{"id":67074,"date":"2026-09-21T17:41:36","date_gmt":"2026-09-21T20:41:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=67074"},"modified":"2026-09-21T17:48:19","modified_gmt":"2026-09-21T20:48:19","slug":"super-el-nino-expoe-um-oceano-cada-vez-mais-quente-e-vulneravel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/super-el-nino-expoe-um-oceano-cada-vez-mais-quente-e-vulneravel\/","title":{"rendered":"Super El Ni\u00f1o exp\u00f5e um oceano cada vez mais quente e vulner\u00e1vel"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" title=\"oceano\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/09\/6a308cdb-image-1024x683.jpeg\" alt=\"Vista dos oceanos ao entardecer, com \u00e1guas escuras em primeiro plano, c\u00e9u azul e silhueta de montanhas no horizonte, relacionada ao Super El Ni\u00f1o.\" class=\"wp-image-67076\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/09\/6a308cdb-image-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/09\/6a308cdb-image-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/09\/6a308cdb-image-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/09\/6a308cdb-image-1536x1024.jpeg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/09\/6a308cdb-image-510x340.jpeg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/09\/6a308cdb-image.jpeg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>\u00a9 Fl\u00e1via Zagury \/ Greenpeace&nbsp;&nbsp;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><em>Pac\u00edfico atinge patamar de El Ni\u00f1o muito forte enquanto novo estudo da Nature mostra que ondas de calor marinhas no Atl\u00e2ntico avan\u00e7am em dire\u00e7\u00e3o aos tr\u00f3picos. Os dois sinais refor\u00e7am a mesma urg\u00eancia clim\u00e1tica para o oceano.<\/em><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estamos vivendo em um mundo cada vez mais quente e \u00e9 o oceano que tem absorvido grande parte desse excesso de calor, permitindo que o planeta permane\u00e7a habit\u00e1vel. As consequ\u00eancias dessa absor\u00e7\u00e3o influenciam as correntes marinhas, que, por sua vez, influenciam as esta\u00e7\u00f5es do ano e a vida debaixo d\u2019\u00e1gua e em terra. Quando a \u00e1gua do mar aquece demais em uma regi\u00e3o espec\u00edfica no Oceano Pac\u00edfico Equatorial, temos um cen\u00e1rio de Super El Ni\u00f1o e, inevitavelmente (e infelizmente), uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as ambientais se torna o centro das aten\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este local no Pac\u00edfico Equatorial usado como refer\u00eancia para acompanhar o El Ni\u00f1o \u00e9 chamado de regi\u00e3o <strong>Ni\u00f1o, 3.4<\/strong>, que em Agosto de 2026 ficou, em m\u00e9dia,<strong> 1,8\u00b0C acima do esperado para o per\u00edodo.<\/strong> Diante disso, em setembro de 2026, a Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica dos Estados Unidos, a NOAA:<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Estimou-se em mais de <mark style=\"background-color:var(--red-100)\" class=\"has-inline-color\">90% a chance de o El Ni\u00f1o atingir intensidade muito forte<\/mark> durante o outono e o inverno de 2026\u20132027 no Hemisf\u00e9rio Norte.<\/h3>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como medir a intensidade de um El Ni\u00f1o?<\/strong><\/h2>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para medir a intensidade do fen\u00f4meno, a NOAA observa a m\u00e9dia das temperaturas ao longo de tr\u00eas meses. Desde 2026, a ag\u00eancia tamb\u00e9m passou a usar o RONI, um \u00edndice que leva em conta o aquecimento geral dos oceanos tropicais. Assim, \u00e9 poss\u00edvel diferenciar melhor o efeito natural do El Ni\u00f1o de um oceano que j\u00e1 est\u00e1 mais quente por causa da crise clim\u00e1tica.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa mudan\u00e7a na forma de medir o El Ni\u00f1o diz muito sobre o momento clim\u00e1tico que estamos vivendo. <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/super-el-nino-2026-10-fatos\/\">O fen\u00f4meno \u00e9 natural e recorrente<\/a>, mas acontece hoje sobre um oceano que j\u00e1 acumula mais calor devido ao aumento das concentra\u00e7\u00f5es de gases de efeito estufa na atmosfera, absorvido pela \u00e1gua do mar. Separar esses dois sinais ajuda a entender o que pertence \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es naturais do El Ni\u00f1o e o que revela uma transforma\u00e7\u00e3o mais profunda e persistente dos oceanos.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons alignfull is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-cta\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/petroleo-na-amazonia-nao\/\">Quero proteger os oceanos<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O calor est\u00e1 mudando de lugar no Atl\u00e2ntico<\/strong><\/h2>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" title=\"Nature - Aquecimento oceano Atl\u00e2ntico\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/09\/b5352607-nature-aquecimento-oceano-atlantico-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-67086\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/09\/b5352607-nature-aquecimento-oceano-atlantico-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/09\/b5352607-nature-aquecimento-oceano-atlantico-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/09\/b5352607-nature-aquecimento-oceano-atlantico-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/09\/b5352607-nature-aquecimento-oceano-atlantico-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/09\/b5352607-nature-aquecimento-oceano-atlantico-510x287.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2026\/09\/b5352607-nature-aquecimento-oceano-atlantico.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>\u00a9 Tais Terra\/ Greenpeace&nbsp;&nbsp;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto os olhos se voltam para o fortalecimento do El Ni\u00f1o no Pac\u00edfico, o Oceano Atl\u00e2ntico tamb\u00e9m d\u00e1 sinais de uma transforma\u00e7\u00e3o profunda e silenciosa que acontece h\u00e1 pelo menos quatro d\u00e9cadas. Um estudo publicado em maio na revista <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41612-026-01426-4\"><em>npj Climate and Atmospheric Science<\/em>, do grupo Nature<\/a>, observou a dire\u00e7\u00e3o das ondas de calor marinhas por 41 anos (<strong>1982 a 2022)<\/strong> e identificou que elas est\u00e3o migrando em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Linha do<strong> Equador.<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O movimento ocorre tanto no oceano Atl\u00e2ntico Norte quanto no Atl\u00e2ntico Sul, a uma velocidade m\u00e9dia de aproximadamente <strong>1 grau de latitude por d\u00e9cada<\/strong>. Em quatro d\u00e9cadas, isso representa um deslocamento de cerca de <strong>440 quil\u00f4metros<\/strong>. Os pesquisadores tamb\u00e9m encontraram um crescimento proporcionalmente maior das ondas de calor marinhas nas regi\u00f5es tropicais, que j\u00e1 convivem naturalmente com temperaturas elevadas.&nbsp;<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso significa que ondas de calor est\u00e3o aumentando em todo o Atl\u00e2ntico, mas nas regi\u00f5es tropicais esse aumento \u00e9 muito mais r\u00e1pido.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 como se a regi\u00e3o do Atl\u00e2ntico que banha a costa africana, que j\u00e1 \u00e9 naturalmente propensa a ondas de calor, puxasse ainda mais o calor para essa \u00e1rea, um fen\u00f4meno que mexe com as grandes correntes oce\u00e2nicas do Atl\u00e2ntico como um todo, incluindo a \u00e1rea da <strong>Corrente do Brasil e da Conflu\u00eancia Brasil\u2013Malvinas<\/strong>. Isso mostra que n\u00e3o existem fronteiras para mudan\u00e7as de larga escala no oceano e que as consequ\u00eancias podem chegar \u00e0 costa brasileira.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>El Ni\u00f1o se desenvolve no oceano Pac\u00edfico, mas seus efeitos n\u00e3o ficam restritos a ele. O Atl\u00e2ntico tamb\u00e9m est\u00e1 mudando, e essas mudan\u00e7as interferem na circula\u00e7\u00e3o da atmosfera e na distribui\u00e7\u00e3o de calor e umidade pelo planeta. Por isso, olhar para as duas bacias oce\u00e2nicas ao mesmo tempo \u00e9 importante para entender como o oceano conecta todo o planeta e como o El Ni\u00f1o pode contribuir para a ocorr\u00eancia de eventos extremos e diferentes impactos pelo Brasil.,<\/em>&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Afirma a porta-voz de oceanos no<strong> Greenpeace Brasil,<\/strong> <em>Bruna Canal.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons alignfull is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-cta\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/el-nino-e-oceanos-os-impactos-da-crise-climatica\/\">Saiba mais sobre El Ni\u00f1o e Oceano<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>El Ni\u00f1o explica o avan\u00e7o dessas ondas de calor?<\/strong><\/h2>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A conex\u00e3o entre as duas not\u00edcias pode levar \u00e0 impress\u00e3o de que o avan\u00e7o das ondas de calor marinhas no Atl\u00e2ntico seja consequ\u00eancia direta do aquecimento das \u00e1guas no Pac\u00edfico, que caracteriza a intensidade do El Ni\u00f1o. Os pesquisadores do estudo analisaram a influ\u00eancia do <a href=\"https:\/\/portal.inmet.gov.br\/noticias\/el-ni%C3%B1o-o-que-esperar-e-como-isso-pode-afetar-o-rio-grande-do-sul\">ENSO \u2014 sistema clim\u00e1tico do qual El Ni\u00f1o e La Ni\u00f1a fazem parte \u2014<\/a> e conclu\u00edram que varia\u00e7\u00f5es naturais do clima podem mudar as condi\u00e7\u00f5es do oceano de um ano para outro, mas n\u00e3o explicam por que as ondas de calor marinhas v\u00eam se deslocando em dire\u00e7\u00e3o ao Equador h\u00e1 quatro d\u00e9cadas. Para entender o que est\u00e1 por tr\u00e1s dessa mudan\u00e7a, os pesquisadores compararam os dados observados com diferentes simula\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.&nbsp;<\/p>\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O<strong> deslocamento apareceu nos cen\u00e1rios que inclu\u00edam o <\/strong><mark style=\"background-color:var(--red-100)\" class=\"has-inline-color\"><strong>aumento dos gases de efeito estufa provocado pelas atividades humanas,<\/strong> <\/mark>mas n\u00e3o naqueles que consideravam apenas fatores naturais.&nbsp;<\/h4>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso indica que o aquecimento causado pelas emiss\u00f5es humanas \u00e9 o principal respons\u00e1vel pela tend\u00eancia observada no Atl\u00e2ntico. O El Ni\u00f1o ajuda, portanto, a compreender parte das oscila\u00e7\u00f5es de curto prazo que acontecem no oceano. J\u00e1 o avan\u00e7o persistente dos extremos de calor sobre regi\u00f5es tropicais do Atl\u00e2ntico aponta para uma mudan\u00e7a de longo prazo relacionada ao aquecimento causado pelas atividades humanas. Esta \u00e9 tamb\u00e9m a principal causa de eventos de El Ni\u00f1o cada vez mais intensos.&nbsp;<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isto \u00e9, um fen\u00f4meno n\u00e3o explica necessariamente o outro, mas est\u00e3o sendo intensificados pelo mesmo motivo:<strong> a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/strong><\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que o Atl\u00e2ntico tropical est\u00e1 retendo mais calor?<\/strong><\/h2>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo tamb\u00e9m investigou o que est\u00e1 acontecendo na intera\u00e7\u00e3o entre oceano e atmosfera para favorecer esse processo. Uma das mudan\u00e7as identificadas \u00e9 o enfraquecimento dos ventos em partes do Atl\u00e2ntico tropical. Com ventos mais fracos, diminui tamb\u00e9m a <strong>ressurg\u00eancia<\/strong>, <em><mark style=\"background-color:var(--gp-green-100)\" class=\"has-inline-color\">processo pelo qual \u00e1guas mais frias das profundezas s\u00e3o empurradas para a superf\u00edcie e ajudam a regular sua temperatura e a distribui\u00e7\u00e3o de nutrientes na \u00e1gua do mar.<\/mark><\/em><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores observaram ainda altera\u00e7\u00f5es na rela\u00e7\u00e3o entre temperatura da superf\u00edcie do mar, press\u00e3o atmosf\u00e9rica, nuvens e radia\u00e7\u00e3o de onda longa. Em conjunto, esses processos podem reduzir a perda de calor pela superf\u00edcie e favorecer o aquecimento das \u00e1guas tropicais. <strong>O resultado \u00e9 uma menor capacidade de resfriamento justamente em regi\u00f5es oce\u00e2nicas que j\u00e1 apresentam temperaturas naturalmente elevadas.<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os principais resultados do estudo est\u00e3o:<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>cerca de 1\u00b0 de latitude por d\u00e9cada<\/strong> de deslocamento das ondas de calor marinhas em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Linha do Equador;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>crescimento proporcionalmente maior desses eventos nas regi\u00f5es tropicais<\/strong> do Atl\u00e2ntico;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>enfraquecimento dos ventos e da ressurg\u00eancia<\/strong>, reduzindo a chegada de \u00e1guas frias \u00e0 superf\u00edcie;<\/li>\n\n\n\n<li>mudan\u00e7as nas intera\u00e7\u00f5es entre <strong>oceano, atmosfera, nuvens e radia\u00e7\u00e3o<\/strong>, favorecendo a reten\u00e7\u00e3o de calor;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>aquecimento provocado pelos gases de efeito estufa como principal influ\u00eancia<\/strong> sobre a tend\u00eancia de longo prazo observada.<\/li>\n<\/ul>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses fen\u00f4menos oceanogr\u00e1ficos evidenciam um oceano sem fronteiras, com processos f\u00edsicos, quim\u00edcos e biol\u00f3gicos complexos que alteram a sa\u00fade do ambiente marinho, perto ou longe da costa.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mais calor onde a vida j\u00e1 enfrenta limites<\/strong><\/h2>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ondas de calor marinhas s\u00e3o per\u00edodos persistentes em que a temperatura do oceano permanece muito acima do esperado para determinada regi\u00e3o e \u00e9poca do ano. Ou seja, estamos falando de <strong>extremos prolongados de temperatura,<\/strong> capazes de alterar as condi\u00e7\u00f5es \u00e0s quais esp\u00e9cies e ecossistemas est\u00e3o adaptados.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma maior frequ\u00eancia de ondas de calor nas regi\u00f5es tropicais <strong>aumenta a press\u00e3o sobre ecossistemas que j\u00e1 t\u00eam convivido com temperaturas elevadas.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sistemas recifais,&nbsp; baleias, peixes e in\u00fameros outros organismos dependem de condi\u00e7\u00f5es ambientais espec\u00edficas para a alimenta\u00e7\u00e3o, a reprodu\u00e7\u00e3o e a sobreviv\u00eancia. Quando o calor permanece acima desses limites por per\u00edodos prolongados, os impactos podem atingir toda a cadeia marinha.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pr\u00f3prio estudo relaciona a maior exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s ondas de calor marinhas a riscos para a <strong>biodiversidade e todo o ecossistema marinho. <\/strong>Essas mudan\u00e7as tamb\u00e9m atingem popula\u00e7\u00f5es costeiras que dependem de mares saud\u00e1veis para alimenta\u00e7\u00e3o, renda e manuten\u00e7\u00e3o de seus modos de vida.&nbsp;<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Proteger os oceanos \u00e9 enfrentar a crise clim\u00e1tica<\/strong><\/h2>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Super El Ni\u00f1o de 2026 \u00e9 um fen\u00f4meno natural que ganha for\u00e7a em um planeta profundamente alterado pelo aquecimento global. Essas transforma\u00e7\u00f5es refor\u00e7am a urg\u00eancia de enfrentar as causas da crise clim\u00e1tica. Continuar investindo na ind\u00fastria f\u00f3ssil significa adicionar ainda mais calor a um sistema que regula o clima do planeta, abriga uma biodiversidade extraordin\u00e1ria e sustenta comunidades que dependem diretamente do mar.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reduzir a <strong>depend\u00eancia de combust\u00edveis f\u00f3sseis, <\/strong>proteger ecossistemas costeiros e marinhos e ampliar a prote\u00e7\u00e3o de \u00e1reas importantes para a biodiversidade s\u00e3o medidas fundamentais para diminuir as press\u00f5es sobre os oceanos e fortalecer sua capacidade de responder aos impactos que j\u00e1 est\u00e3o acontecendo.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estamos rumo a <\/strong><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/petroleo-na-amazonia-nao\/?utm_source=p4&amp;utm_medium=organic&amp;utm_campaign=oceanos&amp;utm_content=cta_link&amp;utm_term=informar\"><strong><mark style=\"background-color:var(--gp-green-100)\" class=\"has-inline-color\">300 mil assinaturas pela prote\u00e7\u00e3o dos oceanos. <\/mark><\/strong><\/a><strong>Junte-se a n\u00f3s e ajude a cobrar medidas efetivas contra a crise clim\u00e1tica.<\/strong><\/h3>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pac\u00edfico atinge patamar de El Ni\u00f1o muito forte enquanto novo estudo da Nature mostra que ondas de calor marinhas no Atl\u00e2ntico avan\u00e7am em dire\u00e7\u00e3o aos tr\u00f3picos. 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