O Brasil está entre os dez maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo e a cada ano os brasileiros de Norte a Sul do país são mais afetados pelas consequências das mudanças climáticas e seus eventos extremos. O que será que pensa a população brasileira sobre essas alterações climáticas?

Em busca da resposta, o Greenpeace Brasil e o Observatório do Clima encomendaram um estudo junto ao maior instituto de pesquisa do país, o Datafolha, para saber o que pensam os brasileiros e brasileiras sobre as alterações na temperatura da Terra. Os resultados mostram que o brasileiro está muito preocupado com as mudanças climáticas e acha que o governo não compartilha dessa preocupação.

Segundo o levantamento, 95% dos cidadãos acham que as mudanças climáticas já estão afetando o Brasil. Para nove em cada dez entrevistados, as crises da água e energia têm relação direta com o tema, sendo que para 74% há muita relação entre a falta de água e luz e as mudanças climáticas. No entanto, para 84% dos entrevistados, o governo não faz nada ou faz muito pouco para enfrentar o problema. O Datafolha ouviu 2.100 pessoas em todas as regiões do país.

Os entrevistados também demonstraram vislumbrar as formas de resolver o problema. Entre as soluções apontadas estão a redução do desmatamento, melhorias no transporte coletivo e investimentos em energias renováveis. Mais de 80% dos brasileiros acham que essas ações inclusive trarão benefícios para a economia do país.

A pesquisa também confirma que existe um razoável entendimento das causas das mudanças do clima.  Apresentados diante de 9 possíveis causas, as mais apontadas pelos entrevistados foram desmatamento (95%), queima de petróleo (93%), atividades industriais (92%), queima de carvão mineral (90%) e tratamento de lixo (87%).

A pesquisa foi realizada entre 11 e 13 de março de 2015. O Datafolha utilizou metodologia quantitativa, realizando entrevistas pessoais e individuais em pontos de fluxo populacional de 143 municípios de pequeno, médio e grande porte com pessoas com mais de 16 anos de idade. A margem de erro para o total da amostra é de 2,0 pontos percentuais para mais ou para menos.

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