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O governo brasileiro deve agir com rapidez para encontrar e punir os responsáveis pelo crime,e coibir as invasões de garimpeiros e grileiros nos territórios, que ameaçam também vários outros povos indígenas na Amazônia brasileira

Povo Wajãpi na festa do Pacu Açu © Mário Vilela/FUNAI

A Funai confirmou neste sábado (27) a morte do cacique Emyra Wajãpi próximo à aldeia Mariry, após a invasão de um grupo de garimpeiros na terra indígena, no Amapá, essa semana. O Greenpeace manifesta repúdio por mais esta violência e se solidariza e apoia a APINA, o Conselho das Aldeias Wajãpi e a COIAB – Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira em suas reivindicações pela garantia dos seus direitos constitucionais e sua autodeterminação em decidir como querem viver. 

Hoje, milhares de indígenas encontram-se em risco no Brasil por conta de invasões, extração ilegal de madeira, garimpo e tentativas de tomada de suas terras. Boa parte destas ameaças são alimentadas pelo próprio governo, ao repetir sistematicamente sua intenção de abrir as terras indígenas para explorar os recursos naturais por empresas estrangeiras, e ao sucatear os órgãos de fiscalização ambiental e a FUNAI. 

É dever do Estado proteger os territórios indígenas e seus povos, coibindo atividades ilegais de garimpo e mineração para evitar a escalada de conflitos que ameaçam também outros povos indígenas

O Greenpeace cobra do governo agilidade na resolução deste conflito, com a investigação e punição dos responsáveis, além de garantir a integridade física e cultural do povo Wajãpi através da proteção do seu território.  

Nota da APINA sobre a invasão da terra indígena Wajãp

Nota da COIAB contra os ataques ao povo Wajãpi