Governantes do mundo todo precisam aprovar o Tratado Global dos Oceanos, ferramenta que vai permitir a criação de santuários marinhos e garantir o futuro seguro para os mares, o clima e bilhões de pessoas.

Caranguejo fica preso dentro de um copo descartável, nas Filipinas. O plástico é uma das grandes ameaças aos oceanos e aos seres que vivem ali. © Noel Guevara / Greenpeace

Mudanças climáticas, poluição por conta dos plásticos, exploração de petróleo e minérios e pesca excessiva: as ameaças que nossos oceanos enfrentam estão ficando cada dia mais graves.

Mas existe uma esperança! Cientistas recomendam que cheguemos em 2030 com um terço dos mares livre de atividades econômicas destrutivas (leia mais neste blog). Se isso acontecer, seremos a geração responsável por um dos maiores esforços de conservação e protegeremos milhões de quilômetros quadrados, trazendo benefícios incríveis para os oceanos, ao clima e pessoas que dependem de recursos do mar para viver.

Este mapa mostra como isso seria.

Mas há um problema: no momento, não há como criar santuários marinhos nas áreas que não pertencem a nenhum país (as chamadas águas internacionais, ou alto-mar). Precisamos primeiro criar um acordo internacional: o Tratado Global dos Oceanos, que criará as ferramentas legais necessárias.

Algumas nações já estão trabalhando há anos por ele. Nos bastidores, o Greenpeace atua há uma década. Mas as negociações de verdade estão apenas começando. Em abril, vários governantes se reuniram na ONU em Nova York e planejaram mais duas reuniões, uma neste ano e uma em 2020, quando o Tratado pode ser finalmente anunciado.

Quem apoia o Tratado?

Algumas nações da África, América Latina, Europa e ilhas do Pacífico e Caribe concordam nas últimas reuniões da ONU que o Tratado Global dos Oceanos deve permitir a criação de áreas marinhas protegidas internacionalmente. E que, principalmente, ele deve substituir o sistema falido de acordos regionais e tratados que temos agora. Nós apoiamos e incentivamos os governos que têm essa visão de futuro. Vamos garantir que eles saibam do movimento global que os apoia e lhes dá espaço para ir ainda mais longe.

Quem está atrapalhando as negociações?

Países como os Estados Unidos, Austrália, Canadá, Noruega, Islândia e Rússia estão atrasados em relação à proteção dos oceanos. Nosso papel é fazer com que os governantes dessas nações entendam a importância do Tratado e que ouçam os cientistas.

Os oceanos precisam de você

Manter tudo como está não vai reparar a destruição que já assola os oceanos. Grandes empresas de pesca, mineração e petróleo preferem o atual sistema que coloca nosso planeta azul em perigo. Cabe a nós garantir que os governos façam a coisa certa. Os oceanos estão em crise e simplesmente não podem esperar.

Quando trabalhamos juntos, podemos mudar o mundo. Já conseguimos impedir que a Total buscasse petróleo perto dos Corais da Amazônia, já evitamos que a Shell perfurasse o Ártico. Mas para conseguir a proteção definitiva dos oceanos precisamos da coragem e milhares de pessoas.

Precisamos de você. Assine o abaixo-assinado e apoie a criação do Tratado Global dos Oceanos.