Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Recado dado

    Postado por bcamara - 9 - fev - 2012 às 17:42

    O casal extrativista assassinado em 2011, na Amazônia. Foto: © Greenpeace/Felipe Milanez

     

    Nomeado pela ONU como “Herói da Floresta”, o diretor da campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adario, ofereceu o prêmio às vítimas da violência na região. Pelo menos uma delas estava lá. Irmã de Maria do Espírito Santo e cunhada de José Cláudio Ribeiro – casal de extrativistas assassinado ano passado no Pará – Laisa Sampaio recebeu uma homenagem em nometocou na ferida e mandou um recado à presidente Dilma.

    “A Amazônia é manchada de sangue, e essa mancha continua se espalhando. Nossa situação continua cada vez mais grave, porque o novo Código Florestal (...) não favorece o povo que vive e defende a floresta. A presidente Dilma não deve apoiar essa lei, porque debaixo do desmatamento há gente sendo morta”, discursou.

    Paulo fez coro: “O debate do Código Florestal mostra que há um gargalo enorme entre os políticos e a população. Dilma está se omitindo nas discussões que vão enfraquecer o Código Florestal – e que estão sendo puxadas pelo lobby do agronegócio no Congresso”.
    E você, já mandou seu recado à Dilma? Aproveite e envie agora, clicando aqui. Leia mais >
  • Herói da Floresta: assista a cerimônia ao vivo

    Postado por lmedeiro - 9 - fev - 2012 às 12:15

    Assista ao vivo, à partir das 13h (horário de Brasília), a cerimônia de entrega do Prêmio Herói da Floresta. Promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), o prêmio dará a Paulo Adario, diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace, o título de Herói da Floresta para América Latina e Caribe:

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  • Herói amazônico

    Postado por Bernardo Camara - 9 - fev - 2012 às 9:42

    Para fechar o Ano Internacional das Florestas, Paulo Adario, diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace, foi escolhido pela ONU o Herói da Floresta na América Latina.

     

    Diretor da campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adario pode não ter pinta de herói. Mas ele tem uma história de heroísmo e, desde hoje, o reconhecimento da ONU pelo seu trabalho em defesa da floresta amazônica. Ele acaba de ser escolhido pela organização internacional como ‘Herói da Floresta’ na América Latina.

    Sua folha de serviços na Amazônia é uma aula de tenacidade, coragem e determinação. Ela começa com sua decisão de aceitar o convite do Greenpeace, em meados dos anos 90, para se mudar do Rio de Janeiro para Manaus. E lá, criar, do nada, a campanha para defender a floresta amazônica.

    Logo que chegou, invadiu sua primeira madeireira para denunciar as ilegalidades do setor. Depois dessa, vieram muitas outras madeireiras. E então, Paulo e sua equipe foram atrás das indústrias da soja e do gado – esta última o maior vetor de devastação na região.

    Claro, Paulo incomodou muita gente nesse país por defender a floresta. E por conta disso, ouviu muita ameaça de morte. Mas nunca deu meia volta. Pelo contrário. Instalou-se de vez na Amazônia, estruturou uma equipe, e o escritório do Greenpeace na região acabou ganhando vida.

    Daí em diante, o Greenpeace teve um dedo – ou uma mão, um braço – em muito do que foi feito nos últimos anos para a proteção da Amazônia. Desde a criação de terras indígenas e unidades de conservação a compromissos inéditos assumidos por indústrias que alguns anos atrás ignoravam o rastro de devastação que deixavam para trás.  

    Na galeria de fotos abaixo, reunimos imagens que contam um pouco a história de Paulo Adario na Amazônia. Que se confunde com a história do Greenpeace no Brasil, que completa 20 anos em 2012. E com as conquistas que a floresta e seus povos tiveram ao longo desses anos.  Leia mais >

  • Brasil puxa crescimento da eólica no mundo

    Postado por Ricardo Baitelo* - 7 - fev - 2012 às 16:54

    © Greenpeace / Rafael Daguerre

     

    O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) publicou hoje os dados atualizados de energia eólica referentes ao ano de 2011. Como tem sido o costume durante a última década, a fonte continua crescendo, a despeito da crise econômica. O total de parques eólicos instalados no mundo apenas no ano passado foi de 41 mil MW, o que equivale a três usinas de Itaipu.

    A diferença é que este crescimento, antes puxado pela Europa, agora vem sendo conduzido pelos crescentes mercados da Ásia e América Latina. A China continua sendo o líder global, com um total de 62 mil MW em parques eólicos e um crescimento de 47% no último ano. O Brasil apresentou taxa até maior de crescimento (63%), saindo de 927 MW para 1.509 MW nos últimos 12 meses. Este total é praticamente metade da energia eólica instalada na América Latina.

    Este crescimento coloca o Brasil entre os 20 maiores geradores de energia eólica no mundo e se deve principalmente ao Proinfa, programa federal de incentivo às fontes renováveis de energia, que se iniciou em 2004 e finalmente cumpriu sua meta de instalação de parques eólicos. No entanto, o grande boom de eólica ainda está por vir; entre 2009 e 2011, o custo da geração eólica no Brasil caiu vertiginosamente - hoje é o mais baixo no mundo - e leilões contrataram mais de 7.000 MW da fonte, o que deve posicionar o país entre os dez maiores geradores até 2015.

    Vale lembrar que este crescimento é fruto do trabalho conjunto entre o setor eólico e o Greenpeace desde 2008, na pressão por um marco regulatório para energias renováveis e pelo projeto de lei PL 630, conhecido também como lei de renováveis. O projeto segue paralisado na Câmara dos Deputados, aguardando votação.  Em resumo, o fato do desenvolvimento da geração eólica se sustentar apenas por conta do mecanismo de leilões demonstra que uma política concreta de desenvolvimento para a fonte poderia resultar em um crescimento muito mais expressivo.  

    *da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Leia mais >

  • Código de volta à berlinda

    Postado por nclark - 2 - fev - 2012 às 14:06

    Manifestação na Esplanada dos Ministérios. Mais de 1,5 milhão de assinaturas contrárias à proposta ruralista do Código foram entregues à presidente (@ Tico Fonseca / Greenpeace).

     

    Regressando do recesso parlamentar nesta quinta-feira, 2 de fevereiro, a Câmara dos Deputados terá muito trabalho pela frente. Um dos temas mais polêmicos em debate na Casa será a proposta de reforma do Código Florestal. O projeto foi votado no Senado em dezembro passado e agora retorna para a última apreciação antes de ir à sanção da presidente Dilma. Dada a controvérsia da matéria e sua importância para o patrimônio florestal brasileiro, a discussão promete tomar conta dos corredores e do plenário da Casa até o dia 6 de março, data prevista para a nova votação.

    Maioria no Congresso, a bancada ruralista está empenhada em aprovar a sua proposta, acabando com a proteção das matas e reservas nativas, e a despeito da posição contrária da ciência, dos pequenos agricultores e até da igreja. Com a saída do autor do texto, Aldo Rebelo, para o Ministério dos Esportes, o deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que possui fortes ligações com alguns representantes dos interesses do agronegócio brasileiro, assumiu como relator.   

    Enquanto o governo pinta sua imagem de verde como estratégia internacional para recepcionar uma Conferência das Nações Unidas em casa – a Rio+20 –, a sociedade civil está atenta às promessas feitas na campanha presidencial: o veto à anistia e ao desmatamento. No Fórum Social Temático, que aconteceu em Porto Alegra na última semana, Dilma foi cobrada e declarou, de forma um tanto vaga, que a lei aprovada “não será o texto dos sonhos dos ruralistas”. Mas tampouco será o Código ideal para as florestas.

    A presidente deve ter em mente, entretanto, que muitas águas irão rolar até o encontro internacional no Rio, em junho. E que a imagem de seu governo depende diretamente das decisões que irá tomar com relação à preservação dos recursos naturais brasileiros, verdadeira riqueza do país. Sejamos persistentes, o debate está apenas (re)começando.

    Assine a petição e peça o veto de Dilma. Leia mais >

  • Geração solar para todos

    Postado por Renata de Camargo* - 2 - fev - 2012 às 11:58

    Voluntários do Greenpeace pedem mais incentivos à energia solar durante o Fórum Social Temático (© Greenpeace / Rafael Daguerre)

    Consumidores, mas também produtores. O governo sinalizou nesta semana que irá permitir aos cidadãos gerarem sua própria energia e distribuir o excedente em rede. A proposta é um impulso à instalação de painéis fotovoltaicos, responsáveis por transformar o calor do sol em energia na casa dos brasileiros.

    A mudança nas regras permitirá que o cidadão possa contabilizar no medidor de luz a potência gerada pela energia solar do seu teto. Com a medida, além de promover um futuro mais renovável, os brasileiros estarão gerando, a longo prazo, economia para o próprio bolso.

    Outra discussão ainda em andamento no Planalto envolve o MME (Ministério de Minas e Energia) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A proposta é facilitar o crédito para a aquisição de painéis fotovoltaicos.

    O Brasil é hoje a sexta maior economia do mundo e uma potência no que se refere a energias limpas. Mesmo assim ainda há espaço para ampliar o uso da matriz renovável, sobretudo a solar. Podemos -e devemos- investir ainda mais na maior fonte de energia do país: a solar. De olho na Rio+20, o governo brasileiro precisa dar garantias de um futuro que indique uma matriz energética 100% renovável.

    *Renata de Camargo é coordenadora de Políticas Públicas do Greenpeace Leia mais >

  • Petróleo: cadê o plano de contingência?

    Postado por Leandra Gonçalves* - 1 - fev - 2012 às 14:15

    Poluição de óleo na região de Komi, Rússia, em dezembro de 2011. Por lá, os vazamentos são frequentes devido à tubulação velha e quebrada. (© Daniel Muller / Greenpeace)

     

    Enquanto o Ministério do Meio Ambiente não coloca em prática um plano de contingência para vazamentos de petróleo, como o prometido pelo governo desde o desastre ambiental do Golfo do México (2010), notícias sobre desastres em nossa costa parecem inevitáveis.

    Em pouco mais de dois meses, aconteceram quatro acidentes envolvendo a indústria do petróleo. O mais notório foi o da Chevron, na bacia de Campos (Rio de Janeiro). Em dezembro, houve denúncias de que a Refinaria Duque de Caxias estaria contaminando o rio Iguaçu com óleo e outras substâncias químicas além dos níveis permitidos. Semana passada, a Transpetro vazou petróleo em Tramandaí (Rio Grande do Sul), e, finalmente, ontem a Petrobras anunciou um vazamento de 25 mil litros de óleo a 300 km do litoral de São Paulo.

    Este último acidente, no campo do Carioca Nordeste, ainda não foi explicado pela estatal, mas sabe-se que houve um rompimento na coluna do navio-plataforma que realizava um Teste de Longa Duração em um poço a pouco mais de 2.000 metros de profundidade. A produção de petróleo era realizada pelo navio-plataforma FPWSO Dynamic Producer, em parceria com a BG e a Repsol.

    A Petrobras alega que o vazamento foi rapidamente estancado pelo sistema de segurança. Afirma também que está tudo sob controle, mas o histórico recente de acidentes dá sinais de que a segurança das operações de exploração em camadas profundas do oceano ainda é frágil e oferece sérios riscos ambientais.

    A necessidade de adotar medidas de prevenção e de segurança mais rígidas é inegável e urgente. Hoje, temos 105 sondas trabalhando em toda a costa brasileira, idênticas à utilizada pela Chevron, perfurando a mais de 4.000 metros de profundidade e sob uma lâmina de água superior a mil metros. Nessas condições, a capacidade de controle de um vazamento é muito mais difícil.

    Este foi o primeiro acidente na camada do pré-sal. Quantos mais terão que acontecer para que ações efetivas sejam tomadas? A segurança, definitivamente, ainda tem que melhorar muito.

    Enquanto isso, em Abrolhos, tentando evitar o mesmo tipo de acidente o Greenpeace pede uma moratória de 20 anos na exploração de gás e petróleo e a ampliação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos em 20%. A moratória é um acordo estabelecido pelo governo e pelo setor privado, respondendo à pressão dos brasileiros que desejam um modelo econômico mais verde e limpo para o Brasil.

    Assine a petição: Abrolhos precisa ficar livre da exploração de petróleo

    * da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Leia mais >

  • Vazou de novo

    Postado por Marina Yamaoka - 31 - jan - 2012 às 17:06

    Vazamento de óleo na Bacia de Santos Foto: Reprodução/Marinha do Brasil

     

    Um vazamento de cerca de 160 barris de petróleo foi detectado na bacia de Santos, nesta terça-feira, em um poço na camada pré-sal perfurado pela Petrobras. A estatal informou que houve um rompimento na coluna de produção do poço, ou seja, no duto perfurado na rocha por onde o óleo flui até a superfície.

    A companhia, que realiza um teste de produção com um navio-plataforma na região, afirma que não há possibilidade do petróleo chegar à costa brasileira e que o poço foi fechado para evitar que mais óleo contamine as águas. Um plano de emergência para recolher o petróleo no mar e o óleo residual da parte superior da coluna de produção.

    As causas do acidente serão investigadas assim como as do vazamento em Tramandaí (RS) que ocorreu na quinta-feira (26/01) da semana passada cujo laudo deve sair em 30 dias. O acidente no litoral gaúcho aconteceu quando o óleo de um navio era descarregado para um sistema de dutos próximo à costa. A companhia responsável, a Transpetro, subsidiária da Petrobras, criou uma comissão interna para apurar as circunstâncias do vazamento que atingiu três quilômetros da orla do município.

    O tema da exploração de petróleo na camada pré-sal é cada vez mais delicado devido a tantos acidentes na costa brasileira. Há menos de três meses, o incidente com a Chevron no campo do Frade, na bacia de Campos, deixou vazar 2.400 barris de óleo devido a uma forte pressão que surgiu no poço quando o equipamento de perfuração atingiu o reservatório de petróleo. O óleo vazou por uma rachadura na parede do poço até o leito marinho, chegando depois à superfície, mesmo com o equipamento de segurança tendo sido acionado Leia mais >

  • Europa na vanguarda do clima

    Postado por nclark - 30 - jan - 2012 às 12:49

    Em protesto de agosto passado, Greenpeace Alemanha passou o recado ao governo: "Não salve apenas os bancos, salve o clima também" (© Mike Schmidt / Greenpeace)

    Num movimento à moda avant-garde, a Comissão Europeia tomou a dianteira nos debates sobre o clima e apresentou, nesta segunda-feira, algumas definições de como a Europa pode aumentar a sua eficiência climática. Em um documento foi consolidada uma série de propostas para reduzir as emissões de carbono até 2020.

    No texto, a Comissão oferece alguns caminhos e opções para reduzir as emissões europeias de 20 a 30% e, ao mesmo tempo, resgatar o deficiente mercado de carbono da Europa. A proposta também sugere formas de tornar mais simples para países do centro e do leste europeu o aperfeiçoamento de suas indústrias de produção intensiva de carbono.

    O Greenpeace parabenizou as propostas da Comissão, que podem levar a uma nova onda de investimentos verdes e fortalecer economias europeias salvando uma média de 20 bilhões de euros por ano, entre 2016 e 2020, em custos de combustíveis. O Greenpeace acredita que o apoio às ações climáticas da Europa central e do leste é essencial se o continente como um todo quer re-energizar sua luta contra as mudanças do clima.

    “No ano passado vimos grandes inundações e incêndios florestais punirem vidas e custarem centenas de bilhões de euros aos cofres públicos. A Europa não pode continuar inerte sendo um fácil alvo climático. Ela precisa avançar e o movimento de hoje pode ser a chave para isso. Esta também é uma oportunidade para cortar os nocivos custos de combustível que minam a nossa força econômica”, disse o conselheiro de política climática do Greenpeace Europa, Joris den Blanken.

    Segundo ele, regatar o mercado de carbono europeu vai incentivar os investimentos em energia limpa e outras tecnologias sustentáveis. Os ministros do Meio Ambiente da Europa irão discutir o plano climático no dia 9 de março. Leia mais >

  • CNA na era da escravidão

    Postado por nclark - 27 - jan - 2012 às 12:44

    Foto: Luiz Alves / Agência Senado

    Para continuar lucrando com práticas ilegais, a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) não mede esforços. Não satisfeita em fechar o cerco no lobby contra a ciência no debate do Código Florestal no Congresso, a entidade agora quer derrubar a ação transparente do Ministério do Trabalho, que publica anualmente a lista suja do trabalho escravo. Nela, figuram os mesmos nomes de proprietários do agronegócio envolvidos com desmatamento, invasão de áreas protegidas e produção ilegal de gado e soja. 

    No fim de novembro, o relator da ação da CNA no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, liberou o caso para julgamento. Na volta do recesso, em início de fevereiro, ela poderá ser julgada a qualquer momento.

    O cadastro de empregadores flagrados explorando mão de obra de forma análoga à escravidão foi criado em 2004 pelo Ministério. Na última edição da lista figura um número recorde de 294 empresas e pessoas físicas. Entre os infratores estão madeireiras, construtoras e empresários. Inserido no cadastro, o infrator fica impedido de obter empréstimos em bancos públicos e passa a sofrer restrições comerciais.

    Um dos argumentos da CNA é o de que a inclusão de nomes de pessoas sem que haja um processo judicial prévio violaria a presunção da inocência. A Advocacia-Geral da União (AGU) defende a lista. Ela argumenta que a portaria simplesmente regulamenta questões definidas em lei, e não cria direitos nem obrigações - teria caráter meramente informativo.

    Apesar de ocupar uma cadeira legislativa no Congresso, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), presidente da CNA, já demonstrou não se importar muito em defender o cumprimento das leis. Ela é uma das principais incentivadoras da proposta que altera a legislação brasileira e permite novos crimes ambientais. Leia mais >

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