{"id":8318,"date":"2019-04-12T17:48:53","date_gmt":"2019-04-12T20:48:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=8318"},"modified":"2019-11-06T05:19:47","modified_gmt":"2019-11-06T08:19:47","slug":"o-mapa-da-destruicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-mapa-da-destruicao\/","title":{"rendered":"O mapa da destrui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h4>Infogr\u00e1fico do Greenpeace re\u00fane as hist\u00f3rias, imagens e dados sobre o desastre em Brumadinho. Seguiremos agora vigilantes para que novas trag\u00e9dias n\u00e3o aconte\u00e7am<\/h4>\n<div id=\"attachment_8322\" style=\"width: 809px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8322\" class=\"size-full wp-image-8322\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/04\/3c7025f2-gp0stsy83_web_size.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/04\/3c7025f2-gp0stsy83_web_size.jpg 799w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/04\/3c7025f2-gp0stsy83_web_size-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/04\/3c7025f2-gp0stsy83_web_size-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2019\/04\/3c7025f2-gp0stsy83_web_size-510x287.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><p id=\"caption-attachment-8322\" class=\"wp-caption-text\">Distrito de C\u00f3rrego do Feij\u00e3o, no dia seguinte ao rompimento da barragem de rejeitos de min\u00e9rio da Vale.<\/p><\/div>\n<p>Por onde passou, a lama t\u00f3xica que saiu da barragem de C\u00f3rrego do Fund\u00e3o, em Brumadinho, gerou destrui\u00e7\u00e3o. No dia seguinte ao rompimento, a equipe do Greenpeace Brasil foi at\u00e9 a cidade mineira para reportar o que estava acontecendo, dar voz aos atingidos e cobrar quem deveria ser cobrado \u2013 no caso, a mineradora Vale, que mais uma vez agiu de forma negligente e \u00e9 respons\u00e1vel por mais de 300 mortes.<\/p>\n<p>Todo o percurso da equipe do Greenpeace na regi\u00e3o de Brumadinho est\u00e1 agora reunido em uma p\u00e1gina especial do nosso site, traduzido em mapas, imagens e textos. O infogr\u00e1fico conta hist\u00f3rias como a do <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/a-terra-esta-vomitando\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">povo ind\u00edgena Patax\u00f3 H\u00e3-h\u00e3-h\u00e3e<\/a>. A aldeia fica a 22 quil\u00f4metros da barragem, mas a lama contaminada chegou at\u00e9 o trecho do Rio Paraopeba que corta o local. Os patax\u00f3 perderam parte de sua cultura, fortemente atrelada ao rio, que \u00e9 fonte de alimentos e tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m a hist\u00f3ria da professora Vera Baumfeld, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/credibilidade-jogada-na-lama\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">que tem participado das discuss\u00f5es sobre licenciamento e fiscaliza\u00e7\u00e3o de barragens em Minas Gerais<\/a> e atesta: h\u00e1 um acordo de cavalheiros entre os pol\u00edticos locais e as mineradoras: \u201cA tristeza \u00e9 saber que a gente pode estar prestes a enfrentar tudo isso de novo\u201d, diz.<\/p>\n<p class=\"action-button\" style=\"text-align: center;\"><a class=\"btn btn-primary btn-medium page-header-btn\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/o-crime-da-vale-em-brumadinho\/\">ACESSE A P\u00c1GINA<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Contar essas hist\u00f3rias \u00e9 importante porque mostra quem s\u00e3o as verdadeiras v\u00edtimas da atividade mineradora imprudente. Quando empresas agem pensando apenas em seus lucros, como fez a Vale, ou quando o governo permite atividades econ\u00f4micas sem que haja processos de licenciamento e fiscaliza\u00e7\u00e3o devidos, as v\u00edtimas s\u00e3o sempre os mais fracos.<\/p>\n<p>Aconteceu no Rio Doce, em 2015, aconteceu em Brumadinho em 2019 e, infelizmente, pode acontecer de novo. Desde o rompimento no Complexo de Paraopeba, o governo determinou a elimina\u00e7\u00e3o de barragens constru\u00eddas em alteamento a montante (como a do C\u00f3rrego do Feij\u00e3o). E, at\u00e9 2021 elas devem ser descomissionadas \u00a0\u2013 ou seja, os rejeitos devem ser retirados e a regi\u00e3o revitalizada.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de abril, a Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o interditou 56 barragens por problemas de estabilidade \u2013 dessas, 17 pertencem \u00e0 Vale. E \u00e9 crescente o n\u00famero de barragens classificadas com risco severo ou iminente de rompimento, exigindo a evacua\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o que reside pr\u00f3xima a \u00e1rea. At\u00e9 que todas essas barragens sejam, de fato, descomissionadas, elas seguem como bombas rel\u00f3gio.<\/p>\n<p>A seguran\u00e7a em barragens de rejeito de min\u00e9rio \u00e9 um problema s\u00e9rio no Brasil. E sua causa passa por um sistema de licenciamento ambiental e fiscaliza\u00e7\u00e3o falhos, nos quais os interesses das empresas se sobrep\u00f5em aos interesses sociais e ambientais.<\/p>\n<p>Para que grandes obras tenham licen\u00e7a ambiental, por exemplo, \u00e9 preciso que a popula\u00e7\u00e3o local seja ouvida, o que n\u00e3o acontece em muito casos. E a fiscaliza\u00e7\u00e3o das barragens existentes deve ser feita independente das pr\u00f3prias empresas, que s\u00e3o hoje quem contrata o laudo t\u00e9cnico e apresenta para o governo. <b><i>\u00a0<\/i><\/b><\/p>\n<p>N\u00f3s, do Greenpeace, pedimos justi\u00e7a para o crime no Rio Doce e no Rio Paraopeba e,. Continuaremos trabalhando para evitar novas \u201cf\u00e1bricas de Marianas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Infogr\u00e1fico do Greenpeace re\u00fane as hist\u00f3rias, imagens e dados sobre o desastre em Brumadinho. 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