Renan Calheiros em reunião com representantes do Greenpeace e parlamentares. Foto: Presidência do Senado Federal.

 

Presa desde o dia 19 de setembro após um protesto pacífico no Mar de Barents, a ativista brasileira Ana Paula Maciel já recebeu apoio político de diversas frentes em seu país natal. O maior deles veio da instância mais alta do Poder Executivo. No dia 10 de outubro, após grande mobilização nacional, a presidente Dilma Rousseff se manifestou em sua conta do Twitter, dizendo ter solicitado assistência direta do Ministério das Relações Exteriores, uma vez que o caso está sendo tratado no âmbio diplomático.

Além de Dilma, o Ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, instruiu, no dia primeiro de outubro, o embaixador do Brasil em Moscou, Fernando Barreto, a assinar uma “carta de garantia” pela ativista gaúcha. Pelo documento, o governo brasileiro pede que Ana Paula aguarde as investigações em liberdade, garantindo às autoridades russas que ela teria bom comportamento e que se apresentaria à Justiça quando fosse requisitada.

Ainda no alto escalão, o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), também manifestou apoio e preocupação, em nome de todo o Parlamento brasileiro, com relação à situação de Ana Paula. No dia 23 de outubro, em reunião com representantes do Greenpeace e parlamentares, Calheiros anunciou que enviaria um pedido oficial de libertação da ativista. A carta, direcionada ao Parlamento russo, deverá ser entregue pessoalmente por uma comitiva de deputados e senadores.

A decisão foi resultado de uma reunião organizada pelas Frentes Parlamentares Ambientalista e em Defesa dos Direitos Humanos. Ambas também já haviam manifestado publicamente seu apoio à libertação da bióloga e dos demais ativistas. A Frente de Direitos Humanos realizou, no dia 16 de outubro, um ato pela libertação de Ana Paula Maciel, que resultou na coleta de cerca de 70 assinaturas de parlamentares em solidariedade.

No dia 10 de outubro, os senadores Ana Rita (PT-ES) e João Capiberibe (PSB-AP) – respectivamente presidente e vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal – também já tinham apresentado um ofício direcionado ao presidente da Casa, Renan Calheiros, para que o Senado se manifestasse a favor da libertação da ativista do Greenpeace.

No Congresso, aliás, a comoção foi em peso. Parlamentares da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovaram uma moção de apoio, apresentada pelo deputado Henrique Fontana (PT-RS) e aprovada no dia 9 de outubro, que depois foi entregue em mãos ao embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Pogóssovitch Akopov.

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal, por sua vez, também aprovou dois requerimentos de apoio à brasileira presa. Um deles, apresentado pelos senadores Paulo Paim (PT-RS), Pedro Simon (PMDB-RS) e Ana Amélia (PP-RS), afirma que a comissão se colocava como “fiadora convicta” de que o processo de julgamento da brasileira ocorreria dentro dos limites legais. O documento, portanto, reafirmava a “carta de garantia” que o governo federal enviou ao governo russo no dia primeiro de outubro.

Governador do Rio Grande do Sul, estado onde Ana Paula nasceu e foi criada, Tarso Genro (PT-RS) também manifestou apoio no início de outubro. Ele afirmou que pediria pessoalmente à presidente Dilma Rousseff que interviesse diplomaticamente, e prometeu acionar a secretaria de Justiça do estado para acompanhar o caso.

Ana Paula está entre os 28 ativistas e dois jornalistas presos após um protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico. Se você também é contra os impactos que podem ser causados nesse frágil ecossistema e apoia a atitude dos nossos ativistas, clique no botão abaixo e envie uma mensagem à embaixada russa.


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