Durante reunião da ONU com líderes do mundo todo, Greenpeace levou animais marinhos para chamar atenção à necessidade urgente de um tratado global para o alto-mar.

Em bote, ativistas levam uma pipa em formato de tartatuga-marinha para a frente da sede da ONU

Ativistas do Greenpeace levaram uma tartaruga-marinha gigante para a frente da ONU, em Nova York. © Stephanie Keith

Uma tartaruga-marinha foi avistada nesta terça-feira (5/09) em frente à sede das Nações Unidas, em Nova York. E não por acaso: Era ali que, pela primeira vez na história, representantes de diversos países começavam a negociar um Tratado Global para os Oceanos.

O objetivo é que o tratado proteja as chamadas “águas internacionais”, ou “alto-mar”, que cobrem dois terços da Terra, mas não pertencem a nenhum país. Apenas 1% dessas águas são protegidas atualmente.

Segundo Sandra Schoettner, porta-voz do Greenpeace Alemanha que estava em Nova York, não é exagero dizer que a reunião é um marco histórico. “É urgente que os governantes criem um tratado que nos permita ter uma rede de santuários marinhos ao redor do mundo”, disse.

O Tratado Global para os Oceanos é crucial porque hoje não existe nenhuma lei mundial que proteja a maior parte das águas internacionais. Existem apenas normas sobre a forma como exploramos os recursos nelas. O resultado disso é que os oceanos estão agora no seu limite, ameaçados pela sobrepesca, poluição e mudanças climáticas.

Ativistas seguram banner com a frase "Nossos oceanos precisam de proteção global".

Ativistas também levaram um banner em português para a o protesto pacífico.

“O alto-mar pertence a todos nós, mas se não agirmos logo, perderemos habitats vitais e espécies que nem tivemos tempo de conhecer. Os líderes mundiais devem mostrar sua visão para alcançar a meta de proteger 30% dos oceanos até 2030. E isso só é possível com um tratado que estabeleça proteção real para essas águas e nos permita criar uma rede de santuários”, ressalta Sandra Schoettner.

Um dos exemplos de santuários que deve ser criado é o do Oceano Antártico. Desde janeiro deste ano, nós do Greenpeace estamos trabalhando para que as águas da Antártida sejam protegidas da pesca predatória que a ameaça.

Mais de 1,8 milhão de pessoas assinaram a petição defendendo esse santuário. Se você não faz parte desse movimento, ainda dá tempo!

Assine a petição