Para responder essa pergunta o Greenpeace Brasil convidou Bella Piero, Giulia Gayoso, Caio Manhente, JP Mota e Jacqueline Sato para conhecer a RDS do Rio Negro e eles relataram como foi ver de perto a relação entre a Comunidade do Tumbira e a floresta em pé.

Giulia Gayoso, Bella Piero, JP Mota, Caio Manhente, Jacqueline Sato e a equipe do Greenpeace Brasil na comunidade do Tumbira.
Giulia Gayoso, Bella Piero, JP Mota, Caio Manhente, Jacqueline Sato e a equipe do Greenpeace Brasil na comunidade do Tumbira. © Foto: Larissa Martins/Greenpeace Brasil
Giulia Gayoso, Bella Piero, JP Mota e Caio Manhente, Jacqueline Sato durante sobrevoo na Amazônia.
Giulia Gayoso, Bella Piero, JP Mota e Caio Manhente, Jacqueline Sato durante sobrevoo na Amazônia. © Foto: Nilmar Lage/Greenpeace Brasil

A Comunidade Ribeirinha do Tumbira fica localizada às margens do Rio Negro, a 64 km de Manaus e conta com 35 famílias e mais de 100 moradores no total. Sua principal fonte de renda é o turismo. A comunidade faz parte da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro, na região do arquipélago de Anavilhanas. As RDS têm como objetivo assegurar as condições para a reprodução e a melhoria dos modos de vida das populações tradicionais que nela habitam, inclusive na exploração de recursos naturais. Além disso, visa valorizar, conservar e aperfeiçoar o conhecimento e as técnicas de manejo do ambiente desenvolvidas por estas populações.

Junto de Roberto Brito, um dos líderes da comunidade, Bella Piero, Giulia Gayoso, Caio Manhente, JP Mota e Jacqueline Sato passaram alguns dias em Tumbira, observando como uma boa gestão e execução de projetos podem gerar resultados positivos, beneficiando seus moradores em diversas áreas, além de proporcionar geração de renda conservando a floresta em pé.

Giulia Gayoso, Bella Piero, JP Mota, Caio Manhente, Roberto Brito e a equipe do Greenpeace Brasil em uma das trilhas proporcionadas pela equipe do Roberto Brito
Giulia Gayoso, Bella Piero, JP Mota, Caio Manhente, Roberto Brito e a equipe do Greenpeace Brasil em uma das trilhas proporcionadas pela equipe do Roberto Brito © Foto: Larissa Martins/Greenpeace Brasil

“Uma coisa que me marcou muito, foi o Seu Roberto falando das pessoas que eram contra a criação da RDS e hoje são completamente a favor, viram que é muito melhor o valor da floresta em pé. Em uma roda de conversa que fizemos, foi muito especial ver o orgulho e a sabedoria da comunidade local nesse lugar tão preservado e especial.” contou a atriz Giulia Gayoso.

Atriz Giulia Gayoso: A mensagem que eu deixo é que a floresta tem valor, em pé, e não derrubada.
Atriz Giulia Gayoso: A mensagem que eu deixo é que a floresta tem valor, em pé, e não derrubada. © Tuane Fernandes/Greenpeace Brasil

Perguntado sobre o que o motivou a fazer essa imersão, o influenciador João Pedro Mota declarou: Nunca tinha vindo para Manaus e o convite do Greenpeace foi algo totalmente diferente. Ter esse contato direto com tudo o que achamos que já conhecemos, é outra realidade.

Tuane Fernandes/Greenpeace Brasil © Tuane Fernandes/Greenpeace Brasil
Influenciador JP Mota: A Amazônia é um lugar importante para o mundo inteiro e espero que todas as comunidades tenham essa oportunidade de virar uma RDS e conseguir educação, comunicação e acesso
Influenciador JP Mota: A Amazônia é um lugar importante para o mundo inteiro e espero que todas as comunidades tenham essa oportunidade de virar uma RDS e conseguir educação, comunicação e acesso © Foto: Larissa Martins/Greenpeace Brasil

“É lindo ouvir da boca de quem, um dia, já derrubou as árvores, a frase ‘queremos e precisamos da floresta em pé’. A comunidade do Tumbira é constituída por pessoas que antes extraíam madeira e, após se tornarem uma RDS, eles tiveram uma melhora de qualidade de vida incrível. Pelas histórias que nos contam, antes era muito trabalho, medo, insegurança, sem conhecimento e sem a informação que hoje eles têm. É uma comunidade linda.”, conta a atriz Jacqueline Sato.

Eu já sabia que aqui era um lugar em que a comunidade tinha oportunidade, mas não sabia que era nesse nível! A quantidade de cursos que os jovens têm acesso: fotografia, marketing digital e outros é incrível. E a grande maioria dos sonhos dos jovens aqui envolvem a comunidade e seu avanço, seguir no rumo certo de sustentabilidade e geração de renda para a comunidade”, conta Caio Manhente.

Além da visita à comunidade, os artistas e influenciadores também fizeram um sobrevoo em áreas do sudeste do Estado do Amazonas, nos municípios de Novo Aripuanã e Manicoré, onde puderam ver extensas áreas de floresta em terras indígenas e unidades de conservação, mas também recentes campos de desmatamento.

Mapa completo da área sobrevoada pelos artistas e influenciadores no sudeste do Amazonas.
Mapa completo da área sobrevoada pelos artistas e influenciadores no sudeste do Amazonas.

É muito chocante ver aqueles campos desmatados e fico pensando em quanto tempo levaria pra floresta se reerguer ali. Da vontade de chegar lá e falar “para, por favor”. Isso  nos assusta mais ainda, quando vemos esses casos que não são isolados, como o assassinato do Bruno e Dom., relata Giulia Gayoso.

A gente vê que só nesses últimos anos a porcentagem aumentou em 55% de desmatamento no Amazonas, isso é muito grave né. Se formos fazer uma comparação, é mais de 1 milhão e 800 mil campos de futebol. Não tem nada mais forte do que a imensidão e a força da natureza. E de como isso é precioso em pé, de como a gente precisa que isso continue assim, pro nosso futuro. Não existe futuro sem a Amazônia, afirma a atriz Bella Piero.

Quer saber mais sobre a Amazônia Que Precisamos? Acompanhe a Expedição fluvial que fizemos no Rio Manicoré!

sobre o(a) autor(a)

Julia Santos

Analista de Influenciadores e Celebridades em São Paulo. Ama dormir e viajar, especialmente para conhecer a fundo a Amazônia e seus povos. Esteve com os influenciadores nessa viagem incrível, e carrega também histórias de pessoas maravilhosas que conheceu na comunidade.