São Paulo, SP – Na manhã desta quarta-feira (10), Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente, e o Grupo de Trabalho da Soja, formado por representantes da sociedade civil, setor privado e governo, anunciam relatório com resultados do monitoramento da Moratória da Soja no Bioma Amazônia.
Ao longo de mais de uma década de existência, a Moratória da Soja mostrou na prática que desmatamento zero é possível. Confira alguns destaques do relatório:

  • A média do desmatamento nos municípios monitorados passou de 6.847 km²/ano (2002-2008) para 1.049 km²/ano (2009-2016) – uma redução de 85%.
  • Menos de 2% da expansão dos plantios de soja se deu em áreas desmatadas após julho de 2008. De um total de 4,5 milhões de hectares plantados na safra 2016/2017, apenas 47.365 hectares não estão em conformidade com a Moratória.
  • O compromisso monitora 89 municípios e 97% da soja plantada no bioma Amazônia, incluindo os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Amapá, Maranhão e Tocantins.

Para Paulo Adario, coordenador do Grupo de Trabalho da Soja e estrategista sênior de florestas do Greenpeace, “no momento político em que vivemos no país, onde a proteção ambiental segue ameaçada pelos diversos projetos em discussão e aprovação no Congresso Nacional e no Executivo, a Moratória da Soja na Amazônia, em vigor desde 2006, faz-se ainda mais necessária no controle do desmatamento.”

“Após 11 anos de excelentes resultados, a Moratória precisa continuar a ser fonte de inspiração para outras políticas corporativas de desmatamento zero e fonte de reflexão sobre a importância de ampliar tais medidas para outros ambientes frágeis e com altas taxas de desmatamento, como é o caso do Cerrado”, completa ele.

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