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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • AO VIVO: transmissão do protesto no Salão do Automóvel

    Postado por Guilherme Munhoz - 30 - out - 2014 às 17:50 3 comentários

    AO VIVO: assista agora ativistas do Greenpeace Brasil protestando no Salão do Automóvel 2014, em São Paulo. Os ativistas exigem carros mais eficientes da Fiat, Volkswagen e Chevrolet.

     

    A Chevrolet, Fiat e Volkswagen aproveitam o Salão do Automóvel para mostrar seus lançamentos mas escondem dos consumidores que os carros modernos e eficientes ficam na Europa. Por isso, exigimos que as empresas comprometam-se a produzir carros mais eficientes. A tecnologia já existe, só falta trazer para cá.

    Cobre você também das montadoras carros que emitem menos gases de efeito estufa. Assine a petição Leia mais >

  • MMA tem cadeiras titulares vazias desde 2013

    Postado por Alan Azevedo - 29 - out - 2014 às 19:06

    Organizações e pesquisadores enviam carta à ministra do meio ambiente Izabella Teixeira; são quatro assentos titulares e de suplente vazios

    Protocolada na segunda feira, dia 27, a carta enviado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) cobra a ministra Izabella Teixeira sobre a ausência de representantes titulares e suplentes, sendo duas na Coordenação-Geral da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e outras duas na comissão de movimentos sociais. 

    Com isso, as vozes contra transgênicos vêm perdendo cada vez mais força. Nos últimos anos, vários organismos transgênicos foram aprovados pelo MME, mesmo com as ausências constatadas – essas essenciais para que o processo de avaliação dos transgênicos fosse bem desenvolvido.

    Leia a carta na íntegra:

    Brasília, 24 de outubro de 2014

    À Exma. Sra. Izabella Teixeira

    Ministra do Meio Ambiente

    Sra. Ministra,

    Desde o final de 2013, o MMA está sem representante titular e, desde 2011, sem suplente na CTNBio, importante comissão que decide sobre a liberação no meio ambiente de transgênicos em nosso país. Soma-se a isso a vacância de outros dois assentos, de titular e suplente, que deveriam representar os movimentos sociais ambientalistas, também a ser indicados por intermédio do Ministério que a Senhora dirige. Assim, são quatro assentos vagos responsáveis pela área ambiental em uma comissão que tem ao todo 54 membros, considerando titulares e suplentes.

    Nesses últimos anos, vários organismos transgênicos foram liberados para plantio ou uso comercial, em culturas como soja, milho e algodão, além de vacinas e um mosquito Aedes aegipty,também geneticamente modificado, sem que o MMA tenha participado das análises de risco e se manifestado sobre seus impactos ambientais. De igual maneira, o Ministério e os representantes da sociedade civil especialistas em meio ambiente têm estado ausentes dos debates e decisões acerca das árvores geneticamente modificadas. Nesse meio tempo, plantas espontâneas e insetos desenvolveram resistências aos agrotóxicos e inseticidas associados às variedades modificadas, levando a um aumento expressivo do uso de agrotóxicos e contribuindo para que o Brasil continue a ser o campeão mundial no seu uso. Também devido ao desenvolvimento de resistência, há agora o perigo muito concreto de que a CTNBio aprove uma nova geração de variedades de soja e milho transgênicos que  recorrerá a um agrotóxico muito mais perigoso, o  2,4-D, cuja liberação no meio ambiente pode dar origem a dioxinas. Outras consequências ambientais nefastas da liberação de transgênicos no meio ambiente não estão sendo adequadamente investigadas dado o viés francamente favorável a essa tecnologia por parte dos biotecnólogos que constituem a maioria dos membros da CTNBio.

    Muito preocupante foi a forma como a CTNBio aprovou recentemente a tecnologia altamente duvidosa de introduzir mosquitos transgênicos com o objetivo de combater a dengue no país, sem que fossem discutidos aspectos ambientais sobre os quais o MMA teria muito a dizer, como a questão do saneamento ambiental e do controle biológico de pragas. Também nos preocupa imensamente a possibilidade de que o Brasil seja o primeiro país do mundo a liberar comercialmente eucaliptos transgênicos com todos os impactos incomensuráveis e irreversíveis sobre as abelhas e o mel e própolis por elas produzidos. A Audiência Pública organizada pela CTNBio a pedido da empresa Futuragene&Susano sobre o eucalipto transgênico H421, no dia 4 de setembro de 2014, evidenciou o poderoso lobby da empresa e a franca disposição da maioria dos membros da CTNBio em aprová-lo. 

    Nesse contexto, a duradoura ausência do MMA e dos especialistas em meio ambiente na CTNBio é mais do que uma simples omissão. Como disse Hannah Arendt, em outras circunstâncias, “a omissão em política é cumplicidade”. Por isso, as entidades e ambientalistas abaixo assinados pedem que a Senhora nomeie o mais rápido possível os representantes do MMA para a CTNBio, bem como publique Edital solicitando a indicação de nomes para representar os movimentos sociais na comissão, na categoria de “especialistas em meio ambiente”.

    Esperando que nossa carta receba a atenção que ela merece,

    Entidades

    Agricultura Familiar e Agroecologia - AS-PTA

    Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária - AMAR

    Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida - Apremavi

    Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte - APROMAC

    Associação de Saúde Ambiental - TOXISPHERA

    Associação Mineira de Defesa do Ambiente – Amda

    Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida

    Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul-CEPEDES

    Conselho de Assentamentos Sustentáveis das Américas - CASA

    Conservation Strategy Fund - CSF

    Cooperativa de Produtores Orgânicos do Paraná - COOPERORGÂNICOS

    Federação Paranaense de Entidades Ambientalistas - FEPAM

    Fórum Ambientalista

    Fórum do Movimento Ambientalista de Minas Gerais

    Fórum do Movimento Ambientalista de Santa Catarina

    Fórum do Movimento Ambientalista do Mato Grosso do Sul

    Fórum do Movimento Ambientalista do Paraná

    Fórum do Movimento Ambientalista do Rio de Janeiro

    Fórum do Movimento Ambientalista do Rio Grande do Sul

    Fundação Aninpa Brasil

    Greenpeace

    Grupo Ambientalista da Bahia – Gambá

    Instituto Biorregional do Cerrado – IBC

    Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - Idec

    Instituto Centro de Vida – ICV

    Instituto Palmares

    Instituto Sociedade, População e Natureza - ISPN

    Instituto Socioambiental - ISA

    Intersindical BA

    Rede de OnGs da Mata Atlântica

    Rede Global de Ecovilas – GEN

    Rede Sul Brasileira de Produção Agrícola Familiar

     

    Pesquisadores

    Paulo Kageyama

    Cristina Mendes Curto

    Débora Fernandes Calheiros

    José Maria Guzman Ferraz

    Leonardo Melgarejo

    Liszt Vieira 

    Marijane Vieira Lisboa

    Norma Valencio

     

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  • A caminho de Paris

    Postado por Luciano Dantas - 29 - out - 2014 às 17:23

    A Conferência do Clima das Nações Unidas que acontecerá em Paris (COP-21), em 2015, pode ser um marco, mas não podemos marcar bobeira. O acordo a ser assinado em dezembro de 2015 substituirá o Protocolo de Kyoto, e é visto por muitos como o grande passo para uma transformação climática no mundo todo. Entretanto, é importante entender que o caminho para chegar ao novo acordo é de extrema importância. Não basta chegar a uma conclusão, o modo como ela será elaborada é o que realmente importa.

    A disposição dos governos para participar de uma forma séria e significativa é crucial. Para incentivar a participação, os negociadores optaram por uma abordagem mais livre, em que os governos passaram a formular as suas próprias metas, apresentando-as como promessa. Em um cenário ideal, a soma das metas dos países será justa e suficiente para manter o aumento da temperatura global abaixo de 2°C, limite máximo para evitar maiores catástrofes climáticas.

    Diante dos atuais posicionamentos dos países, é temível que os líderes políticos não cheguem a um acordo de real eficiência. (© Jeremie Souteyrat/Greenpeace)

     

    “A verdade é que os governos ainda não se esforçaram o suficiente ou sequer tentaram se organizar e refletir para encontrar o melhor caminho para alcançar a meta global de manter o aquecimento abaixo do limite de 2°C", afirma Jeffrey Sachs, diretor do Instituto Terra (Earth Institute, em inglês) da Universidade de Columbia, e da Rede de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

    Diante dos atuais posicionamentos dos países, é temível que os líderes políticos não cheguem a um acordo de real eficiência. Isso faria com que toda a expectativa em cima da COP-21 caísse por terra e deixasse um gosto de decepção em todos. O acordo entrará em vigor em 2020 e representa uma oportunidade muito importante para que os governos de todo o mundo trabalhem juntos e passem a agir para combater o aquecimento global.

    Se os governos nacionais não conseguirem intensificar seu engajamento e aumentar suas ambições até Paris, o mundo pode estar caminhando para um aumento de temperatura superior a 4°C até 2100, levando o planeta para um quadro perigoso e irreversível. Por isso, é fundamental que os líderes reconheçam a importância de criar políticas públicas nacionais antes da COP-21.

    Compromissos nacionais à parte, a estrutura do acordo a ser assinado na Conferência será muito importante, e uma forma de fortalecer o objetivo é criação de prêmios e de benefícios especiais aos "principais atores".  Ou seja, a criação de metas ambiciosas, além de trazer os benefícios óbvios da redução do aquecimento global, também poderia ser revertida em vantagens para outras ações.

    “Entre os países do G-20, o Brasil é o que possui mais riquezas naturais. Isso mostra como podemos e devemos assumir um papel de protagonismo na elaboração do próximo acordo pelo clima”, afirma Barbara Rubim, campaigner de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. Leia mais >

    Não devemos esperar Paris para resolver este problema; temos de elevar o envolvimento coletivo e bradar nossas vozes para exigir medidas decisivas bem antes da COP-21 - e além – porque independente do que ocorrer em Paris, o planeta grita por transformação climática e energética.

  • Carros velhos com novos benefícios

    Postado por Fabiana Alves - 29 - out - 2014 às 15:09 1 comentário

    quarta-feira, 29 de outubro de 2014

    Ativistas do Greenpeace protestam na portaria da Volkswagen

    Foi com essa frase que a jornalista especializada em economia Miriam Leitão definiu, na manhã de hoje na rádio CBN (clique abaixo para ouvir), os benefícios que o governo concede a montadoras sem qualquer contrapartida da indústria. Miriam afirmou o mesmo que o Greenpeace tem mostrado desde o começo da campanha por eficiência dos carros: a indústria precisa se modernizar e produzir automóveis que consumam menos energia e emitam menos gases de efeito estufa. 

     

    O governo brasileiro, por meio do programa Inovar-Auto, deu continuidade à redução do imposto sobre produtos industrializados à indústria automobilística, sob a condição de que as beneficiárias aumentassem a eficiência energética da frota veicular e tivessem porcentagem mínima de produtos nacionais na fabricação de veículos. Apesar de ter forte adesão das empresas, o programa não é obrigatório e chegará ao fim em 2017.

    Com a reeleição de Dilma Rousseff, o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos), Luiz Moan, já correu ao Planalto para pedir ajuda ao governo federal. Contudo não haverá desenvolvimento industrial se o governo continuar tratando o setor como a um filho que não saiu de casa, concedendo benefícios intermináveis mas sem exigir melhor tecnologia – e consequentemente, menores emissões para o clima.

    A frota veicular brasileira ainda está dois anos atrasada em relação à europeia, como comprova o estudo desenvolvido pela COPPE/UFRJ em parceria com o Greenpeace, mesmo com a adesão ao Inovar-Auto. É uma constatação grave, se levarmos em conta que as mesmas montadoras que atuam no Brasil também estão na Europa. A conclusão é simples e pode ser resumida nas mesmas palavras de Miriam Leitão: temos carros velhos com novos benefícios.

    Por isso pedimos para as três maiores montadoras do Brasil, Fiat, Chevrolet e Volkswagen se comprometerem com níveis mais ambiciosos de eficiência energética no país. Elas falam em carros modernos nas publicidades, mas a realidade é que o que temos no Brasil são carros velhos e de menor qualidade, por vontade das empresas, porque a tecnologia já existe lá fora.

    As montadoras vivem a chorar para que o governo as ajude, mas não se interessam em dar ao consumidor o que prometem em seus comerciais. E nesse caso não é apenas o consumidor que paga o pato, mas o planeta e toda a população, que sofrerão as consequências do agravamento das mudanças climáticas, causado pelo aumento crescente das emissões de gases de efeito estufa. E em tempos de falta de água na terra da garoa, não tem como dizer que elas não existem. Leia mais >

  • As sete usinas mais bonitas

    Postado por André Sampaio - 29 - out - 2014 às 9:58

    As energias renováveis são a melhor alternativa para substituir os combustíveis fósseis. Limpas, seguras e eficientes, ainda podem ser interessantíssimas e bonitas. Com o aumento da emissão de gases poluentes, as energias renováveis se tornam uma solução para construirmos um mundo mais limpo e verde, utilizando recursos que estão presentes no nosso dia-dia, como o sol e o vento.

    Confira a galeria abaixo que apresenta as usinas solares mais legais do mundo. 

      Leia mais >

  • A questão energética no debate presidencial

    Postado por Alan Azevedo - 24 - out - 2014 às 10:07

    O Greenpeace, em parceria com o Fluxo, debate os desafios dos próximos 4 anos no setor

    No seu último episódio, o programa Sujeito Oculto: política e meio ambiente discutiu sobre a política energética brasileira, em contexto de crise pelo aumento da conta de luz e ameaças de racionamento.

    A centralização da produção de energia, as grandes obras que causam enormes impactos socioambientais, a diversificação da matriz energética e as fontes alternativas foram algumas das pautas discutidas por Célio Bermann (USP), Rodrigo Sauaia (Absolar) e Ricardo Baitelo (Greenpeace). A mediação ficou à cargo do jornalista Bruno Torturra, do Fluxo.

    A seguir, confira os melhores momentos do debate:

    Energia Fotovoltaica
     
    Análise do mercado de energia solar fotovoltaica por Rodrigo Sauaia. Veja como funciona o sistema, sua viabilidade e incentivos – ou desincentivos – para a microgeração. “O preço do painel solar já caiu 80% nos últimos 4 anos”, explica ele.

    Diversificação da matriz energética
     
    Hoje não existem leilões híbridos de energia, apenas fontes únicas. Rodrigo Sauaia lembra que é preciso pensar em modelos complementares. Célio Bermann questiona a matriz energética brasileira, que é centralizada e resulta em grandes impactos ambientais. Ricardo Baitelo chama atenção para os benefícios econômicos – emprego e geração de renda – das fontes alternativas. “É um tendencioso atrelarmos o desenvolvimento ao petróleo”, diz Baitelo.

    Assista aos vídeos e compartilhe. Vamos discutir meio ambiente e cobrar os candidatos. A hora é agora! Leia mais >

  • Vídeos discutem política ambiental

    Postado por Alan Azevedo - 22 - out - 2014 às 11:45

    Episódios de Sujeito Oculto: política e meio ambiente viram pequenas pílulas para esquentar o debate ambiental na reta final das eleições

    Em seu segundo episódio, Sujeito Oculto: política e meio ambiente deu um panorama geral sobre como o meio ambiente é um sujeito oculto no debate político. Ele conta com a participação de Ricardo Abramovay (USP), Ricardo Sennes (PUC-SP), Adriana Ramos (Instituto Socioambiental - ISA) e Sérgio Leitão (Greenpeace). A mediação foi feita pelo jornalista Bruno Torturra, do Fluxo.

    O programa foi dividido em três pequenos vídeos, que resumem bem o debate e as colocações dos convidados:

    Política e Energia
     
    Ricardo Sennes analisa o papel da política energética brasileira interna e externa, e a necessidade de se adicionar a questão ambiental nessa equação. Segundo ele, “o tema deixou de ser uma moeda de troca do Brasil com outros países e passou a ser claramente de estratégia nacional”.

    Energia na Amazônia
     
    O modelo de desenvolvimento brasileiro ameaça a Amazônia. Adriana Ramos, Sérgio Leitão e Ricarmo Abramovay comentam como a hidroeletricidade é abordada no debate eleitoral e de que maneira a política atual garante subsídios e licenciamento para as grandes obras de infraestrutura com altos impactos ambientais na floresta.

    Combustíveis do passado
     
    Ricardo Abramovay fala sobre o massivo investimento brasileiro no pré-sal e a bolha de carbono. “O Brasil optou em investir quase meio trilhão de reais num projeto chamado pré-sal. É muito difícil ver o país investindo isso em educação”.

    Assista e divulgue. O debate ambiental precisa ser levado a sério e o momento é agora. Leia mais >

  • Linhas, ligando pontos de energia

    Postado por Marina Yamaoka - 22 - out - 2014 às 11:40

    Linhas de transmissão próximo a Ilha Solteira, São Paulo, município no qual há duas hidrelétricas. (©Carol Quintanilha/Greenpeace)

     

    Estreia na semana que vem o projeto Linhas. Esta minissérie em seis paradas ligará os pontos entre as diferentes energias do Brasil e contará de onde vem a energia do país hoje e de onde ela poderia vir.

    • Enquanto o site não está pronto, que tal conhecer os bastidores do projeto? Siga o perfil do Instagram @_linhas_

    Tudo isso e muito mais vocês ficarão sabendo quando o site Linhas for ao ar com o primeiro episódio sobre as hidrelétricas que, hoje, são responsáveis por quase 80% da energia brasileira e a seca que fez com que o Brasil acionasse termelétricas caras e poluentes.

    Além de visitar o site, você pode seguir o perfil do projeto no Instagram @_linhas_ para saber onde está o time em campo – a fotografa Carol Quintanilha, a videomaker Eliza Capai e os jornalistas do Greenpeace – o que estão investigando, com quem estão conversando e muito mais. Viaje junto com a gente nessas Linhas! Leia mais >

  • Bons ventos e a garantia de um futuro limpo

    Postado por Luciano Dantas - 21 - out - 2014 às 13:37

    A produção global de energia eólica pode atingir 2.000GW (gigawatts) até 2030, suprir entre 17 e 19% da necessidade elétrica mundial, gerar dois milhões de empregos e reduzir a emissão de dióxido de carbono em três bilhões de barris por ano. Esses são dados obtidos a partir de uma análise divulgada hoje pelo GWEC (Conselho Global de Energia Eólica na sigla em inglês) e o Greenpeace Internacional. Para 2050, estima-se que a energia eólica seja responsável por 25 a 30% do abastecimento mundial.

    A análise leva em consideração dados apresentados pela AIE (Agência Internacional de Energia), levantados especialmente para este relatório. A ideia é mostrar como a geração de energia eólica pode oferecer, em nível de produção global, redução das emissões de CO2, geração de empregos e redução de custos e investimentos.

    Instalações de energia eólica totalizaram 318GW no mundo todo até o final de 2013. (©Karuna Ang/Greenpeace) Leia mais >

    “A partir da urgência em reduzir as emissões de CO2, a energia eólica surgiu como a opção de melhor custo-benefício, barateando a produção, reduzindo o nível de poluição global e garantindo o fornecimento de energia em todo o mundo”, afirma Steve Sawyer, diretor executivo do Conselho Global de Energia Eólica.

    A queima de combustíveis fósseis faz o setor energético responsável por mais de 40% das emissões de CO2 e 25% das emissões totais de gases que causam o efeito estufa. Para cumprir as metas de proteção climática, um dos principais focos deve ser a produção de energia. O potencial energético que a geração eólica apresenta é ideal para iniciarmos o processo de redução das emissões de carbono para manter o aumento da temperatura global a 2ºC ou menos.

    “As políticas de incentivo e as lideranças devem estar alinhadas nesse processo para que a produção de energia a partir de fontes limpas se fortaleça cada vez mais, visando alcançar um acordo climático na Conferência do Clima em 2015, em Paris”, disse Sven Teske, da campanha de energia do Greenpeace Internacional.

    Instalações de energia eólica totalizaram 318GW no mundo todo até o final de 2013 e a indústria está preparada para crescer mais 45GW até o fim de 2014.

    “Investir em novas renováveis, como a energia eólica e a solar, é o único caminho que temos para garantir que nossa crescente demanda por energia vá ser atendida sem que isso cause danos socioambientais, como as grandes hidrelétricas, ou pese no bolso do consumidor, como as térmicas”, afirma Barbara Rubim, da campanha de energia do Greenpeace Brasil.

    No Brasil, estima-se que a energia eólica seja responsável por 11,6% da produção energética e pela criação de 17 mil empregos em 2030. O caminho para chegar a esses números começou a ser traçado em 2009, com o primeiro leilão exclusivo para a fonte. Os frutos desse leilão já começaram a ser colhidos em 2013, quando a fonte eólica teve contratação recorde de 4,7GW, e um preço médio que desbancou as térmicas.

  • Amazônia em debate

    Postado por Alan Azevedo - 20 - out - 2014 às 12:45

    As ameaças à maior floresta tropical do mundo e os desafios do próximo governante para protegê-la 

    A parceria entre Greenpeace e Estúdio Fluxo promove uma série de debates para discutir como o Meio Ambiente é inserido no contexto eleitoral. Sujeito Oculto: política e meio ambiente reune especialistas para falar dos principais desafios socioambientais que o próximo governo enfrentará.

    Em seu episódio mais polêmico, a série aborda a Amazônia, centro de eterna disputa entre poder, direitos e desenvolvimento.

    Com a mediação do jornalista Bruno Weis, (Greenpeace), os convidados André Villas-Bôas (Instituto Socioambiental – ISA), Marcio Astrini (Greenpeace) e o cineasta Daniel Augusto (diretor de Amazônia Desconhecida) conversam sobre os riscos que cercam a Amazônia.

    O programa ao vivo, transmitido via streaming, trouxe ainda o depoimento gravado de Claudelice Santos e Cosme Capistrano, líderes rurais ameaçados de morte, assim como a opinião do procurador da República Camões Boaventura, um dos responsáveis por garantir a consulta dos povos da floresta no caso das hidrelétricas previstas para o rio Tapajós.

    Um dos assuntos mais em voga foi o ciclo da madeira ilegal na região, uma vez que 80% da exploração é feita de maneira ilícita no Brasil. O Greenpeace acaba de confirmar essa atividade em recente rastreamento de caminhões. Confira no site da campanha Chega de Madeira Ilegal!

    Abaixo, os melhores momentos do debate:

    Amazônia desgovernada

      

    Análise da gestão do governo em relação à preservação da floresta e de sua população tradicional. Marcio Astrini fala da PEC 215 e André Villas-Bôas ressalta a inoperância do Estado para mediar os conflitos no campo e o desmatamento.

    Amazônia, terra da grilagem
     
    A grilagem é uma forma subversiva de requisitar posse de terras da União. “A grilagem no Brasil vem desde 1500, e é um dos maiores problemas da Amazônia”, atesta André Villas-Boas. Marcio Astrini explica como o grileiro atua e as consequências de suas ações para a floresta e o País.

    Conflitos no Campo
     
    O depoimento de Claudelice Santos e Cosme Capistrano, lideranças rurais ameaçadas de morte no interior do Pará. A maioria dos conflitos são consequências da grilagem de terra, do avanço do agronegócio e do desmatamento. “São quase 450 pessoas assassinadas – ou melhor, abatidas – na Amazônia”, conta Marcio Astrini.

    Madeira Ilegal
     
    “Não existe um esquema de crime e fraude no País como o da Amazônia”, revela Marcio Astrini. 80% da exploração de madeira no País é ilegal, e essa questão merece mais atenção do governo brasileiro. André Villas- Bôas questiona: “É uma exploração consentida. Uma quantidade gigante de toras de madeira e ninguém vê?"

    Sem floresta, sem água
     
    A relação da Floresta Amazônica com a chuva no resto do Brasil. A Amazônia é responsável por grande parte das precipitações na região sudeste do Brasil, que hoje sofre com histórica crise hídrica. Se desmatar a floresta, a água acaba junto.

     Compartilhe o vídeo nas redes sociais e mostre aos seus amigos e familiares. Esse debate, tão importante para o futuro do país, deve ser cada vez mais pluralizado, para que a cobrança sobre nossos governantes seja efetiva. Leia mais >

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