Cada vez mais fundo

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Notícia - 15 - jul - 2010
Brasil anuncia início da produção de petróleo nas profundezas do pré-sal. Europeus seguem o exemplo americano e impõem moratória à exploração de óleo em alto mar.

O óleo que vaza há quase três meses polui o mar, a areia e afeta a fauna e flora da costa da Lousianna. © Chuck Cook / Greenpeace

O comissário para Energia da União Europeia, Günther Oettinger, recomendou ontem que a Europa adote, a exemplo dos Estados Unidos, moratória de exploração de petróleo em alto mar até que a causa do acidente com a plataforma Deepwater Horizon seja inteiramente esclarecida. Na contramão dos esforços mundiais, o Brasil anuncia hoje o início oficial da produção de petróleo da camada do pré-sal.

O poço de estréia será o do Campo de Baleia Franca, na Bacia de Campos, litoral do Espírito Santo e promete produzir 13 mil barris de petróleo leve por dia. Mais um poço do pré-sal será perfurado no Baleia Franca ainda no segundo semestre deste ano e, até o final do ano, os dois poços deverão produzir diariamente 40 mil barris de óleo por dia.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o presidente Obama estendeu até novembro a suspensão de abertura de novos poços em alto mar, uma resposta ao fracasso contínuo das medidas de contenção adotadas até agora pela empresa BP.

Incertezas rondam os últimos testes programados para esta semana no Golfo do México. O uso de um novo tipo de ‘rolha’, equipamento que prometia ser capaz de conter boa parte do óleo que vaza do buraco no fundo do Golfo do México, foi adiado pela segunda vez, por falta de segurança. Cientistas temem que a medida não só seja infrutífera, como possa danificar ainda mais o buraco.  

“Quanto mais extrema a operação, maior a probabilidade de acidentes e dificuldades técnicas”, diz Ricardo Baitelo, da Campanha de Energia do Greenpeace. É o caso do pré-sal, considerado um dos dez pontos de exploração em alto mar mais perigosos do mundo pela Aliança Global para Combustíveis Renováveis. “O acidente no Golfo do México mostrou que os métodos e tecnologias disponíveis hoje não são suficientes para conter acidentes”, complementa Baitelo.

Além do risco de desastres ambientais, os poços do pré-sal poderão emitir enorme quantidade de gás carbônico, tanto pela queima do óleo, quanto pelo CO2 contido nos poços. O cálculo é que a emissão anual proveniente da exploração e uso do petróleo do pré-sal seria de 350 milhões a 1,4 bilhões de toneladas de CO2, valor que manteria o Brasil entre os quatro maiores emissores de CO2 do mundo, atrás de China, Estados Unidos e Indonésia.

Os mais de 660 milhões de litros de óleo que já vazaram do buraco da BP desde 20 de abril, dia do acidente com a plataforma, vêm alterando a composição química e física da região do Golfo e da costa da Lousianna. “Microorganismos são os primeiros a serem afetados”, explica Mikael Freitas, da Campanha de Oceanos. Pirossomos, que servem de alimento para tartarugas e fitoplânctons, base da cadeia alimentar marinha, começaram a aparecer mortos em toda a região.

Morrem também as algas, que deixam de receber a luz do sol pelo bloqueio da mancha negra no mar e proliferam bactérias que consomem compostos de óleo, mudando ainda mais a composição química do mar. “Os impactos deste vazamento serão vistos e sentidos por muitos anos. Em um momento em que atingimos taxas de extinção mundial mil vezes maior que as naturais, somos obrigados a acompanhar à distância o descaso com a biodiversidade deste que tem tudo pra ser o novo Mar Negro ou, quem sabe ainda, Mar Morto”, diz Mikael.  

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fspolaor

fspolaor says:

Prezados Senhores (as),

Vimos ontem a participação do Senhor Sergio Leitão (Greenpeace) no programa Entre Aspas do Globo News sobre a matéria de tecnologias para a exploração de petróleo (pré sal) e achamos conveniente mantê-los informados, pelo fato sua posição na mídia e como formadores de opiniões que nossa empresa, brasileira, tem a mais avançada tecnologia para MONITORAMENTO DE EQUPAMENTOS SUBMARINOS, recentemente um grupo de 08 Jornalistas Brasileiros fizeram uma viagem a Noruega onde visitaram a empresa Bjorge a qual somos parceiros exclusivos no Brasil, matérias já foram publicadas em jornais como o Correio Braziliense e outros sobre esta tecnologia que já é de conhecimento da Petrobrás. Desenvolvemos também tecnologia para detecção de vazamentos de petróleo e Gás em dutos terrestres já aprovadas em vários países, inclusive ARABIA SAUDITA E ESTADOS UNIDOS.

Temos material muito interessante sobre o assunto DETECÇÃO DE VAZAMENTOS, caso possuam o interesse em conhecer melhor essas tecnologias, ficamos a disposição para outras informações que se fizerem necessária.

Atenciosamente,

Francis R. Spolaor
ASEL-TECH
Technology for people and environment .
Office 55-16-3411-3175
Email: francis@asel-tech.com
www.asel-tech.com

Enviado 16 - jul - 2010 às 14:48 Denunciar abuso

KarineFA

KarineFA says:

Nada disso espanta em se tratando de Brasil, sempre orgulhoso de estar na vanguarda... do atraso.

Enviado 16 - jul - 2010 às 2:22 Denunciar abuso

fvasconcelos

fvasconcelos says:

Eu gostaria de ver a Petrobras se tornando uma empresa de energia e ir progressivamente abandonando a produção desses combustíveis sujos (gasolina e díesel) e venenosos (cheios de chumbo) em patamares que não são aceitos em nenhum lugar civilizado do planeta!! E que ainda emporcalham nossa atmosfera e fazem crianças e idosos entupirem os hospitais e clínicas do país, principalmente, nas épocas de inverno... lamentável...

Enviado 15 - jul - 2010 às 17:29 Denunciar abuso

Marcus Vinicius

Marcus Vinicius says:

Quando vamos perceber o que estamos fazendo ao nosso planeta será tarde, pq nem aqui vamos estar, nossos governantes apaixonados pelo poder, ganância, lucro sem precedente, locos que aprovam leis absurdas que todos possam passar por essa maldade que fazem com a mãe terra e sofram da mesma forma, haverá um dia que terão que pedir perdão, mas será feito de outra forma esse perdão será pago com o mesmo pecado. OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE.

Enviado 15 - jul - 2010 às 16:11 Denunciar abuso

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