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Petroleira BP consegue ordem judicial contra protesto pacífico do Greenpeace na Escócia, mas ativistas resistem há mais de 70 horas e dizem que não deixarão a empresa silenciar um protesto pacífico

Greenpeace Climbers on BP Oil Rig Scotland. © Greenpeace

Ativistas escalaram a plataforma de petróleo da BP e abriram um banner com os dizeres “Emergência climática” © Greenpeace

A equipe de ativistas do Greenpeace que escalou no domingo uma plataforma de petróleo da BP na Escócia segue firme e forte no local. O Greenpeace exige que a BP acabe imediatamente com a perfuração de novos poços – como o que está próximo aos Corais da Amazônia, no Brasil – e mude para investir apenas em energias renováveis.

Nós sabemos que não podemos queimar todo o petróleo que já temos se quisermos limitar os impactos catastróficos das mudanças climáticas, mas a BP parece que não. A empresa mantém seu desejo de explorar mais e expandir sua produção de petróleo e gás.

A BP conseguiu uma liminar contra o protesto pacífico do Greenpeace exigindo que os ativistas parem com o protesto, mas os ativistas deixaram claro que continuarão lá. “Em um momento no qual o planeta vive (ou tenta sobreviver a) uma emergência climática, a BP não vê problemas em fazer lobby contra políticas voltadas para o combate às mudanças climáticas e ainda vai à justiça contra quem a desafia. Isso é mais uma mostra do descaso da BP e sua disposição em explorar petróleo a qualquer custo, mesmo em áreas sensíveis do ponto de vista socioambiental, seja no Mar do Norte, seja na bacia da Foz do Amazonas”, afirma Thiago Almeida, porta-voz da campanha Corais da Amazônia.