O prefeito de São Paulo, João Doria, sancionou o Projeto de Lei que prevê o fim da emissão de poluentes pelos ônibus da capital em 20 anos

Ônibus de São Paulo em terminal.

As empresas de ônibus devem cortar pela metade o nível de gases tóxicos e em 90% da fuligem emitidos pelos coletivos em 10 anos e zerar essas emissões em 20 anos

Um bom passo em direção à melhora da qualidade do ar da cidade de São Paulo foi dado nesta quinta-feira (18), com a aprovação pela Prefeitura da lei que estabelece prazos e objetivos para a mudança de combustíveis nos ônibus da cidade, além de multas para as empresas que descumpri-los. É um indicio de que medidas para a melhora do transporte público, da saúde e da qualidade de vida podem caminhar em conjunto com medidas que amenizem os efeitos das mudanças climáticas.

É bom lembrar: cerca de 4700 mortes por ano estão associadas à queima do diesel dos anos em São Paulo. Por isso, essa lei estabelece um novo paradigma. Mas quanto tempo levará para a cidade e o país terem suas frotas de ônibus totalmente não poluentes? O prazo de 20 anos da lei paulistana é longo. Sabemos que isso pode ser, e provavelmente será, muito mais rápido, em função do barateamento das novas tecnologias.

O desafio para que isso aconteça, de fato, é que medidas semelhantes a esta em São Paulo sejam tomadas por outras cidades, em primeiro lugar – leis que exijam essa transição. Mas a participação popular com pressão pela melhoria do transporte como um todo precisa continuar. Esta medida não seria possível sem o apoio da população que nos ajudou a garantir um texto da lei com condições mínimas para realizar essa mudança.

Ainda há um longo caminho a ser percorrido. Mas nós do Greenpeace, agradecemos ao apoio de todos aqueles que se juntaram a nós nesta causa, que deixou claro seu recado. A população das grandes cidades brasileiras quer transporte de qualidade, e isso significa suprir as necessidades de deslocamento pelas cidades, mas também sem poluir.