Ruralistas rifam florestas por eleição

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Notícia - 6 - jul - 2010
Protesto do Greenpeace em Brasília expõe bancada da motosserra, que aprovou reforma de Código Florestal que anistia crimes ambientais e aumenta desmatamento.

Ativistas protestam durante reunião de comissão sobre Código Florestal. © Greenpeace / Felipe Barra

Ativistas do Greenpeace ligaram sirenes hoje na Câmara dos Deputados para alertar os eleitores brasileiros que um grupo de políticos em fim de mandato quer usar as eleições como combustível para acabar com as florestas do país.

O protesto interrompeu a votação da comissão especial que discute o Código Florestal, com a mensagem "Não vote em quem mata florestas". Apesar da natureza pacífica da ação, três ativistas foram agredidas física e verbalmente pela segurança da casa.

Aumento do desmatamento é o que vai resultar da aprovação, por uma comissão apinhada de ruralistas em fim de mandato, da proposta do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). O relatório de Aldo Rebelo perdoa quem já cometeu crime ambiental e abre possibilidade de redução dramática da reserva legal, área dentro de cada propriedade que deve ser mantida.

"A proposta votada na comissão especial é o maior retrocesso que nossa lei de florestas já sofreu. Além de dar um sinal verde para mais destruição, com uma anistia ampla a quem desmatou ilegalmente e cometeu crimes ambientais nas últimas décadas, a proposta de mudança permite o uso político do Código Florestal na barganha da campanha eleitoral", diz Rafael Cruz, coordenador de campanha do Greenpeace.

Assista ao vídeo:

Modificações de última hora apresentadas pelo próprio deputado – após receber críticas de organizações do campo, ambientalistas, parlamentares e partidos que acompanham a matéria, além de parte do Ministério do Meio Ambiente – não são suficientes para impedir o estrago que a proposta pode causar à biodiversidade brasileira.

Um exemplo claro toca as áreas de preservação permanente. Antes Aldo tinha deixado seu desenho nas mãos de governos estaduais, mais suscetíveis a pressões. Isso ele mudou, mas na prática a teoria é outra: agora, quando o órgão estadual achar que há interesse público ou impacto ambiental baixo, pode liberar o desmatamento ali.

O texto agora segue para o plenário da Câmara, onde valem pressões e negociatas políticas. Para Cruz, a preservação das florestas brasileiras, um patrimônio de todos os brasileiros, poderá ser barganhada por votos durante a campanha eleitoral. “Isto não reflete a vontade da sociedade brasileira nem as necessidades de preservação da biodiversidade e do clima em todo o mundo”, diz.

O melhor exemplo de que as verdadeiras intenções dos deputados é usar o Código Florestal como mera moeda em ano eleitoral vem do próprio agronegócio. Na mesma semana que o texto de Aldo Rebelo é aprovado por políticos ruralistas, as empresas comercializadoras de soja renovarão o acordo que fecha as portas do mercado para fazendeiros que desmataram áreas da Amazônia após 2006. Exemplo similar de responsabilidade corporativa está sendo adotado por grandes frigoríficos brasileiros, que também assumiram compromissos contra o desmatamento.

"Os responsáveis por duas das principais commodities brasileiras compreendem que o mercado moderno não quer produtos manchados pela destruição ambiental. Enquanto eles investem no Brasil do futuro, os políticos da motosserra na mão olham apenas para o passado", diz Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace.

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Aírton

Aírton says:

LAMENTÁVEL!
Precisamos nos unir o mais rápido possível para impedir esse crime contra o Planeta Terra!

Enviado 11 - jul - 2010 às 20:12 Denunciar abuso

rafaelpingomes

rafaelpingomes says:

Ola meu nome é Rafael, e sou Gestor Ambiental, e fiquei puta cara com a noticia que acabei de ver na TV o novo codigo florestal que querem implantar...
O BRASIL, é um dos únicos países que esta indo contra o meio ambiente, ja não bastava fazer usinas de energias termicas que é uma energia bem suja, ainda querem reduzir as APPs, encostas, topo de morros, entre outras.
Só pessoas "burras" mesmo para não saberem que essas areas alem de poucas são essenciais para nós e para a biota existente ali.
Só o que esse politicos FDP querem é o dinheiro, certamente tem algum suborno por traz disso tudo... Ou eles são somente burros...

Enviado 11 - jul - 2010 às 8:46 Denunciar abuso

Will Wesley

Will Wesley says:

A grande verdade é que além de eles não verem outra coisa a não ser o dinheiro!!! A população Brasileira não fica a par de tais acontecimento e quando fica não tem posição para abrir a boca e questionar estes homens... Afinal esta terra é de todos nos cidadãos, Um dia o ser humano vai pensar em tudo isso, mas poderá ser tarde demais... que a Greenpeace continue firme em suas ideologias...

Enviado 11 - jul - 2010 às 2:35 Denunciar abuso

-Leh!

-Leh! says:

O maior problema, não só desses políticos como da grande maioria da população, é porque eles não pensam nas suas futuras gerações e nem no mal que isso vai trazer para eles mesmos, e sim, no dinheiro, a única maldita coisa que eles conseguem ver nisso tudo é o dinheiro, esquecendo-se da riqueza mais importante, que é a nossa natureza perfeita, mas que está sendo destruída pelas mãos de homens egoístas e sem escrúpulos.

Enviado 9 - jul - 2010 às 16:02 Denunciar abuso

Reymond

Reymond says:

É assim que o Brasil pretende chegar a uma grande potência ? Desmatando não é o melhor caminho. O que passa pela cabeça de pessoas que aprovam uma barbárie dessas. Temos, é que retirar estes politicos do comando.

Enviado 8 - jul - 2010 às 21:28 Denunciar abuso

LECA

LECA says:

Isso é falta de amor próprio, só pode ser!!!

Enviado 7 - jul - 2010 às 22:57 Denunciar abuso

VICTORy

VICTORy says:

ridículo
esse povo devia ser preso

Enviado 7 - jul - 2010 às 20:52 Denunciar abuso

ecobrazil

ecobrazil says:

Eu tambem sou estudante de Biologia e esta sendo ridículo o que está acontecendo. Já que com a mudança terá uma maior área de desmatamento!
Eles não estão consultando nenhum especialista na área e forçando isso tudo como moeda de troca!

Enviado 7 - jul - 2010 às 16:35 Denunciar abuso

ny007

ny007 says:

O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) pediu que as Organizações Não-Governamentais e os cineastas estrangeiros que tecem críticas aos empresários e agroindustriais da Amazônia a apresentarem à população daquela região soluções para a geração de renda e progresso que não sejam degradantes do ponto de vista ambiental.

Do contrário, afirmou, é preferível que deixem os amazônidas em sua luta diária pela sustentabilidade com qualidade de vida.

- Por que James Cameron [diretor do filme Avatar, que se reuniu, na última semana, com grupos ambientalistas e indígenas brasileiros] não constrói em Porto Velho seu estúdio de filmagens, para gerar empregos e tecnologia? - questionou.

Gurgacz elogiou a Rede Globo de televisão, que na última semana levou ao ar uma série de reportagens sobre sustentabilidade ambiental. Para ele, as matérias trataram de forma elucidativa do processo de ocupação da região Amazônica, que, de acordo com ele, se deu de forma diversa da de outras regiões do país.

- Nos anos 70, os colonos eram obrigados a desmatar 50% da área ocupada para tomar posse da terra. O uso da motosserra era uma exigência do Estado - disse.

Ele lamentou que exista uma "diferença muito grande entre o discurso e a prática" entre os que se dizem protetores da Amazônia.

- O Rio de Janeiro já perdeu praticamente toda a sua cobertura de Mata Atlântica. No entanto, é a cidade maravilhosa, e recebe turistas do mundo todo. E Porto Velho? As pessoas dizem que adoram a Amazônia, mas sequer aparecem por lá para conhecê-la - disse.

Enviado 7 - jul - 2010 às 11:00 Denunciar abuso

allima

allima says:

No ano internacional da biodiversidade, o Brasil mostra toda a sua peculiar falta de consenso. Enquanto globalmente afirma sua responsabilidade ambiental e se veste de “verde”, age com facetas únicas de uma nação sem coerência de princípios e planejamento. Estabelecendo metas para a emissão de gases estufas enquanto se mantêm entre os cinco principais países emissores por efeito das suas frequentes queimadas florestais, rurais e urbanas... Enquanto mantém no mesmo período um dos recordes do desmatamento florestal, inclusive na floresta mais biodiversa do mundo, na floresta mantenedora da “saúde” climática nacional e internacional, como alertam os pesquisadores relacionados ao IPCC em qualquer evento, entrevista, reuniões públicas em que são lembrados de ser convidados...

Como estruturalmente pessoas autuadas, multadas em milhões por crimes ambientais, podem influenciar e articular mudanças na legislação, sugerindo reformas de forma completamente arbitrária? Ninguém com tradição em pesquisas sobre serviços ambientais, ecologia, impactos ambientais, climatologia, etc. foram consultados para propor a reforma na legislação ambiental do Brasil! Alguns pesquisadores das principais universidades do país estão pedindo para serem ouvidos? Quem propõe mudanças como as que possibilitam a anistia de todos e quaisquer crimes ambientais e diminuem ou retiram a necessidade das áreas de proteção permanente ou de reservas legais? Baseados em quais argumentos? E quais desses argumentos são confiáveis? Há quem diga, que florestas em pé não servem pra nada... bem, os efeitos de perda de mata ciliar, por exemplo, são sentidos em qualquer chuvas principalmente nas principais regiões metropolitanas. É culpa do São Pedro? Oras, argumentos como esse da intensidade de chuvas em um país tropical, ainda em ano de influência do El niño, é demais! É ignorar e subestimar a inteligência dos que vivem em um planeta e ainda se lembram disso! A Terra é toda dotada de ciclos, regimes e movimento diário!

Sem levar em conta nenhum aspecto científico e as conseqüências futuras pelas propostas declaradamente de interesse de um grupo hegemônico, fere-se os processos democráticos, a representatividade e os interesses coletivos e explicita-se a hipocrisia político-ambiental do Brasil.

Enviado 7 - jul - 2010 às 9:11 Denunciar abuso

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