Por Pedro Torres

da campanha de Clima e Energia do Greenpeace

No sábado passado, 8 de outubro, fez 25 anos desde que a usina nuclear de Angra (RJ) sofreu um vazamento de água radioativa, uma história que até hoje apresenta versões nebulosas e é exemplo crasso de como a história do programa nuclear brasileiro é marcado pela falta de transparência e militarização.

A estimativa é que 20 a 25 mil litros de água contaminada vazaram da usina e podem ter exposto ao menos 50 mil pessoas à contaminação, segundo versões da época.

O vazamento de 1986 em Angra ocorreu no período da transição do regime militar para o civil, e isso explica a série de dificuldades para se ter acesso à informação. Mas, lembrar de casos como este é fundamental para construir a memória do país e evitar a continuidade da irresponsável aventura nuclear brasileira.

Hoje, nada justifica a manutenção do setor nuclear como uma verdadeira caixa preta radioativa financiada com dinheiro público.

O Brasil não precisa de energia nuclear, seja pela geração de empregos ou pela geração de energia elétrica para nosso país. Precisamos, ao contrário, liderar uma Revolução Energética com investimentos em novas renováveis como Biomassa, Solar e Eólica.

Leia a proposta do Greenpeace para uma Revolução Energética no Brasil.