Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • 16 de agosto: dia decisivo para meio ambiente e povos indígenas e quilombolas

    Postado por Camila Rossi - 15 - ago - 2017 às 21:33

    STF julgará três ações que podem decidir o futuro das áreas protegidas no Brasil e das demarcações de terras indígenas e quilombolas. Para agravar, deputados devem votar projeto de lei que propõe alterar regras de licenciamento ambiental para grandes obras.

    Floresta Nacional do Jamanxim, uma das unidades de conservação mais desmatadas recentemente, poderá ter 354 mil hectares de área protegida reduzida por projeto de lei (Foto Daniel Beltrá/Greenpeace).

    O dia 16 de agosto de 2017 pode ser um dia histórico para o meio ambiente e para as populações tradicionais do Brasil. Nesta quarta-feira, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidirão o futuro das áreas protegidas e dos povos indígenas e quilombolas. Já os deputados votarão o projeto de lei que propõe enfraquecer o licenciamento ambiental. Em apenas um dia, décadas de conquistas socioambientais podem ser perdidas. Definitivamente, um dia para ficar na história, para o bem ou para o mal.

    STF: Redução de Unidades de Conservação (UCs) 

    Duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) – 4717 e 3646 – que tratam dos atos de criação, recategorização, ampliação, redução e desafetação dessas áreas protegidas serão analisadas pelo STF. Dependendo da decisão final, os julgamentos dessas ações podem resultar na anulação de praticamente todas as unidades de conservação (UCs) do país, bem como abrir caminho para que essas áreas protegidas sejam reduzidas ou desafetadas por medida provisória.

    Atualmente, a redução de UCs pode ser feita apenas por projeto de lei. Se for aprovada que a alteração poderá ser via medidas provisórias, será criado um precedente e as medidas provisórias serão largamente utilizadas por presidentes para reduzir as áreas que hoje estão protegidas. 

    STF: Demarcação de Terras Indígenas  

    As decisões dos ministros sobre o Parque Indígena do Xingu (MT), a Terra Indígena Ventarra (RS) e terras indígenas dos povos Nambikwara e Pareci poderão gerar consequências para as demarcações de terras indígenas em todo o país.

    Em julho, Temer assinou um parecer da Advocacia Geral da União (AGU) obrigando todos os órgãos do Executivo a aplicar o “marco temporal” e a vedação à revisão dos limites de terras já demarcadas - inclusive visando influenciar o STF.

    Segundo a tese do chamado “marco temporal”, considerada político-jurídica inconstitucional, os povos indígenas só teriam direito às terras que estavam sob sua posse em 5 de outubro de 1988. Os ruralistas querem que o ‘marco temporal’ seja utilizado como critério para todos os processos envolvendo TIs, o que inviabilizaria a demarcação de terras que ainda não tiveram seus processos finalizados.

    STF: Demarcação de Quilombos 

    Será retomado também neste dia o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3.239, proposta, em 2004, pelo então PFL, hoje DEM, contra o Decreto 4.887/2003, que regulamenta a demarcação dos quilombos. Procedimentos de demarcação em andamento e futuros podem ser prejudicados.  

    O Decreto 4.887 não estabelece um marco temporal para a comprovação da posse da terra, prevê títulos coletivos inalienáveis e a delimitação de um território que garanta a reprodução física e cultural dos quilombolas.

    O principal ponto do Decreto 4.887 questionado pelo DEM é o critério de “auto-atribuição”, pelo qual a própria comunidade decide quem são e onde estão os quilombolas. De acordo com o partido, ele abriria brechas para arbitrariedades e o desrespeito aos direitos de ocupantes das terras não quilombolas.

    A advogada do ISA Juliana de Paula Batista nega que os processos só levem em conta a “auto-atribuição” e assinala que, segundo as normas vigentes, dificilmente um não quilombola poderia simplesmente se auto-atribuir a condição quilombola e ter reconhecidos direitos territoriais. 

    Câmara: votação PL de licenciamento ambiental 

    A Câmara dos Deputados vota a Lei Geral de Licenciamento - PL 3729/2004, que pode alterar as regras do licenciamento ambiental no Brasil.

    O texto proposto pela bancada ruralista contém diversos pontos polêmicos, como a dispensa de licenciamento para atividades agropecuárias, criação do licenciamento autodeclaratório e flexibilização de exigências ambientais. Se o PL for aprovado, grandes obras poderão ser  autorizadas sem que se saiba exatamente seu impacto ambiental. Hoje, a decisão para a liberação de uma obra ou atividade é baseada na análise de seus impactos e em um plano que garanta compensações em áreas como a social e ambiental.

    O texto também joga para os estados a decisão de que tipo de obra precisará de licenciamento e como este se dará, podendo ocasionar uma verdadeira guerra entre estes estados para ver quem oferece maiores facilidades em termos de proteção ambiental.

    O conjunto da obra, escrita pelo Dep. Mauro Pereira e apoiada por setores como a bancada ruralista e a CNI, pode ainda gerar uma grande insegurança jurídica para novos licenciamentos, aumentando a quantidade de questionamentos jurídicos e afetando negativamente os investimentos no país.  

     

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  • A semana do Greenpeace em fotos

    Postado por Greenpeace - 14 - ago - 2017 às 13:31

    Todos os dias pessoas de todo o mundo lutam para garantir um futuro verde e pacífico para o nosso planeta. De Beirute à Buenos Aires, aqui está um olhar sob algumas das principais imagens do Greenpeace na semana passada.

    Parem de extrair água do rio Rakaia

     
    Ativistas do Greenpeace entraram dentro de tubos de irrigação para protestar contra uma construção que extraí água do rio Rakaia em Canterbury, Nova Zelândia.

    Pescadores protestam contra usina de carvão em Java, Indonésia

     
    Greenpeace Indonésia em apoio à centenas de pescadores em manifestação contra a usina de carvão.

    Sprite espreme florestas na Argentina para produção de limão

     
    Três mil hectares de florestas foram desmatados ilegalmente para plantação de limão para fabricação do refrigerante. No centro de Buenos Aires, ativistas do Greenpeace escalaram mais de 30 metros de um prédio para lançarem banners com a seguinte pergunta: “Sprite, quando irá reflorestar?”.

    "Mudanças Climáticas" mandam o Commonwealth Bank para a justiça 

     
    O maior banco da Austrália, o Commonwealth Bank foi parar na justiça por descomprir com os tratados de sustentabilidade.

    Desenho humana com a frase “Não ao plástico”

     

    Limpeza da Praia Beirut no Líbano

     
    Voluntários se reuniram para o dia de limpeza na praia.

    Mel direto do estádio em Hamburgo

     
    A equipe de futebol de Hamburgo, St.Pauli apresentou para a imprensa o mel de uma colméia de abelhas mantida próxima ao estádio.

    Treinamento para utilizar o "fogão solar"

     

     
    Os idealizadores do cozinha solar promoveram um treinamento para as pessoas do projeto "Jovem Solar Marroquino".

    Policultura ecológica e gado misto na França

     
    O GAEC (Groupement Agricole d'Exploitation en Commun) é um grupo agrícola coletivo na Vendée, na França, eles utilizam práticas de cultivo ecológico no cultivo de grãos, sementes e vegetais em combinação com a criação de gado leiteiro, galinhas e patos.

    "Muitas vacas"

     
    Ativistas do Greenpeace protestaram em frente ao parlamento em Wellington, Nova Zelândia, com recortes de vacas leiteiras e lançaram um novo relatório que liga a intensificação da pecuária com a segurança da água potável.

  • Sprite espreme florestas na Argentina para produção de limão

    Postado por Camila Rossi - 12 - ago - 2017 às 10:58

    "Sprite, quando irá reflorestar?" dizem os banners. Ação foi realizada no centro de Buenos Aires, capital da Argentina (Foto © Greenpeace)

     

     Três mil hectares de florestas foram desmatados ilegalmente para plantação de limão para fabricação do refrigerante. No centro de Buenos Aires, ativistas do Greenpeace escalaram mais de 30 metros de um prédio para lançarem banners com a seguinte pergunta: “Sprite, quando irá reflorestar?”

     >> Veja o vídeo e as fotos da ação.

    Na manhã do último dia 13, pessoas que passavam pela Avenida 9 de Julho da capital argentina, uma das importantes do centro de Buenos Aires, foram surpreendidas por uma ação do Greenpeace. Ativistas escalaram mais de 30 metros de um prédio para questionar a Sprite, da gigante Coca-Cola, quando a companhia irá reflorestar uma área de três mil hectares de florestas que foram derrubadas para plantação de limão, que servem para a fabricação do refrigerante.

    A empresa tem um contrato de 20 anos com a La Moraleja SA, proprietária de uma fazenda na cidade de Salta, no norte da Argentina, que destruiu áreas protegidas de floresta.

    "A Sprite afirma ser uma empresa sustentável. É por isso que queremos saber quando irão reflorestar os três mil hectares de florestas que o seu fornecedor derrubou ilegalmente em Salta", explicou Hernán Giardini, coordenador da Campanha de Florestas do Greenpeace Argentina.

    Com base em seus padrões de sustentabilidade, o Greenpeace exige que a Sprite interrompa suas relações comerciais com a La Moraleja e refloreste as áreas ilegalmente desmatadas e adote uma política de Desmatamento Zero. Isso implica em comprometer-se a garantir que seus fornecedores não desmatem em nenhum lugar no planeta e a restaurar as florestas que foram desmatadas para o desenvolvimento de seus negócios.

    "A Sprite deve agir para que essa mesma situação não aconteça em outras partes do mundo e deve adotar uma política de Desmatamento Zero como parte de sua responsabilidade ambiental. As empresas que destroem as florestas e os governos que as autorizam devem ser responsabilizados pelas consequências", resume Giardini.

    A Argentina está entre os dez países que mais destroem suas florestas e quase metade dos desmatamentos são ilegais. O Greenpeace Argentina apresentou um projeto de lei de crimes florestais para que a destruição de florestas no país implique sanções aos responsáveis com sentenças de 2 a 10 anos de prisão. Leia mais >

  • Um pequeno passo em direção aos ônibus limpos

    Postado por Davi Martins - 10 - ago - 2017 às 15:53 1 comentário

    Prefeitura informa que edital da licitação dos ônibus de São Paulo terá metas de redução de poluentes mas, nos bastidores do poder, elas ainda correm risco

    Após a pressão pública, o secretário municipal de Transportes de São Paulo, Sérgio Avelleda, informou que o novo edital de licitação das linhas de ônibus terá metas claras que garantam o fim do uso do diesel no transporte público da capital. A declaração inédita, registrada em ata, ocorreu durante a audiência com a 5° Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da Capital, na qual participaram o Greenpeace e a Secretaria do Verde e Meio Ambiente. 

    ©Rogério Assis/Greenpeace Leia mais >

     
    Sem dúvida é um avanço, pois a licitação é determinante para apontar os tipos de veículos que vão circular nas ruas nos próximos 20 anos. Mas é preciso vigilância: as metas correm o risco de serem insuficientes em função de lobby e de interesses privados que serão contrariados.

    Um exemplo é o projeto de lei do vereador Milton Leite (DEM) que está para ser votado em breve na Câmara Municipal. Apesar de a Lei do Clima de Sao Paulo determinar, desde 2009, que toda a frota de ônibus rode apenas com combustível 100% renovável a partir de 2018, o vereador quer nos manter amarrados ao diesel até 2037, ou seja, por mais 20 anos, atropelando a Lei do Clima, e indo na contramão de países como Noruega, França, Alemanha e Reino Unido, que já estabeleceram o fim dos veículos a diesel para a próxima década.

     O Greenpeace vem mostrando que a transição para combustíveis renováveis é necessária e urgente, uma vez que cerca de 4 mil pessoas morrem todos os anos  na cidade de São Paulo em decorrência da poluição gerada pelos ônibus. Além disso, a adoção dos veículos elétricos é viável e um grande estímulo econômico e tecnológico para a cidade, como já demonstramos.

     Continuamos monitorando as ações das secretarias e da Prefeitura a fim de garantir uma cidade livre de poluentes e mais saudável para a população. Apoiamos uma transição eficiente e rápida, dada a urgência do tema e já demonstramos que ela pode ser feita num curto espaço de tempo. 

  • O futuro está no prato

    Postado por Felipe Souza - 9 - ago - 2017 às 16:20

    Documentário aborda questões sobre consumo, fome no mundo, obesidade, desperdício de alimentos e traz a mensagem de que podemos salvar o planeta através da comida

    Nesta terça-feira (8), no Cine Sala São Paulo, foi exibido o documentário “Fonte da Juventude”, do diretor Estevão Ciavatta. O filme questiona a forma de consumo dos alimentos e aborda exemplos de que é possível começar uma mudança significativa no mundo por meio da alimentação.

    Segundo relatório feito pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o número de pessoas afetadas pela fome no mundo é de 108 milhões, enquanto 41 mil toneladas de alimento são desperdiçada por ano só no Brasil.

    Para o diretor, o longa tenta mostrar para o mundo que é possível comer bem. “É para sensibilizar, um filme propositivo, que complexifica os desafios do ambiente alimentar do Brasil e traz soluções encontradas por brasileiros de diferentes classes sociais”, disse Ciavatta em debate após a exibição.

    Cena do documentário "Fonte da Juventude"

     
    Para a apresentadora e chef de cozinha Bel Coelho, o maior desafio está na educação. “O movimento de mudar a alimentação no Brasil está com as crianças. São elas elas que vão aprender e levar para casa e para seus familiares”, defendeu ela.

    No Brasil, mais da metade da população está com sobrepeso. Um estudo divulgado pelo Ministério da Saúde revelou que o número de pessoas acima do peso no país cresceu 26,3% nos últimos dez anos. Em 2016, os obesos representavam 53,8% da população.

    Gerd Sparovek (ESALQ/USP), também presente no debate, acrescentou que a abordagem do cineasta é muito necessária e sincera: “O filme fez a mágica de mostrar tudo. Mostrou a aldeia, quem produz e o pequeno produtor”.

    Há vinte anos o Greenpeace questiona o modelo agrícola praticado no Brasil. Para Marina Lacôrte, da campanha de Agricultura e Alimentação, o documentário instiga a população a continuar cobrando do governo e seus representantes. “O filme mostra o quão sério é a questão da alimentação no Brasil e o quanto estamos colocando em risco a saúde das nossas crianças”.

    © Agência Brazil News - Manuela e Rodrigo

     
    O filme estará disponível para estudo e pode ser solicitado para uso acadêmico. Acesse o site e veja como solicitar o documentário. Aproveite e veja o trailer abaixo:

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    Documento foi entregue na véspera do Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto. No Brasil, indígenas nada têm para celebrar, pelo contrário, julho foi marcado por novas medidas de Temer e da bancada ruralista que violam seus direitos Leia mais >

    A última investida de Michel Temer e da bancada ruralista para diminuir os direitos os povos indígenas foi a assinatura do parecer da Advocacia Geral da União (AGU) que muda a forma como a administração pública lida com a questão das demarcações de terras indígenas em todo o país. O parecer da AGU proíbe a revisão de territórios indígenas já demarcados e estabelece o marco temporal, permitindo a revisão da demarcação de terras já feitas ou dificultando a demarcação de novas terras.

    Na prática, o marco temporal anistia as violências cometidas contra os povos até o dia 4 de outubro de 1988, incluindo políticas de confinamento em reservas diminutas, remoções forçadas em massa, tortura, assassinatos e até a criação de prisões especiais. Sua consolidação significaria aos invasores um sinal de que o Estado brasileiro não pune o espólio de terras indígenas.

    Para denunciar à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA) os acontecimentos recentes que agravam as violações aos direitos dos povos indígenas no Brasil, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e cerca de 50 organizações encaminharam uma atualização da carta enviada em março, quando foi apresentado o panorama de violações aos direitos indígenas no Brasil. O objetivo é que a ONU e a OEA cobrem o governo brasileiro, na próxima sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, pelo cumprimento dos direitos indígenas nos níveis internacional e nacional e pela revogação dos vários atos e medidas adotadas que comprometem o futuro, a dignidade e a integridade física e cultural dos povos indígenas.

    O documento atual propõe que sejam feitas as seguintes recomendações ao governo brasileiro:

    1) Suspensão de ações que criminalizam lideranças indígenas, comunidades e entidades parceiras e, simultaneamente, o reforço de programas e estratégias de proteção a defensores de direitos humanos;

    2)  Restabelecer canais democráticos de diálogo com povos indígenas e suspender abordagens militares ou integracionistas em relação a populações e cultura indígenas;

    3) Revogar atos administrativos que violam o direito de povos indígenas à terra, à consulta livre, prévia e informada e à cultura;

    4) Assegurar o acesso à justiça para os povos indígenas sem nenhum tipo de discriminação.

    >>> Leia a carta completa aqui.

    Em maio, o Brasil recebeu mais de 240 recomendações de direitos humanos da ONU. Em junho, três relatores especiais das Nações Unidas e um relator da Comissão Interamericana de Direitos Humanos se uniram para denunciar ataques contra direitos dos povos indígenas e contra a proteção ambiental no Brasil.

    “Exemplos clássicos dessas violações estavam e continuam presentes no licenciamento e instalação de obras de infraestrutura energética na Amazônia, especialmente na construção de hidrelétricas, a exemplo de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, que ignoraram o direito à Consulta Livre, Prévia e Informada dos povos indígenas da região”, afirma Danicley de Aguiar, da Campanha Amazônia do Greenpeace Brasil.

    A atual administração federal anunciou o desejo de construir mais duas grandes hidrelétricas na Amazônia e confirmou a manutenção dos planos para erguer a polêmica hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, que alagaria aldeias  e ecossistemas relevantes da terra indígena Sawré Muybu, bem como lugares considerados sagrados pelo povo Munduruku. Em 2016, a luta dos Munduruku pelo arquivamento dos planos de construção dessa hidrelétrica e pela demarcação de seu território recebeu o apoio de mais de um milhão e duzentas mil pessoas do Brasil e do mundo.

  • Ibama, defenda os Corais da Amazônia!

    Postado por Greenpeace - 8 - ago - 2017 às 17:30 1 comentário

    O órgão ambiental é fundamental para vetar a exploração petrolífera próxima a esse recife tão especial

    O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) é o órgão do governo federal responsável por conceder ou negar a licença ambiental que permite as empresas explorar petróleo na bacia da foz do Rio Amazonas, onde estão os Corais da Amazônia. Para conseguir a licença, as empresas devem apresentar um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) que é analisado a partir de padrões definidos por lei e pelas resoluções do CONAMA.

    Desde que começamos a campanha em defesa dos Corais da Amazônia já são mais de 1,2 milhões de pessoas pressionando as empresas Total e BP a desistir dos seus planos absurdos de explorar petróleo perto desse ecossistema tão especial. Mas a ganância corporativa tem falado mais alto. Em vez de repensar seus planos, a indústria do petróleo vem pressionando o Ibama a aprovar seus projetos e, assim, começar a explorar petróleo o quanto antes.

    Mande um email para a presidente do Ibama, Suely Araújo! Peça que o órgão defenda os Corais da Amazônia!

     

     

     Ao analisar os documentos que formam os estudos da Total e da BP, o órgão vem encontrando inúmeras inconsistências que tornam impossível entender os reais impactos da exploração de petróleo no local. As próprias empresas já admitem que há 30% de chances de um vazamento atingir a região deste recife de corais, esponjas e rodolitos. É um risco muito alto para um ecossistema único e especial. O Ibama já pediu várias alterações e esclarecimentos sobre as falhas encontradas. Essas revisões são cruciais para autorizar ou não a exploração.

    Está nas mãos do Ibama tomar uma decisão que garanta o bem-estar e a segurança de todas as espécies que vivem e dependem desse ecossistema – isso inclui as milhares de pessoas que vivem da pesca. O órgão não deve ceder à pressão das empresas, mas tomar uma decisão responsável que não coloque a ganância das petrolíferas à frente dos impactos sociais e do meio ambiente.

    Cientistas já afirmaram publicamente em uma Carta Aberta que a prioridade deve ser a defesa dos corais e a realização de mais pesquisas para entender melhor este ecossistema único. A exploração de petróleo perto do recife é arriscada. O próprio Ministério Público Federal do Amapá já reconheceu isso. Os Corais da Amazônia são um tesouro natural pouco conhecido e não podemos arriscar seu bem-estar.

    Já somos mais de 1,2 milhão de pessoas defendendo os Corais da Amazônia. E, agora, contamos com o Ibama para dizer NÃO ao petróleo perto desse ecossistema único. Ibama, não nos decepcione!

    Participe da campanha para defender os Corais da Amazônia

     

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  • A semana do Greenpeace em fotos

    Postado por Greenpeace - 7 - ago - 2017 às 16:08 1 comentário

    Todos os dias pessoas de todo o mundo lutam para garantir um futuro verde e pacífico para o nosso planeta. Da Noruega ao Chile, aqui está um olhar sob algumas das principais imagens do Greenpeace na semana passada.

    Protesto contra e emissão de diesel na Alemanha

    Ativistas do Greenpeace e de outras várias organizações protestaram em frente ao prédio do Ministério de Transporte, na Alemanha pedindo o fim da emissão de diesel.

     

    Ação Global contra a exploração de Petróleo no Ártico

     O Arctic Sunrise ancorou na ilha de Lofoten na Noruega para ação contra a exploração de petróleo no Ártico.

    Arctic Sunrise na ilha de Lofoten

     O navio ancorou na bela Noruega para ação contra a exploração de petróleo no Ártico.

    “Golfinho para presidente” no Chile

     Com o apoio do Greenpeace, um golfinho anunciou que pretende ser candidato a presidente no Chile. Dentre as propostas do "candidato" estão a proteção do patrimônio ambiental do país e o cuidado dos mares, especialmente em relação à situação da indústria do salmão na Patagônia Chilena.

    “Menos plástico, mais Mediterrâneo” - Visita do Rainbow Warrior

    Plástico e outros resíduos encontrados no mar de Iraklia (ou Iraklia), Ilhas Cíclades, Grécia.

     

    “Respeitem o meu voto” Washington D.C.

     Manifestantes se reuniram em frente ao jardim da Casa Branca, nos Estados Unidos, para  protestar contra a Comissão Pence / Kobach. Esta comissão despertou medo entre os eleitores com suas narrativas racistas e falsas.

    Floresta em chamas em Riau, Indonésia

     Helicóptero registrou o exato momento em que a floresta de Riau na Indonésia estava em chamas.

    Detox: Microfibra e Fast-fashion

    Cerca de 60% das roupas de hoje contém poliéster. Esta fibra sintética e barata é o principal motor da indústria da moda rápida - e acaba por ser um desastre para os oceanos. Clique no título para assistir o vídeo!

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  • 72 anos após Hiroshima: uma lição que não pode ser esquecida

    Postado por Thiago Almeida - 6 - ago - 2017 às 10:25

    Seja para fins bélicos ou pacíficos, a energia nuclear é uma ameaça para a humanidade e o planeta

    Pombas da paz feitas por voluntários do Greenpeace no aniversário dos 60 anos do ataque nuclear de Hiroshima, em 2005

     

    O mês de agosto de 1945 testemunhou o surgimento da bomba atômica – a primeira lançada sobre Hiroshima, no dia 6, e a segunda sobre Nagasaki, no dia 9, durante a Segunda Guerra Mundial. Mais de 200 mil pessoas morreram, segundo a ONU. As consequências catastróficas das guerras já eram conhecidas, mas foi a primeira vez que vimos as consequências e o potencial de destruição de elementos como urânio e plutônio. Enquanto a corrida armamentista nuclear aumentava seu ritmo, na década de 1950, começava o uso da energia nuclear para geração de eletricidade.

    Ação contra a usina nuclear de Tihange, na Bélgica, em memória ao acidente de Chernobyl: assim como as bombas, a energia nuclear é danosa e de alto risco.

     

    Dando um salto no tempo e avançando para o ano de 2011, um terremoto provocou um tsunami que atingiu o norte do Japão e, por sua vez, causou o desastre nuclear de Fukushima. O pior acidente nuclear desde Chernobyl, na Rússia, em 1986, forçou dezenas de milhares de pessoas que viviam dentro de um raio de 20 km a evacuarem a região. No único país atingido por bombas nucleares, estas pessoas se encontraram sem meios de sobrevivência e vilas inteiras foram transformadas em cidades fantasmas por conta da energia nuclear usada para fins pacíficos, décadas depois.

    Especialista do Greenpeace realiza medição da radiação em amostras do solo, a 60 km da usina nuclear de Fukushima, em abril de 2011.

     

    Apesar dos esforços do governo japonês para descontaminar a região, investigações do Greenpeace Japão apontam que os níveis de radiação ainda permanecem elevados.

     

    "Nunca Mais": ativistas do Greenpeace protestam enquanto recolhem amostras das água do oceano, na costa de Fukushima.

     

    No 72º aniversário dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki, somos solidários com os sobreviventes e com o mundo inteiro que promove campanhas contra o armamento nuclear. A eliminação de armas nucleares tem sido a causa que o Greenpeace defende desde 1971. 

    O Greenpeace acredita que a paz é a melhor forma de se defender, enquanto a guerra é a maior ameaça para as pessoas e para o meio ambiente. E é possível gerarmos energia limpa e renovável sem depender de fontes nucleares. É responsabilidade de todas as pessoas deixar um mundo de paz para as futuras gerações.

    Turbinas eólicas em ação na Usina de Angra, no Rio de Janeiro: energias renováveis são mais limpas, baratas e seguras que a nuclear, além de inesgotáveis. Leia mais >

     
  • Joanna Sustento é uma filipina de 25 que sobreviveu ao maior tufão já registrado no mundo. Sua família não. Ela se tornou uma ativista para combater as mudanças climáticas, que irão aumentar a intensidade e o número de eventos extremos como o que destruiu sua casa e sua família.

    Joanna, a bordo de um dos botes do Greenpeace para seu primeiro protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico (© Will Rose/ Greenpeace)

    Quatro anos atrás, a filipina Joanna Sustento estava em sua cidade natal, Tacloban, enfrentando o momento mais difícil de sua vida. Ela tinha 22 anos quando o super-tufão Haiyan (também conhecido como Yolanda) abateu sua comunidade. Foi o tufão mais forte registrado até hoje, com ventos de até 315 km/h. Mais de 10 mil pessoas morreram e mais de 500 mil ficaram desabrigadas. Joanna perdeu seu pai, mãe, irmão mais velho, cunhada e o sobrinho de apenas 3 anos. Com ela, só restou um irmão.

    Apesar de sua perda e dor, ela encontrou força para que sua voz ecoasse pelo mundo. Ela é escritora e hoje viaja compartilhando sua história. “Eu levo a minha história e a história da minha comunidade para outros lugares para que outros países e outras pessoas não sofram o que nós sofremos nas Filipinas anos atrás”, diz.

    Duas semanas atrás, ela embarcou no navio do Greenpeace Arctic Sunrise para uma viagem muito distante de sua terra natal. Ela está no Círculo Polar Ártico, na região da Noruega. Daqui, pode ver com seus próprios olhos um dos culpados do desastre que mudou sua vida para sempre: a exploração de petróleo no Ártico. A atividade petrolífera, sabe-se é uma das principais fontes de gases de efeito estufa que estão aumentando as temperaturas do planeta. Com isso, eventos extremos como o tufão Haiyan estão cada vez mais fortes e mais frequentes.

    “Eu estou aqui para colocar uma cara para o que significam as mudanças climáticas. Não são apenas estatísticas e números. São vidas perdidas ao redor do mundo”, diz. Joanna tem uma fala calma e suave. Mas que ganha muito poder quando quer se expressar.

    “Parece mesmo um monstro”, foi como se expressou ao ver, da proa do Arctic Sunrise, a plataforma da empresa petrolífera Statoil, comandada pelo governo norueguês. Ela se preparava para sua primeira atividade junto ao Greenpeace: um protesto pacífico a 500 metros da plataforma. No bote a motor, ela e outros dez ativista da ONG carregaram banners para deixar claro que não aceitamos a presença dessa atividade aqui. 

    "Escolha pessoas ao invés de petróleo" diz o banner de Joanna Sustento. A filipina de 25 anos perdeu quase a família toda em um super-tufão que devastou sua cidade. (Foto © Will Rose/Greenpeace)

    Segundo Joanna, olhar aquela estrutura gigante em meio à vastidão do oceano Ártico a fez pensar em toda a sua perda e todas as perdas que já aconteceram e, ainda podem acontecer, em tufões como o que ela vivenciou.

    A plataforma da Statoil está prestes a explorar petróleo do fundo do mar de Barents e, por isso, recebeu nossa inesperada visita. Esse mar é uma das novas fronteiras de petróleo no Ártico. Outras 12 companhias já têm autorização do governo norueguês para explorar o recurso submarino. “A atividade petrolífera é um jogo de ganho no curto prazo. E, geralmente, quem está ganhando são as empresas e governos, não as pessoas”, afirma. 

    A jornada no Arctic Sunrise pelas águas geladas do Ártico inspiraram Joanna a escrever uma carta aos seus pais, que também serve para dar mais um impulso à campanha e evitar que outros jovens como ela tenham suas famílias desmanteladas.

    Ativistas e Joanna protestam contra a presença da plataforma de petróleo no Mar de Barents, que está prestes a explorar petróleo ali. Nos banners, lê-se as mensagens: "Mudanças climáticas movidas pelo governo norueguês" e "Pessoas X Petróleo no Ártico". (Foto: © Will Rose/Greenpeace)

    Além das ações no mar, o Greenpeace está junto com a ONG Nature and Youth pressionando o governo da Noruega a desistir dos planos de explorar o Ártico por vias legais: estamos processando o governo norueguês. Nosso principal argumento é que a própria constituição da Noruega diz que o Estado deve assegurar às futuras gerações o direito a um ambiente seguro e saudável. Perfurar o Ártico, extrair e queimar petróleo é o oposto disso. E é uma violação à constituição. 

    Quando o governo da Noruega permite exploração de petróleo no Ártico, permite a aceleração das mudanças climáticas e coloca em risco a vida de pessoas como Joanna, como sua família, como qualquer um de nós.

    O Ártico e as Filipinas podem parecer distantes do Brasil, mas o planeta em que vivemos é o mesmo. E nós podemos agir de onde estivemos. Você pode assinar a petição e ser parte do processo contra o governo norueguês. Cada assinaturas será levada em conta como prova do tamanho do movimento de pessoas que preferem dizer sim à vida e não ao petróleo.

    >> Leia mais: Por que o Greenpeace está processando o Governo da Noruega

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