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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Greenpeace: 25 anos no Brasil lutando pelo meio ambiente e pela vida

    Postado por Renato Guimarães - 25 - jun - 2017 às 17:27

    No dia 26 de abril de 1992, um pequeno grupo de ativistas fazia a primeira ação da organização no Brasil. Desde lá, os desafios cresceram. E as conquistas também.

    26 de abril de 1992. Em uma manhã nublada de outono, 800 de cruzes brancas são fincadas no chão. Ao fundo, a torre sinistra da Usina Nuclear de Angra e voluntários e ativistas do Greenpeace à frente da primeira ação pública da organização no Brasil. Eles se colocavam contra a usina de energia nuclear e  homenageavam os mortos na tragédia de Chernobyl. Em 1986, os reatores da central nuclear de Chernobyl explodiram, deixando um rastro de destruição.

    Aqueles poucos voluntários e ativistas, que se colocaram contra uma arriscada fonte de energia como a nuclear, se multiplicaram. Hoje, em torno de variadas causas, eles somam 65 mil doadores, quase 3 mil voluntários e mais de 3 milhões de cyberativistas, que nos seguem nas redes sociais. A participação de cada uma dessas pessoas tornou o Greenpeace uma das maiores e mais respeitadas entidades ambientalistas do Brasil.

    Mais importante ainda é o apoio individual, expresso em doação de dinheiro, tempo e inteligência, que garante a principal característica do Greenpeace: sua total independência de interesses políticos ou corporativos. Vale reforçar que não ganhamos nem um tostão de empresas ou governos.

    São 25 anos confrontando desmatadores ilegais da Amazônia, as poderosas indústrias do petróleo e de energia nuclear, produtores de transgênicos, além de projetos de infraestrutura babilônicos que ameaçam o meio ambiente e as comunidades tradicionais.

    Os recursos doados ao Greenpeace permitem que a organização realize pesquisas e estimule soluções para nosso planeta. Nós apoiamos e estudamos o potencial das energias renováveis, como a solar e eólica e as fontes renováveis para o transporte público e privado. Nós trabalhamos arduamente pela Moratória da Soja, para frear o desmatamento da Amazônia. Fazemos parcerias com comunidades indígenas para proteger a floresta contra o desmatamento ilegal. E, esse ano, mostramos ao mundo pela primeira vez um recife de corais que estava escondido nas águas turvas do mar, onde o Rio Amazonas encontra o mar – e que já está ameaçado pela exploração de petróleo. Esses exemplos são só alguns entre tantas outras lutas e vitórias.

    Os desafios continuam

    Dois meses depois da ação que estreou o trabalho do Greenpeace no Brasil, recebemos pela primeira vez o Rainbow Warrior (Guerreiro do Arco-íris), navio-símbolo da organização. O veleiro estava aqui para apoiar o trabalho da organização durante a Eco-92 (ou Rio-92) – a primeira grande conferência da ONU sobre meio ambiente, que aconteceu no Rio de Janeiro.

    Quem esteve presente naqueles dias guarda na memória o clima festivo e, ao mesmo tempo, de luta trazido por milhares de representantes da sociedade civil global reunidos no Rio de Janeiro.

    Um momento particularmente emocionante foi quando o Dalai Lama chegou para visitar o Rainbow Warrior. De repente, fez-se um silêncio respeitoso, enquanto o líder religioso cumprimentava a conversava com cada pessoa presente.

    Infelizmente, ao longo destes anos, nem sempre a recepção ao Greenpeace foi tão amistosa. Houve momentos de tensão, especialmente em ações na Amazônia, onde lutamos pela proteção da floresta, agindo contra o desmatamento ilegal, contra projetos de infraestrutura e o avanço da fronteira agrícola. Apesar disso, a organização segue firme com suas ações não-violentas em favor do meio ambiente.

    Hoje, novos desafios se apresentam. O sistema de proteção ambiental brasileiro está sob risco, com diversas medidas de enfraquecimento propostas principalmente pela bancada ruralista no Congresso. Projetos de exploração petrolífera fazem o Brasil caminhar na direção contrária da luta global contra as mudanças climáticas.

    Por isso, os próximos anos serão de luta ainda mais intensa em favor do meio ambiente e da vida. E o apoio de cada pessoa continua sendo tão fundamental como tem sido ao longo desses 25 anos.

    #JuntosSomosGreenpeace!

    Já viu o vídeo que celebra nosso aniversário de 25 anos? Veja aqui e compartilhe com seus amigos e parentes.

    Comemore conosco

    Como parte da celebração deste aniversário, o Rainbow Warrior III está chegando ao Rio de Janeiro. Por alguns dias, nosso navio estará no Píer Mauá, aberto para visitação do público. Quem passar por lá conhecerá nosso navio-símbolo e mais detalhes desses 25 anos de luta. Participe!

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  • Greenpeace: 25 anos no Brasil lutando pelo meio ambiente e pela vida

    Postado por Renato Guimarães - 25 - jun - 2017 às 17:27

    No dia 26 de abril de 1992, um pequeno grupo de ativistas fazia a primeira ação da organização no Brasil. Desde lá, os desafios cresceram. E as conquistas também.

    26 de abril de 1992. Em uma manhã nublada de outono, 800 de cruzes brancas são fincadas no chão. Ao fundo, a torre sinistra da Usina Nuclear de Angra e voluntários e ativistas do Greenpeace à frente da primeira ação pública da organização no Brasil. Eles se colocavam contra a usina de energia nuclear e  homenageavam os mortos na tragédia de Chernobyl. Em 1986, os reatores da central nuclear de Chernobyl explodiram, deixando um rastro de destruição.

    Aqueles poucos voluntários e ativistas, que se colocaram contra uma arriscada fonte de energia como a nuclear, se multiplicaram. Hoje, em torno de variadas causas, eles somam 65 mil doadores, quase 3 mil voluntários e mais de 3 milhões de cyberativistas, que nos seguem nas redes sociais. A participação de cada uma dessas pessoas tornou o Greenpeace uma das maiores e mais respeitadas entidades ambientalistas do Brasil.

    Mais importante ainda é o apoio individual, expresso em doação de dinheiro, tempo e inteligência, que garante a principal característica do Greenpeace: sua total independência de interesses políticos ou corporativos. Vale reforçar que não ganhamos nem um tostão de empresas ou governos.

    São 25 anos confrontando desmatadores ilegais da Amazônia, as poderosas indústrias do petróleo e de energia nuclear, produtores de transgênicos, além de projetos de infraestrutura babilônicos que ameaçam o meio ambiente e as comunidades tradicionais.

    Os recursos doados ao Greenpeace permitem que a organização realize pesquisas e estimule soluções para nosso planeta. Nós apoiamos e estudamos o potencial das energias renováveis, como a solar e eólica e as fontes renováveis para o transporte público e privado. Nós trabalhamos arduamente pela Moratória da Soja, para frear o desmatamento da Amazônia. Fazemos parcerias com comunidades indígenas para proteger a floresta contra o desmatamento ilegal. E, esse ano, mostramos ao mundo pela primeira vez um recife de corais que estava escondido nas águas turvas do mar, onde o Rio Amazonas encontra o mar – e que já está ameaçado pela exploração de petróleo. Esses exemplos são só alguns entre tantas outras lutas e vitórias.

    Os desafios continuam

    Dois meses depois da ação que estreou o trabalho do Greenpeace no Brasil, recebemos pela primeira vez o Rainbow Warrior (Guerreiro do Arco-íris), navio-símbolo da organização. O veleiro estava aqui para apoiar o trabalho da organização durante a Eco-92 (ou Rio-92) – a primeira grande conferência da ONU sobre meio ambiente, que aconteceu no Rio de Janeiro.

    Quem esteve presente naqueles dias guarda na memória o clima festivo e, ao mesmo tempo, de luta trazido por milhares de representantes da sociedade civil global reunidos no Rio de Janeiro.

    Um momento particularmente emocionante foi quando o Dalai Lama chegou para visitar o Rainbow Warrior. De repente, fez-se um silêncio respeitoso, enquanto o líder religioso cumprimentava a conversava com cada pessoa presente.

    Infelizmente, ao longo destes anos, nem sempre a recepção ao Greenpeace foi tão amistosa. Houve momentos de tensão, especialmente em ações na Amazônia, onde lutamos pela proteção da floresta, agindo contra o desmatamento ilegal, contra projetos de infraestrutura e o avanço da fronteira agrícola. Apesar disso, a organização segue firme com suas ações não-violentas em favor do meio ambiente.

    Hoje, novos desafios se apresentam. O sistema de proteção ambiental brasileiro está sob risco, com diversas medidas de enfraquecimento propostas principalmente pela bancada ruralista no Congresso. Projetos de exploração petrolífera fazem o Brasil caminhar na direção contrária da luta global contra as mudanças climáticas.

    Por isso, os próximos anos serão de luta ainda mais intensa em favor do meio ambiente e da vida. E o apoio de cada pessoa continua sendo tão fundamental como tem sido ao longo desses 25 anos.

    #JuntosSomosGreenpeace!

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    Comemore conosco

    Como parte da celebração deste aniversário, o Rainbow Warrior III está chegando ao Rio de Janeiro. Por alguns dias, nosso navio estará no Píer Mauá, aberto para visitação do público. Quem passar por lá conhecerá nosso navio-símbolo e mais detalhes desses 25 anos de luta. Participe!

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  • Sim à vida, não ao petróleo

    Postado por Thaís Herrero - 20 - jun - 2017 às 12:25

    Depois que o governo da Noruega permitiu que empresas perfurem uma nova área para buscar petróleo no Ártico, o Greenpeace decidiu agir para impedir isso. Vamos à Justiça contra a exploração de petróleo no Ártico. O movimento já é internacional e você pode participar.

    É inacreditável. Mas mesmo depois de todo o trabalho que nós fazemos para proteger ecossistemas únicos no mundo, a exploração de petróleo continua sendo uma ameaça. No Brasil, estamos pressionando as empresas Total e BP para que desistam do plano absurdo de extrair petróleo bem perto dos Corais da Amazônia, na região Norte. E há anos trabalhamos para salvar o Ártico. Uma das principais frentes é acabar com a exploração de petróleo ali.

    Recentemente, o governo da Noruega liberou que empresas perfurem uma nova área no mar do Ártico para buscar petróleo. Há vinte anos que esse governo não fazia algo assim. 

    A atividade petrolífera é uma ameaça à natureza. Quando acontece um vazamento, o óleo que se espalha coloca em risco a vida marinha. E a queima do petróleo é uma das causas das mudanças climáticas, que agravam os eventos extremos, como secas e inundações. Milhões de pessoas ao redor do mundo sofrem com esses eventos extremos. O governo da noruega e as empresas sabem bem disso.

    É revoltante, né? Então, não temos outra escolha, senão agir. Daqui algumas semanas, o Greenpeace irá com um de seus navios até a região mais norte do planeta para testemunhar de perto a perfuração que as empresas farão ali. 

    E em novembro, vamos para a Justiça. Estamos com um processo judicial contra a exploração de petróleo no Ártico e vamos bater de frente com o governo norueguês. Nosso principal argumento é que a própria constituição da Noruega diz que o Estado deve assegurar às futuras gerações o direito a um ambiente seguro e saudável. Perfurar o Ártico, extrair e queimar petróleo é o oposto disso. E é uma violação à constituição.

    ASSINE A PETIÇÃO

    Se você concorda que não podemos deixar que empresas perfurem o Ártico, e se você também acredita que o governo da noruega não pode permitir isso, faça parte do nosso movimento de Pessoas X Petróleo. Adicione seu nome em nosso site. Quando formos à justiça, em novembro, nossa lista de assinaturas será uma prova do tamanho do movimento de pessoas que dizem sim à vida e não ao petróleo.  Leia mais >

  • “Experiência Munduruku” traz a Amazônia para o centro de São Paulo

    Postado por Camila Rossi - 8 - jun - 2017 às 16:01

    Para aproximar os moradores das grandes cidades da floresta, o Greenpeace trouxe para São Paulo a primeira experiência multissensorial de realidade virtual capaz de simular uma vivência dentro de uma aldeia indígena na Amazônia

    Cápsulas simulam visita a uma aldeia do povo Munduruku, no Pará, com vídeo de realidade virtual e estímulos táteis, auditivos e olfativos (Luciana Camargo/Greenpeace)

      
    A “Experiência Munduruku” leva o participante para uma viagem sensorial pelas belíssimas águas do rio Tapajós, no Pará, e o convida a conhecer a aldeia dos Munduruku e seu modo de vida, mostrando a intrínseca relação deste povo com suas matas e seus rios para proporcionar um melhor entendimento sobre a importância das florestas para os povos indígenas e para toda a humanidade.

    >> Confira o álbum de fotos aqui

    “O que estamos trazendo ao público brasileiro é uma experiência inovadora que une arte e ciência”, afirma Danicley de Aguiar, da Campanha de Amazônia do Greenpeace. “É uma oportunidade única para muitas pessoas que nunca puderam ir à Amazônia possam entender o que a floresta significa para os povos indígenas e comunidades ribeirinhas que dependem dela para sobreviver”.

    Participante começa a sua experiência multissensorial na cáspula da exposição (Luciana Camargo/Greenpeace)

     
    Para que a imersão aconteça, o visitante é acomodado em uma cápsula onde ele recebe estímulos por meio da visão, audição, tato e olfato. Para cada sentido há uma tecnologia desenvolvida especialmente para a experiência, como o filme de realidade virtual gravado na aldeia, “Munduruku: a batalha para defender o coração da Amazônia”.

    Ana Poxo, coordenadora do Movimento de Resistência, Arnaldo Kaba, cacique geral do povo Munduruku, e Alessandra Korap, coordenadora da Associação do Médio Tapajós, estiveram na abertura da exposição (Luciana Camargo /Greenpeace)

     
    A abertura da exposição ocorreu no último dia 1º de junho no Centro Cultural Correios, com a presença de mais de cem convidados, dentre eles, importantes lideranças indígenas do povo Munduruku, como o cacique geral Arnaldo Kaba, Ana Poxo, coordenadora do Movimento de Resistência, e Alessandra Korap, coordenadora da Associação do Médio Tapajós. “O primeiro impacto ao chegar em São Paulo foi o cheiro da cidade, é diferente do nosso. Na nossa terra sentimos o cheiro do chão da terra molhada, da floresta, e aqui não”, disse Alessandra.

    Artistas cantam a música "Demarcação Já" durante a noite de abertura da exposição (Luciana Camargo /Greenpeace)

     
    A noite também foi marcada com um show especial dos artistas Marlui Miranda, Felipe Cordeiro, Manoel Cordeiro, Carlos Rennó e Patricia Bastos, que cantaram a música “Demarcação Já”, e pela participação dos jovens do grupo de hip hop Oz Guarani, Vlad MC, Jeffinho e Mano Glowers, da aldeia Tekoa Pyau.

    Prestigiaram também a abertura a atriz Luisa Micheletti, que relembrou, com emoção, a sua visita à terra dos Munduruku, no Tapajós, Erick Krominski, editor da Muito Interessante, Nátaly Neri, youtuber do canal Afros e Afins, e Érica Ribeiro, do canal Vai Trazendo, influenciadores digitais.

    Alessandra Korup fala da luta do povo Munduruku pela demarcação de suas terras para convidados da noite de abertura da experiência (Luciana Camargo /Greenpeace)

     
    A “Experiência Munduruku” faz parte do projeto do filme de realidade virtual “Munduruku: a batalha para defender o coração da Amazônia”, uma iniciativa do Greenpeace com o projeto The Feelies e o estúdio Alchemy VR.

    Desde 2013, o Greenpeace é aliado do povo Munduruku na luta pela demarcação da Terra Indígena Sawré Muybu e contra a construção de hidrelétricas no Tapajós, buscando manter o rio livre e vivo. "Após 15 anos na invisibilidade, a demanda dos Munduruku pelo reconhecimento oficial do território de sua terra Sawré Muybu foi reconhecida pela Funai, mas há mais de um ano que o processo de demarcação desse território está parado", explica Danicley.

    Assine você também a petição da campanha Salve o Coração da Amazônia: www.tapajos.org

    Nátaly Neri, youtuber do canal Afros e Afins, e Érica Ribeiro, do canal Vai Trazendo, influenciadoras digitais, também querem a Demarcação Já dos territórios indígenas (Luciana Camargo /Greenpeace)

     

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  • Em carta, sociedade civil do AP pede ações para questões socioambientais

    Postado por Thaís Herrero - 8 - jun - 2017 às 13:31

    Resultado do Seminário Socioambiental - O Amapá que Queremos Ver, que contou com mais de 300 pessoas presentes, a carta que requer ações do poder público em temas como: mineração, petróleo, grilagem de terras e barragens.

    Durante o Seminário Socioambiental, a população defendeu um modelo econômico que não explore as riquezas do estado. (Foto: Mídia Ninja) Leia mais >

    Grupos da sociedade civil, junto a entidades socioambientais do Amapá, lançaram uma carta com demandas sobre quatro temas que, segundo a população, necessitam mais atenção e ação do poder público: mineração, garimpo e mercúrio; exploração de petróleo na costa; uso do solo e barragens.

    Leia a carta na íntegra.

    A carta é assinada por dez organizações, mas é o resultado das mesas de discussão e plenárias do Seminário Socioambiental - O Amapá que Queremos Ver, que aconteceu nos dias 12 e 13 de maio, em Macapá. Mais de 300 pessoas estiveram presentes entre representantes de organizações da sociedade civil, ribeirinhos, quilombolas, indígenas, trabalhadores do campo e da cidade, extrativistas, pesquisadores e ambientalistas, sindicalistas, entre outros.

    Como a própria carta diz, seu objetivo é ser “uma reação da sociedade civil amapaense à incapacidade do poder público de assegurar transparência e participação social nas agendas socioambientais do estado”. Entre as demandas estão: um novo modelo de mineração em bases sustentáveis, considerando a condição social do garimpeiro; a não liberação de projetos de exploração de petróleo na bacia da foz do rio Amazonas; e o amparo às famílias atingidas por barragens de hidrelétricas e não contempladas com medidas compensatórias. A carta também denuncia a grilagem sistemática de terras na Floresta Estadual do Amapá. 

    Costa do Amapá e a exploração de petróleo
    É na costa do estado do Amapá que duas empresas petrolíferas – a francesa Total e a britânica BP – querem explorar petróleo. Um acidente com vazamento ali poderia afetar o litoral do estado, onde está um dos mais extensos mangues do mundo, e ainda, os Corais da Amazônia – um ecossistema único, que só foi revelado ao mundo em 2016. Os blocos de exploração estão próximo a esse ecossistema e colocam ele em risco.

    A petição que pressiona a Total e a BP a desistirem do plano de perfurar a região já tem a assinatura de mais de 1 milhão de pessoas ao redor do mundo, mas as empresas não acenaram nenhuma mudança. Nesta terça-feira (6), a Comissão de Meio Ambiente do Senado discutiu a operação de petrolíferas na região da Bacia da Foz do rio Amazonas. O Greenpeace foi um dos convidados para debater.  Leia sobre como foi aqui. 

  • A extensão da tragédia da lama e da dor na Foz do Rio Doce

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 6 - jun - 2017 às 16:00

    Pesquisa mostra a abrangência dos impactos da lama nas vidas de comunidades que vivem a 600 km da barragem que se rompeu, da Samarco; e como os prejuízos sociais, culturais e emocionais são ignorados pela mineradora na hora de compensar os atigindos

     

    Chegada da lama em Linhares (ES) - Foto: Leonardo Sá/ Greenpeace

     Mesmo separados por 600 quilômetros, os moradores na região da foz do Rio Doce também foram gravemente impactados pelo rompimento da barragem de Fundão (MG). Para além das perdas financeiras, as comunidades tão dependentes do rio vêm sofrendo consequências sociais, afetivas e culturais em função das profundas alterações causadas pela lama da Samarco em seus modos de vida.

    Depois de 15 dias percorrendo o leito do Rio Doce desde Bento Rodrigues, distrito de Mariana (MG), o primeiro a ser atingido, a lama da Samarco chegou ao município de Linhares (ES) na manhã do dia 20 de novembro de 2015, para encontrar o mar na tarde do dia seguinte. Para avaliar a extensão dos impactos na foz do Rio Doce, pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo avaliaram a extensão desses impactos, no estudo Rompimento da barragem do Fundão (SAMARCO/VALE/BHP BILLITON) e os efeitos do desastre na foz do Rio Doce, distritos de Regência e Povoação, Linhares (ES).

    “A responsável pela tragédia é que está definindo o que é dano e quem deve ser reparado, restringindo esse conceito a quem perdeu sua fonte de renda ou teve a estrutura da sua casa comprometida.Mas quando você conversa com os atingidos, percebe que os danos são mais extensos e profundos. A pesquisa fala da relação fundamental das pessoas com o meio ambiente, sua condição afetiva, de lazer e identidade, e isso precisa ser reconhecido como impacto, não só a dimensão econômica”, diz o sociólogo Hauley Vallim, um dos coordenadores do estudo. Segundo ele, é preciso dar visibilidade para outras necessidades que não são tão tangíveis, mas igualmente essenciais como comida e água potável.

    Para alcançar o objetivo do estudo, a investigação contou com análises quantitativas e qualitativas, levando em conta a alteração das atividades rotineiras dos atingidos, como o convívio laboral, familiar e social e os modos de lazer e convívio social. O trabalho de campo quantitativo ocorreu entre os meses de agosto a outubro de 2016. No total, foram aplicados 385 questionários em Regência e Povoação, no município de Linhares (ES). Confira a seguir um panorama dos principais impactos.

    Apresentação dos resultados do estudo para a comunidade de Regência - Foto: Divulgação

     

    Prejuízos na atividade pesqueira

    Para comunidades em que 98% baseavam sua dieta fortemente em peixes e mariscos – e que 66% pescavam o próprio alimento – o impacto da lama para a pesca local é significativo. As tradicionais espécies de guaibira, manjuba, robalo e pescadinha garantem durante o verão uma renda relevante para as famílias de pescadores atravessarem o ano. Pois o verão que se seguiu ao desastre foi igualmente desastroso. Mesmo o pescado capturado antes da chegada da lama não teve saída ou foi vendido a preço muito baixo. Da mesma forma, até hoje os peixes das lagoas não contaminadas em Linhares não recuperaram seu valor de venda.

    Peixes mortos na praia de Regência: a pesca foi a atividade mais prejudicada na região. Foto: Leonardo Sá/ Greenpeace

     

    Para os pescadores do mar, a pesca está interditada até onde a plataforma continental alcança 25 metros de profundidade. Na prática, esta proibição não só inviabiliza o arrasto de camarão – pesca notoriamente agressiva ao ambiente, e profícua nesta área em questão – quanto a daqueles pescadores que, mesmo indo ao mar, o faziam em barcos sem a autonomia necessária para alcançar essa distância da costa.

     

    Material de pesca sem uso começa a degradar por falta de manutenção. Foto: divulgação.

     

    Os pescadores que respeitam a proibição não conseguem mais exercer a profissão e estão vivendo na dependência do auxílio emergencial, um valor muito abaixo dos ganhos da atividade pesqueira. Inclusive, com a atividade parada, seus barcos, botes, remos e redes estão estragando por falta de uso e manutenção. Outros tentam pescar em lagoas e rios próximos, mas enfrentam dificuldades para vender o pescado devido ao temor de contaminação. 

    Prejuízos na agricultura

    Em visita à comunidade ribeirinha de Entre Rios, em 14 de novembro de 2015, os pesquisadores acompanharam o drama de uma família que retirara a bomba de captação da água do rio há quase uma semana e assistia desde então suas hortaliças, bananas, abóboras, e demais plantios secarem, por falta de irrigação. Como a pesquisa sobre Água revelou, a contaminação chegou ao lençol freático e os altos níveis de ferro e manganês prejudicam o desenvolvimento das plantas. Com a redução da produção devido à fragilidade do solo após a chegada da lama, a situação dos ribeirinhos tornou-se ainda mais crítica com as novas dificuldades enfrentadas no processo de comercialização.

    Aumento nos gastos domésticos e perda da autonomia financeira (ou dependência da Samarco)

    Devido ao aumento no gasto com água potável e sem condição financeira de arcar com ele, alguns moradores se viram na necessidade de sair das suas residências e morar de favor na casa de familiares. “A gente estava ganhando doações de pessoas comuns: famílias e pessoas que se sensibilizaram. Precisamos comprar água mineral para as coisas mais básicas: fazer café, lavar o arroz, cozinhar. Não recebemos nenhuma garrafa de água mineral da empresa Samarco. Estamos indo embora de Regência porque o consumo é alto e não temos como pagar”, relatou a comerciante Adriana a um dos entrevistados.

    Diante da situação trágica, os Ministério Público Federal do Espírito Santo (MPF/ES) e Ministério Público do Trabalho (MPT), exigiram que a Samarco providenciasse auxílio emergencial imediato para todos os afetados pelo desastre. Nessa perspectiva, alguns moradores passaram a receber um cartão mensal no valor de uma cesta básica, mais um salário mínimo e 20% por dependente.

     

    A água de péssima qualidade do Rio Doce representa um pesado custo extra para as comunidades locais, que precisam pagar por água mineral para suprir as necessidades básicas, como cozinhar. Foto: divulgação

     

    Ampliação dos conflitos entre vizinhos, amigos e familiares

    Se por um lado o auxílio emergencial foi um alívio momentâneo para alguns, o tratamento individualizado por parte da mineradora para com os atingidos foi desajustando as relações familiares e sociais na região. A discriminação de gênero e a invisibilidade das mulheres, crianças e adolescentes; acusações de favorecimento a algumas pessoas, enquanto outras teriam ficado de fora, ou seja, desconfiança quanto à distribuição dos cartões da Samarco; dúvidas quanto à atuação de lideranças no que diz respeito à transferência de informações e à transparência de suas ações foram alguns dos problemas observados e relatados.

    Prejuízo no comércio/turismo

    Pequenos comerciantes locais tiveram prejuízos com a interdição das praias de Regência e Povoação, que se tornaram impróprias para o banho de mar. A proibição pela Prefeitura foi sinalizada com placas para impedir o contato de pessoas com a água. Grande parte deste turismo está atrelado ao fato de as praias de Regência e Povoação serem famosas por suas ondas, consideradas ideais para a prática do surf e do bodyboard. Povoação, de mais difícil acesso ao público vindo da capital Vitória, é um destino cobiçado por atletas de bodyboard de todo o Brasil. Regência, do lado sul da foz do Rio Doce, desde a sua descoberta galgou a posição de uma praia secreta e conhecida por poucos para uma das 10 melhores ondas do Brasil. Além do turismo, essa prática esportiva também ficou prejudicada.

    Famosa por suas ondas, a praia de Regência atraía surfistas de todo o país, incrementando o turismo e incentivando os moradores locais mais jovens no esporte. Foto: divulgação

     

    Prejuízo no lazer comunitário

    Diante da quase ausência de equipamentos públicos de lazer, o rio e o mar eram os grandes atrativos, sobretudo para as crianças e jovens. Aprender a nadar no rio, onde passavam tardes em churrasco e fazendo pescarias em família ou amigos, tudo isso fazia parte da rotina dos moradores nos distritos estudados e afirmação dos laços familiares.

    As crianças estão entre as mais afetadas pela falta de lazer, com a poluição do rio e das praias. Foto: Leonardo Sá/ Greenpeace

     

    Desemprego e endividamento

    Em ambos os distritos pesquisados, havia uma profusão de pequenas atividades supridas informalmente nos setores da construção civil, serviço doméstico, jardinagem, alimentação, pequenos reparos, que também foram impactadas pelo desastre, apresentando baixo desempenho.

    “Antes da lama chegar eu tocava dois, três serviços como pedreiro, porque as pessoas daqui e de fora estavam investindo na comunidade. Isso caiu 99% e as coisas estão mais difíceis. Eu empregava até seis ou sete pessoas que trabalhavam comigo dentro da vila e hoje tenho um ajudante só. Todos os outros estão parados”, relatou o pedreiro e agricultor Carlos, na entrevista realizada em setembro do ano passado.

      

    Pescadores sem trabalho tentam atualmente obter fontes alternativas de renda. Fonte: Leonardo Sá/ Greenpeace

     

    Abalo emocional e impactos na saúde

    De acordo com a Rede Nacional de Médicos Populares, “em alguns casos o sofrimento pode gerar o adoecimento psíquico”. Nessa perspectiva, foram observados e relatados casos que podem configurar tipos específicos, como: quadros depressivos, crises de ansiedade, problemas no sono e dores de cabeça crônicas que merecem a atenção imediata de profissionais da saúde. Além disso, alguns atingidos relataram que passaram a fazer uso de medicamentos controlados e/ou analgésicos após o desajuste individual e social decorrentes do rompimento da barragem. No entanto, eles não receberam nenhum tipo de apoio social e/ou psicológico e médico para lidar com a tragédia pela empresa mineradora.

    Reparação ainda longe de ser obtida

    Como o estudo denuncia, o Estado tem se apresentado distante ou ausente para a população atingida na foz do Rio Doce. “A situação crítica vivenciada pelos atingidos tem sido agravada em decorrência do tratamento institucional dedicado à gestão do desastre. Após um ano do rompimento da barragem, poucas ações para reparar o dano causado à vida dos atingidos foram colocadas em prática de forma eficiente pela empresa ou pelos poderes públicos. A desinformação, os boatos e os assédios foram e permanecem constantes na nova rotina da população atingida, e, dessa forma, a perspectiva de futuro continua abalada”, escreveram os pesquisadores.

    "O estudo deixa evidente o quanto os atingidos da foz do Rio Doce são muitas vezes desconsiderados pela empresa Samarco e sua Fundação Renova, o que demonstra as limitações da empresa para tratar de maneira justa o desastre causado por ela própria", afirma Fabiana Alves, da Campanha de Água do Greenpeace.

    Mar atingido pela lama da Samarco: para os atingidos, as águas continuam turvas, sem perspectivas de melhoras no curto prazo - Foto: divulgação Leia mais >

     

    “Fábricas de Marianas”

    Enquanto isso, o Congresso brasileiro planeja aprovar o Projeto de Lei 3729/2004, que objetiva flexibilizar o licenciamento ambiental. O interesse não é tornar o processo mais efetivo e responsável, apenas mais rápido. Caso a lei seja mudada para pior, como querem deputados, senadores e boa parte do governo, todos nós estaremos expostos a maiores riscos, afetando de forma direta populações mais vulneráveis, como as comunidades da Foz do Rio Doce, e alimentando a possibilidade de ocorrência de novos desastres ambientais, como foi em Mariana. Ele deixou um rastro de 21 mortos e arrasou com as esperanças e a vida de centenas de famílias.

    Do ponto de vista econômico, o enfraquecimento do licenciamento também poderá trazer efeitos negativos, alimentando conflitos sociais e aumentando o número de contestações legais contra empreendimentos, diminuindo a segurança jurídica para investimentos no país.

     

  • Semana do Meio Ambiente: Trump e Ruralistas estragam a festa

    Postado por Juliana Costta - 5 - jun - 2017 às 17:22

    Semana do Meio Ambiente há pouco para comemorar. Nos Estados Unidos, Trump declara que não assinará Acordo de Paris. No Brasil, ruralistas e Michel Temer enfraquecem o licenciamento ambiental.

    Trump está indo na contramão do mundo. Nenhum outro país saiu do acordo de Paris por entender a sua importância: sinalizar o fim da era dos combustíveis fósseis. Os países continuam comprometidos porque o acordo atende seus respectivos interesses nacionais - tanto em termos de prevenção de riscos climáticos quanto de aproveitamento das oportunidades que uma transição para a energia limpa fornece.

    Enquanto isso, no Brasil, a bancada ruralista e o governo Temer continuam promovendo o pacote da destruição e de retrocessos. Para enfraquecer o licenciamento ambiental, os ruralistas têm trabalhado muito para aprovar diversas medidas provisórias que colocam em risco a floresta e seus povos. É nesse momento que precisamos nos unir para resistir.

    Então, #Resista! Devemos manter a pressão sobre os nossos líderes nacionais para intensificar a luta contra os ataques a floresta e o avanço das mudanças climáticas. Nesta Semana do Meio Ambiente - e em todos os dias do ano - precisamos de você na luta.

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  • O mundo todo contra a exploração de petróleo perto dos Corais da Amazônia

    Postado por Thaís Herrero - 30 - mai - 2017 às 15:00

    Neste final de semana, 450 ativistas de 6 países foram às ruas para se opor à petrolífera francesa Total e denunciar os riscos de explorar petróleo perto dos Corais da Amazônia.

    Em São Paulo, os ativistas foram a uma loja da Total para mostrar que não aceitam o risco de um vazamento que possa afetar os Corais da Amazônia (Foto:© Ligia Nogueira de Lima / Greenpeace)

    Do Rio de Janeiro a Kuala Lumpur. De Paris a Istambul. De Amsterdã a Luxemburgo. Neste final de semana, dezenas de cidades ao redor do mundo foram palco de uma imensa mobilização liderada por voluntários e ativistas do Greenpeace. Em todos os locais e entre todas as pessoas o desejo era o mesmo: defender os Corais da Amazônia dos planos absurdos da petrolífera francesa Total, que pretende perfurar o fundo do mar bem perto dos Corais para extrair petróleo.

    >> Assista ao vídeo da ação

    A diversidade, a originalidade, a positividade e a determinação foram temas comuns em todas as cidades. Fosse em placas, banners ou adesivos que representavam a biodiversidade na região da foz do rio Amazonas, fosse com um petróleo falso que cobriu corpos, rostos e chão, a mensagem era clara: “Total, tire as mãos dos Corais da Amazônia”.

    Voluntários do grupo de Florianópolis (SC) foram a uma praia mesmo debaixo de chuva e frio. (© Bruno Leão / Greenpeace)

     Cerca de 90 ativistas brasileiros mostraram o grande alcance da defesa aos Corais da Amazônia e o posicionamento contra a Total. Eles estavam espalhados em dez cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis, Brasília, São Luís, Manaus, Porto Alegre, Recife e Imbé. Foi o país em que mais cidades aderiram ao movimento. Em São Paulo e em Belo Horizonte, os ativistas foram a postos de troca de óleo da Total. 

    A loja da capital mineira estava cheia de clientes, que testemunharam tudo e ouviram sobre os impactos que um vazamento de petróleo poderia causar nos Corais da Amazônia e aos animais que vivem na região. (Foto: © Gabriela Araújo / Greenpeace)

     Os Corais da Amazônia estão em um local de grande biodiversidade marinha. Ainda conhecemos pouco sobre esse ecossistema, que já está em risco porque as petrolíferas continuam com seus planos absurdos para procurar por petróleo próximo a eles.

    Na França, 300 ativistas transformaram 20 postos de serviços da Total em recifes de corais “contaminados” pelo petróleo. Claro que, depois da ação, os ativistas limparam toda a área e deixaram tudo como estava antes. Uma tarefa fácil e bem diferente do que seria limpar o mar em caso de um derramamento de petróleo...(Foto:© Pierre Baelen / Greenpeace)

     
    Em janeiro deste ano, quando o Greenpeace começou a campanha “Defenda os Corais da Amazônia”, as mobilizações estavam concentradas da França e no Brasil. Agora, mais de 1 milhão de pessoas ao redor do mundo já assinaram a petição pressionando para que a Total e também a petrolífera britânica BP abandonem os planos de explorar petróleo próximo ao ecossistema de corais, esponjas e rodolitos que é único no mundo.

    Em São Luis do Maranhão, os voluntários também se cobriram com um petróleo falso, feito de cacau, maisena e corante alimentício. Tudo biodegradável e de fácil limpeza – bem diferente das manchas causadas pelo petróleo que escorrem no mar quando há um vazamento. (Foto: © Cynthia Carvalho / Greenpeace)

    Quando governos e companhias falham na função de proteger os recursos naturais, o poder das pessoas é de extrema importância. E é por isso que os voluntários do Greenpeace em seis países se mobilizaram neste final de semana em defesa dos Corais da Amazônia.

    Os ativistas de Luxemburgo ficaram na frente de um escritório da Total para serem vistos por quem passava na rua e pelos funcionários. É preciso que todos saibam qual é a empresa responsável caso aconteça um vazamento perto dos Corais da Amazônia ( © Raymond Aendekerk / Greenpeace)

    E não é só porque os Corais da Amazônia são um ecossistema único e especial no mundo, mas também porque a exploração – e a posterior queima – do petróleo vai agravar ainda mais as mudanças climáticas. Esses efeitos vão afetar a todos nós, no mundo todo em diferente grau. Por isso, dizemos para a Total: Temos que nos libertar das fontes fósseis!

    A mobilização pela defesa dos Corais da Amazônia não vai parar enquanto as petrolíferas não desistirem dos planos absurdos e perigosos de explorar petróleo na bacia da foz do Rio Amazonas. Fique com o Greenpeace nessa campanha. Assine e compartilhe a petição!

    Na Holanda, os ativistas colaram adesivos representando os animais que vivem na foz do rio Amazonas, como peixes-bois e tartarugas. Eles poderiam ser impactados pelo petróleo no caso de um vazamento. (Foto: Bas Beentjes / Greenpeace) Leia mais >

     

  • 5 atitudes para defender os Corais da Amazônia

    Postado por Juliana Costta - 26 - mai - 2017 às 11:59

    A empresa francesa Total está prestes a perfurar o fundo do mar perto dos Corais da Amazônia para extrair petróleo. Você pode impedir essa atitude irresponsável com cinco ações:

    1. Assinar a petição “Defenda Os Corais da Amazônia”.

     
    Mais de 1 milhão de pessoas ao redor do mundo já assinaram a petição pressionando que a Total e a BP – empresa britânica que também quer explorar a região – desistam desse plano absurdo.

    Já assinou? Pula pro próximo item!

    2. Encha o saco da Total nas redes sociais da empresa.

    Entre no Facebook e no Twitter da Total e joga a real: “Total, (não) queridinha, tá mais que na hora de desistir de explorar petróleo perto desse corais úúúúnicos.” Já fez isso também? Vá ao item 3...

    3. Vem ser voluntária(o).

    Se inscreva no Greenwire, faça parte dos grupos de discussão, receba notícias e fique pode dentro do que acontece no Greenpeace. Assim, você pode  participar de atividades e ações para defender os Corais da Amazônia.

    4. Doe para o Greenpeace e vamos parar as petrolíferas.

    Com a sua ajuda podemos continuar investigando e expondo empresas que destroem o meio ambiente.

    5. Compartilhe esse blog com suas amigas e amigos.

    Quanto mais pessoas pressionarem a Total, mais perto de defender os corais estaremos.

    Leia mais >

  • Tragédia do Rio Doce inspira peça de teatro

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 19 - mai - 2017 às 15:00

    “Hotel Mariana” dá voz aos sobreviventes do maior desastre ambiental do país em histórias que mesclam dor e indignação com muito amor e solidariedade

     

    Foto: Marcos Ventura

     

    Criado a partir de relatos emocionantes de atingidos pelo crime ambiental da mineradora Samarco, que ocorreu em novembro de 2015 na bacia do Rio Doce, o espetáculo Hotel Mariana estreou dia 6 de maio na Estação Satyros, em São Paulo. A peça adota a técnica verbatim,  um tipo de teatro que reproduz as palavras exatas de pessoas reais gravadas em entrevistas e conversas sobre um determinado tema ou evento.

    “Durante a apresentação, os atores usam fone de ouvido e reproduzem instantaneamente o que eles estão ouvindo, que são os depoimentos. O objetivo é reproduzir o áudio da maneira mais fiel e atingir um grau de autenticidade que se aproxime da natureza de cada entrevistado”, explica o diretor Herbert Bianchi.

    Cerca de 40 entrevistas foram gravadas pelo ator Munir Pedrosa, idealizador do projeto, com moradores de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, os distritos mais atingidos pela onda de lama. “Começamos então, eu e Munir, um trabalho de dramaturgia que se estendeu por dois meses, ouvindo, transcrevendo, selecionando e entrecruzando os depoimentos a fim de gerar um recorte com sentido narrativo”, conta Bianchi.

    O resultado são 13 depoimentos perturbadores e surpreendentes que evidenciam no palco a simplicidade de pessoas que perderam tudo ou quase tudo o que tinham. Da criança do grupo escolar ao velho da folia de reis, do ativista de direitos humanos à aposentada que escreve poemas, somos convidados a escutar os sobreviventes que, com suas histórias repletas de dor e amor, traçam um panorama político, histórico e cultural do nosso país. E, principalmente, não nos deixam esquecer essa tragédia.

    Foto: Marcos Ventura

     

    Passados um ano e meio, pouco foi feito pelas empresas responsáveis e pelo poder público para compensar os danos irreparáveis aos atingidos e ao meio ambiente. Ao contrário, como o Greenpeace vem mostrando nos resultados das pesquisas de impacto socioambiental, os moradores da Bacia do Rio Doce continuam sendo afetados em sua saúde e em seus direitos pela lama e pelo descaso.

    Elenco: Angela Barros, Bruno Feldman, Clarissa Drebtchinsky, Fani Feldman, Isabel Setti, Lucy Ramos, Marcelo Zorzeto, Munir Pedrosa, Rita Batata, Rodrigo Caetano

    HOTEL MARIANA

    Temporada: 6 de maio a 10 de julho.
    Horários: Sábados e segundas, às 20h; domingos, às 18h.
    Local: Estação Satyros - Praça Franklin Roosevelt, 134 - São Paulo – SP
    Classificação: Livre
    Duração: 70 minutos
    Ingressos: R$ 30. Segunda: grátis.

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