Usar combustíveis limpos e renováveis na frota de ônibus da cidade de São Paulo é obrigatório desde 2009 por meio da Política Municipal de Clima. Essa medida, no entanto, sempre foi negligenciada sob o argumento da inviabilidade técnica e financeira. O Greenpeace elaborou um dossiê que demonstra o oposto: além de viável – e mais eficiente que o veículo movidos a biocombustíveis –, a adoção dos ônibus elétricos em toda a frota é indutora de benefícios para a saúde, para a economia e para o clima. E sem pesar no bolso do usuário.

A publicação Dossiê Ônibus Limpo: Benefícios de uma transição para combustíveis renováveis na frota de São Paulo foi produzida em agosto de 2016 a partir de levantamento de dados operacionais do sistema de transporte da capital, os custos de manutenção e das fontes disponíveis, de testes realizados por fabricantes de veículos em outras cidades, e de pesquisas em saúde ambiental.

Alguns dados do dossiê:

  • No caso dos ônibus elétricos puros, testes têm demonstrado que o custo de manutenção pode ser 25% menor e a economia com combustível pode chegar a 64,7% em comparação com os convencionais a diesel;
  • O leasing de baterias é uma alternativa para reduzir drasticamente o custo dos ônibus elétricos, aproximando-o do valor do veículo a diesel;
  • Por meio da tecnologia V2G (Vehicle to Grid), os ônibus não são apenas consumidores de energia, mas parte do sistema elétrico. Eles podem incorporar as fontes eólica e solar, servir de backup e fornecer energia à rede, tornando todo o sistema mais eficiente;
  • A redução na queima do diesel convencional poupa vidas e recursos: em dez anos, uma redução de 20% poderia evitar mais de 7 mil mortes e os cofres públicos economizariam R$ 53 milhões em gastos de saúde decorrentes de problemas cardiorrespiratórios.


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