Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Fundo Clima incentiva energia solar

    Postado por Marina Yamaoka - 14 - fev - 2012 às 13:00

    Usina de energia eólica no Ceará. A energia dos ventos pode reduzir emissão de 10 bilhões de toneladas de CO2 até 2020. © Greenpeace / Flavio Cannalonga

     

    O BNDES e o Ministério do Meio Ambiente finalmente lançaram uma linha de crédito de R$ 200 milhões para redução de emissões de gases do efeito estufa na atmosfera. A decisão é um passo importante para incentivar empresas a desenvolverem tecnologias em energia limpa.

    A ação faz parte do programa do Fundo Clima, um dos intrumentos do governo para cumprir o compromisso voluntário do país de reduzir em até 39% as emissões de gases-estufa projetadas até 2020.

    Os projetos que investirem nas áreas de transporte eficiente, máquinas e equipamentos eficientes, resíduos com aproveitamento energético, carvão vegetal e combate à desertificação serão beneficiados por essas novas linhas de crédito e financiamentos.

    A energia maremortriz e a solar terão os maiores incentivos devidos aos juros mais baixos que serão cobrados de quem optar por investir nessas áreas. O Ministério do Meio Ambiente considera que a produção de energia eólica e por biomassa já tiveram avanços significativos.

    Além de menor do que esperada - o orçamento previa R$ 800 milhões - a verba chegou com atraso, sendo repassada ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Economico e Social) no final de 2011, dois anos após a criação do Fundo Clima. De qualquer maneira, é um passo importante, que move o Brasil para um futuro mais verde e limpo em termos energéticos.

    Conheça a Campanha de Clima e Energia do Greenpeace e confira a matéria completa do Estadão sobre o Fundo Clima aqui. Leia mais >

  • No rumo dos efeitos climáticos

    Postado por Renata Camargo* - 10 - fev - 2012 às 17:31

    O desmatamento e as fontes de energia suja como o petróleo são fortes vetores para as mudanças climáticas.

     

    Nada como uma mudança de rumo nos planos para nos fazer refletir. No último domingo, meu voo de volta ao Brasil foi cancelado por causa de uma nevasca que atingiu a Europa nos últimos dias, matando mais de 300 pessoas, deixando mais de 1,8 mil pessoas internadas apenas na Ucrânia, um dos países mais atingidos, e registrando temperaturas de -22° C na Holanda, a mais baixa dos últimos 27 anos.

    Naquele instante, eu era testemunha de um efeito climático extremado que, assim como altas temperaturas, chuvas excessivas e outros efeitos naturais descontrolados, têm trazido graves consequências para populações em diversos países, especialmente para pessoas em condições mais vulneráveis.

    Toda aquela situação de muito frio, tumulto nos aeroportos e vontade de voltar ao Brasil me fez refletir sobre o propósito daquela viagem. Foram duas semanas focadas nas discussões da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20, que se realizará no Rio de Janeiro no próximo mês de junho.

    O que me parece é que, assim como o que tem ocorrido com os alertas sobre as mudanças climáticas e seus dramáticos efeitos, líderes de Estados e donos do poder ainda não quiseram realmente agir para mudar drasticamente os rumos da economia e buscar padrões mais sustentáveis de produção, de consumo e de uso dos recursos naturais, para evitar um colapso global.

    Sabemos que precisamos de um modelo de desenvolvimento mais justo e sustentável. Os discursos políticos dizem isso. Sabemos que precisamos por fim a práticas predatórias, como a sobre-exploração de florestas e a sobre-pesca nos mares, e que devemos focar investimentos em energias mais limpas e renováveis. Mas, por algum gargalo, ainda não conseguimos avançar nas mudanças na velocidade que deveríamos e poderíamos.

    Nesse debate sobre desenvolvimento sustentável, a sensação é que seguimos em busca de soluções e respostas que já temos, mas que ainda não fomos capazes de colocar em prática. De olho na Rio +20 e refletindo sobre esses 20 anos que separam essa conferência da Eco-92, questiono: será que conseguiremos imprimir reais mudanças no nosso modelo de sociedade daqui para frente? A pergunta fica no ar.

    *Renata de Camargo é coordenadora de Políticas Públicas do Greenpeace Leia mais >

  • Frases célebres em 20 anos de história

    Postado por nclark - 10 - fev - 2012 às 11:44

    Paulo Adario e seus 20 anos de Greenpeace no Brasil. Crédito: © Greenpeace / Daniel Beltrá

     

    Veja aqui as principais frases ditas pelo diretor do Greenpeace na Amazônia, Paulo Adario, desde a década de 1990, que marcaram a cena ambiental no Brasil e no exterior.

    Demarcação dos Deni, setembro de 2001

    "Enquanto fazendeiros e madeireiros colocam em risco a sobrevivência da floresta Amazônica ao forçar mudanças que enfraquecem o Código Florestal, os Deni estão dando um exemplo de cidadania"

    "A demarcação das terras indígenas ajuda a aumentar a proteção do patrimônio ambiental amazônico"

    Porto de Moz, novembro de 2003

    "Apesar do protesto contra nossa presença na região, vamos continuar nosso trabalho de apoio à luta das comunidades ribeirinhas pela criação da reserva extrativista de Porto de Moz"

    "A não ser que as reservas sejam criadas imediatamente, os maus madeireiros vão continuar destruindo as florestas da região sem que as comunidades locais tenham a chance de proteger o meio ambiente de que dependem para sobreviver"

    “Fomos para Porto de Moz apoiar a população local, mostrar que os comunitários não estavam sozinhos. Se os madeireiros tinham até autoridades locais como aliados, a gente seria o aliado daquele povo”

    Desmatamento

    “Temos que discutir exatamente isso: o Brasil quer ser moderno e manter floresta ou o quê?”

    “O Brasil não estabilizou o desmatamento, continua caminhando ladeira abaixo”

    Código Florestal

    "O índice de desmatamento, em queda nos últimos anos, tem de ser mantido. E o governo precisa mostrar que de fato tem um plano sustentável para o país, como já disse a presidente Dilma tantas vezes."

    "Os cientistas e o Ministério Público já disseram que esse Código Florestal não é bom para o meio ambiente e será questionado juridicamente. Para que não haja um desastre ambiental no país, a presidente Dilma deve cumprir suas promessas de campanha, contra a anistia e o desmatamento, e vetar o projeto."

    Queimadas

    "Estamos respirando em Manaus o efeito da destruição que está ocorrendo no Pará, onde o processo da agricultura usa o fogo como trator, e a cinza, como adubo"

    Moratória da soja

    “O número de casos vem crescendo em ritmo preocupante, e esse aumento no Mato Grosso colocará, em um ou dois anos, muito mais soja de desmatamento no mercado. A moratória nunca foi tão importante”

    Biografia

    “Nas primeiras vezes que fui à Amazônia, uma das coisas que mais me impressionaram foi a violência”

    “Uma vez, estávamos numa típica cidadezinha de fronteira na rodovia Transamazônica, no Pará, e um garoto falou: ‘Tome cuidado, moço. Aqui as pessoas atiram só para ver você cair’”

    “Desde pequeno gosto de conversar não com o dono da fazenda, mas com o cara que tira o leite”

    “Acho que ajudei o Greenpeace a ter uma visão menos europeia. Um olhar mais preocupado com a pobreza, a miséria e não o ambiente apenas. Afinal, as vítimas da destruição ambiental são as vítimas da injustiça social”

    “Trabalhar na Amazônia não é para amadores”. Leia mais >

  • Recado dado

    Postado por bcamara - 9 - fev - 2012 às 17:42

    O casal extrativista assassinado em 2011, na Amazônia. Foto: © Greenpeace/Felipe Milanez

    Nomeado pela ONU como “Herói da Floresta”, o diretor da campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adario, ofereceu o prêmio às vítimas da violência na região. Pelo menos uma delas estava lá. Irmã de Maria do Espírito Santo e cunhada de José Cláudio Ribeiro – casal de extrativistas assassinado ano passado no Pará – Laisa Sampaio recebeu uma homenagem em nome do casal, e tocou na ferida ao mandar um recado à presidente Dilma.

    “A Amazônia é manchada de sangue, e essa mancha continua se espalhando. Nossa situação continua cada vez mais grave, porque o novo Código Florestal (...) não favorece o povo que vive e defende a floresta. A presidente Dilma não deve apoiar essa lei, porque debaixo do desmatamento há gente sendo morta”, discursou Laisa.

    Paulo fez coro: “O debate do Código Florestal mostra que há um gargalo enorme entre os políticos e a população. Dilma está se omitindo nas discussões que vão enfraquecer o Código Florestal – e que estão sendo puxadas pelo lobby do agronegócio no Congresso”.  Leia mais >


    E você, já mandou seu recado à Dilma? Aproveite e envie agora, clicando aqui.
  • Herói amazônico

    Postado por Bernardo Camara - 9 - fev - 2012 às 9:42

    Para fechar o Ano Internacional das Florestas, Paulo Adario, diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace, foi escolhido pela ONU o Herói da Floresta na América Latina.

     

    Diretor da campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adario pode não ter pinta de herói. Mas ele tem uma história de heroísmo e, desde hoje, o reconhecimento da ONU pelo seu trabalho em defesa da floresta amazônica. Ele acaba de ser escolhido pela organização internacional como ‘Herói da Floresta’ na América Latina.

    Sua folha de serviços na Amazônia é uma aula de tenacidade, coragem e determinação. Ela começa com sua decisão de aceitar o convite do Greenpeace, em meados dos anos 90, para se mudar do Rio de Janeiro para Manaus. E lá, criar, do nada, a campanha para defender a floresta amazônica.

    Logo que chegou, invadiu sua primeira madeireira para denunciar as ilegalidades do setor. Depois dessa, vieram muitas outras madeireiras. E então, Paulo e sua equipe foram atrás das indústrias da soja e do gado – esta última o maior vetor de devastação na região.

    Claro, Paulo incomodou muita gente nesse país por defender a floresta. E por conta disso, ouviu muita ameaça de morte. Mas nunca deu meia volta. Pelo contrário. Instalou-se de vez na Amazônia, estruturou uma equipe, e o escritório do Greenpeace na região acabou ganhando vida.

    Daí em diante, o Greenpeace teve um dedo – ou uma mão, um braço – em muito do que foi feito nos últimos anos para a proteção da Amazônia. Desde a criação de terras indígenas e unidades de conservação a compromissos inéditos assumidos por indústrias que alguns anos atrás ignoravam o rastro de devastação que deixavam para trás.  

    Na galeria de fotos abaixo, reunimos imagens que contam um pouco a história de Paulo Adario na Amazônia. Que se confunde com a história do Greenpeace no Brasil, que completa 20 anos em 2012. E com as conquistas que a floresta e seus povos tiveram ao longo desses anos.  Leia mais >

  • Brasil puxa crescimento da eólica no mundo

    Postado por Ricardo Baitelo* - 7 - fev - 2012 às 16:54

    © Greenpeace / Rafael Daguerre

     

    O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) publicou hoje os dados atualizados de energia eólica referentes ao ano de 2011. Como tem sido o costume durante a última década, a fonte continua crescendo, a despeito da crise econômica. O total de parques eólicos instalados no mundo apenas no ano passado foi de 41 mil MW, o que equivale a três usinas de Itaipu.

    A diferença é que este crescimento, antes puxado pela Europa, agora vem sendo conduzido pelos crescentes mercados da Ásia e América Latina. A China continua sendo o líder global, com um total de 62 mil MW em parques eólicos e um crescimento de 47% no último ano. O Brasil apresentou taxa até maior de crescimento (63%), saindo de 927 MW para 1.509 MW nos últimos 12 meses. Este total é praticamente metade da energia eólica instalada na América Latina.

    Este crescimento coloca o Brasil entre os 20 maiores geradores de energia eólica no mundo e se deve principalmente ao Proinfa, programa federal de incentivo às fontes renováveis de energia, que se iniciou em 2004 e finalmente cumpriu sua meta de instalação de parques eólicos. No entanto, o grande boom de eólica ainda está por vir; entre 2009 e 2011, o custo da geração eólica no Brasil caiu vertiginosamente - hoje é o mais baixo no mundo - e leilões contrataram mais de 7.000 MW da fonte, o que deve posicionar o país entre os dez maiores geradores até 2015.

    Vale lembrar que este crescimento é fruto do trabalho conjunto entre o setor eólico e o Greenpeace desde 2008, na pressão por um marco regulatório para energias renováveis e pelo projeto de lei PL 630, conhecido também como lei de renováveis. O projeto segue paralisado na Câmara dos Deputados, aguardando votação.  Em resumo, o fato do desenvolvimento da geração eólica se sustentar apenas por conta do mecanismo de leilões demonstra que uma política concreta de desenvolvimento para a fonte poderia resultar em um crescimento muito mais expressivo.  

    *da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Leia mais >

  • Código de volta à berlinda

    Postado por nclark - 2 - fev - 2012 às 14:06

    Manifestação na Esplanada dos Ministérios. Mais de 1,5 milhão de assinaturas contrárias à proposta ruralista do Código foram entregues à presidente (@ Tico Fonseca / Greenpeace).

     

    Regressando do recesso parlamentar nesta quinta-feira, 2 de fevereiro, a Câmara dos Deputados terá muito trabalho pela frente. Um dos temas mais polêmicos em debate na Casa será a proposta de reforma do Código Florestal. O projeto foi votado no Senado em dezembro passado e agora retorna para a última apreciação antes de ir à sanção da presidente Dilma. Dada a controvérsia da matéria e sua importância para o patrimônio florestal brasileiro, a discussão promete tomar conta dos corredores e do plenário da Casa até o dia 6 de março, data prevista para a nova votação.

    Maioria no Congresso, a bancada ruralista está empenhada em aprovar a sua proposta, acabando com a proteção das matas e reservas nativas, e a despeito da posição contrária da ciência, dos pequenos agricultores e até da igreja. Com a saída do autor do texto, Aldo Rebelo, para o Ministério dos Esportes, o deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que possui fortes ligações com alguns representantes dos interesses do agronegócio brasileiro, assumiu como relator.   

    Enquanto o governo pinta sua imagem de verde como estratégia internacional para recepcionar uma Conferência das Nações Unidas em casa – a Rio+20 –, a sociedade civil está atenta às promessas feitas na campanha presidencial: o veto à anistia e ao desmatamento. No Fórum Social Temático, que aconteceu em Porto Alegra na última semana, Dilma foi cobrada e declarou, de forma um tanto vaga, que a lei aprovada “não será o texto dos sonhos dos ruralistas”. Mas tampouco será o Código ideal para as florestas.

    A presidente deve ter em mente, entretanto, que muitas águas irão rolar até o encontro internacional no Rio, em junho. E que a imagem de seu governo depende diretamente das decisões que irá tomar com relação à preservação dos recursos naturais brasileiros, verdadeira riqueza do país. Sejamos persistentes, o debate está apenas (re)começando.

    Assine a petição e peça o veto de Dilma. Leia mais >

  • Geração solar para todos

    Postado por Renata de Camargo* - 2 - fev - 2012 às 11:58

    Voluntários do Greenpeace pedem mais incentivos à energia solar durante o Fórum Social Temático (© Greenpeace / Rafael Daguerre)

    Consumidores, mas também produtores. O governo sinalizou nesta semana que irá permitir aos cidadãos gerarem sua própria energia e distribuir o excedente em rede. A proposta é um impulso à instalação de painéis fotovoltaicos, responsáveis por transformar o calor do sol em energia na casa dos brasileiros.

    A mudança nas regras permitirá que o cidadão possa contabilizar no medidor de luz a potência gerada pela energia solar do seu teto. Com a medida, além de promover um futuro mais renovável, os brasileiros estarão gerando, a longo prazo, economia para o próprio bolso.

    Outra discussão ainda em andamento no Planalto envolve o MME (Ministério de Minas e Energia) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A proposta é facilitar o crédito para a aquisição de painéis fotovoltaicos.

    O Brasil é hoje a sexta maior economia do mundo e uma potência no que se refere a energias limpas. Mesmo assim ainda há espaço para ampliar o uso da matriz renovável, sobretudo a solar. Podemos -e devemos- investir ainda mais na maior fonte de energia do país: a solar. De olho na Rio+20, o governo brasileiro precisa dar garantias de um futuro que indique uma matriz energética 100% renovável.

    *Renata de Camargo é coordenadora de Políticas Públicas do Greenpeace Leia mais >

  • Petróleo: cadê o plano de contingência?

    Postado por Leandra Gonçalves* - 1 - fev - 2012 às 14:15

    Poluição de óleo na região de Komi, Rússia, em dezembro de 2011. Por lá, os vazamentos são frequentes devido à tubulação velha e quebrada. (© Daniel Muller / Greenpeace)

     

    Enquanto o Ministério do Meio Ambiente não coloca em prática um plano de contingência para vazamentos de petróleo, como o prometido pelo governo desde o desastre ambiental do Golfo do México (2010), notícias sobre desastres em nossa costa parecem inevitáveis.

    Em pouco mais de dois meses, aconteceram quatro acidentes envolvendo a indústria do petróleo. O mais notório foi o da Chevron, na bacia de Campos (Rio de Janeiro). Em dezembro, houve denúncias de que a Refinaria Duque de Caxias estaria contaminando o rio Iguaçu com óleo e outras substâncias químicas além dos níveis permitidos. Semana passada, a Transpetro vazou petróleo em Tramandaí (Rio Grande do Sul), e, finalmente, ontem a Petrobras anunciou um vazamento de 25 mil litros de óleo a 300 km do litoral de São Paulo.

    Este último acidente, no campo do Carioca Nordeste, ainda não foi explicado pela estatal, mas sabe-se que houve um rompimento na coluna do navio-plataforma que realizava um Teste de Longa Duração em um poço a pouco mais de 2.000 metros de profundidade. A produção de petróleo era realizada pelo navio-plataforma FPWSO Dynamic Producer, em parceria com a BG e a Repsol.

    A Petrobras alega que o vazamento foi rapidamente estancado pelo sistema de segurança. Afirma também que está tudo sob controle, mas o histórico recente de acidentes dá sinais de que a segurança das operações de exploração em camadas profundas do oceano ainda é frágil e oferece sérios riscos ambientais.

    A necessidade de adotar medidas de prevenção e de segurança mais rígidas é inegável e urgente. Hoje, temos 105 sondas trabalhando em toda a costa brasileira, idênticas à utilizada pela Chevron, perfurando a mais de 4.000 metros de profundidade e sob uma lâmina de água superior a mil metros. Nessas condições, a capacidade de controle de um vazamento é muito mais difícil.

    Este foi o primeiro acidente na camada do pré-sal. Quantos mais terão que acontecer para que ações efetivas sejam tomadas? A segurança, definitivamente, ainda tem que melhorar muito.

    Enquanto isso, em Abrolhos, tentando evitar o mesmo tipo de acidente o Greenpeace pede uma moratória de 20 anos na exploração de gás e petróleo e a ampliação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos em 20%. A moratória é um acordo estabelecido pelo governo e pelo setor privado, respondendo à pressão dos brasileiros que desejam um modelo econômico mais verde e limpo para o Brasil.

    Assine a petição: Abrolhos precisa ficar livre da exploração de petróleo

    * da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Leia mais >

  • Vazou de novo

    Postado por Marina Yamaoka - 31 - jan - 2012 às 17:06

    Vazamento de óleo na Bacia de Santos Foto: Reprodução/Marinha do Brasil

     

    Um vazamento de cerca de 160 barris de petróleo foi detectado na bacia de Santos, nesta terça-feira, em um poço na camada pré-sal perfurado pela Petrobras. A estatal informou que houve um rompimento na coluna de produção do poço, ou seja, no duto perfurado na rocha por onde o óleo flui até a superfície.

    A companhia, que realiza um teste de produção com um navio-plataforma na região, afirma que não há possibilidade do petróleo chegar à costa brasileira e que o poço foi fechado para evitar que mais óleo contamine as águas. Um plano de emergência para recolher o petróleo no mar e o óleo residual da parte superior da coluna de produção.

    As causas do acidente serão investigadas assim como as do vazamento em Tramandaí (RS) que ocorreu na quinta-feira (26/01) da semana passada cujo laudo deve sair em 30 dias. O acidente no litoral gaúcho aconteceu quando o óleo de um navio era descarregado para um sistema de dutos próximo à costa. A companhia responsável, a Transpetro, subsidiária da Petrobras, criou uma comissão interna para apurar as circunstâncias do vazamento que atingiu três quilômetros da orla do município.

    O tema da exploração de petróleo na camada pré-sal é cada vez mais delicado devido a tantos acidentes na costa brasileira. Há menos de três meses, o incidente com a Chevron no campo do Frade, na bacia de Campos, deixou vazar 2.400 barris de óleo devido a uma forte pressão que surgiu no poço quando o equipamento de perfuração atingiu o reservatório de petróleo. O óleo vazou por uma rachadura na parede do poço até o leito marinho, chegando depois à superfície, mesmo com o equipamento de segurança tendo sido acionado Leia mais >

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