Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Vender nossas florestas não ajudará o clima

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 12 - jul - 2017 às 11:15

    Organizações e movimentos defendem florestas fora do mercado de carbono em carta ao governo brasileiro. Mudanças nesse sentido colocariam em risco a integridade ambiental do país e do planeta, além da arquitetura do Acordo de Paris

    A capacidade que árvores e ecossistemas têm de remover e fixar carbono da atmosfera é muito mais lenta que o ritmo de emissões da queima de combustíveis fósseis, e o carbono acumulado em florestas é vulnerável a desmatamentos e queimadas.

     

    O Greenpeace, junto a mais de 50 organizações e movimentos brasileiros que atuam em pautas relacionadas a meio ambiente, direitos humanos, direitos dos trabalhadores, povos indígenas e comunidades tradicionais protocolaram ontem no Ministério do Meio Ambiente e no Ministério das Relações Exteriores a “Carta em defesa da posição histórica do Brasil sobre offsets florestais”. Trata-se de uma reação a tentativas de viabilizar o uso de florestas em mercados de compensação de emissões de carbono (offsets), vista como uma falsa solução ao desafio das mudanças climáticas.  

    Alguns atores têm usado o momento de negociação da implementação do Acordo de Paris, a crise política e a turbulência econômica pela qual o país e o mundo passam como pretexto para demandar medidas a favor de offsets. O esforço beneficiaria aqueles que continuariam emitindo gases de efeito estufa ou receberiam recursos mobilizados, mas traria graves conseqüências para o Brasil e o mundo.

    A Carta traz oito pontos que explicam porque os offsets florestais apenas agravariam a crise climática. Entre os argumentos, está a falsa equivalência entre o carbono emitido por combustíveis fósseis e o capturado pelas árvores; o aprofundamento de desigualdades; e o fato de que a compensação via offsets geraria incentivos para países segurarem a ambição de suas metas de redução de emissões perante a ONU.

    Desta forma, defendemos o posicionamento histórico do Brasil de não considerar projetos de redução de desmatamento, conservação e recuperação de florestas elegíveis para a geração de créditos de carbono. “Não podemos desviar a atenção das verdadeiras soluções e das políticas necessárias de enfrentamento à crise climática”, afirmam todos os signatários.

    Veja a Carta na íntegra. Leia mais >

  • Bob Esponja enfrentará a BP para defender os Corais da Amazônia

    Postado por Priya Surendra - 4 - jul - 2017 às 14:00

    A mais famosa esponja-do-mar tomou uma atitude para evitar que empresas explorem petróleo perto dos Corais da Amazônia, no Norte do Brasil.

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    Você se lembra da empresa britânica BP? Essa é a petrolífera que devastou o Golfo do México com o desastre da Deepwater Horizon em 2010. Na ocasião 4,9 milhões de barris de petróleo foram derramados no mar, contaminando o oceano e a costa de diversos países. A BP, agora, planeja extrair petróleo no Norte do Brasil, bem perto de onde estão os Corais da Amazônia. O que poderia dar errado ali?

    Os Corais da Amazônia são o lar doce lar de várias espécies, como corais-rosa, peixes coloridos e mais de 60 espécies de esponjas-do-mar. Por sua biodiversidade, foram descritos como uma “floresta tropical dos oceanos”. Mas ainda sabemos pouco sobre tudo o que existe ali e o quão especial ele é.

    Se as perfurações nos poços da BP resultarem em um vazamento, o óleo pode se alastrar por uma grande área, chegando até os Corais da Amazônia. Sim, isso pode acontecer.

    Então, vamos pressionar a petrolífera BP a desistir de seus planos e a deixar os Corais da Amazônia em paz. E vamos também trabalhar para defender esse ecossistema único no mundo de futuros vazamentos de petróleo. Afinal, a BP é apenas uma das empresas que pretendem explorar petróleo na região. A outra é a francesa Total.

    A boa notícia é que os Corais da Amazônia têm agora um novo defensor que irá enfrentar a BP e lutar por justiça. Seu nome? Bob Esponja Calça Quadrada!

    Sendo um morador de um recife de corais, Bob Esponja sabe tudo sobre a proteção dos oceanos. Ele tem muita experiência em campanhas. E, já que existem 60 espécies de esponjas-do-mar nos Corais da Amazônia, para ele, a questão é pessoal.

    Compartilhe esse vídeo e vamos aumentar o número de defensores dos Corais da Amazônia.  Já somos mais de 1,2 milhão de pessoas ao redor do mundo. E, com a ajuda do Bob Esponja, podemos ser bem mais! Assine e compartilhe nossa petição.

    ASSINE A PETIÇÃO

    * Textos e materiais produzidos pelo Greenpeace UK

  • Por que o Bob Esponja é um ótimo defensor dos Corais da Amazônia?

    Postado por Priya Surendra - 4 - jul - 2017 às 14:00

    Personagem vai ajudar o Greenpeace a espalhar a mensagem da campanha que quer evitar a exploração de petróleo perto de um ecossistema único no mundo.

    Leia mais >

    Viu e achou estranha a imagem do Bob Esponja Calça Quadrada segurando uma plaquinha e pedindo para a empresa BP ficar longe dos Corais da Amazônia?

    Não ache estranho – ainda que não seja todo dia que a esponja-do-mar mais famosa do mundo enfrenta uma gigante petrolífera. Já que, nos Corais da Amazônia, vivem mais de 60 espécies de esponjas, para ele, defender esse ecossistema é uma questão pessoal.

    O Bob Esponja é um ótimo defensor dos Corais da Amazônia. E aqui, listamos o porquê.

    1. Ele é um ativista nato

    Qualquer um que já tenha assistido a um episódio do desenho sabe que ele é uma esponja-do-mar de vanguarda. Ele já chamou atenção para as mudanças climáticas e já defendeu os direitos dos trabalhadores contra o ganancioso Senhor Sirigueijo. Então, sua determinação para defender os Corais da Amazônia vem de muita experiência.

    Ele também não é um iniciante em ações diretas. Em um episódio, Bob Esponja fez uma campanha para salvar o Campo das Águas-vivas. Quando tudo parecia perdido, ele parou na frente da escavadeira, foi preso e ainda conseguiu mobilizar milhares de pessoas para impedir que a escavadeira destruísse o preservado lar das águas-vivas

    Nem precisamos dizer que, aqui no Greenpeace somos grandes fãs do Bob Esponja, né?

    2. Seu criador é um biólogo marinho

    O Bob Esponja surgiu como um personagem para ensinar crianças sobre a importância de proteger os oceanos. Em 1984, ele escreveu um quadrinho sobre animais que vivem em piscinas naturais, que, anos depois, virou o rascunho do desenho Bob Esponja e, ainda, resultou em um prêmio sobre conscientização da proteção dos mares.

    Além disso, o Bob Esponja é bem famoso entre os cientistas. Pesquisadores de fungos (chamados também de micologistas) descobriram uma espécie na Malásia que produz uma fruta da cor de uma esponja laranja, para eles, parecido com o Bob Esponja. O nome que eles deram ao fungo? Spongiforma squarepantsii. Isso é sério.

    3. Ele vive em um recife de corais

    Apesar de se parecer mais com uma esponja de banho, o Bob é uma esponja-do-mar. Nos Corais da Amazônia existem muitas como ele. Na expedição que o Greenpeace fez para ver as primeiras imagens dos Corais debaixo d’água, vimos até uma esponja amarela (quase quadrada). Seria um primo distante do Bob Esponja? Que nome você daria a ele?

    Na expedição que o Greenpeace fez para registrar imagens dos Corais da Amazônia, encontramos essa esponja-do-mar. Seria um primo distante do Bob Esponja? (Foto: Greenpeace)

    O Bob Esponja mora em um recife de corais chamado Fenda do Biquíni, que fica no Atol de Bikini, no Oceano Pacífico. Seu melhor amigo, Patrick, é uma estrela-do-mar e seu vizinho, Lula Molusco é um polvo (sim, mesmo com esse nome). Seu chefe é um caranguejo e sua amiga de esportes radicais é uma esquila com capacete de astronauta que vive em um iglu de vidro...

    Ok, não há tanta coisa em comum com os Corais da Amazônia, mas quem sabe, né? Conhecemos apenas uma pequena porção desse ecossistema. Vai que ali também existe um esquilo vivendo em um iglu...

    4. Ele tem muitos seguidores

    Se você está na Internet, você já viu algum meme do Bob Esponja. Ele é uma sensação que viraliza e uma fonte de piadas e ideias. Então, nos parece uma ótima ideia tê-lo ao nosso lado para espalhar a mensagem de que a petrolífera BP deve ficar longe dos Corais da Amazônia.

    5. Ele é determinado

    Segundo a Wikiesponja, o Bob Esponja é muito determinado e sempre termina as tarefas que começa. É exatamente o tipo de atitude  que precisamos para defender os Corais da Amazônia.

    Seu modo inocente de encarar o mundo faz com que o Bob Esponja veja tudo com muito entusiasmo, mesmo quando a sorte está contra ele. Ele nunca desanima com as complexidades da vida ou com o cinismo sem piedade de seus companheiros marinhos. Ao contrário, ele dedica seu trabalho à crença de que um mundo melhor é possível.

    É por isso que o Bob Esponja Calça Quadrada é um ótimo defensor dos Corais da Amazônia. Porque ele não vai desistir até que nós vençamos. E nem nós vamos parar.

    Faça como ele. Diga para a BP ficar longe dos Corais da Amazônia.

    ASSINE A PETIÇÃO

    * Textos e materiais produzidos pelo Greenpeace UK

  • Midnight Oil entra na campanha pela defesa dos Corais da Amazônia

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 29 - jun - 2017 às 17:10

    Em um encontro inesquecível no Rio de Janeiro, a banda australiana tocou seus maiores sucessos a bordo do Rainbow Warrior para convocar todos a se posicionarem contra a exploração de petróleo na região

    Foto: Rafael Silva/Greenpeace

     Já escreveram que o acaso encontra sempre quem possa se aproveitar dele. Quis o destino que o nosso navio Rainbow Warrior estivesse no Rio de Janeiro para celebrar os 25 anos do Greenpeace Brasil justamente no momento em que o Midnight Oil se apresentava na cidade, com sua sua turnê mundial "The Great Circle World Tour". Este encontro não poderia passar em branco e resultou em um pocket show exclusivo e inédito no convés do nosso Guerreiro do Arco-Íris. E com um nobre propósito: alertar o mundo sobre a ameaça aos Corais da Amazônia.

    Referência mundial do rock dos anos 1980, a banda liderada por Peter Garrett se tornou conhecida também por seu perfil ativista em causas ambientais, como a defesa dos povos aborígenes na Austrália e contra os testes nucleares. Assim, quando souberam dos planos das empresas Total e BP de explorar petróleo em um novo bioma marinho ainda desconhecido, mas cheio de vida, a adesão à campanha foi imediata. Afinal, de corais os australianos conhecem bem - é grande o esforço para proteger a Grande Barreira de Corais da Austrália. Parte dela já está morta em função do aquecimento global.

    Como demonstração de apoio à nossa causa, a banda tocou seis de seus maiores sucessos, como “Say Your Prayers”, “Sometimes” e “Beds are Burning”, na companhia de membros da tripulação e dos voluntários que participaram da visitação do público ao Rainbow Warrior. Confira alguns momentos desse encontro e o recado que Peter Garrett deixou para você:

      

     

    Foi a primeira vez que banda tocou em um navio do Greenpeace. ©Barbara Veiga/Greenpeace

     

    É claro que pedimos autógrafos! ©Barbara Veiga/Greenpeace

     

    A parceria de longa data

    Midnight Oil e Greenpeace têm uma história em comum no ativismo ambiental. Peter Garrett já foi membro do nosso conselho internacional, já esteve a bordo de nossos navios e apoiou diversas campanhas. Em 1998, quando esteve no Brasil, a banda participou de um protesto contra a poluição do ar causada pelo trânsito, em São Paulo, como mostra esta foto abaixo que descobrimos em nossos arquivos:

    Foto: Iata Cannabrava/ Greenpeace Leia mais >

     
  • 7 razões do porquê as esponjas-do-mar são animais MUITO legais

    Postado por Emily Buchanan* - 28 - jun - 2017 às 14:41

    Ahhh… As esponjas-do-mar. Elas não são exatamente as coisinhas mais fofas do oceanos. Não têm olhinhos, línguas, orelhinhas, boca ou até mesmo um cérebro, né? Também não se movem, e algumas se parecem com Cheetos.

     
    Para a maioria da pessoas, elas são plantas bonitinhas que vivem nos recifes de corais e são usadas como pula-pula por filhotes de peixes. Mas, na verdade, elas são os animais multicelulares mais simples do mundo. E vou explicar porquê elas são tão LEGAIS!

    Esponjas foram os primeiros animais na terra

     
    Um novo estudo sugere que as esponjas existem há pelo menos 640 milhões de anos. Ou seja, 400 anos milhões de anos antes dos dinossauros e 100 milhões de anos antes de qualquer outro animal! Nesse tempo, elas viram de tudo, incluindo extinções em massa. E cientistas acreditam que elas ainda poderiam sobreviver às mudanças climáticas. São realmente seres pós-apocalipse.

    Algumas são gigantenormes 

     
    No Havaí, existe uma esponja do mar do tamanho de uma minivan. São mais de 3,5 metros de largura e 2 metros de comprimento! Os biólogos marinhos acreditam que ela tenha aproximadamente 2 mil anos – seria, então, o animal vivo mais velho do mundo. Esse mamute aquático está a mais de 2 mil metros de profundidade e foi descoberto por um submarino, como o que usamos para fazer as primeiras imagens dos Corais da Amazônia no começo deste ano.

    Elas continuam surpreendendo os cientistas
     
    Falando sobre os Corais da Amazônia… As esponjas do mar também estão lá. Até agora não achamos nenhuma esponja do tamanho de um mamute, mas vimos 60 espécies de esponjas marinhas – inclusive uma que se parece muito com o Bob Esponja Calça Quadrada!

    Essas esponjas são parte do recifes de corais que está tirando o fôlego da comunidade científica, por existir em uma área sem muita luz, onde não podem fazer fotossíntese e há baixa taxa de oxigênio. Os corais são chamados de “uma das maiores surpresas da biologia marinha moderna".

    Os Corais da Amazônia, no entanto, já estão ameaçados. Empresas de petróleo querem explorar ali perto, colocando em risco os recifes e a vida marinha da região, caso ocorra um vazamento de petróleo. 

    Elas se regeneram

     
    Se você despedaçar uma esponja (não faça isso!) em milhares de pedaços microscópicos, os pedaços vão se unir e se regenerar, formando várias novas esponjas. Ver esse processo no microscópio é como entrar num túnel do tempo, que nos leva diretamente a 640 milhões de anos atrás, e nos mostra como a vida foi formada na Terra.

    Elas podem ter um escudo químico para defesa
     
    Imagine o quão difícil é se defender sem se locomover. Por isso, há um tipo de esponja que desenvolveu um escudo químico. Conhecida pelo engraçado nome de “crambe crambe”, ela cria um grande "círculo químico" para afastar predadores. E é também muito territorial, pois usa uma neblina tóxica para não deixar que outras espécies se aproximem.

    Têm o poder das Puffballs

     A Puffball laranja parece até personagem de desenho animado, mas essa esponja está ensinando muito aos engenheiros sobre projeto arquitetônico. Um novo estudo mostra que as pequenas estruturais internas da Puffball laranja evoluíram para evitar que ela fosse esmagada. As estruturas são mais finas que fios de cabelo e podem ser a chave de como aumentar a resistência de estruturas feitas pelos humanos, como prédios e rodas de bicicleta.

    Esponjas alimentam organismos maiores que elas
     
    Algo que deixa os cientistas perplexos há décadas é a capacidade de recifes de corais de sobreviverem em águas com pouca fonte de nutrientes. Pesquisadores holandeses acreditam que tudo se deve às incríveis esponjas do mar.

    Para comer, as esponjas filtram milhares de litros de água. Durante esse processo, transformam o carbono e o nitrogênio em nutrientes para organismos maiores, como lesmas-do-mar e caranguejos. Isso é conhecido como o “circuito da esponja” e os cientistas acreditam que a descoberta beneficia os esforços para salvar recifes de corais. Basicamente, as esponjas são super heróis da conservação!

    Uma ode às esponjas
    Esponjas marinhas. Elas são mais velhas que o tempo, algumas são gigantescas e parecem ter super poderes: de escudos protetores à reencarnação. Sua formação genética, tão simples, está ajudando os cientistas a decodificar a história da vida na Terra. E quanto mais sabemos, mais percebemos quão importante elas são para um ecossistema marinho saudável e em equilíbrio. E é exatamente por isso que precisamos protegê-las.

    Você pode defender essas criaturas incríveis ao assinar a nossa petição. Nos Corais da Amazônia estão muitas esponjas e não podemos permitir que empresas explorem petróleo ali perto, colocando esses incríveis animais em risco!

     *Tradução do texto original publicado pelo Greenpeace UK. Leia mais >

  • Greenpeace: 25 anos no Brasil lutando pelo meio ambiente e pela vida

    Postado por Renato Guimarães - 25 - jun - 2017 às 17:27

    No dia 26 de abril de 1992, um pequeno grupo de ativistas fazia a primeira ação da organização no Brasil. Desde lá, os desafios cresceram. E as conquistas também.

    26 de abril de 1992. Em uma manhã nublada de outono, 800 de cruzes brancas são fincadas no chão. Ao fundo, a torre sinistra da Usina Nuclear de Angra e voluntários e ativistas do Greenpeace à frente da primeira ação pública da organização no Brasil. Eles se colocavam contra a usina de energia nuclear e  homenageavam os mortos na tragédia de Chernobyl. Em 1986, os reatores da central nuclear de Chernobyl explodiram, deixando um rastro de destruição.

    Aqueles poucos voluntários e ativistas, que se colocaram contra uma arriscada fonte de energia como a nuclear, se multiplicaram. Hoje, em torno de variadas causas, eles somam 65 mil doadores, quase 3 mil voluntários e mais de 3 milhões de cyberativistas, que nos seguem nas redes sociais. A participação de cada uma dessas pessoas tornou o Greenpeace uma das maiores e mais respeitadas entidades ambientalistas do Brasil.

    Mais importante ainda é o apoio individual, expresso em doação de dinheiro, tempo e inteligência, que garante a principal característica do Greenpeace: sua total independência de interesses políticos ou corporativos. Vale reforçar que não ganhamos nem um tostão de empresas ou governos.

    São 25 anos confrontando desmatadores ilegais da Amazônia, as poderosas indústrias do petróleo e de energia nuclear, produtores de transgênicos, além de projetos de infraestrutura babilônicos que ameaçam o meio ambiente e as comunidades tradicionais.

    Os recursos doados ao Greenpeace permitem que a organização realize pesquisas e estimule soluções para nosso planeta. Nós apoiamos e estudamos o potencial das energias renováveis, como a solar e eólica e as fontes renováveis para o transporte público e privado. Nós trabalhamos arduamente pela Moratória da Soja, para frear o desmatamento da Amazônia. Fazemos parcerias com comunidades indígenas para proteger a floresta contra o desmatamento ilegal. E, esse ano, mostramos ao mundo pela primeira vez um recife de corais que estava escondido nas águas turvas do mar, onde o Rio Amazonas encontra o mar – e que já está ameaçado pela exploração de petróleo. Esses exemplos são só alguns entre tantas outras lutas e vitórias.

    Os desafios continuam

    Dois meses depois da ação que estreou o trabalho do Greenpeace no Brasil, recebemos pela primeira vez o Rainbow Warrior (Guerreiro do Arco-íris), navio-símbolo da organização. O veleiro estava aqui para apoiar o trabalho da organização durante a Eco-92 (ou Rio-92) – a primeira grande conferência da ONU sobre meio ambiente, que aconteceu no Rio de Janeiro.

    Quem esteve presente naqueles dias guarda na memória o clima festivo e, ao mesmo tempo, de luta trazido por milhares de representantes da sociedade civil global reunidos no Rio de Janeiro.

    Um momento particularmente emocionante foi quando o Dalai Lama chegou para visitar o Rainbow Warrior. De repente, fez-se um silêncio respeitoso, enquanto o líder religioso cumprimentava a conversava com cada pessoa presente.

    Infelizmente, ao longo destes anos, nem sempre a recepção ao Greenpeace foi tão amistosa. Houve momentos de tensão, especialmente em ações na Amazônia, onde lutamos pela proteção da floresta, agindo contra o desmatamento ilegal, contra projetos de infraestrutura e o avanço da fronteira agrícola. Apesar disso, a organização segue firme com suas ações não-violentas em favor do meio ambiente.

    Hoje, novos desafios se apresentam. O sistema de proteção ambiental brasileiro está sob risco, com diversas medidas de enfraquecimento propostas principalmente pela bancada ruralista no Congresso. Projetos de exploração petrolífera fazem o Brasil caminhar na direção contrária da luta global contra as mudanças climáticas.

    Por isso, os próximos anos serão de luta ainda mais intensa em favor do meio ambiente e da vida. E o apoio de cada pessoa continua sendo tão fundamental como tem sido ao longo desses 25 anos.

    #JuntosSomosGreenpeace!

    Já viu o vídeo que celebra nosso aniversário de 25 anos? Veja aqui e compartilhe com seus amigos e parentes.

    Comemore conosco

    Como parte da celebração deste aniversário, o Rainbow Warrior III está chegando ao Rio de Janeiro. Por alguns dias, nosso navio estará no Píer Mauá, aberto para visitação do público. Quem passar por lá conhecerá nosso navio-símbolo e mais detalhes desses 25 anos de luta. Participe!

      Leia mais >

  • Greenpeace: 25 anos no Brasil lutando pelo meio ambiente e pela vida

    Postado por Renato Guimarães - 25 - jun - 2017 às 17:27

    No dia 26 de abril de 1992, um pequeno grupo de ativistas fazia a primeira ação da organização no Brasil. Desde lá, os desafios cresceram. E as conquistas também.

    26 de abril de 1992. Em uma manhã nublada de outono, 800 de cruzes brancas são fincadas no chão. Ao fundo, a torre sinistra da Usina Nuclear de Angra e voluntários e ativistas do Greenpeace à frente da primeira ação pública da organização no Brasil. Eles se colocavam contra a usina de energia nuclear e  homenageavam os mortos na tragédia de Chernobyl. Em 1986, os reatores da central nuclear de Chernobyl explodiram, deixando um rastro de destruição.

    Aqueles poucos voluntários e ativistas, que se colocaram contra uma arriscada fonte de energia como a nuclear, se multiplicaram. Hoje, em torno de variadas causas, eles somam 65 mil doadores, quase 3 mil voluntários e mais de 3 milhões de cyberativistas, que nos seguem nas redes sociais. A participação de cada uma dessas pessoas tornou o Greenpeace uma das maiores e mais respeitadas entidades ambientalistas do Brasil.

    Mais importante ainda é o apoio individual, expresso em doação de dinheiro, tempo e inteligência, que garante a principal característica do Greenpeace: sua total independência de interesses políticos ou corporativos. Vale reforçar que não ganhamos nem um tostão de empresas ou governos.

    São 25 anos confrontando desmatadores ilegais da Amazônia, as poderosas indústrias do petróleo e de energia nuclear, produtores de transgênicos, além de projetos de infraestrutura babilônicos que ameaçam o meio ambiente e as comunidades tradicionais.

    Os recursos doados ao Greenpeace permitem que a organização realize pesquisas e estimule soluções para nosso planeta. Nós apoiamos e estudamos o potencial das energias renováveis, como a solar e eólica e as fontes renováveis para o transporte público e privado. Nós trabalhamos arduamente pela Moratória da Soja, para frear o desmatamento da Amazônia. Fazemos parcerias com comunidades indígenas para proteger a floresta contra o desmatamento ilegal. E, esse ano, mostramos ao mundo pela primeira vez um recife de corais que estava escondido nas águas turvas do mar, onde o Rio Amazonas encontra o mar – e que já está ameaçado pela exploração de petróleo. Esses exemplos são só alguns entre tantas outras lutas e vitórias.

    Os desafios continuam

    Dois meses depois da ação que estreou o trabalho do Greenpeace no Brasil, recebemos pela primeira vez o Rainbow Warrior (Guerreiro do Arco-íris), navio-símbolo da organização. O veleiro estava aqui para apoiar o trabalho da organização durante a Eco-92 (ou Rio-92) – a primeira grande conferência da ONU sobre meio ambiente, que aconteceu no Rio de Janeiro.

    Quem esteve presente naqueles dias guarda na memória o clima festivo e, ao mesmo tempo, de luta trazido por milhares de representantes da sociedade civil global reunidos no Rio de Janeiro.

    Um momento particularmente emocionante foi quando o Dalai Lama chegou para visitar o Rainbow Warrior. De repente, fez-se um silêncio respeitoso, enquanto o líder religioso cumprimentava a conversava com cada pessoa presente.

    Infelizmente, ao longo destes anos, nem sempre a recepção ao Greenpeace foi tão amistosa. Houve momentos de tensão, especialmente em ações na Amazônia, onde lutamos pela proteção da floresta, agindo contra o desmatamento ilegal, contra projetos de infraestrutura e o avanço da fronteira agrícola. Apesar disso, a organização segue firme com suas ações não-violentas em favor do meio ambiente.

    Hoje, novos desafios se apresentam. O sistema de proteção ambiental brasileiro está sob risco, com diversas medidas de enfraquecimento propostas principalmente pela bancada ruralista no Congresso. Projetos de exploração petrolífera fazem o Brasil caminhar na direção contrária da luta global contra as mudanças climáticas.

    Por isso, os próximos anos serão de luta ainda mais intensa em favor do meio ambiente e da vida. E o apoio de cada pessoa continua sendo tão fundamental como tem sido ao longo desses 25 anos.

    #JuntosSomosGreenpeace!

    Já viu o vídeo que celebra nosso aniversário de 25 anos? Veja aqui e compartilhe com seus amigos e parentes.

    Comemore conosco

    Como parte da celebração deste aniversário, o Rainbow Warrior III está chegando ao Rio de Janeiro. Por alguns dias, nosso navio estará no Píer Mauá, aberto para visitação do público. Quem passar por lá conhecerá nosso navio-símbolo e mais detalhes desses 25 anos de luta. Participe!

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  • Sim à vida, não ao petróleo

    Postado por Thaís Herrero - 20 - jun - 2017 às 12:25

    Depois que o governo da Noruega permitiu que empresas perfurem uma nova área para buscar petróleo no Ártico, o Greenpeace decidiu agir para impedir isso. Vamos à Justiça contra a exploração de petróleo no Ártico. O movimento já é internacional e você pode participar.

    É inacreditável. Mas mesmo depois de todo o trabalho que nós fazemos para proteger ecossistemas únicos no mundo, a exploração de petróleo continua sendo uma ameaça. No Brasil, estamos pressionando as empresas Total e BP para que desistam do plano absurdo de extrair petróleo bem perto dos Corais da Amazônia, na região Norte. E há anos trabalhamos para salvar o Ártico. Uma das principais frentes é acabar com a exploração de petróleo ali.

    Recentemente, o governo da Noruega liberou que empresas perfurem uma nova área no mar do Ártico para buscar petróleo. Há vinte anos que esse governo não fazia algo assim. 

    A atividade petrolífera é uma ameaça à natureza. Quando acontece um vazamento, o óleo que se espalha coloca em risco a vida marinha. E a queima do petróleo é uma das causas das mudanças climáticas, que agravam os eventos extremos, como secas e inundações. Milhões de pessoas ao redor do mundo sofrem com esses eventos extremos. O governo da noruega e as empresas sabem bem disso.

    É revoltante, né? Então, não temos outra escolha, senão agir. Daqui algumas semanas, o Greenpeace irá com um de seus navios até a região mais norte do planeta para testemunhar de perto a perfuração que as empresas farão ali. 

    E em novembro, vamos para a Justiça. Estamos com um processo judicial contra a exploração de petróleo no Ártico e vamos bater de frente com o governo norueguês. Nosso principal argumento é que a própria constituição da Noruega diz que o Estado deve assegurar às futuras gerações o direito a um ambiente seguro e saudável. Perfurar o Ártico, extrair e queimar petróleo é o oposto disso. E é uma violação à constituição.

    ASSINE A PETIÇÃO

    Se você concorda que não podemos deixar que empresas perfurem o Ártico, e se você também acredita que o governo da noruega não pode permitir isso, faça parte do nosso movimento de Pessoas X Petróleo. Adicione seu nome em nosso site. Quando formos à justiça, em novembro, nossa lista de assinaturas será uma prova do tamanho do movimento de pessoas que dizem sim à vida e não ao petróleo.  Leia mais >

  • “Experiência Munduruku” traz a Amazônia para o centro de São Paulo

    Postado por Camila Rossi - 8 - jun - 2017 às 16:01

    Para aproximar os moradores das grandes cidades da floresta, o Greenpeace trouxe para São Paulo a primeira experiência multissensorial de realidade virtual capaz de simular uma vivência dentro de uma aldeia indígena na Amazônia

    Cápsulas simulam visita a uma aldeia do povo Munduruku, no Pará, com vídeo de realidade virtual e estímulos táteis, auditivos e olfativos (Luciana Camargo/Greenpeace)

      
    A “Experiência Munduruku” leva o participante para uma viagem sensorial pelas belíssimas águas do rio Tapajós, no Pará, e o convida a conhecer a aldeia dos Munduruku e seu modo de vida, mostrando a intrínseca relação deste povo com suas matas e seus rios para proporcionar um melhor entendimento sobre a importância das florestas para os povos indígenas e para toda a humanidade.

    >> Confira o álbum de fotos aqui

    “O que estamos trazendo ao público brasileiro é uma experiência inovadora que une arte e ciência”, afirma Danicley de Aguiar, da Campanha de Amazônia do Greenpeace. “É uma oportunidade única para muitas pessoas que nunca puderam ir à Amazônia possam entender o que a floresta significa para os povos indígenas e comunidades ribeirinhas que dependem dela para sobreviver”.

    Participante começa a sua experiência multissensorial na cáspula da exposição (Luciana Camargo/Greenpeace)

     
    Para que a imersão aconteça, o visitante é acomodado em uma cápsula onde ele recebe estímulos por meio da visão, audição, tato e olfato. Para cada sentido há uma tecnologia desenvolvida especialmente para a experiência, como o filme de realidade virtual gravado na aldeia, “Munduruku: a batalha para defender o coração da Amazônia”.

    Ana Poxo, coordenadora do Movimento de Resistência, Arnaldo Kaba, cacique geral do povo Munduruku, e Alessandra Korap, coordenadora da Associação do Médio Tapajós, estiveram na abertura da exposição (Luciana Camargo /Greenpeace)

     
    A abertura da exposição ocorreu no último dia 1º de junho no Centro Cultural Correios, com a presença de mais de cem convidados, dentre eles, importantes lideranças indígenas do povo Munduruku, como o cacique geral Arnaldo Kaba, Ana Poxo, coordenadora do Movimento de Resistência, e Alessandra Korap, coordenadora da Associação do Médio Tapajós. “O primeiro impacto ao chegar em São Paulo foi o cheiro da cidade, é diferente do nosso. Na nossa terra sentimos o cheiro do chão da terra molhada, da floresta, e aqui não”, disse Alessandra.

    Artistas cantam a música "Demarcação Já" durante a noite de abertura da exposição (Luciana Camargo /Greenpeace)

     
    A noite também foi marcada com um show especial dos artistas Marlui Miranda, Felipe Cordeiro, Manoel Cordeiro, Carlos Rennó e Patricia Bastos, que cantaram a música “Demarcação Já”, e pela participação dos jovens do grupo de hip hop Oz Guarani, Vlad MC, Jeffinho e Mano Glowers, da aldeia Tekoa Pyau.

    Prestigiaram também a abertura a atriz Luisa Micheletti, que relembrou, com emoção, a sua visita à terra dos Munduruku, no Tapajós, Erick Krominski, editor da Muito Interessante, Nátaly Neri, youtuber do canal Afros e Afins, e Érica Ribeiro, do canal Vai Trazendo, influenciadores digitais.

    Alessandra Korup fala da luta do povo Munduruku pela demarcação de suas terras para convidados da noite de abertura da experiência (Luciana Camargo /Greenpeace)

     
    A “Experiência Munduruku” faz parte do projeto do filme de realidade virtual “Munduruku: a batalha para defender o coração da Amazônia”, uma iniciativa do Greenpeace com o projeto The Feelies e o estúdio Alchemy VR.

    Desde 2013, o Greenpeace é aliado do povo Munduruku na luta pela demarcação da Terra Indígena Sawré Muybu e contra a construção de hidrelétricas no Tapajós, buscando manter o rio livre e vivo. "Após 15 anos na invisibilidade, a demanda dos Munduruku pelo reconhecimento oficial do território de sua terra Sawré Muybu foi reconhecida pela Funai, mas há mais de um ano que o processo de demarcação desse território está parado", explica Danicley.

    Assine você também a petição da campanha Salve o Coração da Amazônia: www.tapajos.org

    Nátaly Neri, youtuber do canal Afros e Afins, e Érica Ribeiro, do canal Vai Trazendo, influenciadoras digitais, também querem a Demarcação Já dos territórios indígenas (Luciana Camargo /Greenpeace)

     

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  • Em carta, sociedade civil do AP pede ações para questões socioambientais

    Postado por Thaís Herrero - 8 - jun - 2017 às 13:31

    Resultado do Seminário Socioambiental - O Amapá que Queremos Ver, que contou com mais de 300 pessoas presentes, a carta que requer ações do poder público em temas como: mineração, petróleo, grilagem de terras e barragens.

    Durante o Seminário Socioambiental, a população defendeu um modelo econômico que não explore as riquezas do estado. (Foto: Mídia Ninja) Leia mais >

    Grupos da sociedade civil, junto a entidades socioambientais do Amapá, lançaram uma carta com demandas sobre quatro temas que, segundo a população, necessitam mais atenção e ação do poder público: mineração, garimpo e mercúrio; exploração de petróleo na costa; uso do solo e barragens.

    Leia a carta na íntegra.

    A carta é assinada por dez organizações, mas é o resultado das mesas de discussão e plenárias do Seminário Socioambiental - O Amapá que Queremos Ver, que aconteceu nos dias 12 e 13 de maio, em Macapá. Mais de 300 pessoas estiveram presentes entre representantes de organizações da sociedade civil, ribeirinhos, quilombolas, indígenas, trabalhadores do campo e da cidade, extrativistas, pesquisadores e ambientalistas, sindicalistas, entre outros.

    Como a própria carta diz, seu objetivo é ser “uma reação da sociedade civil amapaense à incapacidade do poder público de assegurar transparência e participação social nas agendas socioambientais do estado”. Entre as demandas estão: um novo modelo de mineração em bases sustentáveis, considerando a condição social do garimpeiro; a não liberação de projetos de exploração de petróleo na bacia da foz do rio Amazonas; e o amparo às famílias atingidas por barragens de hidrelétricas e não contempladas com medidas compensatórias. A carta também denuncia a grilagem sistemática de terras na Floresta Estadual do Amapá. 

    Costa do Amapá e a exploração de petróleo
    É na costa do estado do Amapá que duas empresas petrolíferas – a francesa Total e a britânica BP – querem explorar petróleo. Um acidente com vazamento ali poderia afetar o litoral do estado, onde está um dos mais extensos mangues do mundo, e ainda, os Corais da Amazônia – um ecossistema único, que só foi revelado ao mundo em 2016. Os blocos de exploração estão próximo a esse ecossistema e colocam ele em risco.

    A petição que pressiona a Total e a BP a desistirem do plano de perfurar a região já tem a assinatura de mais de 1 milhão de pessoas ao redor do mundo, mas as empresas não acenaram nenhuma mudança. Nesta terça-feira (6), a Comissão de Meio Ambiente do Senado discutiu a operação de petrolíferas na região da Bacia da Foz do rio Amazonas. O Greenpeace foi um dos convidados para debater.  Leia sobre como foi aqui. 

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