
Amazônia Livre de Garimpo:
a hora é essa!
A fraude que alimenta o garimpo ilegal
91% da área garimpada do Brasil está na Amazônia. O garimpo não só destrói a floresta, como também se apoia em falhas na regulamentação da extração mineral no Brasil para continuar operando.
O relatório “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude”, resultado de uma investigação do Greenpeace Brasil, mostra que as Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs), criadas para regulamentar a atividade garimpeira, vêm sendo usadas para dar aparência legal ao ouro extraído ilegalmente de Terras Indígenas e áreas protegidas da Amazônia.
Enquanto isso, rios são contaminados por mercúrio, florestas são destruídas e comunidades indígenas enfrentam violência, doenças e perda de seus territórios.


Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude
O novo relatório do Greenpeace Brasil revela como o ouro ilegal continua entrando no mercado formal por meio de fraudes envolvendo Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) – um documento originalmente criado para regulamentar o garimpo.
A investigação identificou dois tipos principais de fraude:
Garimpos fantasmas: São áreas que declaram toneladas de produção de ouro, mas imagens de satélite e sobrevoos mostram que a floresta está intacta, ou com pouca atividade garimpeira – o que é incompatível com o alto volume de extração de ouro declarado ali. É essa falsa declaração de origem que lava o ouro ilegal e coloca o metal no mercado legal.
Garimpos em escala industrial: São arranjos em que múltiplas permissões de garimpo concedidas em uma mesma área são exploradas de maneira conjunta. Isso permite escapar do licenciamento ambiental mais rigoroso e das regras específicas da mineração industrial – e também pode facilitar a lavagem de ouro extraído ilegalmente.
O resultado é um sistema que agrava a destruição ambiental, a contaminação dos rios e as violações de direitos na Amazônia!
A Amazônia está sendo devastada!
O garimpo que assola muitos povos indígenas na Amazônia – em especial nos territórios Yanomami, Munduruku, Kayapó e Sararé – envolve grandes redes profissionalizadas e com alto poder de investimento. Esses criminosos aproveitam as brechas da Lei para lucrar, às custas do meio ambiente, da saúde e da vida de milhares de pessoas. Essa realidade precisa mudar e ela começa por uma Amazônia Livre de Garimpo!
Apoie a petição, pressione as autoridades e nos ajude a alcançar 300 mil assinaturas!








