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O navio do Greenpeace, Esperanza, entre o baleeiro Yushin Maru e o navio-fábrica Nisshin Maru, ambos da frota japonesa. Desde que a perseguição aos baleeiros japoneses começou, no dia 13 de janeiro, nenhuma baleia foi morta na Antártica.
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Depois de cinco meses no mar, o Nisshin Maru chegou nesta segunda-feira ao Japão de sua expedição ao Santuário de Baleias da Antártica, carregado com a carne de 551 baleias que foram mortas nesta temporada pela frota baleeira japonesa. Uma matança sem sentido que, apesar das alegações do governo japonês, nada tem a ver com pesquisa científica.
A caça de baleias promovida pelos japoneses na Antártica foi adiada por 15 dias graças à perseguição que nosso navio Esperanza fez ao Nisshin Maru por mais de 4 mil milhas no santuário. Além de baleias minkes, os baleeiros do Japão também pretendiam caçar fins e jubartes, mas esta última espécie ficou de fora depois de protestes realizados em todo o mundo.
Nos últimos anos, a Agência de Pesca do Japão tem dito ao mundo que houve um aumento no número de baleias fin no Oceano Antártico e que isso justificaria a matança de 50 delas. Mas depois de ficarem três meses do ano vasculhando a região, os baleeiros japoneses não encontraram um exemplar sequer da espécie.
A batalha para defender as baleias agora se volta para o Chile, onde será realizada a próxima reunião da Comissão Internacional Baleeira. O Japão tentar novamente derrubar a moratória à caça comercial de baleias, mas estamos preparados para impedir isso, bem como defender a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul.
"As discussões agora passam a ser em esfera política, onde esperamos que o governo brasileiro tenha um papel chave na proposta durante a reunião da Comissão Internacional Baleeira, em junho, no Chile", afirma Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace Brasil.
No Santuário de Baleias da Antártica, o único número aceitável de mortes de baleias é zero. Se os japoneses são sérios em relação à pesquisa científica - não a caça comercial disfarçada que promovem - devem retornar à região na próxima temporada com câmeras fotográficas, não arpões.
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