Mapa interativo mostra como a ação humana acelera o processo de aumentos das temperaturas no planeta

O aquecimento global é uma realidade indiscutível não só para a Ciência, pois já conseguimos perceber no dia a dia que estamos vivenciando um aumento progressivo da temperatura no planeta. Desde 1880, quando começaram as medições, esta década registra os anos mais quentes da História, como este vídeo deixa bem claro.

O vídeo produzido pelo pesquisador Antti Lipponen, do Instituto Meteorológico da Finlândia, reúne as medições anormais de temperatura observadas em determinado país a cada ano. Veja abaixo.

O que podemos observar é que as ondas de calor ou de frio incompatíveis com a região e a época do ano em que foram registradas se tornaram muito mais frequentes após a segunda metade do século XX, e atingiram um ápice a partir dos anos 2000, com recordes de temperaturas altas sendo quebrados ano após ano.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, justamente os últimos três anos – 2015, 2016 e 2017 – foram os mais quentes já registrados desde 1880.

Derretimento das geleiras de Svalbard, na Noruega entre 1918 (acima) e 2002 (abaixo).

Os dados levam a crer que, embora as variações de temperatura sejam um fenômeno histórico intrínseco da Terra, o aumento das atividades industrial e agropecuária e do desmatamento estão diretamente relacionado ao desequilíbrio climático do planeta.

Para se ter uma ideia dos impactos do aquecimento global, essas imagens ao lado mostram o derretimento das geleiras de Svalbard, na Noruega, em um comparativo entre 1918 (acima) e 2002 (abaixo).

Esse desequilíbrio é causado pela emissão cada vez maior de gases de efeito estufa – parte se acumula na atmosfera, engrossando o “cobertor” em torno da Terra, e outra parte é absorvida pelos oceanos.

Os impactos para a nossa vida e de todas as espécies do planeta são enormes. A começar pelas alterações no clima em uma comunidade local, que prejudica a sazonalidade de atividades como a pesca e a agricultura, até desastres naturais como incêndios, enchentes e furacões fora de época, que são a face mais destrutiva dos impactos que o aquecimento global está provocando para a vida na Terra.

Como parar isso?

Os gases de efeito estufa (GEE) são emitidos em grande escala em atividades como a queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) para a produção de energia. Por isso, precisamos apostar em fontes de energia renováveis, que não se esgotam no planeta e não poluem a atmosfera. Os avanços tecnológicos já nos permitem alcançar resultados, custo de produção e oferecimento de postos de trabalho muito próximos ou superiores aos combustíveis fósseis com essas novas fontes.

Ou seja, a transição energética é perfeitamente viável para o futuro, resta apenas a vontade política para fazê-la.

Outra grande causa do aquecimento global é o desmatamento das florestas no planeta. No Brasil, que possui enormes áreas de florestas, o desmatamento é o maior responsável pelo aquecimento global. De acordo com um relatório produzido em 2016 pelo Observatório do Clima, 51% dos gases emitidos pelo país são originários da mudança no uso da terra que, basicamente, representa todos os impactos causados pelo desmatamento. Outros 22% do total de emissões são produzidos a partir da atividade agropecuária no país.

Área desmatada em Marabá, no estado do Pará.

O desmatamento das florestas é o maior responsável pelo aquecimento global no Brasil.

E eu com isso?

A pressão da sociedade civil é a única força capaz de reverter o aquecimento global. As grandes empresas lucram com a destruição do planeta e contam com a boa vontade de governantes do mundo todo para não atrapalharem seus negócios.

Por isso, defendemos o Desmatamento Zero no Brasil e uma transição urgente dos combustíveis fósseis para fontes renováveis como eólica e solar.

Junte-se a nós nesse movimento em defesa de um futuro verde e justo para as próximas gerações!

Forest Fires in Brazilian Amazon 2018. © Daniel Beltrá
Chega de destruir a Amazônia

Vamos mostrar que queremos um Brasil sem desmatamento para essa e para as futuras gerações.

FAÇA A SUA PARTE