural e c\u00edclico, e provavelmente acontece h\u00e1 milh\u00f5es de anos, mas o que mudou nas \u00faltimas d\u00e9cadas \u00e9 o contexto ambiental em que ele ocorre, contribuindo para o aumento na sua frequ\u00eancia e intensidade. N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia que entre 2023 e 2025 tenha-se registrado os maiores picos de ondas de calor no Brasil desde 1980, e que eles sejam ainda mais intensos em anos de El Ni\u00f1o.<\/p>\n\n<p>O <strong>oceano <\/strong>\u00e9 parte essencial desse mecanismo, pois regula o clima do planeta por meio de suas correntes, que distribuem calor ao redor da Terra, influenciando as temperaturas, as chuvas e os padr\u00f5es clim\u00e1ticos em diferentes regi\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n<p>As emiss\u00f5es pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, pelo desmatamento e pela pecu\u00e1ria vem aquecendo o planeta, e os oceanos absorvem a maior parte desse calor. Com os mares em temperatura cada vez mais alta, o El Ni\u00f1o passa a ocorrer em condi\u00e7\u00f5es mais extremas do que as de d\u00e9cadas anteriores. <strong>Assim, embora o El Ni\u00f1o continue sendo um fen\u00f4meno natural, seus efeitos s\u00e3o amplificados por um clima cada vez mais desequilibrado<\/strong>. Por isso, proteger os ecossistemas marinhos \u00e9, diretamente, fortalecer a resili\u00eancia clim\u00e1tica de popula\u00e7\u00f5es costeiras e ribeirinhas.<\/p>\n\n<p>As <strong>florestas <\/strong>tamb\u00e9m t\u00eam papel fundamental nessa equa\u00e7\u00e3o e, quando degradadas, elas perdem a capacidade de regular a temperatura, reter umidade e influenciar na forma\u00e7\u00e3o de chuvas. <strong>Em anos de seca severa, a floresta em p\u00e9 e conservada funciona como uma prote\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica<\/strong>. Quando a seca aperta em algumas regi\u00f5es, cresce muito a probabilidade de inc\u00eandios florestais em \u00e1reas com mata degradada, que n\u00e3o consegue impedir o avan\u00e7o do fogo, muitas vezes provocado por a\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que 2024 nos mostrou<\/strong><\/h2>\n\n<p>O El Ni\u00f1o de 2023\/2024 n\u00e3o chegou a ser considerado \u201cSuper&#8221;, mas sim como \u201cForte\u201d. <strong>Nesse per\u00edodo, o Brasil <\/strong><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/cemaden\/pt-br\/assuntos\/noticias-cemaden\/cemaden-divulga-nova-nota-tecnica-sobre-possivel-el-nino-2026-2027-e-impactos-esperados-no-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>enfrentou sua maior seca recente em extens\u00e3o<\/strong><\/a> e 4.748 munic\u00edpios (mais de 80% dos munic\u00edpios do pa\u00eds) registraram algum grau de estiagem, dos quais quase 1.400 em n\u00edveis severos ou extremos. Em 2024, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-brasil-esta-em-chamas\/?utm_source=p4&amp;utm_medium=organic&amp;utm_campaign=desmatamento&amp;utm_content=link&amp;utm_term=informar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">na Amaz\u00f4nia e no Pantanal, inc\u00eandios de grandes propor\u00e7\u00f5es devastaram extens\u00f5es territoriais recordes<\/a>. Comunidades no Norte respiraram ar com concentra\u00e7\u00f5es de part\u00edculas finas que superaram registros de grandes metr\u00f3poles globais, situa\u00e7\u00e3o documentada em detalhe no <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/estudo-revela-que-o-ar-da-amazonia-esta-mais-poluido-que-o-de-megacidades-do-mundo\/?utm_source=p4&amp;utm_medium=organic&amp;utm_campaign=desmatamento&amp;utm_content=link&amp;utm_term=informar\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/estudo-revela-que-o-ar-da-amazonia-esta-mais-poluido-que-o-de-megacidades-do-mundo\/?utm_source=p4&amp;utm_medium=organic&amp;utm_campaign=desmatamento&amp;utm_content=link&amp;utm_term=informar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">relat\u00f3rio C\u00e9us T\u00f3xicos, do Greenpeace<\/a>.<\/p>\n\n<p><a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s00338-025-02743-5\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>No oceano, o calor extremo tamb\u00e9m provocou o 4\u00ba evento global de branqueamento em massa de corais j\u00e1 registrado<\/strong><\/a><strong>, <\/strong>afetando recifes em diferentes regi\u00f5es do Brasil e deixando os corais expostos a meses consecutivos de estresse t\u00e9rmico. Quando esses ambientes entram em colapso, popula\u00e7\u00f5es costeiras se tornam mais vulner\u00e1veis a perdas econ\u00f4micas, inseguran\u00e7a alimentar, danos \u00e0 infraestrutura e aumento do custo de vida, aprofundando desigualdades sociais em cidades e territ\u00f3rios que dependem diretamente do oceano.\u00a0<\/p>\n\n<p><strong>No Sul, o Rio Grande do Sul viveu um dos maiores desastres clim\u00e1ticos de sua hist\u00f3ria. <\/strong><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/tragedia-climatica-no-rs-e-tempo-de-solidariedade-e-de-adaptacao\/?utm_source=p4&amp;utm_medium=organic&amp;utm_campaign=desmatamento&amp;utm_content=link&amp;utm_term=informar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Enchentes de escala in\u00e9dita destru\u00edram casas, infraestrutura e vidas<\/strong><\/a><strong>.<\/strong><\/p>\n\n<p>Al\u00e9m das trag\u00e9dias, o El Ni\u00f1o traz consequ\u00eancias econ\u00f4micas tamb\u00e9m. O Banco Central reconheceu o impacto inflacion\u00e1rio do evento sobre os pre\u00e7os dos alimentos, especialmente produtos in natura. Fam\u00edlias que j\u00e1 comprometem grande parte do or\u00e7amento com despesas b\u00e1sicas sentiram diretamente no bolso o custo da estiagem, das queimadas e das enchentes. E reagir depois de instalada a crise custa muito mais do que investir em preven\u00e7\u00e3o antes.<\/p>\n<div data-hydrate=\"planet4-blocks\/gallery\" data-attributes=\"{&quot;attributes&quot;:{&quot;gallery_block_description&quot;:&quot;&lt;strong&gt;Impactos e eventos extremos do EL Ni\\u00f1o em 2024&lt;\\\/strong&gt;&quot;,&quot;multiple_image&quot;:&quot;63899,63898,63901,63900,63902,56064,63903&quot;,&quot;image_data&quot;:[{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/9a00855f-gp1ta6mp.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:63899},{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/f978eba5-gp0su1tnc.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:63898},{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/d07dd289-gp0su2muz.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:63901},{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/fa140aad-gp0su2hy6.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:63900},{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/6b492e57-gp0su2g4e.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:63902},{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2025\\\/01\\\/d9f47597-gp0su0opn_pressmedia_cprt_reduced.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:56064},{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/05daccec-gp0su0uwn.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:63903}],&quot;className&quot;:&quot;is-style-slider&quot;,&quot;gallery_block_style&quot;:0,&quot;gallery_block_title&quot;:&quot;&quot;,&quot;gallery_block_focus_points&quot;:&quot;&quot;,&quot;images&quot;:[{&quot;image_src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/9a00855f-gp1ta6mp.jpg&quot;,&quot;image_srcset&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/9a00855f-gp1ta6mp.jpg 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2024&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Ativistas do Greenpeace realizaram um protesto no leito seco do Rio Solim\\u00f5es, na cidade de Manacapuru, Amazonas, em 2024&quot;,&quot;focus_image&quot;:&quot;&quot;,&quot;credits&quot;:&quot;\\u00a9 Nilmar Lage \\\/ Greenpeace&quot;},{&quot;image_src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/6b492e57-gp0su2g4e.jpg&quot;,&quot;image_srcset&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/6b492e57-gp0su2g4e.jpg 1200w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/6b492e57-gp0su2g4e-300x200.jpg 300w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/6b492e57-gp0su2g4e-1024x683.jpg 1024w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/6b492e57-gp0su2g4e-768x512.jpg 768w, 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Esse registro foi feito para documentar os impactos das chuvas.&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Foto tirada no Rio Grande do Sul, em S\\u00e3o Leopoldo, durante as enchentes de 2024.&quot;,&quot;focus_image&quot;:&quot;&quot;,&quot;credits&quot;:&quot;\\u00a9 Tuane Fernandes \\\/ Greenpeace&quot;},{&quot;image_src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/05daccec-gp0su0uwn.jpg&quot;,&quot;image_srcset&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/05daccec-gp0su0uwn.jpg 1200w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/05daccec-gp0su0uwn-300x225.jpg 300w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/05daccec-gp0su0uwn-1024x767.jpg 1024w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/05daccec-gp0su0uwn-768x575.jpg 768w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2026\\\/05\\\/05daccec-gp0su0uwn-454x340.jpg 454w&quot;,&quot;image_sizes&quot;:false,&quot;alt_text&quot;:&quot;Devastation in Arroio do Meio, Rio Grande do Sul. \\u00a9 Fernanda Ligabue \\\/ Greenpeace&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Images of the devastated houses and structures caused by the flood from the Taquari River in the municipality of Arroio do Meio in Rio Grande do Sul, after heavy rains hit the state. \\nThe population of the Rio Grande do Sul, are facing the greatest climate tragedy in the Rio Grande do Sul history.&quot;,&quot;focus_image&quot;:&quot;&quot;,&quot;credits&quot;:&quot;\\u00a9 Fernanda Ligabue \\\/ Greenpeace&quot;}]}}\">\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que esperar em 2026 e 2027 no Brasil<\/strong><\/h2>\n\n<p>Com base nas <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/cemaden\/pt-br\/assuntos\/noticias-cemaden\/cemaden-divulga-nova-nota-tecnica-sobre-possivel-el-nino-2026-2027-e-impactos-esperados-no-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">an\u00e1lises do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN)<\/a> divulgadas em 19 de maio, os padr\u00f5es esperados para o pr\u00f3ximo ciclo seguem o comportamento hist\u00f3rico dos Super El Ni\u00f1os anteriores.<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Norte, Nordeste e partes do Centro-Oeste:<\/strong> redu\u00e7\u00e3o de chuvas, temperaturas mais altas e maior vulnerabilidade a secas prolongadas. Os efeitos sobre a gera\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica nas bacias do Xingu, Madeira e Tocantins-Araguaia s\u00e3o uma preocupa\u00e7\u00e3o concreta. Menos \u00e1gua nos rios significa menos energia e mais press\u00e3o sobre os pre\u00e7os, al\u00e9m da degrada\u00e7\u00e3o da qualidade da \u00e1gua, do ecossistema, e dos impactos da seca para a popula\u00e7\u00e3o local.<br>Ainda nessas regi\u00f5es, sobretudo na Amaz\u00f4nia Legal e no Pantanal, as temperaturas elevadas e a possibilidade de secas prolongadas aumentam significativamente os riscos de inc\u00eandios florestais, frequentemente agravados pelo uso inadequado ou criminoso do fogo. Embora o cen\u00e1rio para o bioma Amaz\u00f4nia ainda seja incerto para este ano &#8211; devido ao elevado volume de chuvas incomum para a \u00e9poca &#8211; permanecem em estado de alerta as \u00e1reas de transi\u00e7\u00e3o entre a Amaz\u00f4nia e o Cerrado e, principalmente, o Pantanal.<br><a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/downloadPeca.asp?id=15387385467&amp;ext=.pdf\">O alerta, inclusive, j\u00e1 foi refor\u00e7ado pelo Supremo Tribunal Federal (STF)<\/a>. O ministro Fl\u00e1vio Dino intimou a Uni\u00e3o e os estados dessas regi\u00f5es a informarem, no prazo de at\u00e9 10 dias \u00fateis, quais provid\u00eancias e planejamentos est\u00e3o sendo adotados diante das proje\u00e7\u00f5es j\u00e1 divulgadas.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Sul:<\/strong> aumento significativo no volume e na intensidade das chuvas entre setembro e dezembro. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paran\u00e1 concentram os maiores riscos de enchentes, enxurradas e deslizamentos. Porto Alegre segue como \u00e1rea de aten\u00e7\u00e3o m\u00e1xima, com infraestrutura ainda em recupera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Sudeste e Centro-Oeste:<\/strong> ondas de calor mais frequentes combinadas com baixa umidade, impactando sa\u00fade p\u00fablica, produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e seguran\u00e7a h\u00eddrica.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Oceano<\/strong>: Dados do NOAA mostram que 10% das \u00e1reas monitoradas no mundo j\u00e1 registram branqueamento de corais em 2026 e o El Ni\u00f1o pode agravar a situa\u00e7\u00e3o. Duas esta\u00e7\u00f5es no Brasil, Maracaja\u00fa (RN) e Todos os Santos (BA) j\u00e1 est\u00e3o sob alerta de branqueamento inicial.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n<p>Em todos os casos, os impactos mais severos tendem a recair sobre quem tem menos recursos para se proteger: comunidades perif\u00e9ricas, ind\u00edgenas, ribeirinhas, costeiras e agricultores familiares.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que precisa acontecer e o que voc\u00ea pode fazer agora<\/strong><\/h2>\n\n<p>A diferen\u00e7a entre o El Ni\u00f1o de 1877 e o de 2026 n\u00e3o est\u00e1 apenas no tempo que passou, est\u00e1 tamb\u00e9m na capacidade de agir com base em informa\u00e7\u00e3o antecipada.<\/p>\n\n<p>Segundo dados da plataforma <a href=\"https:\/\/adaptabrasil.mcti.gov.br\/noticia\/dados-do-adaptabrasil-embasam-diagnostico-sobre-vulnerabilidade-climatica-das-cidades\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">AdaptaBrasil<\/a>, <strong>dois em cada tr\u00eas munic\u00edpios brasileiros t\u00eam baixa ou muito baixa capacidade adaptativa \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong>, evidenciando fragilidades na prepara\u00e7\u00e3o e resposta a eventos extremos e suas consequ\u00eancias, e isso pode fazer a diferen\u00e7a entre uma crise gerenci\u00e1vel e uma trag\u00e9dia anunciada.<\/p>\n\n<p>Para que os eventos previstos n\u00e3o repitam o que vimos em 2023\/2024, governos federal, estaduais e municipais precisam agir agora:&nbsp;<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Ampliar o or\u00e7amento em adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, preven\u00e7\u00e3o e resposta a desastres;<\/li>\n\n\n\n<li>Garantir que governos federal, estaduais e municipais estejam preparados para prevenir e combater inc\u00eandios florestais, especialmente em biomas sob maior risco, como Pantanal, Cerrado e \u00e1reas de transi\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia;\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Implementar infraestrutura verde e azul nas cidades &#8211; recupera\u00e7\u00e3o de rios, parques alag\u00e1veis, \u00e1reas perme\u00e1veis, reflorestamento urbano;\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Fortalecer a prote\u00e7\u00e3o costeira e marinha por meio de \u00e1reas marinhas protegidas que incluam corredores migrat\u00f3rios, \u00e1reas de alta biodiversidade e ecossistemas estrat\u00e9gicos como recifes de coral e manguezais,\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Fortalecer sistemas de defesa civil, monitoramento clim\u00e1tico e resposta r\u00e1pida a eventos extremos;<\/li>\n\n\n\n<li>Barrar retrocessos na legisla\u00e7\u00e3o ambiental e o avan\u00e7o de medidas que enfraque\u00e7am ainda mais a fiscaliza\u00e7\u00e3o, o licenciamento ambiental e a capacidade do Estado de prevenir crimes ambientais e queimadas ilegais.<\/li>\n\n\n\n<li>Garantir que as comunidades mais vulnerabilizadas participem das decis\u00f5es, n\u00e3o apenas sofram as consequ\u00eancias.<\/li>\n<\/ul>\n\n<p><strong><mark style=\"background-color:var(--p4-action-yellow-500)\" class=\"has-inline-color\">Investir em adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica \u00e9 a resposta mais eficaz que temos caso um Super El Ni\u00f1o chegue. <\/mark><\/strong><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/crise-ambiental-climatica\/?utm_source=p4&amp;utm_medium=organic&amp;utm_campaign=desmatamento&amp;utm_content=link&amp;utm_term=assinar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><mark style=\"background-color:var(--p4-action-yellow-500)\" class=\"has-inline-color\">Assine o abaixo-assinado<\/mark><\/a><strong><mark style=\"background-color:var(--p4-action-yellow-500)\" class=\"has-inline-color\"> e exija que os governos priorizem a prote\u00e7\u00e3o das pessoas agora.<\/mark><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O El Ni\u00f1o de 2026 pode ser o mais intenso em d\u00e9cadas. 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