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Carne de baleia obtida pelo Greenpeace no Japão, durante uma investigação que revelou o contrabando do produto do navio-fábrica Nisshin Maru, que participa do programa baleeiro no Santuário da Antártica.
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O promotor público de Tóquio confirmou que investigará a denúncia feita pelo Greenpeace de que há contrabando de carne de baleia obtida pelo programa japonês de caça de baleias no Oceano Antártico.
No último dia 15 de maio, ativistas do Greenpeace mostraram 23,5 quilos de carne de baleia que estavam escondidas em uma das quatro caixas enviadas por um tripulante do navio-fábrica Nisshin Maru para sua casa. A investigação do Greenpeace durou quatro meses e obteve informações de que o contrabando acontecia com conhecimento de representantes do Instituto de Pesquisa Cetácea e da empresa responsável pela frota baleeira, a Kyodo Senpaku. Além disso, mostrou ainda que restaurantes locais e comerciantes de carne esperavam receber a carne de baleia diretamente da tripulação do Nisshin Maru, bem antes da liberação autorizada pelo governo, em junho.
"Estamos felizes com a decisão tomada pela promotoria pública de Tóquio de iniciar uma investigação sobre o caso e vamos cooperar de todas as formas", afirmou Junichi Sato, coordenador da campanha de Baleias do Greenpeace Japão.
"Enquanto a investigação ocorre, o governo japonês não têm outra opção a não ser suspender imediatamente qualquer permissão de caça para o Instituto de Pesquisas Cetáceas e para a empresa Kyodo Senpaku, bem como suspender o subsídio dado ao programa", acrescentou.
Representantes da empresa Kyodo Senpaku afirmaram que a carne é apenas um 'souvenir' dado à tripulação no final da expedição, mas há claras evidências - incluindo informações falsas contidas nas caixas interceptadas, de que o conteúdo seria 'cartolina' - de que a carne é contrabandeada com anuência das autoridades.
O dossiê sobre o caso pode ser acessado aqui (textos em inglês e japonês)
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