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| Qualquer pessoa pode sentir na pele que algo anda errado com o clima. A garoa anda sumida de São Paulo. No Sul do Brasil, chuvas intensas têm se alternado com períodos de seca extrema. Na Amazônia, a regularidade do regime de chuvas agora é marcada pela instabilidade. No resto do mundo, geleiras estão derretendo e furacões e tufões ficando mais intensos e frequentes. O aumento do calor é mais do que uma sensação. É uma constatação científica. Entre 1998 e 2007, ocorreram sete dos dez anos mais quentes registrados desde 1850. Com a temperatura média mais alta, a capa de gelo do Ártico perdeu cerca de 30% da superfície que tinha ao fim da década de 70. A subida dos termômetros e o derretimento da calota polar coincidem com o aumento da concentração de CO2 na atmosfera. Em 1950, ela era de pouco menos de 280 partes por milhão. E pelas estimativas da Nasa, em 2009, pode chegar a 390 partes por milhão. Em condições naturais normais, isto é, sem a contribuição humana, esse grau de concentração levaria 5 mil anos para acontecer. |
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