Eleições diretas já

Notícia - 19 - mai - 2017
O Greenpeace se soma aos esforços de outros segmentos da sociedade por eleições diretas, na defesa de direitos, da democracia brasileira e pela proteção do meio ambiente

As ameaças ao meio ambiente, à democracia e aos direitos sociais são forjadas e sustentadas quando as estruturas de poder deixam de representar os anseios da sociedade e passam a trabalhar na promoção de interesses corporativos e de grupos políticos.

No governo Temer, tais grupos políticos, como a bancada ruralista, se instalaram no centro do poder executivo e passaram a promover um desmonte sem precedentes dos sistemas de proteção socioambiental, de populações tradicionais, de direitos humanos e dos trabalhadores do campo. Tais retrocessos foram denunciados em texto publicado pelo movimento #Resista, que conta com a adesão de mais de 140 organizações da sociedade civil.

Eleição indireta, onde o novo presidente seria eleito pelo Congresso, traz consigo o risco de perpetuar este cenário, uma vez que os mesmo grupos políticos que ainda dominam o parlamento utilizarão seu poder de voto para pactuar acordos em benefício de interesses próprios e dos grupos econômicos que defendem, dando continuidade aos abomináveis atos que nos levaram ao caminho da perda de direitos, de conflitos sociais e ao caos político.

As múltiplas denúncias que pesam contra Michel Temer já sentenciaram o fim de seu governo. Temer já não reúne qualquer condição política para governar o país, e sua saída do cargo é questão de tempo. Neste momento, o Brasil deve concentrar-se com prioridade na exigência da realização de eleições diretas.

O Greenpeace Brasil acredita que apenas o voto popular poderá garantir a continuidade da defesa da democracia, do meio ambiente e conferir legitimidade à quem vier a ocupar o cargo de Presidente da República.