Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • 5 atitudes para defender os Corais da Amazônia

    Postado por Juliana Costta - 26 - mai - 2017 às 11:59

    A empresa francesa Total está prestes a perfurar o fundo do mar perto dos Corais da Amazônia para extrair petróleo. Você pode impedir essa atitude irresponsável com cinco ações:

    1. Assinar a petição “Defenda Os Corais da Amazônia”.

     
    Mais de 1 milhão de pessoas ao redor do mundo já assinaram a petição pressionando que a Total e a BP – empresa britânica que também quer explorar a região – desistam desse plano absurdo.

    Já assinou? Pula pro próximo item!

    2. Encha o saco da Total nas redes sociais da empresa.

    Entre no Facebook e no Twitter da Total e joga a real: “Total, (não) queridinha, tá mais que na hora de desistir de explorar petróleo perto desse corais úúúúnicos.” Já fez isso também? Vá ao item 3...

    3. Vem ser voluntária(o).

    Se inscreva no Greenwire, faça parte dos grupos de discussão, receba notícias e fique pode dentro do que acontece no Greenpeace. Assim, você pode  participar de atividades e ações para defender os Corais da Amazônia.

    4. Doe para o Greenpeace e vamos parar as petrolíferas.

    Com a sua ajuda podemos continuar investigando e expondo empresas que destroem o meio ambiente.

    5. Compartilhe esse blog com suas amigas e amigos.

    Quanto mais pessoas pressionarem a Total, mais perto de defender os corais estaremos.

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  • Tragédia do Rio Doce inspira peça de teatro

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 19 - mai - 2017 às 15:00

    “Hotel Mariana” dá voz aos sobreviventes do maior desastre ambiental do país em histórias que mesclam dor e indignação com muito amor e solidariedade

     

    Foto: Marcos Ventura

     

    Criado a partir de relatos emocionantes de atingidos pelo crime ambiental da mineradora Samarco, que ocorreu em novembro de 2015 na bacia do Rio Doce, o espetáculo Hotel Mariana estreou dia 6 de maio na Estação Satyros, em São Paulo. A peça adota a técnica verbatim,  um tipo de teatro que reproduz as palavras exatas de pessoas reais gravadas em entrevistas e conversas sobre um determinado tema ou evento.

    “Durante a apresentação, os atores usam fone de ouvido e reproduzem instantaneamente o que eles estão ouvindo, que são os depoimentos. O objetivo é reproduzir o áudio da maneira mais fiel e atingir um grau de autenticidade que se aproxime da natureza de cada entrevistado”, explica o diretor Herbert Bianchi.

    Cerca de 40 entrevistas foram gravadas pelo ator Munir Pedrosa, idealizador do projeto, com moradores de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, os distritos mais atingidos pela onda de lama. “Começamos então, eu e Munir, um trabalho de dramaturgia que se estendeu por dois meses, ouvindo, transcrevendo, selecionando e entrecruzando os depoimentos a fim de gerar um recorte com sentido narrativo”, conta Bianchi.

    O resultado são 13 depoimentos perturbadores e surpreendentes que evidenciam no palco a simplicidade de pessoas que perderam tudo ou quase tudo o que tinham. Da criança do grupo escolar ao velho da folia de reis, do ativista de direitos humanos à aposentada que escreve poemas, somos convidados a escutar os sobreviventes que, com suas histórias repletas de dor e amor, traçam um panorama político, histórico e cultural do nosso país. E, principalmente, não nos deixam esquecer essa tragédia.

    Foto: Marcos Ventura

     

    Passados um ano e meio, pouco foi feito pelas empresas responsáveis e pelo poder público para compensar os danos irreparáveis aos atingidos e ao meio ambiente. Ao contrário, como o Greenpeace vem mostrando nos resultados das pesquisas de impacto socioambiental, os moradores da Bacia do Rio Doce continuam sendo afetados em sua saúde e em seus direitos pela lama e pelo descaso.

    Elenco: Angela Barros, Bruno Feldman, Clarissa Drebtchinsky, Fani Feldman, Isabel Setti, Lucy Ramos, Marcelo Zorzeto, Munir Pedrosa, Rita Batata, Rodrigo Caetano

    HOTEL MARIANA

    Temporada: 6 de maio a 10 de julho.
    Horários: Sábados e segundas, às 20h; domingos, às 18h.
    Local: Estação Satyros - Praça Franklin Roosevelt, 134 - São Paulo – SP
    Classificação: Livre
    Duração: 70 minutos
    Ingressos: R$ 30. Segunda: grátis.

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  • O alto custo dos ônibus da morte

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 18 - mai - 2017 às 16:30

    Estudo inédito avalia o impacto do óleo diesel no transporte público da cidade de São Paulo e mostra que adoção de combustíveis renováveis na frota de ônibus pode evitar 12,7 mil mortes e gerar uma economia de R$ 3,8 bilhões até 2050. Na prática, significa salvar uma vida por dia em todo o período  

    São Paulo possui uma frota de quase 15 mil ônibus, responsáveis por quase metade da poluição do ar na cidade - Foto: Dennis Fidalgo

     A poluição do ar na maior metrópole do país será responsável por mais de 178 mil mortes e ter um custo de quase R$ 54 bilhões nos próximos 33 anos, ou seja, até 2050, se nada for feito para diminuí-la. Um dos grandes contribuintes de toda esta poluição são os ônibus do transporte público que rodam diariamente pela cidade de São Paulo, despejando fumaça tóxica no ar.

    Embora eles representem menos de 3,6% dos veículos a diesel que circulam na região metropolitana, os ônibus são responsáveis por 35,2% do material particulado (fuligem) que é emitido por toda a frota urbana. Substituir completamente o diesel por biodiesel e eletricidade, portanto, pode salvar milhares dessas vidas e economizar bilhões de reais dos cofres públicos. É o que revela o estudo “Avaliação e Valoração dos Impactos da Poluição do Ar na Saúde da População Decorrente da Substituição da Matriz Energética do Transporte Público na Cidade de São Paulo, realizado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade (ISS) em parceria com o Greenpeace,lançado nesta quarta-feira (17).

    No estudo os pesquisadores consideraram três cenários possíveis para o período entre 2017 e 2050:

    1) A continuidade das políticas atuais para a frota, com predomínio do Diesel B7 (7% de biodiesel na composição).

    Neste cenário, contabilizam-se 178.155 mortes atribuíveis à poluição do ar devido ao material particulado inalável fino (MP2,5) e um custo estimado em cerca de R$ 54 bilhões, em valores de 2015, considerando a perda de produtividade destas mortes precoces. Também seriam contabilizadas 189.298 internações públicas e privadas com custo estimado em R$ 634,7 milhões.

    2) A adoção de 100% de combustíveis renováveis, na combinação de três tipos de fontes energéticas: biodiesel (B100), híbrida (B100 + elétrica) e elétrica, a partir de 2020.

    Estimam-se 12.191 vidas salvas (6,8% do total de mortes) até 2050, o que evitaria uma perda de produtividade estimada em R$ 3,6 bilhões, além da redução de 13.082 internações públicas e privadas.

    3) A substituição de 100% de diesel por ônibus elétrico, a partir de 2020.

    No cenário mais otimista, seriam 12.796 vidas salvas (7,2%), perda de produtividade evitada estimada em R$ 3,8 bilhões e a redução de 13.723 internações. A substituição da matriz energética atual pelos cenários 2 e 3 representa uma economia de aproximadamente R$ 44, 5 milhões e R$ 46,5 milhões respectivamente, comparado ao B7, em relação a gastos com internações públicas e privadas.

    A poluição do ar em São Paulo poderá custar R$ 54 bilhões e 178 mil vidas até 2050 - Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

     “Cigarro sobre rodas”

    Os benefícios da eliminação do diesel no transporte público para a saúde e a economia local se devem pela redução de material particulado inalável fino (MP2,5), cujo nível considerado “aceitável” pelo município é o dobro do que recomenda a Organização Mundial de Saúde.

    Produzido principalmente a partir da queima de combustíveis fósseis, automóveis, incineradores, fogões a gás e tabaco, o MP2,5 é capaz de chegar aos pontos mais profundos do pulmão, nos alvéolos pulmonares, onde há trocas gasosas, e entrar na circulação sanguínea causando danos à saúde.

    “Os ônibus a diesel são como cigarros sobre rodas – poluem o ar tanto quanto o fumo que foi proibido em locais públicos fechados. Uma hora de exposição ao trânsito equivale a fumar um cigarro”, afirma a médica Evangelina Vormittag, diretora do Instituto Saúde e Sustentabilidade e uma das coordenadoras do estudo.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, a poluição do ar é a principal causa de mortes por complicações cardiorrespiratórias relacionadas ao meio ambiente e a líder em riscos para a saúde, superando as mortes por malária, consumo de água insalubre e falta de saneamento básico. Além do câncer de pulmão e de bexiga, a poluição do ar se relaciona à depressão, ao maior risco de arritmias e infarto agudo do miocárdio; bronquite crônica e asma. "Ela pode reduzir a expectativa de vida em 15 anos na cidade", diz Evangelina.

     

    A fumaça emitida pelos ônibus está ligada a diversas doenças cardiorrespiratórias, câncer, depressão e problemas neurológicos. Foto: Natalie Sparaciali

     Oportunidade de mudar é agora

    A Lei Municipal do Clima (Lei n°14.933/2009) determina que a partir de 2018 toda a frota municipal seja abastecida com 100% combustíveis renováveis. O Greenpeace defende que a medida seja cumprida e já mostrou em outro relatório essa transição para os veículos elétricos é uma medida viável e está ao alcance da Prefeitura, que atualmente prepara uma nova licitação para o sistema de ônibus da cidade, ainda este ano.

    “Apesar de ser relativamente pequena diante do total de veículos na cidade, a frota de ônibus é um alvo estratégico e prioritário para intervenção em função do seu grande peso ambiental para a cidade. É possível trocar a frota gradualmente a partir da renovação dos veículos velhos que já é prevista em contrato”, afirma Davi Martins, da campanha de Mobilidade do Greenpeace.

    Para o médico patologista e diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP, Paulo Saldiva, essa dimensão, inclusive financeira, do impacto na saúde, precisa ser levada em conta na tomada de decisões. “Os gestores públicos questionam quanto custa mudar a matriz, mas quanto custa manter a atual? Continuar com o diesel é subsidiar uma política energética ultrapassada com carne humana, a custa da saúde de nossos filhos e das nossas coronárias”, afirma.

    Ativistas do Greenpeace realizam pesquisa informal com a população. Leia mais >

     
  • O Amapá que os amapaenses querem

    Postado por Thaís Herrero - 17 - mai - 2017 às 15:50 4 comentários

    No fim de semana, o Seminário Socioambiental – O Amapá que Queremos Ver reuniu a sociedade civil para promover debates sobre os principais vetores de destruição dos ecossistemas locais

    Cacique Jackson, do povo Karipuna, uma das terras indígenas perto do Oiapoque (AP).

    Ele teme o plano de empresas estrangeiras de explorar petróleo na costa do Amapá. “Todo o impacto que vem do mar afeta nossa vida. Se acontecer um vazamento, o que será dos peixes? O que será da floresta?”, disse. (Foto: ©Mídia Ninja)

    O Amapá que seu povo quer tem agricultura familiar respeitada e não tem invasão de terras por grileiros. Ali, a atividade de mineração e garimpo não deixa passivos ambientais e nem contamina os rios. Famílias não saem de suas casas às pressas antes que uma nova barragem para hidrelétrica alague municípios inteiros. E a costa do estado não está ameaçada por um possível vazamento de petróleo, que colocaria em risco comunidades que vivem da pesca, e os Corais da Amazônia.

    Um Amapá assim só é possível diante da mobilização e participação de movimentos socioambientais e da sociedade civil, como foi visto no primeiro Seminário Socioambiental – O Amapá que Queremos Ver, que aconteceu nos dias 12 e 13 de maio, na capital Macapá.

    Raimunda é moradora do município de Ferreira Gomes.

    Desde a construção de uma barragem na região, em 2014, foram registradas três vezes uma alta mortandade de peixes no rio Araguari, afetando a vida da população local, principalmente dos que dependiam da pesca. (Foto: ©Mídia Ninja)

    O evento foi organizado por diversas organizações da sociedade civil e teve a presença de cerca de 400 pessoas das mais variadas origens: ribeirinhos, quilombolas, indígenas, trabalhadores do campo e da cidade, extrativistas, pesquisadores e ambientalistas, sindicalistas, entre outros. Muitos vieram do interior do estado para participar de um espaço plural de discussões e reflexões sobre o futuro do estado e os atuais problemas enfrentados. 

    Essas pessoas são aqueles diretamente impactados pela expansão do agronegócio e de grandes obras de infraestrutura na Amazônia e, dificilmente, encontram canais para dar vazão às suas demandas e denúncias sobre a atuação do poder público e de empresas pelo estado.

    “Esse é o povo brasileiro que só tem acesso ao ônus do modelo de desenvolvimento adotado pelo país. E esse modelo é usado como justificativa para concretizar a destruição da floresta e continua concentrando renda e terras nas mãos de poucos e, que de desenvolvimento mesmo para a população local, não traz nada”, disse Carolina Marçal, da campanha de Amazônia do Greenpeace Brasil.

    José Ayrton trabalha há 40 anos no garimpo.

    Hoje sofre com os efeitos do contato com o mercúrio e com a falta de apoio do governo. “A maioria dos pequenos garimpeiros não consegue trabalhar na formalidade porque o governo não nos dá amparo algum”. (Foto:©Mídia Ninja)

     As quatro mesas de debate levantaram temas custosos: a contaminação dos rios e alteração da paisagem caracterizada pela forte presença da mineração e do garimpo, principalmente de grandes empresas; a iminente exploração de petróleo na costa do estado, que coloca em risco populações tradicionais, povos indígenas que ocupam a região e os Corais da Amazônia, a expansão do agronegócio, extração ilegal de madeira e a grilagem de terras, que avançam sobre a floresta e as pessoas que vivem nela e dela; e a construção de barragens em ecossistemas frágeis, que tem causado sérios danos aos ecossistemas locais e comprometido seriamente a capacidade de sobrevivência das populações que vivem desses recursos.

    Todos os temas abordados se agravam diante da incapacidade do poder público de assegurar transparência e participação social. O seminário e a alta adesão a ele mostraram um forte senso de união entre a população, que mesmo de diferentes origens, tem em comum o desejo de um futuro melhor para o estado e seus habitantes. O evento marcou a retomada do diálogo e da mobilização entre essas pessoas. E os próximos passos estão sendo planejados. O Amapá que queremos está diante de nós.

    Dona Dercy Guimarães veio da comunidade de Boa Esperança, no Pará.

    Ela compartilhou a história de seu povo. “A gente discute lá o crédito de carbono, problemas da expansão da soja e das madeireiras. Nunca tinha me passado pela cabeça que outros tinham os mesmos problemas. Por isso precisamos nos unificar, para que os movimentos não sejam isolados. É juntos que vamos construir uma sociedade justa”. (Foto: ©Mídia Ninja) Leia mais >

     

  • Como trazer o verde de volta à paisagem do Rio Doce?

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 16 - mai - 2017 às 12:45

    Pesquisa busca estabelecer técnica mais eficiente para recuperar a mata ciliar afetada pela lama da Samarco; um dos objetivos é evitar que ações de restauração sejam desperdiçadas

    Rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, destruiu a vegetação da bacia do Rio Doce - Foto: Victor Moriyama/Greenpeace

     

    As árvores fortes o suficiente para suportar a onda de lama que varreu a bacia do Rio Doce, quando a barragem de rejeitos da mineradora Samarco se rompeu, registram ainda hoje em seus próprios troncos, como marcas arqueológicas, a dimensão da tragédia. A maior parte da vegetação das margens, no entanto, foi carregada ou soterrada sob uma grossa crosta que impede agora o nascimento de novas espécies e dificulta a recuperação natural do solo. Para trazer de volta o verde onde o marrom tomou conta, pesquisadores buscam estabelecer qual o melhor método de restauração das matas a partir da melhor relação custo x benefício.

    Diante das condições atuais, o estudo Comparação de Metodologias de Restauração Ecológica da Vegetação Nativa na Mitigação dos Impactos do Despejo de Rejeitos de Mineração na Região de Mariana (MG) se propôs a testar três diferentes técnicas de restauração em duas situações comuns na região: no pasto abandonado e no solo com lama de rejeito. Os blocos experimentais estão entre os municípios de Mariana e Barra Longa.

    Marca da onda de rejeitos na mata ciliar de Paracatu, em Mariana (MG) - Foto: Lerf-Esalq/Usp

     

    As técnicas avaliadas são o plantio de mudas arbóreas nativas; semeadura de espécies arbóreas nativas intercalada com semeadura de adubação verde; e plantio de mudas arbóreas nativas com semeadura de adubação verde. É chamada adubação verde a técnica de se adicionar alguns tipos de plantas de crescimento rápido, como as leguminosas, para aumentar a quantidade de nitrogênio no solo.

    As mudas de espécies nativas de recobrimento foram separadas por quantidade e número de espécies para o plantio – Foto: Lerf-Esalq/Usp

     

    A pesquisa, que foi financiada com doações arrecadadas pelo coletivo Rio de Gente e sob gestão e implementação do Greenpeace Brasil, é executada pelo Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF/ESALQ/USP) em parceria com a empresa Bioflora Tecnologia da Restauração, sob coordenação do Prof. Dr. Ricardo Ribeiro Rodrigues (LERF) e do engenheiro agrônomo André Gustavo Nave (LERF e BIOFLORA).

    De acordo com os pesquisadores, a recuperação das matas ciliares é essencial. A vegetação forma uma cobertura protetora que evita assoreamento e erosão de córregos e rios, age como um filtro contra poluentes, permite o recarregamento dos aquíferos através do aumento da permeabilidade dos solos à água das chuvas e produz matéria orgânica que entra na cadeia alimentar da fauna aquática.

    “A heterogeneidade dos rejeitos, em termos de profusão e composição, e a heterogeneidade da influência da água nesses rejeitos, mostra que precisamos desenvolver uma metodologia que ainda não existe e que seja baseada em melhor qualidade e menor custo”, afirma o professor Ricardo Ribeiro Rodrigues.

     

    Plantio de mudas feito com plantadeira manual, em Barra Longa (MG) – Foto: Lerf-Esalq/Usp

     

    Para avaliar a eficiência de cada técnica, são consideradas muitas variáveis, como a altura das árvores, a quantidade de indivíduos de uma mesma espécie em determinada área, o tamanho de copa, a cobertura e condições físico-química dos solos, além da análise de custos referentes à aquisição de sementes, mudas, insumos, mão de obra, maquinário e do rendimento hora-homem.

    Recuperação a médio prazo

    “Os resultados preliminares indicam que a metodologia que utiliza mudas nativas com adubação verde nas entrelinhas do plantio foi a mais eficaz para o brotamento das primeiras mudas”, explica Rodrigues. Uma segunda fase, que deve durar até setembro de 2017, deve apontar os resultados referentes ao crescimento das mudas.

    Os testes já foram iniciados e seus resultados serão verificados ao longo do tempo. De acordo com o engenheiro agrônomo André Nave, “numa situação normal, em torno de um ano e meio a dois anos a gente já consegue ter um aspecto de capoeira, com uma floresta diversa, que vai se desenvolver e transformar em uma floresta madura. Quando a gente tem uma situação que é o extremo, como aqui, eu suponho que isso possa demorar três, quatro, cinco anos, dependendo das condições de solo.”   

    Aplicação do adubo de cobertura ao redor das mudas plantadas em área de rejeito, em Barra Longa (MG) - Foto: Lerf-Esalq/Usp.

     

    “Recuperar as florestas nas margens do Rio Doce é uma maneira de ressuscitá-lo”, afirma a coordenadora da Campanha de Água Fabiana Alves. “A empresa Samarco, infelizmente, não fez nenhum tipo de restauração às margens do rio, limitando-se a plantar um mix de gramíneas e leguminosas. E o que o estudo mostra é que isso não recupera a vegetação nem o rio”, ressalta. 

    Para baixar o estudo, clique na imagem abaixo:

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  • O Rainbow Warrior vai deixar saudades

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 9 - mai - 2017 às 19:35

    O Guerreiro do Arco-Íris se despediu do Rio de Janeiro, mas deixou, além de muitos novos defensores da natureza, também momentos de descontração, aprendizado, encontros e belas imagens que ficarão na memória - confira 

    Contamos ao público sobre nossas campanhas e a nossa história, iniciada com o primeiro protesto contra a energia nuclear, quando um grupo de ativistas fincou cruzes no pátio da Usina de Angra dos Reis, em 1992. Foto: Bárbara Veiga/Greenpeace

     

    Não faltaram as selfies com o nosso Guerreiro do Arco-Íris Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

    A atriz Christiane Torloni também visitou o navio e aderiu à campanha pela defesa dos Corais da Amazônia - Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

    Públicos de todas as idades curtiram juntos as aventuras e curiosidades do Rainbow Warrior, explicadas sempre com entusiasmo pelos nossos voluntários. - Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

     

    A Ponte de Comando do navio foi o ponto de visitação que mais despertou curiosidade e admiração entre os visitantes - Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

    Muitos visitantes, não importa a idade, puderam se sentir o capitão do navio, como dona Maria José da Rocha, de 90 anos. Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

    Visita dos alunos do Ensino Fundamental da Escola Municipal Ginásio Experimental Olímpico Juan Antonio Samaranch para aprender um pouco mais sobre suas causas ambientais. A partir da esquerda: Any Vitória Barbosa de Freitas, Evellyn Araújo Rodrigues da Silva, Maria Eduarda Santana de Souza Costa e Luiz Henrique dos Santos Barreto, alunos do 6º ano. - Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

     

    E a lição parece ter sido muito bem compreendida. Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

    O estudante Luiz Henrique dos Santos Barreto, 11 anos, do 6º ano da Escola Municipal Juan Antônio Samaranch, do bairro de Santa Teresa, fez uma apresentação com seu violino no fim da tarde de sábado (6) para os visitantes do Raibow Warrior. Em sua primeira visita no navio com a escola, na quinta-feira (4), ele falou de seu sonho de voltar com seu instrumento, o qual toca desde os seis anos. Com a ajuda de sua professora Tânia Regina de Almeida, o Greenpeace o convidou para retornar no último dia do navio no Rio. “Eu nunca imaginei que poderia tocar meu violino aqui, próximo ao navio do Greenpeace”, disse ele. Luiz foi acompanhado de seu professor Jonas Queiroz, da ONG Ballet de Santa Teresa, onde aprendeu a tocar o instrumento. A organização, que oferece aulas gratuitas para mais de cem crianças e adolescentes de música e ballet clássico, está precisando de ajuda para continuar suas atividades. - Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

     

    E ai, vamos construir juntos esse futuro? Foto: Bárbara Veiga/Greenpeace

     

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  • Cidadania na prática

    Postado por Por Rodrigo Gerhardt - 8 - mai - 2017 às 18:34

    Em visita ao Rainbow Warrior, doadores do Greenpeace destacaram o que os levam a apoiar a organização – a independência é o valor mais admirado

    A médica Maria Fernanda Bassores, doadora do Greenpeace desde 2005 trouxe o pequeno Matheus, de 6 anos para que ele também se torne um defensor da natureza. Foto: Barbara Veiga/Greenpeace

     

    Um dos grandes valores da organização surpreendeu positivamente muitos dos visitantes do Rainbow Warrior que ainda tinham pouco conhecimento do Greenpeace: a independência. Ela só é possível por meio de doações exclusivamente de pessoas físicas – são 65 mil doadores no Brasil e 3 milhões em todo o mundo. Em tempos de baixa credibilidade do público com as instituições, não depender de recursos de governos, empresas ou partidos políticos foi considerado uma das principais qualidades por quem já nos apoia há muito tempo, e também uma das razões entre aqueles que se tornaram doadores nesse momento, afinal, quanto maior o apoio, mais força de pressão sobre os grupos de poder.

    A técnica em enfermagem Luciana Regina Morais Mendes, 35 que já conhecia o trabalho do Greenpeace e é grande entusiasta da energia fotovoltaica, se tornou doadora após saber a extensão do trabalho feito exclusivamente com recursos de pessoas físicas. “Acho importante não ter nenhum tipo de ajuda do governo para não ficar amarrado. Quanto mais independente, melhor”, afirma.

    Participação social

    A médica Maria Fernanda Bassores, 66, de Petrópolis (RJ), é doadora do Greenpeace desde 2005 e carrega na carteira a carteirinha de sócia, com orgulho. Apoiadora da luta contra a extinção das espécies e a poluição dos mares, ela aproveitou a visita ao barco para transmitir ao pequeno amigo Mateus, de 6 anos, seus princípios de respeito ao meio ambiente e cidadania.

    “Além do Greenpeace, sou doadora de organizações na área médica. Temos que ser ativos na participação social. É muito cômodo dizer que paga imposto e não fazer nada. A responsabilidade de tornar o mundo melhor é conjunta, nossa e do governo. Isso começa com a nossa postura, o nosso comportamento. É com o nosso exemplo que vamos combater a destrutividade e individualidade das pessoas”, afirma.

    Para além do discurso

    “O trabalho que é feito com excelência, a proteção à natureza e ao animais, se preocupa com o clima, isso tudo fez com que eu me dispusesse a ajudar financeiramente o Greenpaece”, afirma a professora de Geografia Maria Lucia Nery, 70, que trouxe toda a família para conhecer o Rainbow Warrior. “Eu ressaltaria uma palavra em desuso que é credibilidade, pois o discurso tem de ser acompanhado de atos, e para mim o Greenpeace é uma das organizações que tem ações concretas“, complementa o marido, José Pires de Almeida.

    A professora Maria Lucia, doadora do Greenpeace, veio com a família para a visita ao Rainbow Warrior Foto: Bárbara Veiga

     

    Independência e mobilização 

    Para a sanitarista Ana de Miranda Batista, 68, doadora do Greenpeace,  a visita ao Rainbow Warrior foi a materialização do esforço coletivo. “As eleições e a lava-jato têm nos mostrado que quando o privado entra, tem que se tomar cuidado. O fato de o Greenpeace ser feito por cidadãos, sem comprometimento de lucro, faz que isso tenha muito mais valor. E é interessante constatar esse poder de mobilização, pois há muitas outras ongs que também fazem um trabalho semelhante, mas não conseguem reunir um apoio desse tamanho, em todo o mundo, e por tanto tempo”, afirma.

    “O Brasil tem uma fauna e flora riquíssima, mas não é bem preservada. Ao contrário, temos governos que querem privatizar tudo, e isso em prol de quem? Do conjunto, dos indígenas, dos povos, ou de alguns? Então temos que apoiar quem se dedica a atividades que contribuam para essa preservação. Eu sinto confiança no Greenpeace. Contribuo um pouquinho, mas é um pouquinho há muito tempo, e acho que isso pode fazer a diferença”, afirma.

    Ana de Miranda (agachada a frente, à esquerda com a neta), entre o grupo dos doadores mais antigos do Greenpeace no Rio de Janeiro. Foto: Bárbara Veiga Leia mais >

     
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    Para entender os planos da petrolífera francesa no Brasil e o que está em jogo, o Greenpeace preparou um mapa virtual, tendo como ponto de partida a sede da empresa, em Paris, com destino ao Oiapoque, no encontro do Rio Amazonas com o Oceano Atlântico.

    É no coração financeiro de Paris, no distrito La Défense, em prédios imponentes que executivos da empresa francesa Total estão planejando explorar petróleo na foz do rio Amazonas, no Brasil. Suas decisões poderão afetar a vida de milhares de pessoas/comunidades que dependem da pesca no litoral do Amapá e também os Corais da Amazônia, um novo bioma marinho pouco conhecido.

    Para entender os planos da Total no Brasil e o que está em jogo, o Greenpeace preparou um mapa virtual que tem Paris, na França, como ponto de partida, onde fica a sede da Total. O destino desta viagem é o encontro do Rio Amazonas com o Oceano Atlântico, na costa brasileira, onde um enorme recife de corais foi revelado ao mundo pela primeira vez, que está a apenas 28 km do poço mais próximo a ser perfurado.

    >> Comece aqui esta viagem

    A Total já assinou uma parceria estratégica de 2,2 bilhões de dólares com a Petrobras. Elas estão juntas em 19 projetos de exploração e produção de petróleo. Desses, a Total possui 5 blocos de exploração próximos aos corais, sendo que um deles está  cerca de 100 km da costa brasileira, em frente a uma região que possui 15 áreas protegidas, em particular o Parque Nacional de Cabo Orange.

    Um derramamento de óleo na região poderá ter um impacto irreversível sobre os Corais da Amazônia e a biodiversidade da região. Se o petróleo chegar na costa, poderá causar a morte de diversos peixes e aves, incluindo animais selvagens, e a sobrevivência de milhares de pessoas poderá ser ameaçada, porque dependem de recursos pesqueiros para seu sustento.

    Faça esta viagem até a costa do Amapá para entender o que pode ser perdido de nossa biodiversidade e quantas pessoas podem ser impactadas em nome dos interesses da Total no Brasil.

    Você pode fazer a diferença: assine a petição! Leia mais >

  • Até a próxima: Rainbow Warrior se despede do Rio

    Postado por Por Rodrigo Gerhardt - 7 - mai - 2017 às 18:41

    O Guerreiro do Arco-Íris partiu neste domingo (7/5) do Pier Mauá rumo à Espanha, depois de receber a visita de mais de 10 mil pessoas

    Rainbow Warrior deixa o Pier Mauá, no Rio de Janeiro. Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

     

    Ele já deixa saudades. Depois de 10 dias atracado no Rio de Janeiro, nosso veleiro partiu ao meio dia, navegando lentamente pela Baía da Guanabara, com o sol entre nuvens, para sumir atrás do Museu do Amanhã. Nosso barco segue em direção à África do Sul, para logo depois rumar para a Espanha, em mais uma missão de campanha.

    Ao longo desses dias, 10.393 pessoas visitaram o barco e conheceram um pouco mais sobre o nosso Guerreiro do Arco-Íris. Uma experiência realmente inspiradora, pois 747 visitantes se tornaram voluntários do Greenpeace logo após deixar o convés.

    Desde a sua construção, esta foi a segunda vez que o Rainbow Warrior III veio ao Brasil. Na primeira, em 2012, ele fez um longo tour por várias cidades brasileiras; desta vez, a passagem foi mais curta, com o objetivo de celebrar os 25 anos do Greenpeace no Brasil e dar seu apoio à campanha pela defesa dos Corais da Amazônia.

    O capitão Peter Wilcox agradeceu muito a visita de todos e o empenho e envolvimento dos nossos voluntários. “Abrimos o barco para visitação em vários lugares do mundo, mas Argentina e Brasil se destacam pelo entusiasmo e dedicação com que recebem a todos – nós da tripulação e os visitantes. Espero voltar em breve, pois gosto muito de vir ao Brasil”, afirmou. 

    Capitão Peter Willcox (na frente, com óculos escuros) e a tripulação do Rainbow Warrior. se despedem do Brasil. Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace. Leia mais >

     
  • Amor pelo planeta, de geração em geração

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 5 - mai - 2017 às 12:40

    Famílias que visitaram o Rainbow Warrior no passado retornam para transmitir aos mais jovens a mesma experiência que vivenciaram

    Luiza Paixão, com o filho Luiz Felipe: amor pelo planeta, de mãe para filho.

     É como rever um velho amigo muitos anos depois. O tempo passou, as crianças cresceram. Várias famílias que visitaram o Rainbow Warrior no passado, em suas passagens anteriores pelo Rio de Janeiro, retornam agora. Além de puxar na memória a experiência do encontro, aproveitam a oportunidade de transmiti-la aos mais jovens, em função dos valores de respeito à natureza que o navio representa. Foi o caso da bacharel em Turismo Luiza Paixão, que tinha dez anos quando seu pai a trouxe para conhecer o Rainbow Warrior 2 na época da Rio-92, a grande conferência da ONU sobre Ecologia.  

    "Não lembro muito bem do navio, mas sim da emoção que senti ao entrar nele quando era criança. Meu pai era doador do Greenpeace naquela época e para mim isso era super importante, fiquei muito orgulhosa, pois me senti parte daquilo", conta. Vinte cinco anos depois, ela reviveu esse momento na memória ao trazer o filho, Luiz Felipe, de 7 anos. 

    Dessa vez, era Luiz Felipe que não escondia a animação. "Esse é o navio mais legal que eu já vi!". A experiência que a mãe teve no navio do Greenpeace marcou sua infância e a fez prestar mais atenção para temas ambientais. Hoje, ela colabora voluntariamente com ONGs e se diz uma adoradora dos bichos. "Eu passo isso para o meu filho, para que ele cresça com essa consciência também". Durante a visita, ela repetiu com o filho a foto que seu pai tirou com ela e sua irmã, em 1992. "Um dia, eu quero ser do Greenpeace", diz Luiz Felipe.

    sábado, 6 de maio de 2017

    Luiza Paixão, na primeira visita com o pai, em 1992.

     

    Emoção revivida

    Já a professora e estudante de pedagogia Dandara Alves Pereira, 26, era bem mais nova. Ela tinha apenas dois anos quando seu pai a trouxe para ver o Rainbow Warrior 2, também na Eco-92. Ela não guarda lembranças, mas sabe o quanto aquilo foi importante na época. Por isso, quando soube da chegada do novo Rainbow Warrior, trouxe o filho João Pedro, de 9 anos,  e também a foto que marcou seu primeiro encontro com o barco, para refazê-la, 24 anos depois.

    sexta-feira, 5 de maio de 2017

    Dandara, aos dois anos de idade, em frente ao Rainbow Warrior 2, e agora em frente ao Rainbow Warrior 3. Foto: arquivo pessoal

     “Não tinha como não vir vê-lo. Esse contato, ainda tão pequena, me fez acompanhar o Greenpeace até hoje. Sou defensora das causas indígenas e fiquei muito tocada em ver os Corais da Amazônia. Do veleiro, sabia que ele era sustentável, mas não tinha ideia de todos os detalhes que vi aqui. É um bom jeito de mostrar a importância disso tudo aos mais jovens de uma forma prática, tangível”, explica.

    A visita ao Rainbow Warrior está aberta até este sábado (6/5), das 10h às 16h, e é gratuita.

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