{"id":930,"date":"2016-08-23T21:00:00","date_gmt":"2016-08-24T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/agosto-de-2050-uma-viagem-ao-brasil-do-futuro\/"},"modified":"2019-11-06T05:21:12","modified_gmt":"2019-11-06T08:21:12","slug":"agosto-de-2050-uma-viagem-ao-brasil-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/agosto-de-2050-uma-viagem-ao-brasil-do-futuro\/","title":{"rendered":"Agosto de 2050: uma viagem ao Brasil do futuro"},"content":{"rendered":"<h4>Como ser\u00e1 a vida de um brasileiro daqui a 34 anos caso o pa\u00eds transforme sua forma de produzir e consumir energia? Ou seja, caso fa\u00e7a a [R]evolu\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica proposta pelo Greenpeace Brasil<\/h4>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Cena\u0301rio-eletricidade.png\" alt=\"\" width=\"321\" height=\"357\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 24 de agosto de 2050 e o brasileiro<em> Renan V\u00e1lveis<\/em> acorda para mais um dia que parece comum. Ao abrir as cortinas do quarto, fica feliz ao ver o dia ensolarado. Liga o chuveiro e a \u00e1gua sai quentinha gra\u00e7as ao sistema de aquecimento solar t\u00e9rmico que est\u00e1 no telhado de sua casa.<\/p>\n<p>No caminho para o trabalho, encontra sua vizinha exibindo a nova aquisi\u00e7\u00e3o: um modelo popular de carro movido a eletricidade. Elen \u00c9trica \u00e9 uma mulher conectada \u00e0s novidades e, claro, n\u00e3o ficaria de fora da populariza\u00e7\u00e3o desse tipo de ve\u00edculo. No Brasil de Renan e Elen, a gasolina e o diesel est\u00e3o no passado. A eletricidade corresponde ao \u201ccombust\u00edvel\u201d de 25% do setor de transportes.<\/p>\n<p>\u201cMeu pai mal p\u00f4de acreditar quando andou pela primeira vez no meu carro. Quando ele era jovem, era um objeto para poucos porque eram caros de mais e faziam suas contas de luz ficarem alt\u00edssimas&#8221;, conta Elen.<\/p>\n<p>Como ela instalou placas solares fotovoltaicas em seu telhado, boa parte da eletricidade que consome vem da luz do sol, e suas contas de luz est\u00e3o vindo baixas, mesmo com o carro el\u00e9trico.<\/p>\n<p>Ela n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica brasileira que gera sua pr\u00f3pria energia em casa. Agora cerca de 14% da eletricidade consumida no Brasil v\u00eam de sistemas fotovoltaicos que geram energia solar \u2013 uma fonte limpa e renov\u00e1vel de energia. Desde os idos de 2015, quando essa fonte representava 0,01% da nossa matriz el\u00e9trica, foi um crescimento consider\u00e1vel. E s\u00f3 poss\u00edvel porque o governo passou a facilitar a compra de sistemas fotovoltaicos diminuindo alguns tributos. Como custam 20% menos do que em 2015, Elen p\u00f4de adquirir um.<\/p>\n<p>Ao se despedirem, Renan pensa que a novidade dela \u00e9 at\u00e9 legal, mas prefere manter a rotina de pedalar para o trabalho. Quando chove, vai de \u00f4nibus, afinal, a qualidade do transporte p\u00fablico \u00e9 muito melhor hoje do que nas d\u00e9cadas passadas. H\u00e1 tempos os governantes passaram a investir nessa \u00e1rea e muitos brasileiros deixaram de usar carros particulares. Por isso, o tr\u00e2nsito da cidade est\u00e1 muito mais fluido e a qualidade do ar melhorou consideravelmente.<\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas anos Renan trabalha na empresa Ventania, na qual \u00e9 engenheiro projetista de turbinas e\u00f3licas \u2013 uma profiss\u00e3o impens\u00e1vel para seus av\u00f3s. E os neg\u00f3cios v\u00e3o cada dia melhor. A energia dos ventos \u00e9 hoje a segunda principal fonte de eletricidade, respons\u00e1vel por um quarto da gera\u00e7\u00e3o no Brasil. E Renan se sente orgulhoso, afinal, o Nordeste, regi\u00e3o onde nasceu e vive, concentra 83% da capacidade instalada de gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica do pa\u00eds.<\/p>\n<p>J\u00e1 no escrit\u00f3rio, Renan abre seu site favorito e uma not\u00edcia chama aten\u00e7\u00e3o: \u201cO Brasil alcan\u00e7a 47% de efici\u00eancia energ\u00e9tica\u201d. Segundo a reportagem, o c\u00e1lculo compara o cen\u00e1rio do pa\u00eds em que vivemos em 2050, e o\u00a0cen\u00e1rio caso os governantes, desde 2016, n\u00e3o tivessem apostado na efici\u00eancia energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>O texto explica que o Brasil aprendeu a evitar o desperd\u00edcio entre a energia produzida e a consumida. E reduziu o consumo em muitos setores. As ind\u00fastrias, por exemplo, n\u00e3o perdem mais energia em processos de aquecimento e aproveitam mais a fonte solar t\u00e9rmica. A popula\u00e7\u00e3o s\u00f3 encontra nas lojas eletrodom\u00e9sticos com n\u00edvel A de efici\u00eancia.<\/p>\n<p>O novo modelo de transportes de cargas, hoje baseado em ferrovias, tamb\u00e9m foi respons\u00e1vel por boa parte desse sucesso de efici\u00eancia. Nos \u00faltimos 30 anos, o Brasil protagonizou uma intensa migra\u00e7\u00e3o do modelo rodovi\u00e1rio (que era caro, poluente e ineficiente) para um modelo baseado em ferrovias e efici\u00eancia log\u00edstica, com o melhor aproveitamento das viagens.<\/p>\n<p>Uma lembran\u00e7a vem \u00e0 mente de Renan. Quando era crian\u00e7a, da janela do seu quarto ele observava o intenso fluxo de caminh\u00f5es nas avenidas e nunca entendeu direito porque n\u00e3o via trens passando pela ferrovia ao lado das estradas. Agora adulto, esse cen\u00e1rio \u00e9 justamente o oposto.<\/p>\n<p>No fim do dia, chega no celular de Renan a mensagem do amigo F\u00e1bio Massa: \u201cQuer ir comigo ao Museu da [R]evolu\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica? Chego \u00e0s 18h e vou de metr\u00f4.\u201d Renan aceita o convite, afinal, ainda n\u00e3o conhecia aquele museu. Inaugurado h\u00e1 oito meses, foi constru\u00eddo para comemorar o primeiro ano em que o Brasil alcan\u00e7ou 100% de sua matriz energ\u00e9tica limpa e renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>O museu traz a hist\u00f3ria da ascens\u00e3o e decl\u00ednio dos combust\u00edveis f\u00f3sseis na gera\u00e7\u00e3o de energia no Brasil. O petr\u00f3leo foi fundamental para o in\u00edcio da nossa industrializa\u00e7\u00e3o no come\u00e7o do s\u00e9culo XX, mas se mostrou uma fonte problem\u00e1tica demais diante da libera\u00e7\u00e3o de gases poluentes e do perigo de agravar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o sobre as usinas nucleares \u00e9 a que F\u00e1bio acha mais comovente. O governo brasileiro desativou todas as suas usinas em 2049, mas ele ressalta com Renan que foi uma demora longa demais. \u201cComo uma fonte com risco de contamina\u00e7\u00e3o e acidentes, que matou milhares de vidas em muitos pa\u00edses, demorou tanto tempo para ser vista como um absurdo pelos governos?\u201d, questiona.<\/p>\n<p>Renan n\u00e3o assume, mas se emociona muito ao ver imagens do <a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Noticias\/Uma-licao-de-Fukushima\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">acidente na usina de Fukushima, no Jap\u00e3o,<\/a> em 2011. \u00c1gua radioativa foi despejada no mar por anos e anos ap\u00f3s o desastre, que obrigou 145 mil pessoas a se deslocar.<\/p>\n<p>Apesar de Renan V\u00e1lveis e F\u00e1bio Massa conhecerem um cen\u00e1rio que foi por anos equivocado e de excessiva emiss\u00e3o de gases de efeito estufa por fontes f\u00f3sseis, o passeio ao museu termina em um tom otimista. Afinal, aquele Brasil est\u00e1 no passado.<\/p>\n<p>Os amigos sa\u00edram de l\u00e1 especialmente felizes depois de conhecerem a hist\u00f3ria do povo ind\u00edgena Munduruku, que vive na regi\u00e3o do Rio Tapaj\u00f3s, no Par\u00e1. Durante o s\u00e9culo XXI, esses \u00edndios foram amea\u00e7ados pelo planejamento de v\u00e1rias hidrel\u00e9tricas que alagariam parte de suas terras e os obrigariam a abandon\u00e1-las. Isso faria com que eles perdessem s\u00e9culos de cultura e tradi\u00e7\u00e3o. Em 2016, o projeto da usina de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s \u2013 que inundaria 376 quil\u00f4metros quadrados de florestas, incluindo parte de uma Terra Ind\u00edgena \u2013 <a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Noticias\/Cancelamento-de-Sao-Luiz-do-Tapajos-um-passo-para-o-futuro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">teve seu processo de licenciamento ambiental cancelado.<\/a><\/p>\n<p>S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s foi o primeiro projeto de centenas que n\u00e3o foram mais permitidos na Amaz\u00f4nia. Isso garantiu que os Munduruku e muitos outros povos tradicionais, ind\u00edgenas, ribeirinhos e tantos outros pudessem manter seus modos de vida em harmonia com a floresta amaz\u00f4nica \u2013 que tamb\u00e9m se viu protegida de grandes devasta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esse Brasil de 2050 era um sonho em 2016. Um sonho, mas que se mostrava poss\u00edvel gra\u00e7as a um <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Revoluc\u0327a\u0303o-Energe\u0301tica-2016.-Greenpeace-Brasil.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estudo do Greenpeace Brasil<\/a>. Nele, todo o caminho para chegarmos a uma matriz com 100% de energias limpas e renov\u00e1veis foi apresentado. E os governos dos anos seguintes apostaram na Revolu\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica e nos benef\u00edcios ao pa\u00eds (e ao mundo) que ela traria.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o temos certeza se a hist\u00f3ria de brasileiros como Renan Valv\u00e9is ser\u00e1 realmente assim em 2050. Mas voc\u00ea pode ajudar a construir esse Brasil do futuro. <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/publicacoes\/revolucao-energetica-mostra-como-o-brasil-dara-adeus-as-fontes-fosseis-de-energia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Conhe\u00e7a o [R]evolu\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica e fa\u00e7a parte desse movimento por Renov\u00e1veis J\u00e1!<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como ser\u00e1 a vida de um brasileiro daqui a 34 anos caso o pa\u00eds transforme sua forma de produzir e consumir energia? Ou seja, caso fa\u00e7a a [R]evolu\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica proposta pelo Greenpeace Brasil.<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":931,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6,7],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-930","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-transforme-a-sociedade","tag-clima","tag-energia","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/930","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=930"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/930\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12967,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/930\/revisions\/12967"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/931"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=930"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=930"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=930"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=930"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}