Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Saem os carros, entram as pessoas

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 22 - set - 2017 às 17:00

    No Dia Mundial Sem Carro, ocupamos as vagas de estacionamento para mostrar como este espaço público pode ser melhor aproveitado para convivência entre as pessoas

    Carros deram lugar às pessoas: espaço de convívio e lazer. Foto: Bárbara Veiga/Greenpeace

     

    Cada vaga de estacionamento na rua ocupa, em média, 30m2. Agora multiplique esta área por milhares por toda a cidade. Haja espaço público destinado aos carros em comparação ao que é voltado à convivência das pessoas. Por isso, neste Dia Mundial Sem Carro nossos voluntários fizeram diversas Vagas Vivas pelo país. Confira as imagens do que rolou.

    Público faz "Saudação ao Sol", em aula de ioga, como aquecimento. Foto: Greenpeace

     

    As Vagas Vivas são a ocupação temporária dos espaços públicos destinados aos carros, transformado-os em áreas de convivência, lazer e trabalho. O objetivo é refletir sobre como todo esse espaços destinado aos carros poderia ser melhor aproveitado pelas pessoas.

    No espaço foram colocadas placas com dados sobre a predominância do automóvel no espaço público Foto: Bárbara Veiga/Greenpeace

     

    Videos e documentários foram exibidos em um mini cinema em plena rua. Foto: Bárbara Veiga/Greenpeace

     

    Ao longo do dia, entre as tarefas de quem usou a Vaga Viva para trabalhar, foram promovidas atividades artísticas e sociais, como a pintura ao vivo (live painting) do muralista Guilherme Kramer; a apresentação do músico João Sobral; e a reforma de carroças pelo Pimp My Carroça. “O espaço viário é visto apenas como passagem para o transporte de cargas e pessoas. Trouxemos artistas e atores sociais que atuam nas ruas para mostrar como esse espaço público tão importante, e tão grande, que é privatizado pelos donos de carros, pode ser valorizado quando utilizado pelas pessoas para a convivência social”, diz o especialista em Mobilidade Urbana do Greenpeace, Davi Martins.

    O muralista e grafiteiro Guilherme Kramer em ação. Foto: Bárbara Veiga/Greenpeace

     

    Obra quase concluída: as ruas como inspiração para a arte. Foto: Bárbara Veiga/Greenpeace

     

    A dominação dos carros
    Entre 1970 e meados da década de 2000, o número de veículos variou 400%. No mesmo período, a infraestrutura viária (ruas, avenidas, viadutos etc) aumentou 21%.  Já entre 2000 e 2015, com o incentivo dado pelo governo às montadoras, quantidade de carros aumentou 145%. 

    Quem passou pelo local registrou o que viu. Foto: Bárbara Veiga/Greenpeace

     

    Em São Paulo, os carros correspondem a 70% da frota de 8,3 milhões de veículos motorizados. A frota de carros paulistana tem crescido, ano a ano, numa proporção duas vezes maior do que a de novos habitantes. Não à toa, o tempo médio de deslocamentos diários no trânsito é de 3 horas e 8 em cada 10 pessoas deixariam de usar o carro se houvesse uma boa alternativa de transporte público, segundo recente pesquisa da Rede Nossa São Paulo.

    O artista Mundano, criador do movimento Pimp my Carroça, dá uma nova cara para a carroça do catador Duacir Silva. Foto: Bárbara Veiga/Greenpeace

     

    Ao mesmo tempo, praças, alamedas, parques e rios foram sendo apertados para acomodar tantos carros, em detrimento do convívio público entre as pessoas. Por isso, reduzir espaços para os carros torna a cidade melhor para se viver. É o que muitas cidades pelo mundo tem feito, ao abrir suas ruas e avenidas para as pessoas.

    Davi Martins, do Greenpeace, e o catador Duacir Silva dão a mensagem: "o carro é seu, a rua é de todos". Foto: Bárbara Veiga

     

    Cidades caminháveis e pedaláveis estimulam o encontro entre as pessoas, e dessas interações surgem várias oportunidades comerciais, sociais e culturais, aceitação das diferenças, sem falar nos benefícios que a atividade física proporciona.

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  • A morte não pede carona, anda de ônibus

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 18 - set - 2017 às 13:10

    Abrimos a Semana de Mobilidade com um “enterro” das 11 vítimas diárias dos  coletivos a diesel da maior metrópole do país

    Um "cemitério" foi montado na Câmara dos Vereadores de São Paulo © Barbara Veiga / Greenpeace

     

    Na manhã desta segunda-feira (18/9), a morte passou pela Câmera Municipal de São Paulo. Trazia com ela as 11 vítimas dos ônibus a diesel. O ato, bastante simbólico, foi um protesto de nossos ativistas para marcar a média diária de pessoas que morrem precocemente por doenças geradas ou agravadas pela poluição do ar resultante da queima desse combustível – 2.871 pessoas no acumulado deste ano.

    Para lembrar a importância disso, colocamos uma lápide em frente ao portão central. Ela simboliza a própria morte da cidade de São Paulo, que perde conhecimento, experiências e afetos junto com essas vidas.

    A morte de pessoas também representa a morte da cidade © Barbara Veiga / Greenpeace

     

    Com banners, nossos ativistas enviaram uma mensagem forte diretamente a quem cabe enfrentar o problema: “Milton Leite e Dória, essa conta é de vocês”. O presidente da Câmara tenta aprovar um projeto de lei que prorroga os ônibus a diesel na cidade sem um plano claro para zerar as emissões no futuro; e o prefeito da cidade, João Doria, pode exigir que as empresas adotem veículos menos poluentes na próxima licitação do transporte público.

     

    Cobrança a quem cabe solucionar o problema © Barbara Veiga / Greenpeace

     

    “Nesta Semana da Mobilidade, muito se defende o transporte público de qualidade como opção ao carro particular, mas essa qualidade passa por garantir que ele seja saudável para as pessoas e para o ambiente, por meio de combustíveis renováveis e não poluentes. É possível e necessário zerar as emissões dos ônibus em menos de uma década, mas vereadores e a Prefeitura ainda se recusam a definir um prazo para isso, prolongando as mortes por poluição”, afirma Davi Martins, especialista de mobilidade urbana do Greenpeace.

    Segundo o patologista e professor da Faculdade de Medicina da USP, Paulo Saldiva, a cada duas horas exposto ao trânsito de São Paulo equivale a fumar um cigarro. Se fomos capazes de combater o fumo em locais fechados, é hora de enfrentar a poluição do ar causada pelo diesel.

     

    Diversas doenças cardíacas, respiratórias, câncer, e prematuridade estão relacionadas diretamente à poluição do ar causada pelo diesel © Barbara Veiga / Greenpeace

     

    Embora crianças e idosos sejam os mais afetados, esta fuligem atinge a todos, mas quem sofre mais são aqueles que têm menos recursos para gastar com saúde e remédios. Um relatório do Instituto Saúde e Sustentabilidade (ISS), lançado em abril deste ano, calculou que, se nada for feito, 178 mil pessoas morrerão precocemente até 2050. Por outro lado, a adoção de ônibus elétricos em toda a frota a partir de 2020 poderá salvar 13 mil vidas – uma por dia, durante todo esse período.

    Conscientizar a população é uma das formas de ampliar a pressão pública por um ar mais limpo © Barbara Veiga / Greenpeace

     

    E porque começar a limpar o ar pelos ônibus? Eles representam menos de 4% da frota de veículos que rodam pela cidade, mas são responsáveis por quase metade (47%) desta fumaça preta que encobre a cidade. As tecnologias mais limpas e renováveis já estão disponíveis e mostramos em nosso Dossiê Ônibus Limpo que elas já são viáveis técnica e financeiramente. Leia mais >

  • O alto custo dos ônibus da morte

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 18 - set - 2017 às 10:11

    Estudo inédito avalia o impacto do óleo diesel no transporte público da cidade de São Paulo e mostra que adoção de combustíveis renováveis na frota de ônibus pode evitar 12,7 mil mortes e gerar uma economia de R$ 3,8 bilhões até 2050. Na prática, significa salvar uma vida por dia em todo o período  

    São Paulo possui uma frota de quase 15 mil ônibus, responsáveis por quase metade da poluição do ar na cidade - Foto: Dennis Fidalgo

     A poluição do ar na maior metrópole do país será responsável por mais de 178 mil mortes e ter um custo de quase R$ 54 bilhões nos próximos 33 anos, ou seja, até 2050, se nada for feito para diminuí-la. Um dos grandes contribuintes de toda esta poluição são os ônibus do transporte público que rodam diariamente pela cidade de São Paulo, despejando fumaça tóxica no ar.

    Embora eles representem menos de 3,6% dos veículos a diesel que circulam na região metropolitana, os ônibus são responsáveis por 35,2% do material particulado (fuligem) que é emitido por toda a frota urbana. Substituir completamente o diesel por biodiesel e eletricidade, portanto, pode salvar milhares dessas vidas e economizar bilhões de reais dos cofres públicos. É o que revela o estudo “Avaliação e Valoração dos Impactos da Poluição do Ar na Saúde da População Decorrente da Substituição da Matriz Energética do Transporte Público na Cidade de São Paulo, realizado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade (ISS) em parceria com o Greenpeace,lançado nesta quarta-feira (17).

    No estudo os pesquisadores consideraram três cenários possíveis para o período entre 2017 e 2050:

    1) A continuidade das políticas atuais para a frota, com predomínio do Diesel B7 (7% de biodiesel na composição).

    Neste cenário, contabilizam-se 178.155 mortes atribuíveis à poluição do ar devido ao material particulado inalável fino (MP2,5) e um custo estimado em cerca de R$ 54 bilhões, em valores de 2015, considerando a perda de produtividade destas mortes precoces. Também seriam contabilizadas 189.298 internações públicas e privadas com custo estimado em R$ 634,7 milhões.

    2) A adoção de 100% de combustíveis renováveis, na combinação de três tipos de fontes energéticas: biodiesel (B100), híbrida (B100 + elétrica) e elétrica, a partir de 2020.

    Estimam-se 12.191 vidas salvas (6,8% do total de mortes) até 2050, o que evitaria uma perda de produtividade estimada em R$ 3,6 bilhões, além da redução de 13.082 internações públicas e privadas.

    3) A substituição de 100% de diesel por ônibus elétrico, a partir de 2020.

    No cenário mais otimista, seriam 12.796 vidas salvas (7,2%), perda de produtividade evitada estimada em R$ 3,8 bilhões e a redução de 13.723 internações. A substituição da matriz energética atual pelos cenários 2 e 3 representa uma economia de aproximadamente R$ 44, 5 milhões e R$ 46,5 milhões respectivamente, comparado ao B7, em relação a gastos com internações públicas e privadas.

    A poluição do ar em São Paulo poderá custar R$ 54 bilhões e 178 mil vidas até 2050 - Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

     “Cigarro sobre rodas”

    Os benefícios da eliminação do diesel no transporte público para a saúde e a economia local se devem pela redução de material particulado inalável fino (MP2,5), cujo nível considerado “aceitável” pelo município é o dobro do que recomenda a Organização Mundial de Saúde.

    Produzido principalmente a partir da queima de combustíveis fósseis, automóveis, incineradores, fogões a gás e tabaco, o MP2,5 é capaz de chegar aos pontos mais profundos do pulmão, nos alvéolos pulmonares, onde há trocas gasosas, e entrar na circulação sanguínea causando danos à saúde.

    “Os ônibus a diesel são como cigarros sobre rodas – poluem o ar tanto quanto o fumo que foi proibido em locais públicos fechados. Uma hora de exposição ao trânsito equivale a fumar um cigarro”, afirma a médica Evangelina Vormittag, diretora do Instituto Saúde e Sustentabilidade e uma das coordenadoras do estudo.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, a poluição do ar é a principal causa de mortes por complicações cardiorrespiratórias relacionadas ao meio ambiente e a líder em riscos para a saúde, superando as mortes por malária, consumo de água insalubre e falta de saneamento básico. Além do câncer de pulmão e de bexiga, a poluição do ar se relaciona à depressão, ao maior risco de arritmias e infarto agudo do miocárdio; bronquite crônica e asma. "Ela pode reduzir a expectativa de vida em 15 anos na cidade", diz Evangelina.

     

    A fumaça emitida pelos ônibus está ligada a diversas doenças cardiorrespiratórias, câncer, depressão e problemas neurológicos. Foto: Natalie Sparaciali

     Oportunidade de mudar é agora

    A Lei Municipal do Clima (Lei n°14.933/2009) determina que a partir de 2018 toda a frota municipal seja abastecida com 100% combustíveis renováveis. O Greenpeace defende que a medida seja cumprida e já mostrou em outro relatório essa transição para os veículos elétricos é uma medida viável e está ao alcance da Prefeitura, que atualmente prepara uma nova licitação para o sistema de ônibus da cidade, ainda este ano.

    “Apesar de ser relativamente pequena diante do total de veículos na cidade, a frota de ônibus é um alvo estratégico e prioritário para intervenção em função do seu grande peso ambiental para a cidade. É possível trocar a frota gradualmente a partir da renovação dos veículos velhos que já é prevista em contrato”, afirma Davi Martins, da campanha de Mobilidade do Greenpeace.

    Para o médico patologista e diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP, Paulo Saldiva, essa dimensão, inclusive financeira, do impacto na saúde, precisa ser levada em conta na tomada de decisões. “Os gestores públicos questionam quanto custa mudar a matriz, mas quanto custa manter a atual? Continuar com o diesel é subsidiar uma política energética ultrapassada com carne humana, a custa da saúde de nossos filhos e das nossas coronárias”, afirma.

    Ativistas do Greenpeace realizam pesquisa informal com a população. Leia mais >

     
  • Ambientalistas exigem que mercado pare o desmatamento do Cerrado

    Postado por Camila Rossi - 11 - set - 2017 às 10:32

    Em manifesto, organizações alertam que empresas podem impedir a destruição de mais de 30% do bioma que abriga as nascentes de 8 das 12 regiões hidrográficas brasileiras

    Vista aérea da cidade de Balsas, Maranhão, na região do Matopiba, confluência dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O Cerrado brasileiro já perdeu em torno de 50% de sua formação original devido à expansão do agronegócio (Foto Marizilda Cruppe / Greenpeace)

      

    Entre 2013 e 2015, o Brasil destruiu 18.962 km² de Cerrado. Isso significa que a cada dois meses, neste período, perdemos no bioma o equivalente à área da cidade de São Paulo. Este ritmo de destruição o torna um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta. Por essa razão, o Greenpeace Brasil e demais organizações ambientalistas lançam hoje o manifesto: Nas mãos do mercado, o futuro do Cerrado: é preciso interromper o desmatamento.

    No manifesto, 40 organizações afirmam que a principal causa da destruição do bioma é a expansão do agronegócio sobre a vegetação nativa. Dada à grave situação do Cerrado, que supera há mais de dez anos as taxas de desmatamento da Amazônia, as entidades pedem uma medida imediata em defesa do Cerrado a ser tomada pelas empresas que compram soja e gado desse bioma, assim como os investidores que atuam nesses setores, no sentido de adotarem políticas e compromissos eficazes para eliminar o desmatamento e desvincular suas cadeias produtivas de áreas naturais recentemente convertidas em pasto ou plantações de soja.

    As organizações também cobram o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo governo no Acordo de Paris e que sejam criados instrumentos e políticas para uma produção mais responsável e unidades de conservação no Cerrado. Alertam que só cumprir a lei não é suficiente, pois ela autoriza que mais 40 milhões de hectares sejam legalmente convertidos no bioma.

    “A exemplo de compromissos assumidos por empresas na Amazônia para eliminar o desmatamento de suas cadeias, é fundamental que um passo na mesma direção seja dado para o Cerrado, onde a situação do desmatamento é muito grave”, afirma Cristiane Mazzetti, especialista em desmatamento zero do Greenpeace Brasil.

    O manifesto traz 15 argumentos que justificam seus pedidos, sendo alguns deles:

    - O Cerrado abriga as nascentes de 8 das 12 regiões hidrográficas brasileiras e responde por um terço da biodiversidade do Brasil, com 44% de endemismo de plantas, mas está ameaçado, tendo perdido cerca de 50% de sua área original;

    - Se mantido o padrão de destruição do Cerrado observado entre 2003 e 2013, até 2050 serão extintas 480 espécies de plantas e mais de 31 a 34% do Cerrado poderá ser perdido;

    - As emissões de gases de efeito estufa decorrentes desse processo impedirão o Brasil de cumprir com seus compromissos no Acordo de Paris;

    - A redução do bioma pode alterar o regime de chuvas na região, impactando a produtividade da própria atividade agropecuária;

    - O governo brasileiro se comprometeu a disponibilizar os dados oficiais do desmatamento do Cerrado anualmente. Um dos argumentos trazidos por parte do setor privado para justificar a falta de monitoramento de suas cadeias produtivas era a ausência do Prodes do Cerrado. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações já publicou os dados oficiais até 2015 e afirma que o monitoramento começará a ser realizado anualmente, como ocorre no bioma Amazônia.

    Leia aqui o manifesto na íntegra. Leia mais >

     

  • Como mostramos que temos mais força que as grandes petrolíferas

    Postado por Thaís Herrero - 4 - set - 2017 às 16:20 1 comentário

    Empresas multinacionais podem até ter um enorme poder financeiro. Mas quando juntamos milhares de pessoas para defender um ecossistema único no mundo, temos mais poder e força

    Em ação na Bélgica, ativistas foram até uma refinaria da Total mostrar o ecossistema que a empresa quer pôr em risco, ao explorar petróleo no Norte do Brasil. (Foto: © Eric De Mildt/ Greenpeace)

    De longe pode até parecer uma briga entre Davis e Golias. De perto, nossa saga para barrar grandes empresas petrolíferas mostra que por sermos tantos Davis, somos muito fortes. Somos mais de 1,2 milhão de defensores e defensoras dos Corais da Amazônia ao redor do mundo. Por onde vamos, espalhamos nossa mensagem e aumentamos cada vez mais esse nosso time.

    Em março, mais de 600 jovens e crianças foram à praia da Copacabana (RJ) e formaram um banner humano gigante em defesa dos Corais da Amazônia. (©Foto: Fernanda Ligabue/Spectral Q/Greenpeace)

     Desde que começamos a campanha em janeiro, já fizemos uma obra de arte gigante com 600 crianças e adolescentes, nos sujamos com petróleo falso, fizemos piada com as petrolíferas no Dia da Mentira, levamos 450 ativistas de 6 países para as ruas, chegamos até a ser presos, entregamos uma carta assinada por cientistas renomados e levamos peixes e medusas gigantes para um protesto em Londres.  Sem medo das grandes corporações, deixamos claro que não vamos parar até que a vitória seja definitiva.

    Voluntários do Greenpeace de Florianópolis (SC) se sujaram de petróleo falso para mandar um recado para a empresa francesa que quer explorar petróleo no Norte do Brasil: "Total, fiquem longe dos Corais da Amazônia". (Foto: ©Bruno Leão/Greenpeace)

    Semana passada, o Ibama rejeitou o estudo ambiental da Total, dando uma última chance da empresa apresentar os estudos que faltam, antes que o processo seja arquivado. Isso deixa a empresa francesa um pouco mais longe de realizar o sonho sombrio de extrair petróleo perto dos Corais da Amazônia.

    Em abril, no dia da Mentira, voluntários foram às ruas para mostrar o quão absurdo é o plano de explorar petróleo perto dos Corais da Amazônia. Imagine se encontrassem petróleo no meio da Avenida Paulista e quisessem extrair, o que você acharia? (Foto: ©Greenpeace)

     
    O Greenpeace agradece a todos e todas que apoiam a campanha e defendem os Corais da Amazônia. Seguimos juntos e ainda temos muito pela frente até que consigamos proteger de uma vez por todas nosso tesouro natural. 

    Em Londres, peixes e medusas gigantes foram até a porta da BP para dizer não à exploração de petróleo perto dos Corais da Amazônia. (Foto: ©Chris J Ratcliffe)

     

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  • 5 razões para comemorar o “não” que o Ibama disse à Total

    Postado por Thaís Herrero - 31 - ago - 2017 às 9:00

    Lucrar com o petróleo de perto dos Corais da Amazônia é um sonho cada vez mais distante para a empresa francesa.

    Dias atrás, nós celebramos a notícia de que o Ibama rejeitou o estudo da empresa Total, que quer explorar petróleo perto dos Corais da Amazônia. Isso significa que os planos (absurdos) dessa petrolífera francesa estão um pouco mais difíceis de se realizarem. E que nós, defensores dos Corais, estamos ganhando nossa luta!

    Temos motivos para comemorar com todo mundo que também quer que o petróleo fique longe desse ecossistema único. Cinco razões para comemorar o “não” que o Ibama disse à Total:

    1. Mais de 1,2 milhão de pessoas foram ouvidas

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    Quando o Ibama diz “não” à Total está lado a lado com o desejo dos milhares de defensores dos Corais da Amazônia que assinaram a petição. Nós dizemos “não” à ganância das petrolíferas e “sim” à vida submarina preservada!

    2. A carta que cientistas assinaram surtiu efeito

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    Pouco tempo atrás, cientistas renomados assinaram esta Carta Aberta. Eles destacam que o recife recém-revelado significam muito para a biologia marinha. E expressando sua preocupação com os riscos que a exploração petrolífera representa para a região.  

    3. O Ibama considerou os (muitos) defeitos do estudo da Total

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    Os documentos que a empresa entregou ao Ibama são cheios de falhas e dados insuficientes, segundo o próprio órgão ambiental. O Greenpeace já tinha destacado alguns desses problemas. Por exemplo, em caso de um vazamento, há uma chance de 30% do óleo atingir a região dos recifes. Isso  já é inaceitável em qualquer caso. É ainda pior quando estamos falando de um bioma único no mundo e pouco estudado.  

    4. O “não” definitivo está próximo

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     A Total tem uma última chance para dar ao Ibama novos dados e tentar a licença. Mas acreditamos que o Ibama vai manter sua postura e defender os Corais da Amazônia. Funcionários do órgão inclusive  apoiaram nosso protesto pacífico semanas atrás.

    5. Isso nos dá mais forças para continuar nossa campanha

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     Começamos a defender os Corais da Amazônia em janeiro e o movimento só cresce. Agora, vemos que tudo valeu a pena.

    A rejeição da licença é uma importante vitória de todos que se mobilizaram pela defesa dos Corais da Amazônia. Mas ainda precisamos manter a pressão para que a Total não continue tentando emplacar seu projeto de explorar petróleo ali. Ajude-nos a continuar esse trabalho entre para o nosso time de doadores e vista a camisa em nome dos Corais da Amazônia. Leia mais >

    JUNTE-SE A NÓS

  • A semana do Greenpeace em fotos:

    Postado por Greenpeace - 21 - ago - 2017 às 15:35 1 comentário

    Todos os dias pessoas de todo o mundo lutam para garantir um futuro verde e pacífico para o nosso planeta. Do Brasil a Noruega, aqui está um olhar sobre algumas das principais imagens do Greenpeace na semana passada

    Ação global contra a exploração de petróleo no Ártico

    O navio Arctic Sunrise está no Ártico expondo o governo norueguês contra a exploração de petróleo. Ativistas de todo mundo estão a bordo participando da ação.

     

    Ação contra a construção do parque temático da Nickelodeon nas Filipinas

    Grupos ambientais e da sociedade civil se opõem ao parque temático que Nickelodeon pretende construir. Para os estudiosos, a construção do parque poderá prejudicar o ecossistema marinho da região.

     

    Não ao plástico! ação na Bulgária

    Ativistas de 13 países diferentes abriram um banner com a mensagem “não ao plástico” na ponte de Asparuhov, Bulgária.

     

    Protesto em frente à sede do Ibama, no Rio de Janeiro, contra a exploração de petróleo nos Corais da Amazônia

    Ativistas do Greenpeace realizam manifestação em frente ao Ibama para que o órgão resista à pressão das empresas Total e BP e negue a licença ambiental de exploração petrolífera próxima aos Corais da Amazônia.

      

    Eternit, a "Casa do Câncer" no centro de Bogotá

    Em ação criativa, o Greenpeace apresentou a "casa do câncer" no parque nacional de Bogotá. A Organização chamou atenção para que a empresa Eternit abandone definitivamente a produção de materiais que contenham amianto. O processo será discutido nos próximos dias pelo Senado Colombiano.

     

    Protesto para salvar a floresta de Białowieża, na Polônia

    Aproximadamente 150 pessoas protestaram na praça perto da embaixada polonesa em Praga contra a desmatamento na floresta de Bialowieža.

     

    Rainbow Warrior  aberto à visitação em Varna, Bulgária

    Em apoio a campanha para redução do uso plástico, o Rainbow Warrior fez sua parada em Varna, na Bulgária, e abriu as portas para que os visitantes adentrassem no interior do navio.

     

    Show da banda Mashrou Leila no Líbano

    A banda fez um show para conscientizar seu público sobre a questão do plástico no Líbano.

     

    Ação na sede da Commbank na Austrália

    Voluntários entregaram carvão em frente à sede da CommBank, em Sydney, depois que o banco falhou ao liberar uma política climática fraca que não tem uma única menção ao uso de combustíveis de carvão ou fósseis.

      

    “Ação plástica” em Jerusálem

    Atividade voluntária em frente ao Ministério do Meio Ambiente, em Jerusalém, pedindo que o Governo amplie a lei de reciclagem. Na foto, uma baleia de garrafas pet, em frente ao Ministério Público.

     

    Mobilidade Urbana na Holanda

    Garagem com capacidade para mais de 4.500 bicicletas Leia mais >

      

  • Criaturas gigantes do mar protestam em Londres contra a BP

    Postado por Greenpeace - 21 - ago - 2017 às 11:11

    Peixes e medusas foram para a frente da sede da companhia petrolífera pedir que ela abandone seus planos de perfuração próximo aos Corais da Amazônia

      

    Nesta segunda-feira (20), 30 voluntários do Greenpeace realizaram um desfile com 12 criaturas gigantes do mar tropical em frente à sede da BP, em Londres, para protestar contra os planos de perfuração de petróleo perto dos Corais da Amazônia.

    O desfile “nadou” em torno da praça Trafalgar Square, um dos pontos turísticos da capital britânica, e em seguida seguiu para St James Square, onde a companhia de petróleo está localizada. Os ativistas entregaram a petição com mais de um milhão de assinaturas pedindo que a BP não perfure perto do recife, juntamente com um mapa para mostrar onde está esse ecossistema. O desfile contou com peixes e medusas tropicais de quatro metros de comprimento, incluindo o colorido "Kylie Minnow".

    Em desfile, os ativistas seguiram do centro da cidade em direção à sede da BP. Foto: Chris J Ratcliffe

     

    "Todos no Greenpeace ficaram incrivelmente entusiasmados por capturar as primeiras imagens dos Corais da Amazônia, e não podemos deixar agora a BP destruir essa maravilha natural antes mesmo de ser conhecida. Trouxemos essas incríveis criaturas como embaixadores do recife. É um gostinho dessa beleza que está ameaçada pelos planos da BP”, afirma Sara Ayech, ativista de petróleo do Greenpeace no Reino Unido.

    Agora, a BP não pode mais continuar fingir ignorar a existência dos Corais da Amazônia. Foto: Chris J Ratcliffe

     

    Como os estudos da empresa ignoraram completamente essa área, apesar dela ser três vezes maior que Londres, os ativistas entregaram um mapa da região onde está o recife e as mais de um milhão de assinaturas das pessoas na petição pela proteção dessa riqueza natural única. “Por mais forte que eles tentem - e eles parecem estar tentando bastante - não vamos deixar a BP ignorar os Corais da Amazônia", completa Sara.

    A petição com mais de 1,3 milhão de assinaturas de pessoas pedindo pela proteção dos Corais da Amazônia foi entregue para a BP. Foto: Chris J Ratcliffe

     

    Os Corais da Amazônia são um recife de coral de 5.000 quilômetros quadrados na bacia da faz do Amazonas, ao largo da costa do Brasil. Foi filmado e fotografado pela primeira vez em uma expedição do Greenpeace em fevereiro deste ano e é um ecossistema único, rico em biodiversidade e amplamente inexplorado. A BP e a empresa francesa de petróleo Total pretendem perfurar petróleo na área, com seus blocos compartilhados a partir de apenas 8 km do recife. Muitos cientistas marinhos expressaram sua consternação sob o risco de um derramamento de óleo devastar o recife antes mesmo dele ter sido estudado.

    No caminho, os ativistas passaram em frente à embaixada brasileira e deixaram uma carta com o pedido da petição para que o governo brasileiro proteja o recife. Foto: Chris J Ratcliffe

     

    O Estudo de Impacto Ambiental da BP para a área, um documento enorme com centenas de páginas, evita mencionar o recife de 5.000 km2 sequer uma vez. O plano de resposta do derramamento de óleo da empresa inclui o uso do dispersante químico 'Corexit', que é tóxico para os corais, e depende de veículos operados remotamente que podem não funcionar nessas águas. Leia mais >

  • Estátuas de São Paulo usam máscaras contra a poluição do ar

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 17 - ago - 2017 às 16:15

    A intervenção foi um protesto contra o projeto de lei do vereador Milton Leite para prorrogar os ônibus a diesel na cidade por mais 20 anos, e assim, a poluição que mata 4 mil pessoas a cada ano

     

    As estátuas não respiram, mas 13 mil vidas poderão ser salvas até 2050 com a adoção de combustíveis limpos nos ônibus de São Paulo. Foto: Paulo Pereira

     

    Nesta quinta-feira (17), diversas “personalidades” da cidade de São Paulo, como Adoniram Barbosa, no Bixiga; Francisco de Miranda, na Av. Paulista; Afonso Taunay, no Largo do Arouche; Alexander Flamming, na Mooca; Nicolau Scarpa,  nos Jardins; e Luiz Lázaro, na Praça da República, amanheceram com máscaras, protegidas contra a poluição do ar.

     

    A Lei do Clima determina toda a frota de ônibus com combustíveis renováveis a partir de 2018 - esta transição não pode nem precisa durar 20 anos. Foto: Paulo Pereira

     

    O protesto, realizado pelo Greenpeace, Minha Sampa e Cidade dos Sonhos, foi para chamar a atenção para o projeto de lei do vereador e presidente da Câmara Municipal Milton Leite (DEM) que pretende adiar por 20 anos o prazo para que as empresas de ônibus adotem combustíveis mais limpos na frota municipal.

    Ou seja, se isso passar, teremos que conviver até 2037 com essa fumaça tóxica que mata mais que o trânsito: são 11 mil mortes por ano na cidade, sendo 4 mil delas apenas em função do que é emitido pelos ônibus a diesel.

     

    Nem o Monumento às Bandeiras escapou. Foto: Paulo Pereira

     

    “Estas mortes anuais recaem hoje nas mão do vereador Milton Leite. A solução para salvar vidas é garantir ônibus que não poluem. A cidade de São Paulo não pode mais prejudicar a saúde de seus cidadãos e desperdiçar bilhões de reais em perda de produtividade e gastos com saúde pública”, disse Davi Martins, do Greenpeace. 

    Durante a manhã, em terminais de ônibus e hospitais públicos, as pessoas também receberam as máscaras e folhetos explicando os riscos deste projeto de lei para a saúde. Foto: Barbara Veiga/Greenpeace

     

    Também conhecido como “PL da Poluição”, o projeto, que só atende aos interesses das empresas de ônibus, terá sua primeira audiência pública hoje na Câmara dos Vereadores. Por isso, para que todos nós não tenhamos que andar com máscaras pela cidade, é preciso pressionar os vereadores a barrar essa irresponsabilidade, que custa vidas, saúde, dinheiro e representa um enorme atraso tecnológico.

    Clique na imagem abaixo e envie sua mensagem aos vereadores.

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  • 16 de agosto: dia decisivo para meio ambiente e povos indígenas e quilombolas

    Postado por Camila Rossi - 15 - ago - 2017 às 21:33

    STF julgará três ações que podem decidir o futuro das áreas protegidas no Brasil e das demarcações de terras indígenas e quilombolas. Para agravar, deputados devem votar projeto de lei que propõe alterar regras de licenciamento ambiental para grandes obras.

    Floresta Nacional do Jamanxim, uma das unidades de conservação mais desmatadas recentemente, poderá ter 354 mil hectares de área protegida reduzida por projeto de lei (Foto Daniel Beltrá/Greenpeace).

    O dia 16 de agosto de 2017 pode ser um dia histórico para o meio ambiente e para as populações tradicionais do Brasil. Nesta quarta-feira, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidirão o futuro das áreas protegidas e dos povos indígenas e quilombolas. Já os deputados votarão o projeto de lei que propõe enfraquecer o licenciamento ambiental. Em apenas um dia, décadas de conquistas socioambientais podem ser perdidas. Definitivamente, um dia para ficar na história, para o bem ou para o mal.

    STF: Redução de Unidades de Conservação (UCs) 

    Duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) – 4717 e 3646 – que tratam dos atos de criação, recategorização, ampliação, redução e desafetação dessas áreas protegidas serão analisadas pelo STF. Dependendo da decisão final, os julgamentos dessas ações podem resultar na anulação de praticamente todas as unidades de conservação (UCs) do país, bem como abrir caminho para que essas áreas protegidas sejam reduzidas ou desafetadas por medida provisória.

    Atualmente, a redução de UCs pode ser feita apenas por projeto de lei. Se for aprovada que a alteração poderá ser via medidas provisórias, será criado um precedente e as medidas provisórias serão largamente utilizadas por presidentes para reduzir as áreas que hoje estão protegidas. 

    STF: Demarcação de Terras Indígenas  

    As decisões dos ministros sobre o Parque Indígena do Xingu (MT), a Terra Indígena Ventarra (RS) e terras indígenas dos povos Nambikwara e Pareci poderão gerar consequências para as demarcações de terras indígenas em todo o país.

    Em julho, Temer assinou um parecer da Advocacia Geral da União (AGU) obrigando todos os órgãos do Executivo a aplicar o “marco temporal” e a vedação à revisão dos limites de terras já demarcadas - inclusive visando influenciar o STF.

    Segundo a tese do chamado “marco temporal”, considerada político-jurídica inconstitucional, os povos indígenas só teriam direito às terras que estavam sob sua posse em 5 de outubro de 1988. Os ruralistas querem que o ‘marco temporal’ seja utilizado como critério para todos os processos envolvendo TIs, o que inviabilizaria a demarcação de terras que ainda não tiveram seus processos finalizados.

    STF: Demarcação de Quilombos 

    Será retomado também neste dia o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3.239, proposta, em 2004, pelo então PFL, hoje DEM, contra o Decreto 4.887/2003, que regulamenta a demarcação dos quilombos. Procedimentos de demarcação em andamento e futuros podem ser prejudicados.  

    O Decreto 4.887 não estabelece um marco temporal para a comprovação da posse da terra, prevê títulos coletivos inalienáveis e a delimitação de um território que garanta a reprodução física e cultural dos quilombolas.

    O principal ponto do Decreto 4.887 questionado pelo DEM é o critério de “auto-atribuição”, pelo qual a própria comunidade decide quem são e onde estão os quilombolas. De acordo com o partido, ele abriria brechas para arbitrariedades e o desrespeito aos direitos de ocupantes das terras não quilombolas.

    A advogada do ISA Juliana de Paula Batista nega que os processos só levem em conta a “auto-atribuição” e assinala que, segundo as normas vigentes, dificilmente um não quilombola poderia simplesmente se auto-atribuir a condição quilombola e ter reconhecidos direitos territoriais. 

    Câmara: votação PL de licenciamento ambiental 

    A Câmara dos Deputados vota a Lei Geral de Licenciamento - PL 3729/2004, que pode alterar as regras do licenciamento ambiental no Brasil.

    O texto proposto pela bancada ruralista contém diversos pontos polêmicos, como a dispensa de licenciamento para atividades agropecuárias, criação do licenciamento autodeclaratório e flexibilização de exigências ambientais. Se o PL for aprovado, grandes obras poderão ser  autorizadas sem que se saiba exatamente seu impacto ambiental. Hoje, a decisão para a liberação de uma obra ou atividade é baseada na análise de seus impactos e em um plano que garanta compensações em áreas como a social e ambiental.

    O texto também joga para os estados a decisão de que tipo de obra precisará de licenciamento e como este se dará, podendo ocasionar uma verdadeira guerra entre estes estados para ver quem oferece maiores facilidades em termos de proteção ambiental.

    O conjunto da obra, escrita pelo Dep. Mauro Pereira e apoiada por setores como a bancada ruralista e a CNI, pode ainda gerar uma grande insegurança jurídica para novos licenciamentos, aumentando a quantidade de questionamentos jurídicos e afetando negativamente os investimentos no país.  

     

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