Audiência pública virtual acontece às 17h, com lideranças dos povos Terena, Marubo, Guajajara, Pataxó, Guarani e Kaiowá. Sessão será transmitida ao vivo no canal do youtube da Comissão Interamericana

Foto: Christian Braga / Greenpeace Brasil

Nesta quarta-feira (26), acontece a audiência pública sobre a situação dos Povos Indígenas no Brasil, na Comissão  Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington (EUA). Entre os principais temas discutidos, está a demarcação de territórios e a ameaça de projetos de lei no Congresso brasileiro que ameaçam os direitos dos povos indígenas. O evento inicia às 17h de Brasília, com transmissão ao vivo no canal do youtube da CIDH.

A principal premissa da audiência é expor a situação de risco, violência e violações de direitos humanos dos Povos Indígenas em decorrência das eleições gerais no Brasil, dos projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional, e da aplicação da tese do “Marco Temporal”. As lideranças indígenas Mauricio Terena, Eliesio Marubo, Kari Guajajara, Rodrigo Pataxó e Norivaldo Guarani Kaiowá farão depoimentos à Comissão sobre a situação de violência em seus territórios. A deputada federal eleita pelo Estado de São Paulo, Sonia Guajajara, também participará do evento como representante da sociedade civil.

A escalada violenta contra indígenas e ambientalistas

No ano de 2021, o número de casos de violência contra os indígenas foi o maior dos últimos nove anos, de acordo com o relatório anual do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Foram registrados 355 casos de violência contra os indígenas, entre assassinatos, abuso de poder, racismo e outros. Em 2020, foram 304 ocorrências. O terceiro ano do governo de Jair Bolsonaro representou o agravamento de um cenário que já era muito difícil e violento para os indígenas brasileiros. 

Em junho deste ano, a morte do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips escancarou os problemas de segurança, proteção ambiental e respeito aos povos originários no Vale do Javari, na Amazônia, a segunda maior terra indígena do Brasil.

Assessoria de imprensa Greenpeace Brasil

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