O Brasil que queremos ser

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Notícia - 25 - mai - 2010
Aldo Rebelo (PCdoB-SP) não entendeu o que está em jogo por detrás da discussão sobre o Código Florestal. Não se trata apenas do futuro de nossas matas, mas de nosso país.

A onça é um dos animais ameaçados pelo avanço das motosserras na Amazônia ©Greenpeace/Rodrigo Baleia

Na semana passada, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator da Comissão Especial que quer mudar a legislação ambiental brasileira, deu diversas entrevistas sobre seus planos para retalhar o Código Florestal. Na segunda, dia 17 de maio, ele foi entrevistado pelo jornal "Valor Econômico". Na sexta, ganhou meia hora no programa de José Luiz Datena, na TV Band. No dia anterior, voltou a enviar mensagem para quem assinou a petição pedindo que Aldo deixe as nossas florestas em paz.

De comum entre os declaratórios de Aldo à imprensa e aos nossos ciberativistas, há a tentativa de qualificar o embate em torno da questão do código como o nosso segundo grito de independência. O deputado bate e rebate na antiquíssima tecla que o ambiente é o instrumento pelo qual os países desenvolvidos atravancam o crescimento econômico do Brasil. Insiste também que a Amazônia é alvo da cobiça internacional. Como prova disso, cita o contrabando de minério, uma questão que está mais para repressão policial do que para diplomacia internacional e não tem nada a ver com o Código Florestal.

Ao "Valor", Aldo repetiu algumas de suas pérolas sobre a legislação ambiental, como sua inovadora visão de uma lei não deve punir quem a transgride – sonho de qualquer deputado da bancada da motosserra . Ele também ridiculariza a operação Arco de Fogo, de combate ao desmatamento, no Estado do Amazonas. Diz que lá ainda tem muita floresta e que reprimir a derrubada de árvores só produz confusão. O deputado sugeriu ainda, sem ser explícito, que vai anistiar desmatadores consolidando áreas de agricultura, sem fazer diferenciação se o corte ocorreu há 40 ou há cinco anos.

Ao apresentador Datena, Aldo desfiou seu vitupério anti-ONGs escorado na fantasia de que a Amazônia está prestes a ser incorporada pelos países desenvolvidos. Para o pessoal que assinou a petição por meio do site do Greenpeace, Aldo enviou e-mail com perorações sobre a reserva legal. Ele é exemplo acabado de que o deputado ou não sabe do que fala, ou quando fala, o faz de má-fé.

Volta à ditadura

Sua réplica torce os fatos sem dó. Ao contrário do que diz, a reserva legal existe no Brasil desde 1934, quando fizemos o nosso primeiro Código Florestal. A sua extensão era de 25% de cada propriedade. Ela não é uma invenção dos ambientalistas ou dos gringos imperialistas mas de Getúlio, o Vargas, de quem o deputado se diz grande admirador.

Em 1965 a reserva legal foi reduzida de 25% para 20% em todo o país, com exceção da Amazônia, onde, como afirma o deputado, passou a ser de 50%. Esse percentual subiu para 80% em 1996, por ato do então presidente Fernando Henrique Cardoso, na esteira do recorde de desmatamento na região Norte do país. Mas ela vale apenas para a floresta tipicamente amazônica. No caso das áreas de cerrado existentes na região, a reserva legal caiu de 50% para 35%. Ou seja, o coração do agronegócio ganhou um desconto de 15% nas suas obrigações ambientais. Mas Aldo continua reclamando.

Ele também omite que a modificação de 50% para 80% não atingiu quem já havia desmatado a sua propriedade dentro da lei. Lei nova só vale para as situações que ocorrem a partir da sua entrada em vigor. Aldo diz que "há casos de recusa de financiamento público para proprietários que não ocuparam toda a sua propriedade". Ele só esqueceu de contar que essa era a política que valia nos tempos da ditadura, quando se completou o ciclo de destruição da mata atlântica e se iniciou a marcha da ocupação do cerrado e da Amazônia.

De lá para cá o avanço civilizatório foi justamente o de condicionar o acesso ao financiamento público ao cumprimento da legislação ambiental. A bancada da motosserra nunca reclamou de ser financiada para destruir, mas vira bicho quando o governo exige o cumprimento da lei. Essa é a verdadeira razão da batalha pela destruição da legislação ambiental. Enquanto ela era um penduricalho na mão de um fiscal do Ibama, tudo bem. Quando ela cai na mesa do gerente do Banco do Brasil, que só libera a grana se o fazendeiro tiver em dia com a lei, a coisa muda.

Terceirização de críticas

Quanto ao Greenpeace, nesse e-mail, Aldo preferiu terceirizar as críticas à ONG. Transcreve uma entrevista publicada na revista "Veja" em que um islandês de nome impronunciável faz duras denúncias contra nós. Esquece apenas de mencionar que a entrevista foi feita há 16 anos e que o islandês foi trazido ao Brasil para uma turnê apoiada pelo lobby nuclear durante nossa campanha contra Angra 2. Esquece igualmente de informar que as acusações do islandês não geraram nenhum tipo de investigação ou inquérito contra o Greenpeace e foram, inclusive, respondidas ponto por ponto (as respostas encontram-se em nossos arquivos para quem quiser ver).

Aldo Rebelo é um deputado secundário – em quatro anos de mandato suas principais peças legislativas foram dois requerimentos pedindo que o Congresso celebre os aniversários das revoluções soviética e chinesa. Mas decidiu reconquistar seus 15 minutos de fama assumindo a relatoria da Comissão Especial de revisão do Código Florestal. Por pura soberba e vaidade, resolveu lidar com um assunto em que é um neófito informado por conceitos ultrapassados e preconceitos contra a conservação do ambiente. Aldo prepara o seu relatório na vã suposição de que ele permanecerá intacto e inscreverá seu nome na galeria dos salvadores da pátria.

Ledo engano. Se Aldo não estivesse tão ocupado em atacar florestas e vilificar ambientalistas na semana passada, talvez tivesse tempo de dar uma olhada na entrevista que o presidente da Comissão Especial, Moacir Micheletto (PMDB-PR), concedeu ao site “Notícias Agrícolas”. Micheletto deixou muito claro que o texto de Aldo será trucidado pela turma da motosserra tão logo seja apresentado, coisa que está marcada em princípio para 1º de junho.

A era da valorização florestal

Micheletto diz que esse negócio de moratória de desmatamento da mata atlântica e na Amazônia, que, segure Aldo, vai constar de seu relatório, é uma questão para os Estados decidirem. E quanto à reserva legal – aquele percentual de floresta nativa que cada fazendeiro por lei deveria manter em suas terras – o nobre colega de Aldo diz claramente que ela será desfigurada, podendo ser constituída com o plantio de árvores exóticas e frutíferas, o que justamente derrota o conceito de reserva legal.

E o que vai sobrar de Aldo depois disso tudo? Ele quer ir para os livros de história como o sujeito que escancarou a porteira no Congresso para que a turma da motosserra investisse contra nossas florestas? Ou ser visto como o político que fez papel de bobo e jamais conseguiu enxergar o tamanho da encrenca em que se meteu? Aldo parece não ter percebido que o que está em jogo é algo muito maior do que ele, do que os motosserristas e talvez até do que o Código Florestal. Envolve uma visão do país que queremos ser.

Recentemente, assumimos metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. Também nos comprometemos com a redução do desmatamento da Amazônia. Soma-se a isso o compromisso assumido por grandes empresas, como grandes frigoríficos, comercializadores de soja, grandes redes de supermercado e marcas internacionalmente conhecidas, com o fim do desmatamento provocado por suas atividades comerciais. Esse conjunto compõe um cenário de valorização florestal que é apoiado por uma grande parcela da sociedade civil.

Produtores rurais, comunidades extrativistas, comunidades indígenas, ambientalistas e cientistas têm debatido modelos de desenvolvimento para o Brasil que levem no rumo do desmatamento zero. É nessa direção que reside o futuro. Mas ela vai à contramão do que Aldo e seus companheiros da bancada da motosserra pretendem.

Sob a desculpa de modernizar o Código Florestal e o olhar complacente das lideranças partidárias, estão apenas condenando o Brasil a ficar refém do modelo econômico implantado aqui em 1500 por Cabral. Querem que continuemos apenas sendo exportadores de commodities, produzidas à custa de nossas riquezas naturais.

 Brasil que queremos ser

Aldo Rebelo (PCdoB-SP) não entendeu o que está em jogo por detrás da discussão sobre o Código Florestal. Não se trata apenas do futuro de nossas matas, mas de nosso país.

 

Na semana passada, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator da Comissão Especial que quer mudar a legislação ambiental brasileira,  deu diversas entrevistas sobre seus planos para retalhar o Código Florestal. Na segunda, dia 17 de maio, ele foi entrevistado pelo jornal “Valor Econômico”. Na sexta, ganhou meia hora no programa de José Luiz Datena, na TV Band. No dia anterior, voltou a enviar mensagem para quem assinou a petição http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Participe/Ciberativista/Aldo-Rebelo-deixe-as-florestas-em-paz/ pedindo que Aldo deixe as nossas florestas em paz.

 

De comum entre os declaratórios de Aldo à imprensa e aos nossos ciberativistas, há a tentativa de qualificar o embate em torno da questão do código como o nosso segundo grito de independência. O deputado bate e rebate na antiquíssima tecla que o ambiente é o instrumento pelo qual os países desenvolvidos atravancam o crescimento econômico do Brasil. Insiste também que a Amazônia é alvo da cobiça internacional. Como prova disso, cita o contrabando de minério, uma questão que está mais para repressão policial do que para diplomacia internacional e não tem nada a ver com o Código Florestal.

 

Ao “Valor”, Aldo repetiu algumas de suas pérolas sobre a legislação ambiental http://www.agroambiente.org.br/noticias/clipping_do_agronegocio/codigo_florestal_precisa_deixar_o_agricultor_em_paz.icv , como sua inovadora visão de uma lei não deve punir quem a transgride – sonho de qualquer deputado da bancada da motosserra . Ele também ridiculariza a operação Arco de Fogo, de combate ao desmatamento, no Estado do Amazonas. Diz que lá ainda tem muita floresta e que reprimir a derrubada de árvores só produz confusão.  O deputado sugeriu ainda, sem ser explícito, que vai anistiar desmatadores consolidando áreas de agricultura, sem fazer diferenciação se o corte ocorreu há 40 ou há cinco anos.

 

Ao apresentador Datena, Aldo desfiou seu vitupério anti-ONGs escorado na fantasia de que a Amazônia está prestes a ser incorporada pelos países desenvolvidos http://www.band.com.br/brasilurgente/videos.asp .  Para o pessoal que assinou a petição por meio do site do Greenpeace, Aldo enviou e-mail com perorações sobre a reserva legal. Ele é exemplo acabado de que o deputado ou não sabe do que fala, ou quando fala, o faz de má-fé.  

 

Volta à ditadura

 

Sua réplica torce os fatos sem dó. Ao contrário do que diz, a reserva legal existe no Brasil desde 1934, quando fizemos o nosso primeiro Código Florestal.  A sua extensão era de 25% de cada propriedade. Ela não é uma invenção dos ambientalistas ou dos gringos imperialistas mas de Getúlio, o Vargas, de quem o deputado se diz grande admirador.

 

Em 1965 a reserva legal foi reduzida de 25% para 20% em todo o país, com exceção da Amazônia, onde, como afirma o deputado, passou a ser de 50%. Esse percentual subiu para 80% em 1996, por ato do então presidente Fernando Henrique Cardoso, na esteira do recorde de desmatamento na região Norte do país. Mas ela vale apenas para a floresta tipicamente amazônica. No caso das áreas de cerrado existentes na região, a reserva legal caiu de 50% para 35%. Ou seja, o coração do agronegócio ganhou um desconto de 15% nas suas obrigações ambientais. Mas Aldo continua reclamando.

 

Ele também omite que a modificação de 50% para 80% não atingiu quem já havia desmatado a sua propriedade dentro da lei. Lei nova só vale para as situações que ocorrem a partir da sua entrada em vigor. Aldo diz que “há casos de recusa de financiamento público para proprietários que não ocuparam toda a sua propriedade”. Ele só esqueceu de contar que essa era a política que valia nos tempos da ditadura, quando se completou o ciclo de destruição da mata atlântica e se iniciou a marcha da ocupação do cerrado e da Amazônia.

 

De lá para cá o avanço civilizatório foi justamente o de condicionar o acesso ao financiamento público ao cumprimento da legislação ambiental. A bancada da motosserra nunca reclamou de ser financiada para destruir, mas vira bicho quando o governo exige o cumprimento da lei. Essa é a verdadeira razão da batalha pela destruição da legislação ambiental. Enquanto ela era um penduricalho na mão de um fiscal do Ibama, tudo bem. Quando ela cai na mesa do gerente do Banco do Brasil, que só libera a grana se o fazendeiro tiver em dia com a lei, a coisa muda. 

 

Terceirização de críticas

 

Quanto ao Greenpeace, nesse e-mail, Aldo preferiu terceirizar as críticas à ONG. Transcreve uma entrevista publicada na revista “Veja” em que um islandês de nome impronunciável faz duras denúncias contra nós. Esquece apenas de mencionar que a entrevista foi feita há 16 anos e que o islandês foi trazido ao Brasil para uma turnê apoiada pelo lobby nuclear durante nossa campanha contra Angra 2. Esquece igualmente de informar que as acusações do islandês não geraram nenhum tipo de investigação ou inquérito contra o Greenpeace e foram, inclusive, respondidas ponto por ponto (as respostas encontram-se em nossos arquivos para quem quiser ver).

 

Aldo Rebelo é um deputado secundário – em quatro anos de mandato suas principais peças legislativas foram dois requerimentos pedindo que o Congresso celebre os aniversários das revoluções soviética e chinesa. Mas decidiu reconquistar seus 15 minutos de fama assumindo a relatoria da Comissão Especial de revisão do Código Florestal. Por pura soberba e vaidade, resolveu lidar com um assunto em que é um neófito informado por conceitos ultrapassados e preconceitos contra a conservação do ambiente. Aldo prepara o seu relatório na vã suposição de que ele permanecerá intacto e inscreverá seu nome na galeria dos salvadores da pátria.

 

Ledo engano. Se Aldo não estivesse tão ocupado em atacar florestas e vilificar ambientalistas na semana passada, talvez tivesse tempo de dar uma olhada na entrevista que o presidente da Comissão Especial, Moacir Micheletto (PMDB-PR), concedeu ao site “Notícias Agrícolas”. Micheletto deixou muito claro que o texto de Aldo será trucidado pela turma da motosserra tão logo seja apresentado, coisa que está marcada em princípio para 1º de junho.

 

A era da valorização florestal

 

Micheletto diz que esse negócio de moratória de desmatamento da mata atlântica e na Amazônia, que, segure Aldo, vai constar de seu relatório, é uma questão para os Estados decidirem. E quanto à reserva legal – aquele percentual de floresta nativa que cada fazendeiro por lei deveria manter em suas terras – o nobre colega de Aldo diz claramente que ela será desfigurada, podendo ser constituída com o plantio de árvores exóticas e frutíferas, o que justamente derrota o conceito de reserva legal.

 

E o que vai sobrar de Aldo depois disso tudo? Ele quer ir para os livros de história como o sujeito que escancarou a porteira no Congresso para que a turma da motosserra investisse contra nossas florestas? Ou ser visto como o político que fez papel de bobo e jamais conseguiu enxergar o tamanho da encrenca em que se meteu? Aldo parece não ter percebido que o que está em jogo é algo muito maior do que ele, do que os motosserristas e talvez até do que o Código Florestal. Envolve uma visão do país que queremos ser.

 

Recentemente, assumimos metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. Também nos comprometemos com a redução do desmatamento da Amazônia. Soma-se a isso o compromisso assumido por grandes empresas, como grandes frigoríficos, comercializadores de soja, grandes redes de supermercado e marcas internacionalmente conhecidas, com o fim do desmatamento provocado por suas atividades comerciais. Esse conjunto compõe um cenário de valorização florestal que é apoiado por uma grande parcela da sociedade civil.

 

Produtores rurais, comunidades extrativistas, comunidades indígenas, ambientalistas e cientistas têm debatido modelos de desenvolvimento para o Brasil que levem no rumo do desmatamento zero. É nessa direção que reside o futuro. Mas ela vai à contramão do que Aldo e seus companheiros da bancada da motosserra pretendem.

 

Sob a desculpa de modernizar o Código Florestal e o olhar complacente das lideranças partidárias, estão apenas condenando o Brasil a ficar refém do modelo econômico implantado aqui em 1500 por Cabral. Querem que continuemos apenas sendo exportadores de commodities, produzidas à custa de nossas riquezas naturais.

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V Nardi

V Nardi says:

Tally,

Todo ser humano causa devastação, inclusive os índios. Mesmo vivendo da maneira mais básica possível, eles precisam devastar a vegetação para fazer suas ocas e suas plantações além de caçar e pescar animais silvestres. Também geram lixo e dejetos. A verdade é que se houverem muitos índios eles também causarão devastação e poluição significante.

Cris Brasil,

Muito interessante o seu comentário, mas acho que não existe discussão quanto a necessidade de Preservar e sim quanto a quem irá Preservar e quem vai pagar por isto.

Ambientalistas pregam a SUSTENTABILIDADE, portanto tem obrigação de buscar a PRESERVAÇÃO SUSTENTÁVEL que seja ECOLOGICAMENTE CORRETA, mas também SOCIALMENTE JUSTA, ECONOMICAMENTE VIÁVEL e CULTURALMENTE ACEITA, conforme segue:

1) tomar consciência que todos causam devastação na proporção do próprio consumo, reduzi-lo, ser responsável, só consumir produtos certificados e controlar a natalidade;

2) é justo que consumidores paguem o Custo Ambiental (CA) do que consomem; os recursos vão para um Fundo Ambiental (FA); é custo, não é imposto; reduz a Devastação;

3) com os recursos do FA, é justo que Preservadores recebam valor igual ao que ganhariam usando a área livremente, coerente com a importância dos Serviços Ambientais (SAs) prestados para todos nós; aumenta a Preservação;

4) quem não quer pagar valor justo pelos CAs/SAs passa a mensagem que não se deve pagar pela Devastação e que a Preservação não vale nada;

5) LEIS AMBIENTAIS tem obrigação de ser SUSTENTÁVEIS, fundamentadas, racionais, científicas e eficazes;

Vinícius Nardi

Enviado 30 - mai - 2010 às 9:15 Denunciar abuso

Cris_Brasil

Cris_Brasil says:

“Tally,

Acho que suas observações são bem pertinentes, mas temos que considerar que os padrões de vida que conhecemos não são os únicos possíveis e que existem muitas coisas que podem ser valorizadas nas culturas locais, na imensidão de nosso pais, que tornam o nosso modo de vida urbano aplicável à essa única situação. Cada local tem uma vocação, um potencial a ser explorado. As pessoas se adaptam àquela situação e isso não depende necessariamente da existência de urbanização, comércio, mercado da forma como conhecemos. Existem alternativas ao nosso modo de vida que são compatíveis com as características naturais de cada local.

Além disso, se pensássemos no valor de uma floresta de pé, pelos serviços que ela nos presta possibilitando toda a nossa forma de vida, não haveria discussão quanto à preservação de nossas matas.

Existem muitas discussões quanto à valoração ambiental, que é atribuir valor para um bem ou serviço ambiental, e quanto à ética dessa ferramenta. É uma boa forma de comparar e de entender a importância dos recursos naturais. Mas deve ser usada com muito critério, claro, pois é muito suscetível à interpretação. À parte disso, podemos ver através dessa ferramenta, na linguagem que é mais falada no mundo, que é a do dinheiro, que o recurso natural tem muito valor em seu estado conservado pelos bens e serviços prestados, provavelmente muito mais do que em sua forma manufaturada. Por exemplo, os manguezais oferecem proteção à costa, são áreas de reprodução de espécies de interesse da pesca, participam de ciclos biogeoquímicos, entre outras funções, que geram impactos positivos, eu diria básicos e extremamente necessários, sobre a vida humana, inclusive sobre setores econômicos. Imagine se tivéssemos que pagar por esses serviços naturais aplicando tecnologias? O mesmo se aplica às florestas. Sem contar que esses serviços atendem à humanidade e não a um pequeno grupo de empreendedores. A idéia é mais ou menos essa.
Claro que não precisamos parar as economia, mas é necessário utilizar recursos naturais de forma planejada e pensando sempre em benefícios coletivos.

Sem contar que éticamente, pelo menos em minha humilde opinião, toda vida tem o seu valor e seu direito de ser, seja planta, animal, incluindo-se aí os humanos.
Um abraço a todos!

Enviado 28 - mai - 2010 às 14:46 Denunciar abuso

V Nardi

V Nardi says:

Gostaria que o Greenpeace respondesse algumas perguntas:

A Reserva Legal (RL), e as Áreas de Preservação Permanente (APPs) existem desde 1934. A maioria das áreas urbanas atuais eram áreas rurais em 1934. As Leis Ambientais não fazem distinção entre área rural e área urbana. Então gostaria de saber onde estão as RLs e as APPs de todas as propriedades, inclusive nas atuais áreas urbanas centrais privilegiadas?

Porque ainda hoje continuam construindo em áreas urbanas centrais privilegiadas sem se submeter às Leis Ambientais?
Por exemplo: as APPs de topo de morro da Avenida Paulista e em todas partes altas das cidades do Brasil; as APPs de restinga na Barra da Tijuca e todo litoral Brasileiro; etc, etc, etc...

O cidadão urbano privilegiado, que mais consome, não precisa Preservar? Só os cidadãos urbanos periféricos e os rurais, que pouco consomem, é que precisam Preservar?

Isto é certo? Porque não falam sobre isto?

Vinícius Nardi

Enviado 27 - mai - 2010 às 17:20 Denunciar abuso

V Nardi

V Nardi says:

PRESERVAR é essencial, mas a verdade é que ninguém produz se não houver quem compre, logo a verdadeira causa da devastação é o consumo.

Também não podemos ser coniventes nem omissos com as INJUSTIÇAS da Legislação Ambiental que NÃO É SOCIALMENTE JUSTA, pois:
1) impõe o ônus da preservação só sobre o possuidor de Área a ser Preservada, que é praticamente confiscada, punindo os pobres das áreas urbanas periféricas e das áreas rurais pequenas, justamente os que menos consomem. Os ricos ruralistas tem poder para se defender...;
2) subsidia e premia os médios e ricos das áreas urbanas centrais, justamente os maiores consumidores, que nada preservam e não pagam o custo ambiental do que consomem;
3) impõe restrições irracionais, arbitrárias e ineficazes.

Idealistas não compactuam com Injustiças. Ambientalistas por definição são idealistas, logo não consigo entender que ambientalistas defendam Leis Ambientais que eles sabem ser INJUSTAS e INSUSTENTÁVEIS e façam campanhas que atraem, com o IDEAL de preservar, pessoas do bem que não sabem das injustiças e arbitrariedades.

Não se deve criticar os idealistas e sim esclarecer que o objetivo não é devastar, que é buscar a PRESERVAÇÃO SUSTENTÁVEL, Ecologicamente Correta, mas também Socialmente Justa, Economicamente Viável e Culturalmente Aceita.

ACIMA DE TUDO DEVE-SE ESCLARECER QUE: 1) o consumo é a real causa da devastação; 2) é justo que consumidores sejam responsáveis e paguem o custo ambiental do que consomem; 3) é justo que preservadores recebam valor igual ou maior do que ganhariam se pudessem usar a área livremente, que seja coerente com a importância dos Serviços Ambientais prestados para todos nós. Os que não querem pagar estão passando a mensagem subliminar de que a preservação não vale nada; 4) a Preservação deve ser fundamentada, racional, científica e eficaz;

Vinícius Nardi

Enviado 27 - mai - 2010 às 17:07 Denunciar abuso

juhhcalegario

juhhcalegario says:

Até que enfim alguém se mobilizou e enxergou a situação:

Países ricos vão doar R$ 7,3 bilhões
para luta contra o desmatamento

Anúncio foi feito por primeiro-ministro norueguês durante conferência internacional
Do R7, com France Presse

Alberto César Araújo/21.05.2010/AEFoto por Alberto César Araújo/21.05.2010/AE
A quantia inclui os R$ 6,43 bilhões (US$ 3,5 bilhões) prometidos por Estados Unidos, Noruega, Japão, Reino Unido, França e Austrália no ano passado

Os países ricos contribuirão com R$ 7,3 bilhões (US$ 4 bilhões) para o combate ao desmatamento até 2012, o que representa R$ 919,5 milhões (US$ 500 milhões) a mais que o acordo alcançado na reunião de Copenhague em dezembro do ano passado, segundo o governo da Noruega.

O primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg aproveitou uma conferência internacional sobre o tema em Oslo, capital da Noruega, para anunciar a ajuda.

- Alcançamos US$ 4 bilhões em promessas de financiamento contra o desmatamento.

A quantia inclui os R$ 6,43 bilhões (US$ 3,5 bilhões) prometidos por Estados Unidos, Noruega, Japão, Reino Unido, França e Austrália no ano passado.



Desmatamento na Amazônia cai 50% em relação ao ano passado

No Brasil, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) divulgou no dia 20 deste mês que houve queda de 50% no desmatamento na Amazônia em relação ao ano passado, quando as taxas de 12,9 mil km2 caíram para 7,4 mil km2.

Enviado 27 - mai - 2010 às 14:01 Denunciar abuso

FernandaRost

FernandaRost says:

Acompanho as notícias do Greenpeace, sou ciberativista e recebi os dois e-mails do deputado. Ele realmente diz asneiras..
Vivemos num mundo capitalista, o que vale (para alguns), é morrer e ser enterrado com notas de euros. Mas quem sofre com isso são a fauna, a flora e os SERES HUMANOS.
Não é culpa de nehuma ONG, mas além de querermos preservar floresta temos que preservar o ser humano, temos que cuidar e ensinar aquilo que é certo. E para os homens mais velhos, com suas manias, a concientização de que da para viver preservando a natureza.
Não adianta apenas uma parte querer agir para preservar (que é o caso do Greenpeace e entre outros). Governo, escolas, igrejas.. todos nós devemos fazer nossa parte para um dia conseguirmos "O Brasil que queremos ser"

Enviado 27 - mai - 2010 às 0:51 Denunciar abuso

Tally

Tally says:

Será mesmo essa a verdade dos fatos?
Sou uma estudante de ensino médio e estou acompanhando esse caso, tanto quanto os passos do deputado Aldo Rebelo, pois sou brasileira e preciso saber o que realmente esta acontecendo no nosso país. Sendo assim, me vem à dúvida: Quem está certo? O que é melhor para o nosso país?
Acompanho o trabalho do deputado através de notícias e pesquisas sobre suas atuações, e acredito que se ele foi indicado por todos os partidos exeto PSOl e PV, é porque ele tem conhecimento e clareza sobre os fatos.E quanto a assembléias publicas em tantos estados? E quanto ao desenvolvimento do país? Será mesmo que precisamos de 98% de mata na Amazônia? Estou sim, preocupada com a nossa Amazônia, mas desde sempre aprendemos no colégio que a natureza é a junção da fauna, flora e minérios, então, nós os homens também fazemos parte dessa classificação, todos queremos proteger a Amazônia, mas e as poucas pessoas que moram lá? Será que elas também são levadas em conta? Como elas sobrevivem? Será que elas podem plantar ou vivem como índios? Ou são só os índios que moram lá? Confesso que sou brasileira e não sei, mas acredito que em um estado tão grande deve ter algum tipo de renda e qual é? Será que com tantas alterações no código essas pessoas ainda podem ter uma boa qualidade de vida? Só queria que algum dos lados nos esclarecesse isso, nós, brasileiros temos o direito de saber o que está acontecendo no país, pois é o nosso futuro e o futuro dos nossos filhos que está em risco. E como citado na matéria foram os nossos presidentes que contribuíram para todas essas mudanças, então deve ter alguma coisa errada nesse código, ou será, que o presidente Lula iria convocar uma assembléia em setembro do ano passado sem um bom motivo? Bem é essa minha duvida e se vocês puderem me esclarecer agradeço.

Enviado 26 - mai - 2010 às 21:28 Denunciar abuso

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