Sapos e rãs são animais incríveis: sua fase inicial de vida é aquática, como girinos, e terrestre, quando adultos. Como suas peles permeáveis são extremamente sensíveis às condições do meio em que vivem, eles funcionam como indicadores da qualidade ambiental do local. Por conta disso, após o desastre da mineradora Samarco em Mariana (MG), pesquisadores da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) coletaram girinos do Rio Doce como forma de avaliar o impacto na região.

A partir dos resultados coletados, foi produzido o relatório “Girinos como bioindicadores da qualidade da água do Rio Doce”, que traz conclusões alarmantes sobre os efeitos da contaminação das águas no Rio Doce.

Os girinos estão absorvendo e concentrando em seus organismos altos níveis de metais pesados. Quanto maior a concentração de metais na água, maior a quantidade de metal bioconcentrados nos tecidos dos girinos. Isso se mantém durante a vida adulta, quando se transformam em sapos ou rãs. Devido a esse alto potencial acumulador, os pesquisadores alertam que a tendência é essa contaminação alcançar outros animais na cadeia alimentar.

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