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O Brasil parou essa semana para acompanhar as notícias sobre as queimadas na Amazônia. E assim como nós, você deve estar sob estado de atenção com recordes que infelizmente estamos registrando neste mês de agosto. E certamente ouviu falar que a fumaça pôde ser sentida nas grandes cidades da Amazônia, mas também bem longe dela, no estado de São Paulo e até no Paraná. 

ALTAMIRA, PARÁ, BRASIL: Imagem aérea de queimadas na Serra do Cachimbo, REBIO (Reserva Biológica) em Altamira, Estado do Pará. (Foto: Victor Moriyama/Greenpeace)

Em 23 de agosto de 2019, o Greenpeace sobrevoou diversas áreas da floresta amazônica para documentar as queimadas que estão chamando a atenção do mundo. ©2019 Victor Moriyama / Greenpeace

A chamada “temporada de fogo” não é novidade no Brasil, porém, este ano os focos de calor na Amazônia aumentaram significativamente. De janeiro a 20 de agosto, o número de queimadas na região foi 145% superior ao registrado no mesmo período de 2018.

Desmatamento e queimadas: por que eles estão conectados?

Os incêndios florestais estão intimamente ligados ao processo de desmatamento.  Isso porque na maior parte das vezes o fogo é utilizado para “limpar” a área após a derrubada da floresta, preparando a terra para  a pecuária.  Assim, em um ciclo vicioso, além do desmatamento, as queimadas contribuem  para o aquecimento global, liberando mais CO2 na atmosfera e alimentando a emergência  climática. 

Os sinais de que a floresta pode ser desmatada e nada vai acontecer aos responsáveis estão sendo dados de forma clara pelo atual governo. Os que desmatam e destroem a Amazônia se sentem encorajados pelo discurso do governo Bolsonaro que, desde que tomou posse, não tem realizado ações para coibir o desmatamento. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, por exemplo, entre janeiro e abril de 2019 houve uma queda de 70% nas operações de fiscalização realizadas na Amazônia.

A maior floresta tropical do mundo e toda a sua biodiversidade estão gravemente ameaçadas. E isso gera risco para todos nós, mesmo para aqueles que não moram na região Norte do país, já que o fogo contribui para as emissões de gases do efeito estufa no Brasil, afetando o equilíbrio climático do planeta. A destruição da Amazônia contribui seriamente para o aprofundamento da atual crise climática!

E o que o Greenpeace está fazendo a respeito disso?

Com o apoio de nossos doadores, todos os anos realizamos sobrevoos de monitoramento da região amazônica. No dia 23 de agosto de 2019 realizamos um sobrevoo para documentar as fortes queimadas deste ano e encontramos imagens desoladoras como estas:

 

Em sobrevoo realizado no dia 23 de agosto, o Greenpeace documentou as queimadas na Amazônia. ©2019 Victor Moriyama / Greenpeace

 

Em 23 de agosto de 2019, o Greenpeace sobrevoou diversas áreas da floresta amazônica para documentar as queimadas que estão chamando a atenção do mundo. ©2019 Victor Moriyama / Greenpeace

 

Em sobrevoo realizado no dia 23 de agosto, o Greenpeace documentou as queimadas na Amazônia. ©2019 Victor Moriyama / Greenpeace

 

No ano passado mostramos  ao mundo o estrago deixado pelo fogo entre os estados do Amazonas, Acre e Rondônia. Durante a pesquisa, identificamos focos ativos especialmente no entorno e dentro de áreas protegidas, como Terras Indígenas (TI) e Unidades de Conservação, o que representa um grande risco à sua conservação. 

Em 2019, estamos desde o início do ano pressionando as autoridades e denunciando por meio de nossos canais de comunicação e na imprensa, o avanço do desmatamento e o desmonte da política ambiental do Brasil. Continuamos monitorando a floresta e apoiando seus povos que, com seu modo de vida tradicional, evitam a degradação ambiental. Continuaremos fazendo mais e mais pela proteção da Amazônia. Ainda temos muito trabalho a fazer! Então, se você se pergunta como pode ajudar a salvar o mundo hoje, a resposta é ajudando o Greenpeace com sua doação. 

Mostre agora mesmo que você também quer garantir o futuro para as próximas gerações!

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*Texto atualizado às 14h24 do dia 24 de agosto.