Manifesto pelas florestas do Brasil

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Notícia - 7 - abr - 2011
Desmatamento zero e tratamento diferenciado da agricultura familiar são parte de uma lei florestal realmente justa.

Manter as florestas faz bem para o país ©Greenpeace

Um manifesto lançado hoje em Brasília pede que uma reforma do Código Florestal se baseie no desmatamento zero e no tratamento diferenciado dos agricultores familiares.

O texto, assinado por uma série de organizações, inclusive o Greenpeace, também deixa claro que o projeto de lei escrito pelo deputado Aldo rebelo (PCdoB-SP) não representa o interesse de quem produz os alimentos no Brasil.

Leia a seguir o manifesto:

POR UMA LEI FLORESTAL JUSTA E EFETIVA: NÃO À APROVAÇÃO DO RELATÓRIO ALDO REBELO

Está para ser votado na Câmara dos Deputados um dos maiores crimes contra o nosso país e sua imensa biodiversidade: a destruição do Código Florestal. A nossa lei que protege as margens de rios e as encostas da erosão e dos deslizamentos, que mantém parte de nossas florestas, cerrados e caatingas preservados, e que estimula o manejo sustentável de nossas riquezas naturais está na mira da bancada ruralista!

Alegando que a lei atrapalha o agronegócio brasileiro, os ruralistas encomendaram ao deputado Aldo Rebelo (PC do B/SP) uma proposta de alteração que está prestes a ser votada e que, dentre outras coisas, pretende:
a) anistiar os desmatamentos ilegais realizados em APPs até 2008: não será mais necessário recuperar os desmatamentos ilegais realizados em encostas, beiras de rio e áreas úmidas, beneficiando quem desrespeitou a lei, mas prejudicando a sociedade, que terá que conviver para sempre com rios assoreados, deslizamentos de encostas, águas envenenadas, casas e plantações levadas por enchentes, dentre outros.
b) diminuir a proteção aos rios e topos de morro: prevê que os rios menores, justamente os mais abundantes e frágeis, terão uma proteção menor, que pode chegar a ¼ da atual. Da mesma forma, retira toda e qualquer proteção aos topos de morro, áreas frágeis e sujeitas a deslizamentos e erosão em caso de uso inadequado. Somada à anistia, significará uma perda muito significativa de proteção  a essas áreas.
c) diminuir a reserva legal em todo o país: isenta os imóveis de até 4 módulos fiscais de recuperar a reserva legal, e para todos os demais diminui a base de cálculo, o que significa diminuir ainda mais uma área que já é considerada por todos como pequena para proteger a biodiversidade. Isso sem contar a possibilidade de fraude, com fazendas maiores se dividindo artificialmente para não ter que recuperar as áreas desmatadas.
d) permitir a compensação da reserva legal em áreas remotas, sem nenhum critério ambiental, levando em consideração apenas o valor da terra, e não a importância ambiental ou a necessidade de recuperação ambiental da região onde ela deveria estar, muitas vezes já. Essa proposta terá repercussões na estrutura agrária em todo o país, expulsando agricultores familiares e camponeses, povos indígenas e quilombolas.
e) possibilitar que municípios possam autorizar desmatamento, o que significa criar o total descontrole na gestão florestal no país, já que são muitos os casos de prefeitos que têm interesse pessoal no assunto, configurando um inadmissível conflito de interesses.

Para quem defende essa proposta o que interessa é manter  monoculturas envenenadas com agrotóxicos, movidas a trabalho escravo e uma destruição ambiental constante. Não é isso que interessa ao país.

Nós, organizações ambientalistas, movimentos sociais do campo e sindicalistas de todo o Brasil, defendemos valores e práticas bem diferentes. Por isso defendemos uma proposta diferente para o Código Florestal, que deve prever, dentre outros:

  • Tratamento diferenciado para a agricultura familiar, que tem no equilíbrio ambiental um dos pilares da sua sobrevivência na terra, com apoio técnico público para recuperar suas áreas e gratuidade de registros;
  • Desmatamento Zero em todos os biomas brasileiros, com exceção dos casos de interesse social e utilidade pública, consolidando a atual tendência na Amazônia e bloqueando a destruição que avança a passos largos no Cerrado e na Caatinga;
  • Manutenção dos atuais índices de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente, mas permitindo e apoiando o uso agroflorestal dessas áreas pelo agricultor familiar
  • Obrigação da recuperação de todo o passivo ambiental presente nas Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal, não aceitando a anistia aos desmatadores, mas apoiando economicamente aqueles que adquiriram áreas com passivos para que recuperem essas áreas;
  • Criação de políticas públicas consistentes que garantam a recuperação produtiva das áreas protegidas pelo Código Florestal, com a garantia de assistência técnica qualificada, fomento e crédito para implantação de sistemas agroflorestais, garantia de preços para produtos florestais e pagamentos de serviços ambientais


A sociedade brasileira exige do Congresso Nacional e da Presidenta eleita que este relatório nefasto não seja aprovado, e que em seu lugar seja colocado um texto que interesse a todos os brasileiros, ou seja, que não diminua a proteção de áreas ambientalmente importantes, mas que crie condições para que elas sejam efetivamente protegidas.

Por isso milhares de pessoas estão organizadas hoje para gritar:

NÃO AO RELATÓRIO DA BANCADA RURALISTA!

POR UM CÓDIGO FLORESTAL QUE DE FATO GARANTA PRODUÇÃO E PROTEJA AS FLORESTAS!

Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal – ABEEF
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida – APREMAVI
Associação dos Servidores da Reforma Agrária em Brasília - ASSERA
Associação dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente e do Ibama - ASIBAMA
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Confederação Nacional dos Servidores do Incra - CNASI
Conselho Indigenista Missionário – CIMI
Conselho Pastoral de Pescadores
Conservação Internacional – Brasil
Crescente Fértil
Federação dos Estudantes de Engenharia Agronômica do Brasil – FEAB
Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar – FETRAF
Fundação SOS Mata Atlântica
Greenpeace
Grupo Ambientalista da Bahia – GAMBA
Grupo de Trabalho Amazônico – GTA
Instituto Centro de Vida - ICV
Instituto de Estudos Socioeconomicos - INESC
Instituto Socioambiental – ISA
Mira Serra
Movimento das Mulheres Camponesas – MMC
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais – MPP
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Pastoral da Juventude Rural – PJR
Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário - SINPAF
Sociedade Chauá
Via Campesina
Vitae Civilis

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Bayergeo

Bayergeo says:

ATENÇÃO:

Solicitamos que adicionem à lista de movimentos/entidades apoiadoras, o nosso movimento estadual:

MOVIMENTO (ES) SALVE O CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO
- CONTRA o "Novo" Código Florestal da Motosserra.

Sou um dos facilitadores do movimento capixaba.

CONTATOS:
Alessandro Chakal
(27) 9923-8510

Enviado 9 - jul - 2011 às 13:17 Denunciar abuso

sandra

sandra says:

PETIÇÕES costumam funcionar em países desenvolvidos.Funcionariam aqui?Para todos os envolvidos!Se o Greenpeace puder arrecadar assinaturas de outros paises,seria -talvez-mais bem sucedido,vejo que estão todos muito apáticos.As mais prementes questoes são adiadas,as universidades nao apresentam soluções,em campo algum.Vivemos numa modorra intelectual de dar pena

Enviado 20 - abr - 2011 às 0:44 Denunciar abuso

Redney

Redney says:

Infelizmente existe esse tipo de pessoas, que não consegue ver que com tudo isso só vai colocar a própria espécie em extinsão, o mundo precisa de uma educação ambiental isso é a verdade, para ver se assim pensam duas vezes ates de fazer qualquer mal contra a natureza.

Enviado 18 - abr - 2011 às 16:04 Denunciar abuso

ana maria

ana maria says:

Uma pergunta que não quer calar: QUAL O INTERESSE ESCUSO DO DEPUTADO ALDO REBELO E DA CAMBADA RURALISTA PARA DESTRUIR O PAÍS...
Será que eles pensam que quando morrer vão levar no caixão as fortunas acumuladas com a destruição de um país...
Eles já pensaram que país vão deixar para seus filhos e netos...
Isto pensando neles, mas será que eles já pensaram nas milhares de pessoas,entre elas crianças,que não terão onde morar,onde cultivar seus alimentos,nos índios que dependem única e exclusivamente destas terras...
NÃO!!! ELES NÃO PENSARAM NESTE POVO, E SABE PORQUE...
SIMPLESMENTE PORQUE É POVO, E POVO SÓ INTERESSA NAS ELEIÇÕES,DEPOIS ... BEM, DEPOIS QUE SE DANEM!!!

Enviado 12 - abr - 2011 às 17:34 Denunciar abuso

Tainah

Tainah says:

Como falar de desmatamento zero se o governo é o primeiro a dar um passo falso. Deveria existir um licenciamento ambiental internacional para que outros países analizassem e dessem seus pareces tecnicos a respieto de mega obras como a construção da Mega UHE Belo Monte. Pois assim como a usina nuclear do Japão não está causando problemas ambientais só na população local mas como no planeta, com a construção desta Mega UHE, causará um impacto ambiental não só para região local como para o planeta. A população brasileira têm que se unir contra a construção deste mega empreendimento, pois este é interesse da minoria da população que têm poder, sendo apenas eles beneficiados e a maioria da população que sofrerá as consequencias. Assim como a transamazônica que é um estrada ruma ao desmatamento e a miseria.

Enviado 10 - abr - 2011 às 13:36 Denunciar abuso

camorim

camorim says:

04071040, sugiro também entrar em contato com a SOS Mata Atlântica, que tem toda sua atuação, como o próprio nome diz, voltado à preservação dos remanescentes de mata atlântica - a vegetação que você encontra na área do Morro do Querosene. O email deles é .
Boa sorte com sua manifestação!

Enviado 8 - abr - 2011 às 10:02 Denunciar abuso

Yoshikazu

Yoshikazu says:

É obrigação do brasileiro, não aceitar que o novo código florestal não seja aprovado.
Nosso país não precisa algo tão repugnante para ser desenvolvido!
Participem deste manifesto! Lembre-se do nosso Hino: TEUS RISONHOS, LINDOS CAMPOS TÊM MAIS FLORES;
"NOSSOS BOSQUES TEM MAIS VIDA,"
"NOSSA VIDA" NO TEU SEIO "MAIS AMORES". Será que vai ter vida se esse novo código for sancionado!?

Enviado 8 - abr - 2011 às 3:47 Denunciar abuso

04071040

04071040 says:

Desculpem, faltaram algumas informações importantes.


Local: Rua da Fonte, s/n°, Jardim Pirajuçara (Morro do Querosene) Butantã - São Paulo

Ruas interditadas: Travessa da Fonte e Rua Padre Justino (nas imediações da Travessa da Fonte que fica a 100 metros da Av. Corifeu de Azevedo Marques). Acesso: pela Av. Corifeu de Azevedo Marques ou pela Rodovia Raposo Tavares, 1ª travessa a direita (Rua Afonso Vaz que vai encontrar a Rua Padre Justino à esquerda).

Informações: 3726 8406 / 3726 5550

Realização: Associação Cultural Morro do Querosene, FEMA e Prefeitura de São Paulo.

Apoio: SVMA-PMSP, CET, SABESP, Ecos do Meio, PEABIRU e O AUTOR NA PRAÇA.

Conto com a ajuda de vocês! Obrigada!

Enviado 7 - abr - 2011 às 21:02 Denunciar abuso

04071040

04071040 says:

Olá aos queridos amigos do Greenpeace. Vim aqui para divulgar um evento e gostaria que me ajudassem nessa tarefa. Acredito que seja relevante.

Dia 10/04/2011 DOMINGO - das 10 às 22H - na Travessa da Fonte - Morro do Querosene - EVENTO GRATUITO

O Morro do Querosene possui uma área de quase 40.000 m² com resquícios de Mata Atlântica abandonada e 3 nascentes, uma delas a Fonte que jorra água pura e mineral que escorre para o bueiro. A comunidade do Morro do Querosene e Butantã vem há 10 anos se mobilizando para preservar este espaço conhecido pelos moradores como Chácara da Fonte. Hoje, a velha Rua da Fonte está interditada por um muro que nos impede de chegar à Fonte.

Esta área também guarda uma interessante história: aqui se encontravam vários caminhos que constituíam a lendária trilha indígena do Peabiru, mais tarde utilizada pelos bandeirantes, jesuítas e tropeiros. A efervescência cultural do Morro do Querosene deve vir desta época, quando aqueles que utilizavam esses caminhos paravam na Bica e na Fonte para descansar, matar a sede e realizar suas cantorias e danças.

Hoje, com tantas atividades culturais e artísticas, não temos no Morro um espaço adequado para nossas manifestações. A Chácara da Fonte tem a vocação de Parque Cultural e Ambiental necessário à nossa cidade. Pensando nisso, na criação do Parque da Fonte e na importância de cuidar do meio ambiente, decidimos participar do Fórum Social de São Paulo realizando uma atividade autogestionada denominada "ManifestAção em defesa da Fonte".

O evento será realizado dia 10 de abril, das 10h às 22h, e contará com apresentações musicais intercaladas com performances e intervenções poéticas, ambientais e urbanas.

Programação:

10h20 – Orquestra de Berimbaus (palco) roda de capoeira/samba de roda (chão)
11h10 – Samba da Casa (chão)
11h50 – Henrique Menezes e Banda Bom que Doí (palco)
12h20 – Poesia Maloqueirista Intervenção (chão)
12h35 – Malungo (intervenção musical) (palco)
12h50 – Grupo Cupuaçu (chão)
13h30 – Ambulantes (palco)
14h10 – Manos Urbanos (palco)
14h45 – Hugo Paz (intervenção poética) (palco)
15h00 – Emerson Boy (intervenção musical) (palco)
15h15 – Marquinho Mendonça (intervenção musical) (palco)
15h25 – Treme Terra e Gaspar (Z’Africa Brasil) (palco)
16h00 – Poesia Maloqueirista (intervenção) (chão)
16h25 – Isca de Polícia (palco)
17h00 – Grupo de Teatro do Peabiru (intervenção) (chão)
17h25 – Planta e Raiz (palco)
18h05 – Frente 03 de Fevereiro (palco)
18h45 – Tião Carvalho (palco)
19h20 – Poesia Maloqueirista (intervenção) (chão)
19h45 – Dinho Nascimento (palco)
20h25 – Nasi (Palco)
21h05 – Peixe Elétrico (palco)

Enviado 7 - abr - 2011 às 20:58 Denunciar abuso

camorim

camorim says:

willdson, o Greenpeace, como uma organização civil, não tem poder direto de fiscalização ou mesmo de punição. Para ajudá-lo a encaminhar essa denúncia, listamos os órgãos responsáveis por receber e averiguar denúncias de crimes ambientais aqui: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Participe/Colaborador/faq-colaborador/Orgaos-publicos-que-recebem-denuncias-de-agressoes-ambientais/. Recomendamos detalhar e documentar todas as informações, para que a denúncia tenha credibilidade.

Enviado 7 - abr - 2011 às 15:20 Denunciar abuso

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