Não é fácil de ver e ficam bem distantes. As águas além das fronteiras nacionais abrigam uma vasta e preciosa vida marinha

 Também conhecidas como “alto-mar” ou “águas internacionais”, essas áreas são verdadeiros tesouros de ecossistemas. As águas do Atlântico Sul, por exemplo, chegam a cobrir quase metade da superfície da Terra. Apesar disso, ainda não existem regras globais focadas em preservá-las.

Baleia-franca-austral nadando na costa da argentina. © Santiago Salimbeni / Greenpeace

A falta de regulamentação trouxe muitos problemas para os oceanos, sendo a pesca industrial um dos mais sérios. Isso porque empresas gigantes operam em locais fora de sua instância e, em muitos casos, recebem enormes subsídios de seus respectivos governos.

Onde e como a pesca industrial predatória acontece? 
Infelizmente, isso está acontecendo no sudoeste do Atlântico, lugar muito atrativo para companhias de pesca. Todo ano, mais de 400 navios chegam nesses mares para explorá-los. Essas embarcações se aproveitam da falta de proteção e destroem indiscriminadamente a vida marinha. Alguns deles jogam as chamadas redes de arraste de fundo, caçando qualquer animal que estiver por ali. Tem vezes que capturam até tubarão. 

Quais são as consequências da pesca industrial predatória?

Baleias, tartarugas e tubarões mortos. 
As técnicas destrutivas usadas por alguns desses barcos levam à pesca indiscriminada, usando, por exemplo, redes de arrasto pelo fundo, um método em que grandes redes são jogadas na água e arrastadas ao longo do fundo do mar. Elas ‘varrem’ tudo o que encontram em seu caminho, agindo como uma escavadeira. 

Dessa forma, as redes acabam capturando animais cuja pesca ou captura não é permitida, como golfinhos, tubarões, focas e espécies ameaçadas de extinção, como o albatroz. E sabe o que os barcos fazem? Descartam os animais já mortos ou moribundos, jogando-os de volta na água.

Albatroz errante na Antártida. © Paul Hilton / Greenpeace

Navios de pesca industrial competem com animais marinhos por lulas.
A lula é uma fonte crucial de alimento para muitas espécies, incluindo cachalotes, golfinhos, orcas e elefantes marinhos. Porém, devido ao grande número de lulas capturadas por pescadores industriais, esses animais estão sendo forçados a competir com a indústria pesqueira por seus alimentos.

Atividades pesqueiras ilegais, não declaradas e não regulamentadas (IUU, na sigla em inglês)
As atividades de pesca industrial no sudoeste do Atlântico não estão sob monitoramento e gerenciamento adequados devido à falta de regulamentação eficiente.
Esses navios capturam quantidades de peixes que podem ser congelados e processados diretamente em alto-mar. Um navio de pesca pode descarregar sua captura em outro navio frigorífico enquanto navegam (uma prática conhecida como transbordo). Isso lhe permite continuar pescando ao invés de retornar a um porto. Assim, conseguem pescar excessivamente, o que pode levar a violações dos direitos humanos e dos direitos trabalhistas.

Como podemos parar isso?
Ajude a pressionar pela proteção dos oceanos, assinando o abaixo-assinado #ProtejaOsOceanos
Nenhum negócio vale tanto a pena a ponto de sacrificar ecossistema inteiros. Nenhuma indústria deve ferir ou matar baleias, focas e outras preciosas vidas marinhas. Os líderes mundiais não podem permitir que um oceano se torne um terreno industrial.

PROTEJA OS OCEANOS