Ações falam mais que palavras

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Notícia - 26 - mai - 2012
Vice-governador do Maranhão, Washington Luiz, negociou saída de ativistas do porto de Itaqui com a promessa de mediar discussão com a indústria do ferro gusa

Ativistas do Greenpeace ocupam guindastes do Porto de Itaqui, em São Luiz do Maranhão, o navio Clipper Hope, ancorado no mesmo porto e toneladas de ferro gusa que estavam para ser carregadas. O protesto acontece por causa do veto parcial no Código Florestal anunciado ontem pelo governo. Investigação do Greenpeace mostra que a produção de ferro gusa tem deixado um rastro de desmatamento, uso de trabalho análogo ao escravo e ameaça a povos indígena. (©Greenpeace/Marizilda Cruppe/EVE)

Após oito horas de protesto, ativistas do Greenpeace interromperam o bloqueio no porto de Itaqui, em São Luís (MA), para impedir que um carregamento de ferro gusa manchado pelo desmatamento da Amazônia fosse embarcado no navio Cliper Hope rumo aos Estados Unidos. O bloqueio começou por volta das cinco da manhã e foi encerrado após a intervenção do vice-governador do Maranhão, Washington Luiz de Oliveira que, em troca da interrupção do protesto, prometeu conduzir uma negociação com a indústria de gusa que opera na região.

Ao saber que o bloqueio do Greenpeace havia parado o funcionamento do porto, levando as polícias Militar, Federal e a Marinha ao local, o vice-governador entrou em contato com Paulo Adario, diretor da campanha Amazônia do Greenpeace. A bordo do navio Rainbow Warrior, que bloqueava um navio cargueiro, Adario selou o acordo: a ação seria suspensa com a condição de que Washington Luiz de Oliveira intermediasse um acordo com a indústria de gusa.

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Ficou, então, marcado para segunda-feira, às 15h, um encontro entre representantes do setor, Ministério Público Federal e Estadual do Maranhão, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Viena Siderúrgica (dona da carga bloqueada) e Greenpeace. A pauta será o fim das ilegalidades na cadeia de produção do minério, como desmatamento ilegal, uso de trabalho análogo ao escravo, e invasão de territórios indígenas. A outra condição, cumprida, é que nenhum dos ativistas fosse detido, nem o Rainbow Warrior apreendido.

Veja as imagens do protesto:

“Foi uma vitória para todos os lados. Mas a vitória para a Amazônia só virá quando as empresas assumirem um compromisso formal de tirar de sua linha de produção a madeira ilegal, a invasão de terras indígenas e o uso de trabalho análogo ao escravo”, afirma Paulo Adario. “As ações falam mais do que as palavras. E o novo navio Rainbow Warrior não é uma embaixada flutuante. É um barco de ação.”

Os ativistas a bordo do Rainbow Warrior se aproximaram do Porto de Itaqui e ocuparam o navio cargueiro Clipper Hope, contratado pela Viena Siderúrgica para levar um carregamento de 31,5 mil toneladas de ferro gusa aos Estados Unidos. Por botes, outros ativistas subiram ao porto e estenderam faixas em um guindaste e na pilha que esperava o carregamento. A mensagem dizia: “Amazônia vira carvão. Brasil, desliga a motosserra”.

A tropa de choque da polícia foi acionada, o acesso ao porto foi fechado e suas atividades suspensas. Após a negociação, os ativistas voltaram ao Rainbow Warrior.

Uma investigação do Greenpeace divulgada no dia 14 mostra que algumas carvoarias que alimentam siderúrgicas da região amazônica do Pará e do Maranhão têm envolvimento com extração ilegal de madeira, trabalho análogo ao escravo e invasão de terras indígenas.

Assine a petição.

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Dovan says:

Calor , muito calor . Muita poluição , muita poluição .
Você parou pra pensar ? Você parou pra pensar ?
Tem ...

Enviado 30 - mai - 2012 às 15:37 Denunciar abuso Reply

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SOS PLANETA says:



Uma investigação do Greenpeace divulgada no dia 14 mostra que algumas carvoarias que alimentam siderúrgicas da regiã...

Enviado 28 - mai - 2012 às 15:12 Denunciar abuso Reply

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