{"id":781,"date":"2018-04-19T16:00:00","date_gmt":"2018-04-19T16:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/518-anos-de-resistencia-indigena-no-brasil-o-caso-emblematico-dos-karipuna\/"},"modified":"2019-11-06T05:20:43","modified_gmt":"2019-11-06T08:20:43","slug":"518-anos-de-resistencia-indigena-no-brasil-o-caso-emblematico-dos-karipuna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/518-anos-de-resistencia-indigena-no-brasil-o-caso-emblematico-dos-karipuna\/","title":{"rendered":"518 anos de resist\u00eancia ind\u00edgena no Brasil: o caso emblem\u00e1tico dos Karipuna"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-content\">\n<h4><em><strong>Na data em que se celebra o Dia do \u00cdndio no pa\u00eds, os povos ind\u00edgenas n\u00e3o t\u00eam o que comemorar. A ofensiva sobre seus territ\u00f3rios e direitos tem sido extremamente dram\u00e1tica. Paradoxalmente, mesmo em um cen\u00e1rio t\u00e3o adverso, eles continuam sendo fonte de inspira\u00e7\u00e3o e resili\u00eancia.<\/strong><\/em><\/h4>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/adriano-karipuna_ONU.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl02_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/adriano-karipuna_ONU.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"531\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Adriano Karipuna em frente a sede da ONU, em Nova York &#8211; Foto: Luiz Roberto Lima\/ Greenpeace<\/p><\/div>\n<p>Tanto no \u201cch\u00e3o de terra batida\u201d como nos gabinetes dos centros de poder, a realidade enfrentada pelos povos ind\u00edgenas brasileiros \u00e9 preocupante e tem sido motivo de reiteradas den\u00fancias tanto no Brasil como internacionalmente. A exist\u00eancia de 305 etnias que falam 274 diferentes l\u00ednguas, com m\u00faltiplas cosmovis\u00f5es e modos de vidas, \u00e9 uma das maiores riquezas do Brasil e, infelizmente, continua desconhecida pela maioria de n\u00f3s, n\u00e3o-ind\u00edgenas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Mesmo diante de tamanha diversidade, se h\u00e1 algo comum em rela\u00e7\u00e3o aos povos origin\u00e1rios do Brasil \u00e9 o fato de que eles se reconhecem como parte inerente da natureza: eles \u201cs\u00e3o natureza\u201d. N\u00e3o h\u00e1 separa\u00e7\u00e3o. A Terra \u00e9 M\u00e3e. Ela \u00e9 sagrada. \u201cN\u00f3s pertencemos a ela. Ela n\u00e3o pertence a n\u00f3s\u201d, repetem como um mantra. E, por isso, os diferentes povos ind\u00edgenas n\u00e3o t\u00eam a inten\u00e7\u00e3o e nem a pr\u00e1tica de controlar, de dominar a natureza. Ao contr\u00e1rio, sentem-se com a miss\u00e3o de proteg\u00ea-la, de mant\u00ea-la viva. Porque \u201cse algo acontecer \u00e0 Terra, acontecer\u00e1 aos filhos da Terra\u201d.<\/p>\n<p>E \u00e9 justamente por se colocarem na linha de frente da prote\u00e7\u00e3o de seus territ\u00f3rios sagrados e ancestrais, das florestas, dos rios e dos bens naturais neles existentes, que os povos ind\u00edgenas v\u00eam sendo, historicamente, massacrados. No Brasil de 2018 n\u00e3o \u00e9 diferente.\u00a0Dados do \u00faltimo relat\u00f3rio &#8220;<a href=\"https:\/\/www.cimi.org.br\/observatorio-da-violencia\/relatorio-2016\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Viol\u00eancia contra os Povos Ind\u00edgenas no Brasil<\/a>&#8220;, publicado pelo Conselho Indigenista Mission\u00e1rio, mostram que a maioria das terras ind\u00edgenas continua sofrendo com grilagem de terras, roubo de madeira e de min\u00e9rios, invas\u00f5es, aumento das amea\u00e7as, dos conflitos e da viol\u00eancia, perda de biodiversidade e o crescimento de mortes na inf\u00e2ncia, de suic\u00eddios e de homic\u00eddios.<\/p>\n<p>As tr\u00eas esferas de poder, Judici\u00e1rio, Legislativo e Executivo , que constitucionalmente deveriam assegurar a exist\u00eancia e a prote\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios e dos povos ind\u00edgenas, t\u00eam atuado de forma a legitimar a exclus\u00e3o dos ind\u00edgenas de suas terras tradicionais.<\/p>\n<p>Exemplos da retirada de direitos constitucionais duramente conquistados n\u00e3o faltam: a paralisa\u00e7\u00e3o e suspens\u00e3o dos procedimentos demarcat\u00f3rios; o completo desmonte da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai); e a apresenta\u00e7\u00e3o de projetos de lei que abrem as terras ind\u00edgenas para diversos tipos de explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, entre outros. O reflexo imediato dessa pol\u00edtica anti-ind\u00edgena por parte do Estado brasileiro \u00e9 o aumento exponencial da viol\u00eancia no campo e nas aldeias. Na pr\u00e1tica, elas funcionam como licen\u00e7as do Estado para a apropria\u00e7\u00e3o indevida dos territ\u00f3rios e a viol\u00eancia contra os ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Neste sentido, um dos casos mais emblem\u00e1ticos da atual realidade dos ind\u00edgenas no Brasil \u00e9 o do <strong>povo Karipuna<\/strong>, que secularmente habita as florestas da Amaz\u00f4nia. Atualmente, com uma popula\u00e7\u00e3o de 58 pessoas, eles moram na aldeia Panorama, a 186 km da capital Porto Velho, em Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>Quase extintos na d\u00e9cada de 1970, ap\u00f3s um contato traum\u00e1tico com a sociedade n\u00e3o ind\u00edgena, este povo foi reduzido a apenas quatro sobreviventes. Mesmo tendo a Terra Ind\u00edgena Karipuna sido homologada h\u00e1 duas d\u00e9cadas, eles continuam amea\u00e7ados pelas invas\u00f5es, pela grilagem, pelo roubo de madeira, pelo garimpo e pela crescente viol\u00eancia. O caso \u00e9 t\u00e3o grave que o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) de Rond\u00f4nia considera que se trata de um caso de genoc\u00eddio.<\/p>\n<p>A lideran\u00e7a ind\u00edgena Adriano Karipuna, 32 anos,\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Noticias\/Adriano-Karipuna-vai-a-ONU-denunciar-graves-violencias-contra-seu-povo\/\">partiu para Nova York<\/a><\/strong>\u00a0no in\u00edcio desta semana para participar do F\u00f3rum Permanente da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para Quest\u00f5es Ind\u00edgenas e denunciar as amea\u00e7as e a situa\u00e7\u00e3o de abandono que seu povo enfrenta. \u201cA gente protege a floresta n\u00e3o s\u00f3 para os ind\u00edgenas, mas pra todo mundo. Estamos cuidando deste patrim\u00f4nio. E \u00e9 preciso que sejam mais respons\u00e1veis com n\u00f3s, os ind\u00edgenas\u201d, apela ele.<\/p>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Adriano-karipuna-fala-onu.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl04_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Adriano-karipuna-fala-onu.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"557\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Adriano denuncia as amea\u00e7as ao seu povo no F\u00f3rum Permanente da ONU para Quest\u00f5es Ind\u00edgenas &#8211; Foto: Luiz Roberto Lima<\/p><\/div>\n<p>Os Karipuna simbolizam atualmente o elo entre um passado que ainda \u00e9 bastante presente na vida dos povos ind\u00edgenas no Brasil. Em uma breve entrevista, Adriano explicita que, mesmo diante de muitos desafios, no que depender dos Karipuna, o futuro ser\u00e1 diferente. Ser\u00e1 pleno de Bem Viver.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Confira a entrevista:<\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Greenpeace: Conta pra gente um pouco da hist\u00f3ria do seu povo, que quase foi extinto.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adriano Karipuna:<\/strong> Sim, n\u00f3s \u00e9ramos cerca de 200 pessoas, segundo a minha m\u00e3e, Katic\u00e1 Karipuna, uma das quatro pessoas sobreviventes.\u00a0\u00a0Ela t\u00e1 idosa. No museu, no Rio de Janeiro, tem informa\u00e7\u00f5es sobre a hist\u00f3ria dos Karipuna. Segundo minha m\u00e3e, ali pelos anos 70, como n\u00e3o tinha vacina pra imuniza\u00e7\u00e3o pra gripe, mal\u00e1ria, e outras doen\u00e7as, ficamos reduzidos apenas em quatro pessoas. Hoje continuamos um povo pequeno, com 58 pessoas. Mas isso \u00e9 fruto de muita resist\u00eancia porque ap\u00f3s o contato com os n\u00e3o ind\u00edgenas, estes quatro Karipuna ficaram sem contato de novo, voltaram pra floresta. Foi assim que sobreviveram.<\/p>\n<p><strong>GP: Mas o que aconteceu?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AK:\u00a0<\/strong>Meu tio diz que teve um envenenamento, parece que aconteceu isso. Falaram que foi muito ruim, como at\u00e9 hoje ainda \u00e9. Mataram muito nossos parentes, mataram uma aldeia toda. S\u00f3 escapou uma aldeia que estava mais distante. Eu nem pergunto mais pra minha m\u00e3e e pros meus tios sobre este passado. Eles ficam muito emocionados, com l\u00e1grimas nos olhos. \u00c9 triste. O Estado brasileiro deve muito pros Karipuna. Teve a constru\u00e7\u00e3o da estrada de ferro Madeira Mamor\u00e9, o ciclo da borracha, o ciclo do ouro, a constru\u00e7\u00e3o das hidrel\u00e9tricas de Santo Ant\u00f4nio e Jirau&#8230; Tudo causando nossa morte social, cultural. A morte dos nossos rios, nossos peixes, vamos ficar sem alimenta\u00e7\u00e3o em breve.<\/p>\n<p><strong>GP: Quais s\u00e3o as amea\u00e7as que o povo Karipuna enfrenta em seu territ\u00f3rio atualmente?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>AK:\u00a0<\/strong>Desde 2015, piorou muito. T\u00e3o furtando madeira e loteando nossa terra. Vendendo nossa terra porque dizem que n\u00e3o tem dono. Tamb\u00e9m tem garimpo de ouro na Terra Ind\u00edgena Karipuna. N\u00e3o sabemos quantas \u00e1reas j\u00e1 foram invadidas porque pode ser perigoso pra n\u00f3s andar nas nossas terras. Estamos em desvantagem. H\u00e1 6 meses foi feita uma opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Ambiental e do Ibama contra as invas\u00f5es. Aplicaram multas pra quem tava com documentos ilegais, pros manejos ilegais dentro da terra ind\u00edgena. Depois disso, h\u00e1 dois meses, incendiaram o posto da Funai, que tava abandonado. Antes j\u00e1 tinham roubado um equipamento de gera\u00e7\u00e3o de energia, avaliado em R$ 62 mil. Pra n\u00f3s, estas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito amea\u00e7adoras. N\u00e3o estamos andando mais pela estrada, s\u00f3 pelo rio. Mesmo assim \u00e9 perigoso. Estamos sujeitos a ser assassinados. Queremos que o Estado tire os posseiros, madeireiros e garimpeiros da nossa terra. Precisamos da terra pra poder plantar e viver, do rio pra beber \u00e1gua, dos peixes pra comer.<\/p>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Adriano-MJ_Tiago-Miotto.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl06_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Adriano-MJ_Tiago-Miotto.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Em Bras\u00edlia, Adriano e Andr\u00e9 Karipuna denunciaram ao Ministro da Justi\u00e7a Torquato Neto a grilagem, o roubo de madeira e a venda de lotes feita por invasores dentro da Terra Ind\u00edgena Karipuna. Foto: Tiago Miotto\/Cimi<\/p><\/div>\n<p><strong>GP: Como \u00e9 a vida na aldeia hoje?<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>AK:\u00a0<\/strong>L\u00e1 na aldeia a gente vive da pequena agricultura. Tem mandioca pra venda e pro nosso consumo. Tem farinha, cana, a\u00e7a\u00ed, ab\u00f3bora. Colhemos a castanha, pescamos, ca\u00e7amos. Hoje, dezesseis pessoas falam a l\u00edngua Tupi-Kawahiba. O professor ensina a l\u00edngua. Fazemos artesanato. Os mais velhos ensinam os mais novos alguns rituais e a cantar. N\u00f3s, Karipuna continuamos vivendo com bem viver. A gente quer viver harmonicamente, plantar mais, aumentar a venda pra gerar renda pra comunidade toda viver bem. Sem perturbar a vida de ningu\u00e9m. N\u00e3o roubamos nada de ningu\u00e9m, n\u00e3o invadimos nada de ningu\u00e9m. Queremos viver em paz na nossa floresta.<\/p>\n<p><strong>GP: Qual \u00e9 o objetivo da sua ida \u00e0 ONU nesta semana?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AK:\u00a0<\/strong>T\u00e1 todo mundo com medo na aldeia. Eu j\u00e1 recebi amea\u00e7a no passado. Eu tenho medo, porque se juntar centenas de pessoas pra matar a gente, o que vamos fazer? Temos medo de um genoc\u00eddio, porque t\u00e3o de olho na nossa terra. <a href=\"https:\/\/www.cimi.org.br\/2018\/04\/eu-vim-a-onu-pedir-ajuda-para-que-nao-ocorra-um-massacre-contra-o-meu-povo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Estado brasileiro tem que retirar este povo todo que invadiu e proteger nosso territ\u00f3rio e nosso povo. Este \u00e9 o papel do Estado. E o mundo tem que ficar de olho no povo Karipuna.<\/a> A gente protege a floresta n\u00e3o s\u00f3 para os ind\u00edgenas, mas pra todo mundo. Estamos cuidando deste patrim\u00f4nio. E \u00e9 preciso que sejam mais respons\u00e1veis com n\u00f3s, ind\u00edgenas. Estamos pedindo socorro e ajuda pra proteger nosso territ\u00f3rio, este peda\u00e7o da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>GP: Em um contexto t\u00e3o dif\u00edcil, o que voc\u00eas pretendem fazer?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AK:\u00a0<\/strong>Somos poucos ainda, mas n\u00e3o vamos desistir. Ningu\u00e9m desiste de proteger sua M\u00e3e. Daremos nossa vida por ela, se for preciso.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na data em que se celebra o Dia do \u00cdndio no pa\u00eds, os povos ind\u00edgenas n\u00e3o t\u00eam o que comemorar. 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