Em Maio de 1998, a delegação do Governo Brasileiro presente à 50ª Reunião Anual da CBI manifestou interesse na criação de um Santuário de Baleias no Atlântico Sul.
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Atualmente existem dois santuários criados pela Comissão Internacional Baleeira (CIB): o Santuário do
Oceano Índico (criado em 1970) e o Santuário do Oceano Antártico (1994).
No entanto, o status de santuário dessas regiões é temporário, devendo
ser reavaliado dentro de períodos determinados pela CIB.
Para agravar essa situação, o Santuário Antártico tem sido sistematicamente desrespeitado pelo Japão que, anualmente, caça baleias na região, alegando estar fazendo 'pesquisa científica'. O resultado dessa pesquisa pode ser visto toda vez que o Nisshin Maru, navio-fábrica da frota baleeira japonesa, chega a algum porto daquele país: caixas e mais caixas de carne de baleia, pronta para o consumo. É ciência embalada e pronta para chegar às prateleiras dos supermercados e balcões de restaurantes.
Para aumentar a segurança das baleias, o Greenpeace defende que todos os oceanos
transformem-se em um Santuário Global.
Em maio de 1998, a delegação do governo brasileiro presente à 50ª
Reunião Anual da CIB manifestou interesse na criação de um Santuário de
Baleias no Atlântico Sul. O Greenpeace acredita que esse santuário é um grande passo rumo à criação do Santuário Global de Baleias.
Em primeiro
lugar, porque tornaria todos os países e governos do Atlântico Sul
responsáveis pela proteção das baleias. Em segundo lugar, porque
dificultaria a movimentação das frotas baleeiras em direção à Antártica. Por
isso, o Greenpeace demanda do governo brasileiro a oficialização da sua
proposta junto à CIB.
Além disso, durante os meses de junho a setembro, muitas
espécies de baleias migram para a costa brasileira. Elas procuram águas
mais quentes, fugindo do inverno polar para se reproduzir. Das 8
espécies de baleias com barbatanas que existem no planeta, 7 ocorrem em
águas brasileiras: a franca, a azul, a fin, sei, Bryde, jubarte e minke. Os
filhotes que nascem aqui são, portanto, brasileiros! A proteção desses
filhotes e das populações de baleias que anualmente visitam nossa costa
depende da manifestação e das ações de cada um de nós. A criação do
novo santuário é um passo para a sobrevivência de animais únicos, ainda
ameaçados de extinção.