Greenblog


Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • O Golfo precisa de uma folga

    Postado por jtinoco - 2 set 2010 às 18:30

    Este ano não tem sido fácil para o Golfo do México. A região, que enfrentou recentemente o maior vazamento de óleo da história dos Estados Unidos, foi palco hoje de nova explosão de plataforma, desta vez da empresa PFC Energy. Ainda não há previsão da quantidade de petróleo que teria vazado no mar.

    Em comum, os acidentes compartilham a causa: são frutos da exploração insegura e irresponsável de um recurso sujo e finito. “Cada vez que acontece um desastre, surge a pergunta de como poderia ter sido evitado. A única prevenção é irmos além do petróleo, com uma mudança de matriz energética, de combustíveis fósseis para a energia limpa e renovável”, diz John Hocevar, Diretor da Campanha de Oceanos do Greenpeace nos Estados Unidos.
    olfo do México.

    Segundo dados do Serviço de Administração Mineral dos EUA, nos últimos dez anos, o mundo enfrentou 858 explosões em plataformas de petróleo. “Quantos acidentes ainda precisam acontecer para que o mundo abrace de uma vez a energia limpa?”, questiona Hocevar. É torcer para que nenhum outro alcance tão cedo o Golfo do México. Leia mais >

  • A nova velha história

    Postado por camorim - 2 set 2010 às 14:50

    As queimadas vistas no Brasil neste ano alertam a população para um problema grave: o aquecimento global. É dificil falar sobre emissão de gases do efeito estufa em teoria, mas é fácil olhar a terra queimando e entender melhor o processo.

    Esse é um dos motivos que fazem a divulgação ontem, pelo IBGE, dos indicadores de sustentabilidade do Brasil tomar tanto vulto. A rigor, é uma reunião de dados já conhecidos, alguns mais, outro menos. Porém, justamente o fato de serem colocados lado a lado ajuda a compor um cenário sombrio. Ainda há muito o que se fazer no Brasil em termos de conservação de biodiversidade e de recursos naturais, e de controle do aquecimento global.

    Vide o caso do cerrado. O relatório indica que o bioma já perdeu metade de sua área. E que responde hoje, exatamente pelo desmatamento e as queimadas que o afligem, pelo mesmo volume de gases-estufa que a Amazônia, uma média anual de 350 milhões de toneladas de CO2, o principal gás do efeito estufa. Considerando que dois terços das emissões brasileiras são consequência justamente do desmatamento e das queimadas, colocando o país entre os maiores emissores do mundo, veja o tamanho do problema.

    Esses dados do cerrado o IBGE revisitou a partir de levantamentos oficiais divulgados no ano passado. Novidade, portanto, seria que sendo o problema mapeado ele fosse combatido imediatamente de todas as formas possíveis. Infelizmente, não é o que vemos acontecer. Leia mais >

  • Burger King cancela contrato com Sinar Mas

    Postado por iranmagno - 1 set 2010 às 17:14

    Um dos maiores fast foods do mundo, a rede de lanchonetes americana Burger King cedeu à pressão do Greenpeace e anunciou o cancelamento dos contratos de compra de óleo de dendê produzido pela Sinar Mas. A notícia foi divulgada hoje na página do Facebook da companhia.

    De acordo com Rolf Skar, coordenador de campanha de Florestas do Greenpeace Estados Unidos, Sinar Mars contratou recentemente uma auditoria para desmentir os resultados alcançados pelo Greenpeace, que provou que a companhia é responsável pela destruição de florestas além de operar fora da lei.

    “Greenpeace aplaude Burger King por se tornar a primeira companhia a cancelar contratos com Sinar Mas desde que a auditoria foi divulgada”, disse Skar. Para o coordenador, se a companhia quer evitar que outros contratos sejam cancelados, ela deve mudar e parar de promover greenwash em suas operações.

     “Alguns detalhes do compromisso do Burger King ainda estão sendo confirmados, mas desde já damos boas vindas ao anúncio e pretendemos em breve trabalhar com o Burger King para termos certeza que os compromissos sejam implementados”, afirmou Skar.

     O Greenpeace tem repetidamente mostrado que Sinar Mas diz uma coisa mas faz outra. Como resultado, a rede de lanchonetes está se juntando a outras companhias como Nestlé, Kraft, Unilever, Carrefour, que também cancelaram negócios com Sinar Mas. Agora é hora de outras redes de fast food como Dunkin’ Donuts e Pizza Hut aderirem ao movimento. “Companhias comprometidas com os princípios da sustentabilidade não devem fazer negócios com destruidores de floretas como Sinar Mas”, disse Skar.

     

    Burger King cancela compra de óleo da Sinar Mas

    Um dos maiores fast foods do mundo, a rede de lanchonetes americana Burger King cedeu à pressão do Greenpeace e anunciou o cancelamento dos contratos de compra de óleo de dendê produzido pela Sinar Mas. A notícia foi divulgada hoje na página do Facebook da companhia.

    De acordo com Rolf Skar, coordenador de campanha de Florestas do Greenpeace Estados Unidos, Sinar Mars contratou recentemente uma auditoria para desmentir os resultados alcançados pelo Greenpeace, que provou que a companhia é responsável pela destruição de florestas além de operar fora da lei.

    “Greenpeace aplaude Burger King por se tornar a primeira companhia a cancelar contratos com Sinar Mas desde que a auditoria foi divulgada”, disse Skar. Para o coordenador, se a companhia quer evitar que outros contratos sejam cancelados, ela deve mudar e parar de promover greenwash em suas operações.  Leia mais >

    “Alguns detalhes do compromisso do Burger King ainda estão sendo confirmados, mas desde já damos boas vindas ao anúncio e pretendemos em breve trabalhar com o Burger King para termos certeza que os compromissos sejam implementados”, afirmou Skar.

    O Greenpeace tem repetidamente mostrado que Sinar Mas diz uma coisa mas faz outra. Como resultado, a rede de lanchonetes está se juntando a outras companhias como Nestlé, Kraft, Unilever, Carrefour, que também cancelaram negócios com Sinar Mas. Agora é hora de outras redes de fast food como Dunkin’ Donuts e Pizza Hut aderirem ao movimento. “Companhias comprometidas com os princípios da sustentabilidade não devem fazer negócios com destruidores de floretas como Sinar Mas”, disse Skar.
  • Apanhado das queimadas

    Postado por bcamara - 1 set 2010 às 15:38

    Onde tem fumaça, tem fogo. E, no caso da Amazônia, onde tem fogo, tem fronteira agropecuária. Desde junho acompanhando os alertas do Inpe sobre focos de queimada, o Greenpeace está produzindo semanalmente um relatório para saber onde a coisa está preta, e sobrevoando essas áreas para documentação e denúncia.

    No fim de agosto, o município paraense São Félix do Xingu despontava como o que mais ardia na Amazônia, respondendo por 37% dos registros feitos no estado. Perto dali, a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu também levou o título de campeã, com quase dois mil focos. E a Floresta Nacional do Jamanxim ficou em segundo lugar. O cenário também era de chamas na Terra Indígena Kayapó, que fica pela mesmo região.

    Durante os sobrevoos, o Greenpeace identificou muita fumaça em floresta, geralmente perto de estradas e áreas de cultivo. Prova de que a velha prática de tocar fogo para limpeza de terreno não deve acabar tão cedo. Setembro, aliás, é historicamente o mês que mais queima. Preparem os pulmões...

    Para ver os boletins, clique aqui. Leia mais >

  • Tensão volta à terra de Dorothy Stang

    Postado por camorim - 1 set 2010 às 14:58

    A violência na Amazônia é sem fim. Cinco anos depois da freira Dorothy Stang ser assassinada em Anapu (PA), a área que ela defendia como projeto de desenvolvimento sustentável, o PDS Esperança, volta a ser alvo de madeireiros.

    A invasão das terras para extração ilegal de madeira tem causado conflitos e elevado o grão de tensão. Dois caminhões – pelo menos um deles da Comissão Pastoral da Terra – foram incendiados. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o Ibama apreendeu caminhões que entraram ilegalmente na floresta do PDS, mas as fiscalizações estão paralisadas.

    As florestas são essenciais para que as cerca de 100 famílias que moram lá, em um assentamento criado após a morte de Dorothy, possam se manter. Elas produzem alimentos em um sistema florestal consorciado, que permitiu a eles se tornarem os maiores produtores de cacau do município, além de trabalharem ainda com laranja, castanha do Pará, açaí e café, sem derrubar árvores como o mogno.

    A situação é tão complicada nesse momento que houve um pedido para a Força Nacional voltar à região. O pedido contudo ainda não tem a data para ser cumprido, se o for. Impunidade é um dos muitos fatores que transformam certos rincões da Amazônia em terra de ninguém. Ou melhor, terra de grileiros, exploradores inescrupulosos e assassinos. Leia mais >

  • A sopa do desmatamento

    Postado por bcamara - 1 set 2010 às 14:01

    O marinheiro de primeira viagem que resolve acompanhar os altos e baixos do desmatamento na Amazônia acaba se perdendo na sopa de letras – Deter, SAD, Prodes – e números que vem à tona a cada mês. Nesta terça-feira, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) soltaram novos dados de seus sistemas de alerta: o Deter e o SAD, respectivamente.

    Os dois sistemas foram criados com objetivos semelhantes, de acender a luz amarela quando alguma derrubada fosse identificada na floresta. Aviso dado, os órgãos de fiscalização podem ir ao local checar o que está acontecendo e autuar os responsáveis, caso o alerta seja confirmado.

    Ao contrário do Prodes, que sai anualmente, nem Deter, nem SAD vieram ao mundo para medir tamanho de desmatamento. Usando imagens de satélite e dados do sensor Modis, ambos se debruçam sobre uma resolução baixa, que só enxerga devastações maiores de 25 hectares. Os números relativos a áreas desmatadas divulgados a cada mês, portanto, indicam apenas se há uma tendência de queda ou de aumento dos cortes rasos e degradação. Nunca o fato.

    Já faz alguns anos, porém, que o governo tem usado o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) para faturar, a cada mês, boas manchetes na imprensa. E aí, o que era para ser tendência corriqueiramente se transforma em fato.

    O problema é que, além da já natural imprecisão desses sistemas na medição do tamanho das áreas, a dinâmica do desmatamento mudou um bocado de uns anos para cá, tornando os números ainda mais distantes da realidade.

    Conforme mostra o gráfico abaixo, as derrubadas deixaram de ser grandes e concentradas. Agora, quem desmata o faz em pequenas áreas espalhadas: quase 60% são menores que 25 hectares. Ou seja, mais da metade da devastação da Amazônia passa batida pelo Deter e pelo SAD.

    Leia mais >

  • Apesar do frio, continuamos

    Postado por jtinoco - 1 set 2010 às 12:35

    “No momento, me sinto bem vulnerável, balançando em uma tenda, pendurado a uma plataforma, a apenas alguns metros das águas geladas do Ártico”. Este foi o relato dado esta manhã pelo ativista americano Sim McKenna. Ele e outros três passaram a noite suspensos na plataforma de petróleo da empresa Cain Energy, ao sabor das temperaturas negativas, em protesto contra a exploração de petróleo nos mares gelados da região.

    Apesar do frio, os ativistas amanheceram animados em continuar a manifestação: “É hora de nos posicionarmos contra a perfuração perigosa nas áreas selvagens e intocadas do Ártico”, reiterou McKenna, via conexão de celular.

    Assista ao vídeo (em inglês): Leia mais >

  • Uma carta de agradecimento

    Postado por camorim - 31 ago 2010 às 15:02

    Os ativistas do Greenpeace Japão Junichi Sato e Toru Suzuki enfrentam um processo em seu país por terem denunciado um esquema de corrupção de venda de carne de baleia, que inclui membros do próprio governo. Os dois podem ser presos, apesar de milhares de pessoas em todo o mundo terem saído em sua defesa.

    Desde que foram presos, os dois não puderam se comunicar. Hoje, eles escreveram pela primeira vez uma declaração conjunta, agradecendo ao apoio vindo de todo o mundo.

    Greenpeace/Robert Meyers

    Na segunda, sai o veredicto. A promotoria pediu um ano e seis meses de prisão. Você ainda pode ajudá-los mandando uma carta ao governo japonês, pedindo a liberação dos ativistas conhecidos como Tokyo 2.

    "Olá a todos, do T2 (Toru e Junichi juntos, finalmente!)

    Queremos agradecer a todos os funcionários, os voluntários e os colaboradores que nos ajudaram nos últimos dois anos. Esse e-mail é o primeiro que nós escrevemos juntos desde a prisão, por causa das restrições impostas pela fiança. Estamos contentes em enviar esse e-mail em conjunto. Esse é um passo positivo, considerando as condições que vivíamos há dois meses!

    O veredicto está para sair e não sabemos realmente qual será o resultado. Tudo o que sabemos é que ele mostrará qual é a situação da democracia japonesa.

    Esse resultado pode ser um milagre, assim como pode ser um pesadelo. Vamos usá-lo para melhorar os direitos civis no país.

    Nas últimas semanas, temos vistos bons artigos na mídia aqui, que mostram claramente um debate sobre caça de baleias, liberdade de expressão e direitos das ONGs no Japão. Estamos contentes que esses debates estão acontecendo e o rumo que eles têm tomado.

    A maré finalmente mudou. Demorou um tempo, mas afinal nossa ação tem sido bem recompensada.

    Achamos que o veredicto será um divisor de águas na sociedade japonesa. O tribunal do distrito de Aomori será forçado a expor para a audiência nacional e internacional se o Japão está pronto para ser uma sociedade de fato democrática, em que o cidadão tem o direito de se posicionar a favor do interesse público, ou não.

    Gostaríamos novamente de expressar que isso nunca seria possível sem seu apoio incondicional. Na verdade, vocês fizeram tudo acontecer. Nós interceptamos a caixa de carne de baleia, mas o restante da campanha foi tocada por vocês. Estamos muito impressionados por terem estado ao nosso lado até aqui.

    Ao longo desse tempo, fomos constantemente encorajados e motivados por suas mensagens, como fotos de protestos, faixas com muitas mensagens e presentes. Cada pequena coisa nos ajudava a suportar essa jornada.
    Vamos para o tribunal no dia 6 (próxima segunda-feira) e esperamos que seja a última vez. Quando estivermos lá, sabemos que vocês estão do nosso lado e que não temos nada a temer.

    Toru e Junichi" Leia mais >

  • Caiu a ficha

    Postado por jtinoco - 31 ago 2010 às 14:08

    Parece que ser cético do aquecimento global não está rendendo mesmo muitos frutos. Um de seus expoentes, o dinamarquês Bjorn Lomborg, conhecido pelo livro com o sugestivo título de “O Ambientalista Cético” e pelas palestras que confere mundo afora atacando cientistas climáticos e fazendo graça com o problema, aparentemente, mudou de lado.

    Em seu novo livro, prometido para o mês que vem, Lomborg não só assume as mudanças climáticas como um dos temas prioritários na agenda social e política do mundo como anunciará que, para combatê-las, prevê gastos mundiais da ordem de dezenas de bilhões de dólares ao ano.

    Entre os investimentos que o outrora cético propõe fazer com este dinheiro estão pesquisa e desenvolvimento de energias limpas, como eólica e solar. Quem diria?

    A notícia está no jornal The Guardian. Leia mais >

  • Fogo do Jamanxin ao Iquiri

    Postado por camorim - 30 ago 2010 às 18:26

    *por Raquel Carvalho, coordenadora da campanha da soja

    Nem no Amazonas, maior e mais preservado Estado da Amazônia (97% de sua floresta ainda está em pé), a floresta está em paz. A fumaça sufoca as árvores, expondo uma realidade triste e que, mesmo persistente, ainda choca.

    De Apuí, no sul do Estado, à Boca do Acre, a floresta intacta dá lugar aos grandes desmatamentos para pecuária, com focos de queimadas e cortinas densas de fumaça tomando conta da paisagem. Segundo dados divulgados este mês, o desmatamento residual no Amazonas aumentou 13%.

    Diante dos olhos, jaz a imensidão da floresta em chamas. Estamos sobrevoando Lábrea, município que já faz parte da lista dos mais desmatados, onde conflitos envolvendo grileiros, madeireiros, indígenas e ribeirinhos já se tornaram rotina. A fronteira do desmatamento avança pelo sul do Amazonas e não poupa nem as áreas protegidas.

    Sobrevoando a região, constatamos que a maior queimada acontecia exatamente dentro de uma unidade de conservação, a Floresta Nacional do Iquiri. Criada em 2008 para servir de “barreira verde” contra o desmatamento no entorno da BR-319, a Flona do Iquiri está hoje ameaçada a se tornar a versão amazônida do Jamanxim, outra Floresta Nacional criada no Pará para para servir de barreira contra o desmatamento na BR-163. Hoje a Flona do Jamanxim é a UC onde mais se desmata no Brasil.

    Que a história de Jamanxin não se repita. Leia mais >

1 - 10 de 1403 resultados.