Corais da Amazônia: “cada mergulho é um flash”

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Notícia - 30 - jan - 2017
Novos mergulhos do submarino trazem à superfície imagens ainda mais surpreendentes dos recifes, revelando toda a sua beleza. Confira!

Cores e formas se multiplicam no fundo do mar Foto: Greenpeace

Desde a última sexta-feira (27) e ao longo do final de semana, o submarino usado na expedição fez novas descidas na região sul dos recifes, onde a água é mais clara, em busca de mais imagens dos corais. A cada retorno à superfície, ele não desapontou, como você mesmo confere nas fotos.

Aos poucos, a ideia deste novo bioma ganha formas e (muitas) cores para todos nós. Estamos aprendendo mais e mais sobre os corais a cada descida de submarino, descobrindo novas formações, vendo novas espécies de peixes. Quando cada nova foto se materializa na tela do computador uma aglomeração de pessoas fascinadas pelo que veem se forma. Para quem está à bordo do navio Esperanza, conhecer cada detalhe sobre o que está logo abaixo dos nossos pés é o que mais tem interessado a todos.

No segundo dia de mergulho, vimos um ecossistema completamente diferente do primeiro dia, como mostra essa cena:

Esponjas amarelas, entre outras espécies, se misturam a algas e rodolitos Foto: Greenpeace

Fabiano Thompson, oceanógrafo e professor da UFRJ, foi o segundo cientista a ir para as profundezas dos Corais da Amazônia. E a sua primeira vez no apertado compartimento do submarino. “Uma experiência inesquecível”, afirmou, como seria de se experar, ao voltar à superfície com uma felicidade expansiva.

Fabiano é um dos mais envolvidos nas pesquisas que descobriram os recifes de corais da foz do Rio Amazonas. Desde 2011 ele se dedica ao tema. “Ver as formações debaixo d’água faz toda a diferença para nossos estudos porque podemos ver a complexidade, a diversidade de formações e peixes que estão ali”, explica. 


Foram duas horas de imersão a uma profundidade de até 102 metros. Ali, eles avistaram uma fauna muito rica. Uma grande variedade de peixes de diferentes espécies e cores: azuis, vermelhos, brancos, pretos. “Tem para todos os times”, brinca Fabiano.

Um dos momentos mais legais foi quando eles acharam uma estação de limpeza, como mostra esta imagem:

Entre algas coloridas e rodolitos, o caranguejo-aranha faz sua limpeza na companhia do peixe-borboleta Foto: Greenpeace

Ali, peixes e camarões “limpadores” aguardam sua clientele: peixes com ectoparasitas em seus corpos. Como uma gentileza marinha, os limpadores comem os parasitas dos peixes. Alimento para um, alívio para o outro. 

Outra surpresa foi a descoberta de um fundo do mar que parecia plano, mas é cheio de pequenos buracos que servem de ninhos para peixes de diferentes espécies.

Peixes mariquita tentam se esconder Foto: Greenpeace

Os ninhos estavam muito próximos uns dos outros. Conforme o submarino se aproximava, alguns peixes surgiam de dentro deles, curiosos pela aparição inédita, mas, como quem vê um disco voador trazendo alienígenas, rapidamente nadavam de um buraco para o outro para se esconder. Lagostas e pequenos camarões também foram avistados - esta abaixo posou para nós: 

A ocorrência de lagostas foi uma das suspeitas de existência de um recife na região Foto: Greenpeace

Sobre a formação dos recifes, predominaram naquele ponto de mergulho os rodolitos. Montanhas deles foram feitas por peixes, que carregam com a boca as pequenas bolas de algas calcárias para formar seus ninhos. “Essas imagens expandem nosso entendimento sobre os rodolitos da região”, disse Fabiano.

Uma piraúna (ou catuá) se abriga dentro de uma esponja, e atrás dele, outra esponja, com rodolitos ao redor Foto: Greenpeace

“Fiquei bastante contente e impressionado. A gente observa que é um recife com uma biodiversidade exuberante. Não vimos na primeira descida nada parecido. Isso mostra que estamos em um mosaico, com diferentes formações, o que faz da região ainda mais especial”, avalia o especialista. 



Montes de rodolitos formados por peixes Foto: Greenpeace

A complexidade deste novo bioma serve como estímulo para nosso interesse e o nosso senso de proteção. Afinal, conhecemos apenas 5% dos recifes aqui, mas eles já estão ameaçados pela iminência da exploração de petróleo.

Para ajudar a proteger esse tesouro natural, participe da campanha “Defenda os Corais da Amazônia”. 

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(Não registado) Leilaterra says:

Parabéns a todos do Greenpeace, lutando pelo que é nosso. As imagens dos corais nos incentivam a estar cada vez mais juntos de vocês ne...

Enviado 6 - fev - 2017 às 22:23 Denunciar abuso Reply

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