O que é Adaptação Climática?
A adaptação climática é um conjunto de medidas e ações que têm o objetivo de proteger as pessoas e os territórios antes que os desastres aconteçam.
Se o Poder Público investe em direitos básicos – como infraestrutura urbana, moradia digna, acesso à alimentação e serviços de saúde – a sociedade consegue se proteger e enfrentar os impactos das mudanças climáticas.
Investir em adaptação climática é uma das formas mais eficazes de reduzir os impactos com a chegada do Super El Niño. Há uma alta probabilidade de que esse fenômeno ocorra entre o fim de 2026 e o início de 2027, intensificando secas, enchentes e ondas de calor em diferentes regiões do Brasil. Isso reforça a urgência de implementar agora medidas de proteção, infraestrutura e apoio às populações mais vulnerabilizadas, antes que os desastres ocorram.


Políticas de adaptação climática precisam ser políticas de Estado, não só de governo.
Isso quer dizer que as ações para diminuir os impactos dos outros eventos extremos precisam ser contínuas, com planejamento de longo prazo e investimento constante, independente de quem esteja no poder.
Sem essa continuidade, a resposta chega tarde e não resolve o problema, atingindo principalmente quem já vive em territórios vulnerabilizados.
O que está acelerando as mudanças climáticas?
As mudanças climáticas são causadas principalmente pelas atividades humanas que aumentam a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera – como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento – e intensificam o aquecimento global.
Ondas de calor, secas extremas, ciclones, elevação do nível do mar, fortes chuvas e consequências como enchentes e deslizamentos. A lista de eventos climáticos extremos fica cada vez mais longa e eles acontecem com cada vez mais força e frequência.


Quem faz a dívida e quem paga a conta?
O povo é quem paga a conta, sobretudo as populações ribeirinhas, quilombolas, indígenas, negras e periféricas, diretamente atingidas pelo calor extremo, pela seca, pela fumaça e pelas enchentes.
À medida que a crise climática se agrava, as tragédias se intensificam. Ainda assim, não são os grandes emissores que sofrem os maiores impactos, mas justamente as comunidades, que enfrentam diariamente as consequências mais duras.
Enquanto as empresas lucram, outros têm as vidas destruídas pelo caos climático.
Precisamos de uma transição energética justa, popular e financiada pelas nações responsáveis pelas maiores emissões de CO2.
É urgente que políticas públicas preparem as cidades e protejam quem já enfrenta os impactos mais severos da crise climática.
Essas políticas devem ser construídas com a participação direta das comunidades que sofrem as maiores consequências, saindo do papel para evitar novas tragédias e oferecer respostas rápidas e efetivas a quem mais precisa.








